Os Opostos Se Atraem
6 6º capitulo – Cuidando do paciente.
Notas iniciais
Mais um caítulo fresquinho !
Enjoy'
Jamily foi em direção à casa de Jackeline. Precisava de conselhos.
Ela havia dito que não tinha relação alguma na vida de Jonh, mas que depois de certo acontecimento, ela passara a participar de cada segundo de sua vida. E ele aceitara.
Apesar de ficar curiosa diante deste “acontecimento”, não perguntara o que resultou a mudança, afinal, conhecera a mulher e o marido há poucos meses, no trabalho. E por coincidência eles vieram morar na mesma rua que ela.
Umas horas antes do jantar de negócios, Jackeline e ela, haviam conversado, e quando o tópico filho surgiu, Jackeline percebeu a frieza que Jamily falara da filha. Como se não a conhecesse e tudo que falasse fossem meras suposições... Fossem ideias precipitadas e errôneas.
A mulher aconselhou-a a prestar atenção na filha, conversar, perguntar, se interessar... E quando Jamily o fez, sentiu-se bem, até mesmo, feliz consigo mesma. E quando algo lhe ocorreu, percebeu o grande erro que cometera.
Ela estava sentada na cama de casal king size em seu quarto, depois que Jassy havia saído correndo de casa por não querer ouvi-la, quando seu olhar relanceou sobre uma foto de Jasmine quando criança.
A foto ressaltava bem os olhos verdes da garota, e a mãe percebeu que não olhava naqueles lindos olhos há muito tempo, e decidiu que iria mudar aquela situação.
No tempo presente, Jamily tocou a campainha da casa de Jackeline.
A empregada atendeu e mandou-a entrar e a deixou acomodada na sala e foi chamar a dona da casa.
Quando a mulher chegou ao local em que ela se encontrava logo viu que algo havia de errado.
— O que houve? — perguntou sentando-se ao lado da amiga.
— Jasmine. Havia anos que eu não olhava em seus olhos. Quando olhei, desejei não ter olhado, ou não ter deixado-a de lado. Mas eu sentia tanta falta de Charlie. Afundei-me.
— Não passou pela sua cabeça que a criança também sentisse falta do pai? — perguntou, delicadamente
— Não... — Ela olhou um ponto na parede atrás de Jackeline. — Eles eram tão unidos. — Sorriu, nostálgica — Ela tinha apenas seis anos quando o acidente aconteceu. Desde então... — Não conseguiu completar. Não conseguia admitir que havia se afastado da filha por sempre que a olhar, a ver com o pai, ou sempre lembrar-se dele.
Charlie era louco pela filha. Amava-a tanto. Nunca vira pai tão dedicado. Para ele, ela era uma princesinha e sempre seria.
— Sabe, tentei me reaproximar... mas sei que não vai ser fácil. Ela não aceita aproximação... E ontem, havia tantas acusações naquele olhar... O que eu faço?
Quando Jackeline ia responder o celular das duas tocam ao mesmo tempo. Elas atendem, e depois de ouvirem, desligam.
— É da escola. — dizem alarmadas.
As duas seguem em direção ao carro de Jackeline que já estava na porta, e correm pra escola. Elas foram encaminhadas à enfermaria, e suas mentes faziam todo tipo de especulações. Tinham medo. O que será que acontecera?
Será que Jasmine batera o carro? Mas se não fosse o caso, eles não seriam enviados ao hospital?
Perguntas e mais perguntas vinham à mente das mulheres.
Quando chegaram ao corredor ouviram a voz de Jassy.
— Eu não vou sair daqui! — sua voz era carregada de certeza e desafio. —Quero ver quem vai me tirar daqui. Nem por cima do meu cadáver!
Jamily estremeceu ao ouvir as duas últimas palavras da garota.
Assim que chegaram à enfermaria, viram Jonh deitado numa maca, e Jasmine sentada ao lado dele com dois enfermeiros e o diretor da escola insistindo para que esperasse no corredor.
— O que aconteceu? — Jackeline perguntou exaltada, aproximando-se apressadamente do filho.
— Senhora... — O diretor começou a explicar, mas Jassy o interrompeu.
— O que aconteceu? É que nesta escola, os corredores não têm supervisão. Ele — apontou o garoto inconsciente — foi atacado. E por quê? Simplesmente por ser um “nerd”. — disse fazendo aspas com os dedos.
— Senhorita Jasmine...
— Não me interrompa. — gritou Jasmine. A mãe dela segurou o riso e ela continuou. – Aquele brutamontes do David bateu nele e ele bateu com a cabeça no armário, e tai ó, sem acordar.
— Sim. A senhorita Salmerón — virou-se o diretor para a mãe da garota. — vai ganhar duas semanas de suspensão por agredir o garoto, David, até mesmo depois de ficar inconsciente.
— Vou ganhar suspensão uma ova! Aquele brutamontes não ganhou! Por que eu ganharia? Aliás, por que ELE não ganhou? — Não deixou o diretor responder. – Porque ele é o capitão do futebol americano, e a escola quer títulos, por isso não o suspende.
O Diretor ruborizou. Era verdade. Faltava uma semana para as finais, e não podia tirar o melhor jogador de campo. Ele virou-se para a mãe da garota.
— Acalme sua filha, por favor?
— Jasmine, é verdade que agrediu o outro aluno?
— O que acha? Ele está aqui atrás dessa cortina, atrás de mim, com os pais.
Jamily foi até o garoto e o viu. O garoto era enorme, e estava com a cara com cortes e roxos. Os pais pareciam em choque e não falavam nada.
Ela virou-se para Jasmine.
— Como conseguiu fazer aquilo com um garoto que tem o dobro do seu tamanho? — perguntou, abismada.
Jasmine deu de ombros e virou o rosto.
— Não me subestime.
Jackeline, que até então estava quieta, olhou o garoto e arregalou os olhos.
— E-ele que bateu no meu filho? E ela que bateu nele?
Ela não acreditava.
— Ela ainda trouxe seu menino nos braços. — disse a enfermeira à Jackeline.
— Co-como?
— Adrenalina. E eu não sou fraca — respondeu Jassie.
— Ele está bem? — perguntou Jackeline aos enfermeiros.
— Está. Só com um galo na cabeça e deve acordar logo, com dores de cabeça. Ele deve ficar em repouso e não mover a cabeça, ou fazer esforço. Nem ficar em lugares que contenham muito barulho – disse, olhando Jassy.
— O que quis dizer essa olhada? Está dizendo que eu sou barulhenta? – gritou e percebendo o que fez calou-se e virou o rosto. – Hunf.
— A-ai – Todos viraram-se para Jonh, que havia acabado de acordar. —minha cabeça dói — queixou-se, fazendo uma careta. — O que aconteceu?
— Você foi nocauteado e bateu a cabeça, e como o maricas que é, desmaiou. — sussurrou Jassy.
A mãe dela olhou-a, repreendendo-a.
— Iii tá bom, repetindo: você foi nocauteado e bateu a cabeça, e como o machão que é, desmaiou.
A mãe dela revirou os olhos e Jonh gemeu de dor.
O enfermeiro o entregou um analgésico e água. Ele tomou e logo foram liberados para ir pra casa.
— Senhorita Salmerón, passe na coordenação para pegar sua suspensão — disse o diretor antes deles saírem da sala.
— Suspensão? – perguntou Jonh olhando Jasmine interrogativamente. —Você que me bateu?
— Senhor, — disse a mãe de Jassie. – não acho justa essa suspensão. O único que deve receber tal coisa é o agressor de Jonh. Ela apenas defendeu o amigo. Tenho certeza, que como o senhor gosta da escola, e não quer vê-la em maus lençóis, não irá cometer nenhuma injustiça, não é?! – arqueou uma sobrancelha.
— É cla—claro, Srª Salmerón.
— Vamos.
Chegaram ao estacionamento e Jonh olhou para Jassie.
— Então eu fui salvo por você?
— É claro que não. E eu salvo alguém por acaso? Eu não sou do tipo mocinha heroína. – disse.
Jonh fez uma careta pelo timbre alto da voz da rockeira.
— Desculpe.
Ele sorriu, apesar da dor.
— Obrigado.
Jassy virou-se e foi em direção a seu carro. A mãe dela se despediu dos dois e foi atrás.
Jonh e Jackeline seguiram-se pra casa, logo atrás deles.
A mãe ajudou-o até o quarto e deixou-o em repouso.
Assim que ele se deitou resmungou:
— Não acredito que fui “resgatado” por uma garota. Uma garota. E não qualquer garota. A que eu mais detesto na vida.
…
À tarde, assim que terminou de comer, Jassy foi correndo à casa de Jonh ver como estava. Sua mãe havia saído pra trabalhar com a dele, e o pai dele saíra antes do incidente no colégio. Ele estava sozinho, apenas com a empregada.
Assim que a empregada liberou a entrada, ela subiu correndo para o quarto do garoto. Bateu, mas nenhuma resposta recebeu. Abriu a porta, devagar, e espiou pela fresta. Ele estava dormindo docemente.
Foi até ele, silenciosamente, e observou-o. Inclinou-se em sua direção para ver se haviam muitos hematomas, e de repente, dois olhos verdes escuros se encontram com dois olhos verde folha.
Encararam-se por longos minutos, e então pigarreando Jassy ergue as costas.
— Como está?
—Bem. Estava tentando me beijar? Preferiria que fizesse isso quando eu estivesse consciente, sabe.
— Há há. Prefiro beijar uma múmia a beijar você, nerd.
— Sei...
Ficaram em silêncio, e Jonh bateu no colchão, sinalizando para ela sentar-se com ele ali. Jassy sentou.
— Você está sentindo alguma coisa? – sussurrou Jassy, preocupada.
Jonh sinalizou para ela se aproximar, e ela se aproximou.
— Dor de cabeça. — sua voz era quase inaudível.
— Quer remédio?
— Traria pra mim, por favor? – Ela assentiu – Está aqui em algum lugar. – apontou para a mesinha o lado da cama.
Jassy pegou o remédio e o copo d’água. Ajudou-o a tomar e ficou fazendo companhia a ele.
— Por que esta fazendo isso? – ele perguntou, depois de um tempo.
— Fazendo o que?
— Me ajudando, ficando aqui comigo.
— Porque você fez o mesmo por mim, e eu não tinha nada pra fazer. —disse, virando o rosto.
O outro bufou. Ela o encarou novamente.
— Nerds não bufam – disse.
— Obrigado por avisar. – ironizou.
— E nem são prepotentes como você. – Inclinou-se, inconscientemente.
— Sééério? Não diga?!
— E nem tão burros. — Aproximou-se mais.
— Eu não sou burro. — ele se aproximou também.
— Mas não é realmente nerd.
— Isso é o que você acha!
— Idi… — Jonh a calou colando seus lábios furiosamente. Jassy caiu em cima dele pela surpresa, mas nem tão pouco se afastou.
Suas línguas se encontraram numa dança sensual. Seus olhos fecharam-se e as mão de Jonh a circundaram, abraçando-a, e diminuindo o espaço existente entre os dois. Jassy colocou uma das mãos na nuca, e a outra apoiava-se na cama, pra não colocar peso em cima de seu “paciente”. Puxou o cabelo da nuca de Jonh quase que delicadamente.
O beijo se intensificava a medida que se prolongava. Seus gostos misturaram-se, e o sabor virou uma mistura exótica de menta com morango. Sabores totalmente opostos. Mas inevitavelmente deliciosos.
Quando o ar faltou, Jonh correu seus lábios pelo pescoço de Jassy. Então, como se voltando à realidade, ela se afasta abruptamente arfando.
Encaram-se sem nada dizer. Na boca dos dois, a prova do que acabara de acontecer fora real.
— Nunca mais faça isso se quiser continuar com a língua, idiota.
E saiu correndo.
DROGA — Os pensamentos dos dois eram compatíveis. — Como isso foi acontecer?
Quando Jassy chegou perto de casa, parou de correr. Então, algo bateu com força em sua nunca, e ela caiu no chão inconsciente.
Notas finais
O que foi aquele beijo?
E quem será que bateu na Jassie?
Devo ou não continuar?
Só continuo se tiver reviwes.
(plieseeeeee)
E ah! Ajeitei o vestido da Jassy, no terceiro capítulo. Vão lá dar uma olhadinha.
beijinhooos amores, até o próximo.
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