Notas iniciais
Esse capitulo está saindo hoje, pois uma pessoa muito especial recomendou. E foi uma linda e fofa recomendação, que me deixou nas nuvens. Angel, obrigada flor, pela recomendação, pelo carinho e pela amizade! TE AMO DRAMÁTICA!

A notícia do namoro de Hermione e Draco, não pareceu chocar a pequena população de Hogwarts. Na verdade, muitos diziam que já sabiam: “Era obvio que tanta implicância, era tesão reprimido”, eles ouviram alguém dizer.

A reação dos amigos foram as mais diversas. Harry ficou levemente chocado, mais surpreso do que outra coisa. Gina e Blás protagonizaram a dança da vitória, pois já esperavam por isso. Pansy ficou indignada de ter sido mantida por fora do assunto e queria queimar vivo, os dois. Luna ficou feliz. Rony não gostou nenhum pouco, mas nada comentou.

As aulas e horas de estudos se tornaram mais intensas, com a proximidade do fim de semana em Hogsmead ninguém queria deixar trabalhos para fazer, ou pegar uma detenção. Por esse motivo, Draco e Hermione quase não tiveram tempo a sós. Então embalado pela excitação de seus amigos pelo fim de semana, Draco convidou Hermione para um encontro:

– Vai ser legal, sabe, já que somos namorados e tudo mais – Draco ia dizendo, cada vez mais enrolado. Ele ficara bastante nervoso. Hermione rio:

– Claro que vai ser legal – E pegando na mão dele, disse – E é claro que eu aceito!

E então o tão esperado fim de semana chegou. A estática era palpável, o ar estava impregnado de algo novo, e todos sentiam como se tudo fosse possível:

– Então, como eu estou? – Pansy perguntava pela milésima vez. A verdade era, que das quatro, ela estava mais nervosa.

Ela e Harry não eram tão próximos assim, mesmo tendo passado horas com ele, durante a semana toda, ela ainda estava receosa quanto a reação dele. Ela ainda não tinha contado a ele quão profundo eram seus sentimentos, pretendia fazê-lo hoje. Se ele a rejeitasse...

– Você está ótima Pansy, agora respire – Disse Hermione

– Pra você é fácil dizer – Retrucou Luna – O boy é seu – Hermione revirou os olhos. Gina limitou-se a rir.

No fim, as quatro saíram dos dormitórios da Grifinória, e desceram ao encontro de seus rapazes... Ou quase isso.

Os casais passaram pelos portões de Hogwarts, assim como todos os demais estudantes. Todos eufóricos, entrando em lojas, se beijando, rindo, todos alheios uns aos outros, só se importando com o que o destino preservara para si.

Draco levou Hermione até o Café da Madame Puddifoot. Ela ficou encantada e meio surpresa com a escolha do lugar. Assim que ela se sentou, em uma cadeira que Draco puxou, ele perguntou:

– O que foi Hermione? Você parece chocada – Ele disse curioso – Não gostou do lugar?

– Não é isso! Claro que eu gostei... Eu só não imaginava... – Ela não conseguia encontrar o resto das palavras. Normalmente, em um primeiro encontro, os garotos as levavam para tomar sorvete.

– Bom, tem muitas coisas sobre mim, que ainda irão te surpreender – Ele disse contido, sem nenhuma malicia na voz.

– Tenho certeza que sim – Ela respondeu sorrindo com essa possibilidade, e alguma coisa se esquentou dentro dela, fazendo seu coração acelerar.

– Hermione – Ele chamou e ela o fitou – Eu, realmente, gosto de você.

– Eu também, realmente, gosto de você – Então ele se inclinou e roubou um beijo dela.

*

Pansy e Harry andavam lado a lado, conversando e aproveitando os doces que acabaram de comprar. Até então, haviam apenas conversado amenidades, mas a garota não aguentava mais, tinha que falar o que sentia, antes que seu coração explodisse:

– E então, acho bem interessante a forma... – Harry ia dizendo, até que ela parou, se pondo na frente dele

– Harry, eu realmente preciso te contar uma coisa. – Ele pareceu meio surpreso com o gesto repentino.

– Tudo bem, estou ouvindo.

– Eu gosto de você – Harry enrubesceu. Ele sabia que ela gostava dele, mas ouvir da boca dela, ainda mais quando ele próprio começara a ficar confuso quando estava ao lado dela, lhe deixava constrangido.

– Hum... eu-eu sei! – Ele concluiu – Gosto de ficar com você Pansy, e talvez...

– Não Harry, você não está entendendo. Eu não estou só apaixonada por você, eu amo você. Amo muito. Gosto da forma como você sorrir depois de comer algo gostoso, ou como sua testa se franze quando se concentra. Gosto de tudo sobre você. E amo o suficiente para ser só sua amiga, se assim você quiser... Mas eu só queria que você soubesse.

Harry a encarou abobalhado. Nunca uma garota tivera tanta ousadia de lhe dizer algo assim. Desde o bilhete, ele começou a prestar mais atenção nela, e até admitiu que gostava da presença dela. Ela lhe deixava calmo e tranquilo, como se tudo no mundo fosse perfeito. Ela lhe dava certa paz. Sabia que não correspondia todos os sentimentos dela, mas ele não podia deixa-la ir, talvez fosse egoísta...

– Pansy, você quer ser a minha namorada?

*

– Pela milésima vez... NÃO! – Gina dizia meio sorrindo, meio tentando soar séria.

– Qual é ruiva, porque não quer ser a minha namorada? – Blás perguntou dando gole em sua cerveja amanteigada.

Eles já tinham ido em vários lugares, e passeado pelas ruas de mãos dadas, pararam ali para comer algo e sentar um pouco. Mas foi só terminarem de comer, para Blás continuar insistindo naquela história. Eles estavam juntos a quase três semanas e ela ainda assim relutara em aceitar o convite para sair, e agora ela se recusava em ser sua namorada.

– Porque assim vamos ter que ser exclusivos, e eu sou uma garota de muitos – Blás revirou os olhos

– Faz três semanas que você só está comigo, e ainda não entrou em combustão – Ela gargalhou

– É o que você pensa – Gina blefou. O sorriso do moreno vacilou.

Gina ainda não entendia exatamente o porquê de ela está recusando veemente. Ela estava mais que apaixonada por ele. Talvez seja esse o problema, ela estava com medo de isso acabar mal. Mas talvez, se ela não tentasse ele desistiria:

– Tudo bem Blás... vamos fazer assim, você me surpreende com um pedido bafônico e eu namoro você – Ele sorriu de lado.

– Fechado!

*

Cho puxava a loura consigo, visto que essa ria escandalosamente e com dificuldades até para andar:

– Eras Tori, nem foi tão engraçado assim – Chang dizia tentando não sorrir para a amiga

– Ah foi sim! Você é demais Cho, de-mais! – Austória disse, fazendo a outra corar.

Elas tinham acabado de sair da Zonko’s e fizeram alguns garotos chorarem. Na verdade, Cho fez. Ela era demais com o sarcasmo e conhecia os truques certos para fazer alguém descer do pedestal. Mas eles mereceram, ninguém mandou mexer com Austória.

As duas continuaram andando e conversando, até notarem um casal saindo do Café. Austória estancou e sua risada morreu. Draco e Hermione caminhavam meio abraçados, ela ria de algo que ele dizia... Pareciam felizes:

– Como ele pode... eles nem eram amigos – A loura disse. Cho suspirou. – Quer dizer, eles não tem nada haver... Ela é tão nerd, tão...

– Austória, pela milésima vez, Hermione é uma boa pessoa – Cho disse firme – E isso não é culpa dela.

– Nem dele!

– Tori, isso não é questão de culpa. Isso é amor, paixão, carinho... Olha eles. Isso não é algo ruim.

– Só quero que ele seja feliz – A loura suspirou. A verdade era que ela entendia muito bem e não sentia remorso por nenhum dos dois, mas isso não significa que não doía.

– Ele está feliz – Cho disse – E eu só quero que você fique feliz um pouco, vai ficar velha antes do tempo, se não sorrir mais. – Austória fitou a amiga e sorriu, depois pegou a mão dela com carinho. Ela era muito grata por Cho ter aparecido em sua vida, graças à morena, ela não desmoronara:

– Venha, vamos tomar sorvete.

*

Rony se levantou e pagou a conta dos sorvetes. Notou como Luna parecia contente com o dela, e sorriu. Ela era linda e ele notava isso cada dia mais, mas ele tinha tanto medo de ser rejeitado. Ainda se lembrava da sensação, quando Lilá o trocou.

A loura estava muito feliz por cada momento até agora. Rony fora um fofo em todos os segundos, e as vezes ele se atrapalhava e falava coisas desconexas, e isso a fazia rir. Agora os dois caminhavam lentamente, saboreando o seu sorvete e aproveitando um silêncio bom.

– Sabe Luna, talvez devêssemos fazer mais disso – Rony começou... – Sabe, sair e tomar sorvete e... você sabe – As orelhas dele ficaram vermelhas. Ela gargalhou gostosamente:

– Eu sei o que quer dizer Ron – Ela sorriu – Eu também acho que devíamos fazer mais disso.

Ele sorriu meio bobo, mas pegou no braço dela e continuaram andando. Todo mundo que olhava, juravam que eram um casal, mas eles nem sequer tinham se beijado ainda. Sentaram-se em um banco, em uma praça e olharam o sol se pôr. O dia já estava quase acabando, e eles nem perceberam as horas. Luna o fitou, ele ficava lindo sob a luz do sol... Seus cabelos viravam fogo:

– Rony, eu gosto de você – Ele a fitou constrangido. Ela já havia dito isso antes, mas porque agora parecia diferente?

– Eu também gosto de você Lu – Ele disse e desviou o olhar, antes que corasse demais. Luna sorriu, isso já era meio caminho andado.

A tarde findou, levando consigo os pássaros e a euforia do dia. A noite veio, trazendo uma brisa gostosa e tranquilidade. Os alunos tiveram que voltar ao castelo, e já estavam mesmo cansados, mas além disso, estavam felizes. Felizes como nunca estiveram antes. Essa era a magia de ser jovem e apaixonado.

Notas finais
E então? Gostou Angel? Foi, especialmente, pra você ^^ Foi sem sexo, porque é um bônus! Espero que tenham gostado, eu sou fascinada na simplicidade e fofura desse capítulo rsrs' Façam como a Angel e comentem, favoritem e recomendem :D Lembrando, estamos quase no final :( Beijos, até...