O Beco Diagonal

— Aqui está O Caldeirão Furado.

Hagrid para em frente a um bar pequeno e quando entramos percebo o quão mal iluminado ele era. Havia senhoras sentadas em mesas iluminadas por velas de um tom amarelado, algumas fumando cachimbo enquanto outras bebiam algo de seus cálices de xerez. A conversa era alta, mas não o suficiente para machucar os meus ouvidos. Todo mundo parecia conhecer Hagrid.

— O de sempre, Rúbeo?

— Não posso, Tom, estou a serviço de Hogwarts — Ele responde colocando suas palmas quentes no meu ombro e no de Harry

— Pelas barbas de Merlin! — Tom exclama, arregalando os olhos — É… Será Possível?

O Caldeirão Furado de repente calou-se, um silêncio pesado ecoou pelo bar, fazendo com que eu me encolhesse um pouco. Todas as pessoas presente nos fitam com o olhar.

Engulo em seco.

— É claro que são eles! São idênticos aos pais — Alguém afirma.

— Harry e Harriet Potter — Tom fala com um sorriso singelo no rosto — Que honra.

Ele acelera para longe do balcão, seguindo na nossa direção. Tom pega apressadamente as nossas mãos e começa a balançá-la. Me afasto de seu toque rapidamente e me escondo atrás de Hagrid. E então todo mundo avançou em cima da mim e de meu irmão.

Eu permanecia atrás de Hagrid, agarrada ao seu casaco, evitando o toque das outras pessoas. Harry, por outro lado, estava radiante. Chacoalhando as mãos de todas as pessoas e sorrindo para cada comentário.

— H-H-Harriet L-L-Lilian P-P-Potter — Gaguejou um homem com um turbante na cabeça. Ele se inclina na minha direção, olhando para os meus olhos como se pudesse enxergar a minha alma — Q-Q-Que p-p-prazer c-c-conhecê-la.

— Lily, esse é o Prof. Quirrel, será seu professor daqui a uns dias — Hagrid explica, fazendo os meus olhos brilharem e me empurra em direção ao homem.

— Hum, olá, Prof Quirrel — Digo desviando o olhar — O que o senhor ensina em Hogwarts?

— C-C-Curiosa a senhorita — Ele sorri e pigarreia — D-D-Defesa C-Contra as A-A-Artes das T-Trevas.

Assinto com a cabeça, tentando ser educada, já que mal fui capaz de ouvir o que ele leciona.

— Hagrid, não temos que comprar o material?

— Está certa, Lily. Temos que ir.

— E-E-Espero vê-las, hum, v-v-vê-los logo.

— Em breve nos veremos, Prof. Quirrel — Digo o olhando nos olhos — Estou ansiosa para iniciar os estudos.

— E será tão boa quanto a sua mãe, Lily — Hagrid fala guiando Harry e eu para fora do bar.

✩✩ 9 ¾ ✩✩

E lá estava eu, entre Harry e Hagrid, encarando uma parede de tijolos vermelhos.

— Hagrid, hum, estamos mesmo no lugar certo?

— Claro, Harriet, apenas precisamos de um pouco de mágica — Ele fala pegando seu guarda-chuva e tocando tijolos diferente na parede.

Ela começa a se mover, reajustando cada tijolo e formando uma passagem. Sorrio sem perceber, era como se um mundo de oportunidade e possibilidade estivesse se abrindo na minha frente.

— Está vendo isso, Lily?

— Sim, Harry — Suspiro, tentando conter o meu coração, que saltitava em meu peito.

— Primeira parada: Gringotes.

— Gringotes? — Indago, o olhando.

— É o banco do mundo bruxo. São os duendes que cuidam dele.

Duendes?

— Sim, Harry, duendes. É o lugar mais seguro do mundo para se guardar qualquer coisa, bem, com exceção de Hogwarts, talvez — Ele murmura — Tenho que passar em Gringotes também. Assunto de Dumbledore — Hagrid endireita a postura, confiante — Ele sempre pede para que eu cuide de seus negócios particulares.

— Hagrid, alguém já tentou roubar Gringotes? — Pergunto, acelerando o passo para tentar acompanhá-lo.

— Só pessoas loucas ousariam roubar Gringotes, Harriet. Há feitiços, encantamentos — O gigante fala se posicionando entre mim e Harry — Há pessoas que dizem que os duendes mantêm dragões em certos cofres.

— Dragões? Hagrid, vai me dizer que também existem centauros no mundo mágico?

— Existem, Harry, e são criaturas bem teimosas.

— Isso é incrìvel! — Deixo escapar enquanto saltitava ao lado de Hagrid, que agora folheava um jornal — O Profeta Diário.

— É o jornal bruxo, Harriet, e está dizendo que o Ministério está aprontando, como sempre.

— Os bruxos tem um Ministério?

— Claro, Harry. Temos um Ministro da Magia, também — Ele pigarreia dobrando o jornal animado — Queria nomear o Dumbledore, mas ele nunca largaria Hogwarts.

— Qual o papel do Ministério, Hagrid? — Indago curiosa — A propósito, me chame de Lily, prefiro o apelido.

— Como quiser, Lily — Ele sorri apalpando a minha cabeça de leve, o que eu assumo, deveria ser um carinho — O papel do Ministério é manter o mundo bruxo oculto do mundo trouxa. Senão os trouxas vão querer resolver tudo com magia.

— Isso é verdade, eu tenho certeza de que se o Duda fosse um bruxo, ele usaria a magia para passar de ano com nota dez sem estudar — Comento.

— E a tia Petúnia usaria para arrumar o cabelo sem passar horas no espelho — Harry fala com um sorriso no rosto.

— Harry e Lily, guardaram as cartas?

— Sim, sim — Digo tateando a minha roupa, encontrando a carta e abrindo-a.

Uniforme:

Três conjuntos de vestes comuns de trabalho (pretas)

Um chapéu pontudo simples (preto) para uso diário

Um par de luvas protetoras (couro de dragão ou similar)

Uma capa de inverno (preto com fechos prateados)

Obs.: As roupas do aluno devem ter etiquetas com seu nome.

Livros:

O Livro Padrão de Feitiços (1ª série), de Miranda Goshwak

História da Magia, de Batilda Bagshot.

Teoria da Magia, de Adalberto Waffling.

Guia de Transfiguração para Iniciantes, de Emerico Switch.

Mil Ervas e Fungos Mágicos, de Fílida Spore.

Bebidas e Poções Mágicas, de Arsênio Jigger.

Animais Fantásticos e seu Hábitat, de Newton Scamander.

As Forças das Trevas: Um Guia de Autoproteção, de Quintino Trimble.

Outros equipamentos:

1 varinha mágica.

1 caldeirão (estanho, tamanho 2).

1 conjunto de frascos.

1 telescópio.

1 balança de latão.

Obs.: Os alunos podem ter uma coruja, um gato ou um sapo.

Lembramos aos pais que os alunos do primeiro anos não podem usar vassouras pessoais.

— E vamos achar tudo isso aqui?

— Sim, Lily, só precisamos ir nas lojas certas aqui no Beco Diagonal — Ele inspira fundo, pigarreando no final — Mas vamos para Gringotes, vocês precisam de dinheiro.

Hagrid nos guia entre as diversas lojas e pessoas até um prédio branco e alto, um edifício monumental. Atrás da porta de bronze polido, depois de um longo corredor de mármore, estava um homem pequeno, vestido com um uniforme de alfaiataria vermelho e dourado.

— É um duende Hagrid — Comenta e se afasta de nós, indo conversar com o duende de Gringotes.

— Isso é incrível — Digo em um suspiro, observando o segundo par de portas que teríamos que atravessar.

Entrem, estranhos, mas prestem atenção

Ao que espera o pecado da ambição,

Porque os que tiram o que não ganharam

Terão é que pagar muito caro,

Assim, se procuram sob o nosso chão

Um tesouro que nunca enterraram,

Ladrão, você foi avisado, cuidado,

pois vai encontrar mais do que procurou.

— Como eu disse, Lily, só loucos tentam roubar Gringotes — Hagrid sussurra.

Quando atravessamos as altas portas de prata me deparo com outros muitos duendes, que trabalham em bancadas altas e com diversas moedas.

— Bom-dia — Disse Hagrid a um duende desocupado — Viemos sacar dinheiro dos cofres do senhor Harry Potter e da senhorita Harriet Lilian Potter.

— O senhor tem a chave? — O duende pergunta, mal-humorado.

— Ah, tenho sim. Em algum lugar — Ele fala tateando os bolsos de seu enorme casaco — Achei!

O trabalhador de Gringotes examina a chave e depois olha para mim e para Harry.

— Parece estar tudo em ordem.

— E eu também tenho uma carta do Professor Dumbledore — Hagrid sopra, enchendo seu peito, parecia orgulhoso ao entregar a carta ao duende — É sobre Você-Sabe-O-Que que está no cofre setecentos e treze.

— Muito bem! — O duende falou, observando a carta e a entregando em seguida — Vou chamar alguém para levá-los. Grampo!

Grampo era um duende, assim como todos os outros funcionários de Gringotes, e usava o mesmo uniforme vermelho e dourado. Parecia um pouco mais mau-humorado do que os os outros duendes, mas isso não me assusta, estava curiosa.

— O que há no cofre setecentos e sete, Hagrid?

— Assunto secreto de Hogwarts, Lily — Ele fala seguindo Grampo. Acelero o passo para não ficar para trás — Apenas entre eu e Dumbledore.

— Realmente não pode contar? — Indago quando Grampo passar pela porta.

— Meu trabalho vale mais do que a minha vontade de contar, Lily — Hagrid explica me ajudando a entrar no vagonete mal iluminado.

— Não seja enxerida, Lily — Harry reprime, me encarando.

— Estou apenas curiosa, irmã — Bufo revirando os olhos.

Grampo acelera o vagonete, ia na máxima velocidade e por um momento senti que podia vomitar. Estávamos numa espécie de montanha russa, onde, para chegar onde precisávamos, tinha que fazer várias curvas sinuosas, o que fazia o meu estômago revirar. Olho para Harry, ele tinha um largo sorriso no rosto e seu cabelo estava mais bagunçado do que antes, suspiro baixinho, ele sempre foi muito mais corajoso do que eu e isso me irritava.

— Não é incrível?

— Não — Sopro encarando meu irmão.

— Não acredito que está enjoada.

— Vai acreditar quando eu depositar o meu café da manhã no seu tênis — Disparo me agarrando as roupas do meu corpo.

— Está mais pálida do que o costume, Lily — Hagrid aponta tocando a minha testa — Podemos ir mais devagar.

— Não, Hagrid, está tudo bem — Minto respirando fundo — Só não estou acostumada a altas velocidades.

— Lily não gosta de nada muito rápido, ou curvas ou qualquer coisa divertida — Harry comenta colocando a mão em meu ombro — Ela prefere ficar com os pés no chão.

— Eu te entendo, Lily, também não gosto desses vagonetes de Gringotes — Hagrid suspira — Também estou enjoado.

Sorrio e assinto com a cabeça.

— Espero chegar logo.

— Falta pouco, garota — Grampo fala, rispidamente.

E então o vagonete parou, logo em frente a uma portinhola. Saiu do veículo com certa dificuldade, agradecendo mentalmente, ao chão debaixo de meus pais. Grampo destrancou a porta, deixando uma fumaça verde emanar do interior do cofre, que se dissipou rapidamente.

Engulo em seco.

Havia diversas moedas de ouro, prata e bronze no interior do cofre. Acho que nunca vi essa quantidade de dinheiro na minha vida.

— É nosso?

— Sim, Harry — Hagrid responde pegando duas sacolinhas de dentro de seu casaco — As de ouro são galeões, as de prata, sicles e as de bronze, nuques.

— Quantas devemos pegar?

— Pode deixar que separo para vocês — Ele fala colocando nas sacolinhas as moedas — Olhem, prestem atenção, dezessete sicles formam um galeão e vinte e nove nuques fazem um sicle, é simples.

— Dezessete galeões formam um sicles?

— Não, Harry, dezessete sicles formam um galeão. Galeão é a maior unidade monetária — Explico e logo em seguida Hagrid me entrega a sacola.

— Inteligente como a sua mãe, Lily — Ele fala com um sorriso triste no rosto — Cofre setecentos e treze, Grampo, por favor.

Respiro fundo e encaro a nova jornada com a cabeça erguida, apesar de meu estômago estar bem chateado. O ar ficava cada vez mais frio, e nós aprofundamos cada vez mais nas ravinas subterrâneas de Gringotes. Por um momento achei que nunca iremos parar, até que, com um solavanco pesado, Grampo freou o vagonete.

O cofre setecentos e treze não tinha tranca ou qualquer tipo de fechadura. Era só uma parede ricamente detalhada.

— Para trás — Grampo alerta com seriedade.

Ele passar seus dedos finos na porta e então ela se abre, como em um passe de mágica.

— Se alguém tentasse fazer isso, ele seria engolido pela porta e ficaria preso dentro do cofre — Grampo fala com rispidez.

— E quando descem até aqui e verificam os cofres? — Harry pergunta colocando as mãos nos bolsos de sua calça.

— De dez Hagrid em dez anos — Grampo responde.

Sinto meu coração cair pela minha boca.

— É por isso que só um louco tentaria roubar Gringotes — Hagrid fala entrando no cofre.

Ele entra rapidamente e retira de lá um embrulho, que logo enfiou dentro do casaco. Sinto a curiosidade pinicar a minha pele. O que será que estava dentro daquela sacolinha?

— Vamos embora, Grampo — Hagrid pede com calma — Preciso de ar fresco.

✩✩ 9 ¾ ✩✩

A viagem de volta foi tão rápida quanto a de ida e assim que saio de Gringotes inspiro profundamente o ar limpo do lado de fora.

— Vamos comprar os uniformes — Hagrid sopra ficando entre eu e Harry — Madame Malkin — Roupas para todas as ocasiões.

O sigo pelo Beco Diagonal até a loja.

— Vocês conseguem se virar? — Hagrid indaga — Essas viagens nos vagonetes sempre me deixam mal.

— Claro, Hagrid — Falo tocando sua enorme mão — Eu cuido de Harry e Harry cuida de mim, sempre fomos assim.

— Tome um pouco de ar fresco, Hagrid. Ficaremos bem.

— Obrigada, meninos. Vou tomar um tônico e já volto.

Ele se despede e eu e meu irmão entramos na loja. Madame Malkin, a senhora que nos atende, é gentil, sorridente e baixinha.

— Hogwarts, meu queridos?

— Sim — Respondo

— Tenho tudo aqui — Ela fala segurando o meu ombro com gentileza e depois o de Harry e nos empurrando até o fundo da loja — Tenho um rapazinho como vocês aqui provando também.

Era um menino pálido, de cabelos quase branco e rosto fino. Parecia meio emburrado e era um pouco mais alto que Harry. Sorrio em sua direção e ele finge ignorar, respiro fundo e sigo as instruções de Madame Malkin.

— Hey — O menino chama a minha atenção enquanto Malkin tira as minhas medidas — Desculpa, tinha um alfinete me pinicando.

— Está tudo bem — Sorrio novamente — Espero que não esteja te machucando e… Ai!

— Perdoe-me, querida, é mais magrinha do que achei que fosse.

— Tudo bem, Madame Malkin.

— Hogwarts?

— Sim, e você?

— Também. Meu pai está na loja ao lado comprando meus livros e minha mãe está um pouco a frente atrás da varinha — Ele fala, com uma voz cansada — Depois vou levar eles para da uma olhada nas vassouras. Não sei o porquê de não podermos usar vassouras no nosso primeiro ano. Talvez eu deva que contrabandea-las.

Ele me lembra Duda.

— Você tem vassoura?

— Hum…

— Não sabe voar?

— Minha irmã não gosta de alturas — Harry intervém — Nós não temos vassouras.

— Sabem jogar quadribol?

— Não — Respondemos em unissom.

— Bom, ninguém realmente sabe até competir pela própria casa — Ele pigarreia e volta o seu olhar para mim — Vou entrar para a Sonserina, toda a minha família é de lá. Seria uma desgraça se eu entrasse para a Lufa-Lufa.

Minha cabeça dá voltas. O que diabos é quadribol? O que são Sonserina e Lufa-Lufa? Anoto todas as minhas dúvidas para encher Hagrid de perguntas.

— Caramba, olha para aquele homem! — O menino exclama assustado.

— Esse é o Hagrid — Harry fala.

— Ele trabalha para Hogwarts e está nos ajudando com a lista de material.

— Ouvir falar nele. É um empregado, não é?

— Guarda-caça, sim — Digo.

— Ouvir dizer que é uma espécie de selvagem.

— Ele é gentil — Falo o impedindo de continuar suas baboseiras — Cuidadoso e atencioso, isso sim.

— Hagrid é brilhante — Harry retruca.

O garoto pigarreia.

— Disse que está sendo acompanhada por ele, ruivinha.

— Sim.

— Onde estão seus pais?

Engulo em seco.

— Estão mortos — Harry responde rispidamente.

— Ah, lamento — Ele fala, desviando o olhar. Tento procurar alguma gota de sinceridade em sua fala, mas não encontro nada. Seco — Eles eram dos nossos, não eram?

— Eram bruxos, se é isso que está perguntando.

— Não precisa franzir a testa, ruivinha, era só uma pergunta e…

— Terminei com vocês, meu queridos — Madame Malkin fala interrompendo o garoto.

Desço do banquinho em que estava e sorrio de volta para Malkin. Me viro para a janela e aceno para Hagrid. Pego a sacola do meu bolso e sigo Madame Malkin até uma bancada que eu assumo que seja o caixa. Harry se despede do menino e se encaminha para fora da loja.

— Muito responsável, você, não é? — Madame Malkin fala com um sorriso largo no rosto — Uma adultinha.

— Obrigada — Digo pagando-a — E obrigada pelo uniforme.

— Ainda não está pronto, querida.

— Mas logo ficará! — Sorrio mais uma vez e me afastado da bancada, indo em direção a porta.

— Hey, ruivinha! — O menino pálido me chama.

— Oi! — Digo me virando e encarando-o.

— Nos vemos em Hogwarts?

— Sim, claro — Assinto com a cabeça e passo pela porta.

Hagrid me entrega um sorvete de amora com um sorriso largo e eu agradeço, devorando em questão de minutos a surpresa. Caminhamos um pouco mais pelo Beco Diagonal, comprando os materiais e encho Hagrid de perguntas. Ele me explica como funciona o quadribol e o que são as casas de Hogwarts.

— São quatro casa — Ele explica — Sonserina, Lufa-Lufa, Grifinória e Corvinal. Todo mundo diz que na Lufa-Lufa só tem panaca, mas…

— Aposto que estou nela — Harry fala deprimido.

— É melhor Lufa-Lufa do que Sonserina — Hagrid sopra.

— Porque?

— É da Sonserina que saem os piores bruxos — Ele fala — Você-Sabe-Quem era de lá.

— Isso é uma afirmação muito pesada, Hagrid.

— Você está certa, Lily, porém é a casa que mais produz bruxos e bruxas desencaminhados.

— E se eu para na Sonserina? — Pigarreio folheando um dos livros comprados — Serei do mal?

— Não!

— Então nem todo mundo da Sonserina é do mal, Hagrid.

— Nem tente discutir com ela, Hagrid. Quando Lily tem uma ideia na cabeça, é impossível convencê-la do contrário.

— Só estou dizendo que é muito feio generalizar as pessoas assim.

Hagrid sorri.

— Está bem, jovem Lily — Ele fala afagando a minha cabeça — O que está faltando?

— Hum, deixe-me ver… — Pego a carta e observo a lista — Varinha.

— Ah, o mais importante! Como posso me esquecer da varinha! — Hagrid ri — Mas antes de ir no Olivaras que lhes dar algo.

— Do que está falando? — Harry pergunta, curioso.

— Do presente de aniversário de vocês, é claro! — Ele fala levantando o pano que cobria duas gaiolas do nosso carrinho — Surpresa. Coruja para você, Harry, e o gato para você, Lily.

Abro a boca, sorrindo com todos os dentes. Tinha ganhado um gato preto como a noite.

— Como sabe que amo gatos?

— Intuição — Ele me responde.

— O nome dela vai ser Edwiges — Harry fala fazendo carinho na cabeça da coruja branca.

— Nocturna — Digo pegando a gata no colo — Esse vai ser seu nome!

Escuto ela ronronar.

— Gostou, né? — Ela mia de volta — Muito, muito, mas muito obrigada, Hagrid.

Ele assente com um sorriso.

— Próxima parada: Olivaras!