Notas iniciais
Olá! Aqui é a Misaki ^^ Aleluia! Consegui postar essa fanfiction rsrs. Pelos meus cálculos, acredito que vai ser uma short fic. Bem... Espero que gostem :3 Boa leitura.

Acabei de chegar de viajem, são cinco horas da manhã e daqui a três horas eu tenho uma entrevista de emprego. O maldito voo atrasou devido à chance de tempestade, acho que esperaram tanto que ela acabou vindo mesmo. O elevador do prédio está parado no meu andar e não quer descer, olho para as escadas.

Nem morta subo aquilo tudo... Claro que não, morto não anda, anta.

São dez andares, só de imaginar meus pés já começam a doer, fora ter que carregar essa mala que parece pesar uma tonelada, acho que troquei ela no aeroporto por um contrabando de drogas. Depois de quase esfolar meu dedo apertando o botão do elevador, finalmente ele desce. Arrasto a mala para dentro e aperto o botão do décimo andar, em poucos segundos eu chego e saio daquela caixa metálica.

— Ai! – Mas que caralho! Chutei alguma coisa, meu pobre mindinho está latejando, espero que não tenha cortado.

— Você está bem? – ouço alguém perguntar. – Sabia que não devia ter deixado essas caixas ai.

Se sabia então porque raios deixou?

— Tudo bem, só bati o dedinho – digo e levanto a cabeça para ver quem é o gênio.

Minha boca se abre em surpresa. É um homem alto, de físico atlético, olhos cinzas e cabelos vermelhos. Não ruivo, vermelho de farmácia mesmo, escuro e vibrante como... Como um tomate maduro. Depois daquela viajem estressante, ver um homem tão bonito dá até um ânimo.

— Tem certeza? Você pode tê–lo cortado, não quero ter meu nome em um boletim de ocorrência depois – ele diz com um sorriso de canto sedutor.

— Talvez você possa me ajudar com essa mala, ai eu poderei pensar no seu caso – digo entrando na brincadeira.

— Acho que não tenho escolha, melhor aceitar sua proposta do que dormir na sarjeta, até porque não tenho alguém para pagar a fiança – ele pega a mala pela alça. – Qual apartamento?

— 1006 – Respondo.

— Então somos vizinhos, o meu é o 1007 – ele diz.

Vizinho gato, um ponto para o novo apartamento.

Caminho até meu novo lar, pego a chave na bolsa e abro a porta.

— Aqui já está bom.

— Tem certeza? Posso levar até sua cozinha, sala ou até o... – esse sorriso de canto dele é de deixar as pernas bambas.

— Não, obrigada – estreito os olhos. Que sujeito espertinho.

— Tudo bem – ele solta a mala na porta. – Posso ao menos saber o nome de minha mais nova e bela vizinha?

Coro levemente com o elogio. Uhm... Acho que vou dar uma de espertinha também.

— Se você me convidar para tomar um café...

Ele estreita os olhos, percebendo meu joguinho.

— Sábado, às 16h00min na cafeteria da esquina? – ele pergunta.

— Fechado – dou um sorriso de satisfação.

Ele dá uma piscadela e vai até as caixas ao lado do elevador.

— Vou tirar essas coisas daqui antes que mais uma donzela tropece, agora já estou comprometido.

Dou uma risada leve e começo a fechar a porta.

— Boa noite, vizinho.

Tranco a porta, jogo os sapatos num canto e largo a mala no corredor mesmo. Olho meu dedinho do pé, está apenas vermelho, nada de mais.

Tenho 2 horas e 45 minutos até a entrevista, levo 15 minutos de a pé até lá, preciso de 30 pra me arrumar e 5 pra tomar um café, então tenho 1 hora e 55 minutos pra tirar uma soneca e tentar não parecer um zumbi.

Programo o despertador e me jogo na cama, estou tão cansada que apago em questão de segundos. O tempo parece voar, logo o despertador começa a apitar e chacoalhar, dou um tapa nele, desligando–o, me espreguiço e pulo da cama; até que foi um bom cochilo, deu pra recuperar um pouco da energia.

Vou tirando a roupa pelo caminho, entro no banheiro e ligo o chuveiro... Legal, esqueci o sabonete. Corro nua até o corredor e pego minha nécessaire, volto ao chuveiro e coloco um pouco de sabonete líquido na palma da mão, espalho pelo corpo e faço bastante espuma, me enxaguo, lavo o rosto e fecho o registro. Não tenho tempo para lavar e secar o cabelo, mas ele está limpo e cheiroso ainda.

Pego a toalha pendurada sobre o box e me enxugo, enrolo ela no corpo e volto ao corredor, tombo a mala no chão, pego uma lingerie limpa e meu conjunto social, me visto e arrumo o cabelo; olho o relógio, ainda tenho 10 minutos para me arrumar, sento na cama e começo a fazer uma maquiagem bem leve, realçando apenas meus olhos com um lápis e rímel. Pronto, agora tenho que colocar algo no estomago, vou passar na cafeteria aqui perto; pego minha bolsa e calço os sapatos, pego as chaves e tranco a porta.

— Bom dia – ouço uma voz grave.

Olho para minha esquerda. É o vizinho ruivo.

— Bom dia – digo guardando as chaves.

— Chegou tarde e já está saindo? – ele pergunta ajeitando o sobretudo.

— Você não está fazendo o mesmo? – ergo a sobrancelha.

— Uhm... É mesmo – ele olha no relógio de pulso. – Quer um café?

— Não obrigada, vou acabar me atrasando – digo andando até o elevador.

— Trabalho? – ele entra junto comigo.

— Entrevista – respondo apertando o botão do térreo.

— Posso te dar uma carona – ele oferece.

— Tentador, mas não – respondo.

Ele sorri e eu me toco do que disse.

Não que “ele” também não seja tentador.

Me pego olhando o com malícia, a porta se abre e eu saio apressada.

— Boa sorte – ele acena.

— Obrigada.

Acelero o passo e entro na loja de café.

— Um expresso puro e um pão de queijo, por favor – peço a balconista.

Pago os dois e os pego com um rapaz bonitinho, no lado de fora eu dou um gole e sinto o gosto amargo, esqueci–me do açúcar, agora já era. Dou uma mordida no pão de queijo e começo a andar, não posso me atrasar.

Atravesso o semáforo, já foi metade do café e acabo de engolir o último pedaço de pão. Avisto o prédio da editora e olho no relógio, tenho 5 minutos, bebo o resto do café e jogo o copinho na lixeira; paro na frente do edifício e ajeito meu blazer, a porta automática se abre e eu entro.

— Bom dia. Tenho uma entrevista marcada para as 8h00 – digo a recepcionista.

— Seu nome? – ela pergunta.

— Diana Sinner.

— Certo. Acompanhe–me, por favor.

Sigo–a até o elevador e subimos até o segundo andar, entramos na sala de Recursos Humanos, ela entrega uma folha a outra mulher e lhe diz alguma coisa.

— Ok. Obrigada – diz a mulher.

A recepcionista vai embora.

— Prazer, sou Melody, Analista de RH – ela se apresenta.

— O prazer é meu – digo.

— Sente–se – ela aponta a cadeira a sua frente.

Sento–me e ela começa a entrevista, me faz perguntas sobre disponibilidade de tempo, algumas informações pessoais, habilidades e conhecimentos referentes ao cargo, as coisas de sempre.

— Agora a última pergunta – Melody estreita os olhos. – Algum problema em trabalhar com homens?

Eu pestanejo e respondo. – Não. – O que será que ela quis dizer com isso?

— Perfeito. Você pode fazer um teste prático hoje?

— Claro – afirmo empolgada, depois daquele café vou ficar acordada por horas.

— Me siga, por favor – ela se levanta, pega uma pasta preta e sai da sala, eu a sigo. — Você vai trabalhar com literatura.

Pegamos o elevador e subimos até o terceiro andar, é um prédio baixo, mas bem amplo. Sigo–a até uma sala grande, a porta esta aberta e ela me diz para entrar. Eu dou dois passos e paro, agora entendo o porquê daquela pergunta, há apenas homens na sala, sete para ser mais exata.

— Bom dia rapazes, esta é Diana, ela fará um teste para preencher a vaga de editora.

Os sete param o que estão fazendo e olham para mim. Sinto uma onda de energia percorrer meu corpo; encolho–me involuntariamente, é como se eles conseguissem ver através de minha roupa.

— Diana, este aqui é Ken – Melody diz indicando o rapaz próximo à porta –. Ele é responsável por fazer e atender as ligações, o chamamos de “garoto do telefone”.

— Olá – ele diz –, mas é Kentin.

Os materiais de trabalho estão perfeitamente arrumados em sua mesa, todos ao seu alcance como se desse extremo valor a eles e quisesse que mais ninguém os utilizasse.

— Ao lado dele está Dakota – diz Melody –, ele cuida da parte estética, nosso garoto propaganda.

— Muito prazer – ele diz sorrindo, seus olhos claros são absurdamente sexys –, pode me chamar de Dake.

— O outro loiro é Nathaniel – Melody suspira apaixonadamente –, um dos editores.

— Prazer – ele me olha de cima a baixo, examinando–me.

Melody parece não gostar disso.

— Na frente está Armin, nosso revisor.

— O melhor, não deixo passar nada – ele diz estufando o peito.

— É... Chega a ser chato – diz o homem negro ao seu lado.

Ele tem olhos dourados intensos, nunca vi algo assim.

— Esse ai é Dajan – Melody dá uma risadinha –, ele faz pesquisas sobre o público, averigua as vendas e às vezes mete o bedelho nas lojas.

— Só estou tentando ajudar – ele se defende.

— Está tentando é roubar o trabalho do setor de vendas – Armin diz.

— Acalmem–se meninos – Melody chacoalha as mãos. – O quietinho ali é Lysandre, ele caça os autores.

— Olá... – ele diz preguiçosamente.

— E o rei das discussões, Castiel. – Ela indica a mesa da ponta. – Nosso querido editor chefe.

Eu olho para o homem e meus olhos se arregalam.

— Acho que não vou mais precisar pagar um café – ele diz sorrindo de canto.

Não acredito. O gato ruivo, meu vizinho... É meu futuro chefe.

— Parece que vocês já se conhecem – Melody fala olhando para nós dois. – Então ela é toda sua Castiel.

Eu coro violentamente. Isso é coisa que se diga?

— Obrigado Melody, cuidarei dela direitinho – ele diz colocando os óculos de leitura.

Incrível como conseguia ficar ainda mais bonito.

— Tchau rapazes, bom trabalho – Melody acena e pisca para Nathaniel, mas ele a ignora completamente.

— Começou logo pelo pior Diana? – Dakota pergunta.

— Seria pior se fosse por mim – diz Armin.

— Vocês não se acham presunçosos demais não? – Nathaniel pergunta.

Eu fico olhando de um para o outro, confusa.

— Não de bola para esses moleques, venha cá, tenho algo para você fazer – Dajan se levanta.

— Para ela ou para você fazer? – Lysandre insinua por trás da pilha de livros.

— Tirem suas garras dela, seus urubus nojentos! – Kentin diz pondo–se na minha frente.

— CHEGA! – Castiel urra fazendo todos se calarem. — Se têm tempo para tagarelar é porque estão sem serviço.

Todos suspiram como se já soubessem o que está por vir.

— Dajan, quero dados sobre a última venda. Dakota, quero outra cor para a capa deste livro. Lysandre, vê se acha logo aquele maldito contrato. Kentin, telefona para a autora, ela tem que inventar outro título. Armin, você deixou passar dois erros no capítulo 8.

— Quê?! – Armin exclama indignado e começa a vasculhar várias folhas.

— Nathaniel, cuide de tudo, – Castiel completa – tenho que ir até os designers, acabou o prazo.

— Ok – Nathaniel apenas afirma.

— Diana, você vem comigo. — O ruivo pega uma pasta com alça e passa por mim andando bruscamente, sem delongas eu o sigo até o elevador.

— Você sabe costurar, pintar, coisas do tipo? – ele pergunta.

— Ah, eu... – ele me encara. – Sei sim – respondo.

Não que eu não saiba, mas não é uma das áreas na qual sou especializada. Descemos até a garagem, ele tira a chave do bolso e abra a porta de um Impala 67 preto, com aros e para–choques cromados. Eu fico parada, babando naquele clássico.

— O que foi? – ele pergunta abrindo a pra mim.

— Nada – respondo e sento no carona.

Ele gira a chave e o motor ronca, parece novo . Não consigo conter o sorriso de contento e acabo denunciando–me.

— Gosta de carros? – ele pergunta enquanto saímos do subsolo e pegamos a avenida.

— É uma de minhas paixões – respondo olhando pelo retrovisor.

— E quais seriam as outras?

— Motos, música, café... – Digo com inocência.

Ele ri e eu então entendo.

— Oh não! Não estou cobrando o café – nego, envergonhada.

— Então por que você não me paga um?

— Acho que seria estranho, não?

— Só porque há a possibilidade de eu ser seu futuro chefe?

— Talvez os outros funcionários pensem que estou tentando te subornar.

— Precisaria muito mais do que isso – ele me olha.

— Mas não é o que estou fazendo – digo inflando as bochechas.

Ele começa a rir de minha reação.

— Qual é a graça? – pergunto irritada.

— Nada – ele continua dirigindo tranquilamente, mas acima da velocidade permitida.

Viro para o lado e observo a cidade. Apesar de conter muitos prédios, é deveras charmosa. Em poucos minutos paramos.

— Chegamos – ele para em frente a um sobrado com muitas floreiras nas janelas.

Descemos do veículo e subimos pela escada externa até o andar superior, entramos em uma sala com uma grande mesa quadrada no centro, nas paredes há estantes com caixas cheias de papéis e tecidos coloridos, moldes e outros materiais de confecção.

— Rosalya! – Castiel já chega urrando.

— Não grita comigo seu ogro! – diz uma mulher de longos cabelos platinados, ela dá um murro na mesa e bufa.

— Você está atrasada!

— Eu sei!

Eles discutem na base do grito. As outras três mulheres apenas permanecem quietas, como se já estivessem acostumadas com aquilo.

— Se sabe então porque está perdendo tempo falando?

Rosalya segura as lágrimas de choro.

— Um dia eu ainda vou esmurrar a tua cara – ela diz fechando os punhos.

— Ai você perde seu emprego – diz Castiel.

— Há! Querido vocês precisam tanto de mim quanto eu de vocês – ela retruca.

— Tanto faz. – Castiel balança a cabeça e vai até a mesa dela. – O que é isso?

— A capa que vocês pediram – ela responde como se fosse óbvio.

— E isso lá se parece com uma?!

— Não está acabada ainda.

— É, eu vejo isso.

Não sei dizer qual dos dois é o pior.

— Claro! Pedem–me o impossível! – a platinada grita.

— Achei que fosse capaz disso – Castiel provoca. – Parece que te superestimei.

Rosalya estreita os olhos e pega a pequena lata de tinta sobre a mesa.

Eu corro até eles e fico entre os dois para apartar a briga. Sinto a mão de Castiel tocar levemente minha cintura, mas não dou bola.

— No que podemos ajudar Rosalya? – pergunto.

A artesã muda rapidamente seu foco de atenção.

— Você pode nos ajudar a recortar os quadros de ilustração. Violette, oriente–a.

— Oi – diz uma jovem tímida de cabelos violetas – Você só tem que recortar estas sobras. Use uma régua e um estilete.

— Entendi – pego as ferramentas e começo a trabalhar.

Castiel parece ter encontrado algo para fazer também, mas posso sentir seu olhar sobre mim ocasionalmente. Todas parecem trabalhar muito bem, sempre em sincronia; Castiel e Rosalya não trocaram mais um “ai” se quer.

São 15h00, finalmente acabamos. Todos suspiram de alívio, os dois brigões trocam sorrisos recíprocos, apesar das discussões, eles parecem trabalhar bem juntos.

— Obrigada pelo trabalho meninas – diz Castiel.

Todas acenam com a cabeça. Pegamos o material e saímos do sobrado, entramos no carro e seguimos viajem de volta para a empresa.

— Elas sempre perdem o prazo? – pergunto.

— Nem sempre, mas às vezes precisam de uma pressão, elas tem muitos pedidos, são as melhores da região – Castiel responde.

— Entendo. Rosalya parece saber muito bem o que faz – comento.

— Sim. E ela sempre está certa, mas eu gosto de implicar sabe, só para não perder o costume.

Voltamos à editora e ao trabalho. Entramos na sala e todos olham para mim novamente; estou começando a ficar nervosa com isso.

— Diana, você pode pegar a pasta de contratos número dez no arquivo? – Lysandre me pede.

— Sim, mas... Eu não sei onde ficam os arquivos – digo.

— Eu te mostro – Dakota se voluntaria.

Sigo–o pelos corredores do prédio. Noto que seu cabelo é longo, mas está preso para trás com discretas presilhas. E é loiro como o de um surfista, meio queimado nas pontas.

— É aqui – ele diz parando subitamente.

Eu esbarro nele, batendo com os seios em suas costas. Coloco as mãos no tórax, foi um pouco dolorido.

— Tudo bem? – ele pergunta, descendo o olhar para o meu peito.

— Tudo, não se preocupe – abro a porta da sala.

Dá para se perder ali dentro de tantas fileiras de arquivos.

— Está na segunda fileira, gaveta de cima – o loiro indica.

Eu vou até o lugar indicado, abro a gaveta, mas é muito alto para enxergar dentro. Fico na ponta dos pés e me empino toda, mesmo assim não consigo.

— Quer ajuda? – Dakota pergunta com voz melosa. Nem o vi chegando por trás de mim.

Assusto–me e bato com a cabeça no arquivo. Sinto sua pélvis encostar–se a meu bumbum. Minhas bochechas ruborizam e meu coração dá umas batidas a mais.

— Cuidado – ele afaga o topo de minha cabeça. – Aqui – me entrega um envelope.

— Obrigada – pego o contrato e vou em direção a porta, mas assim que vou abri-la o garoto propaganda me impede, segurando–a.

— Por que a pressa? – ele pergunta ao pé do meu ouvido.

Eu me viro e dou de cara com aquele olhar verde-claro, tão lindo quanto um campo ensolarado, ele se aproxima de meu pescoço e assopra suavemente. Sinto um arrepio excitante e os pelos de meu corpo todo se eriçam.

— Dakora...P-preciso levar logo isso – gaguejo –, e a-ainda temos que levar o livro para impressão.

— Garanto que eles podem esperar mais alguns minutos – ele toca meus lábios com o polegar. – E disse que pode me chamar de Dake.

Abro a boca para protestar, mas ele me cala no mesmo instante, beijando-me. Invade-me a boca com a língua e deixa-me de pernas bambas; seu beijo é cheio de luxuria, posso sentir cada parte, cada toque, cada sabor de seus lábios pecaminosos.

O loiro começa a pressionar meu corpo contra a porta, sinto a maçaneta acomodar–se entre minhas nádegas e isso me faz imaginar coisas. Estou pulsando, sinto minha calcinha umedecer–se pouco a pouco.

De repente ouço passos pelo corredor, são duas mulheres conversando.

— Vou pegar um café, você quer um? – pergunta a primeira mulher.

— Quero sim, mas com adoçante. Vou pegar algumas coisas no arquivo e já vou lá – responde a segunda.

Ferrou. O que eu faço agora?

Dakota parece não se importar, continua me apertando e levando–me a loucura, mas eu preciso parar com isso, se me pegam desse jeito, adeus emprego. Esforço–me ao máximo para largar aquela tentação, empurro o loiro e arfo com desespero, afastando–me da porta.

— O que pensa que está fazendo?! – pergunto indignada.

— Você parecia tensa – ele diz calmamente.

E ele achou que aquilo iria me deixar mais calma?

Não tenho tempo para discutir, a maçanete gira e a porta se abre, uma loira de olhos dourados aparece e fica nos encarando.

— O–obrigada Dakota, já vou indo – invento na hora –. Bom dia – digo a mulher e saio andando rapidamente de volta a sala de edição.

Entro na sala e todos olham para mim novamente, mas desta vez estreitam os olhos como se desconfiassem de algo. Eu entrego o documento a Lysandre e sento no meu lugar.

Calma Diana, respira.

Ah meu deus! Mas que diabos foi aquilo?

Notas finais
Até o próximo o/ Beijocas :*