Os Novos Heróis
23 Falo com os filhos de Hécate (Luke)
Notas iniciais
pensei que tinha postado esse capítulo! mas acabei postando em outra fic, fiz confusão!
espero que gostem!
Depois que Gina determinou nossas ocupações, todos se separaram. Saí ao mesmo tempo que Bianca, e me lembrei que queria falar com ela, pois por algum motivo ela mal estava falando comigo. Então cheguei perto dela e puxei o assunto.
“Ei, Bianca, por que está agindo assim?”
“Assim como?” ela resmungou, sem olhar para mim.
“Você mal fala comigo desde que nos separamos, quando as Caçadoras chegaram” assim que eu disse ‘caçadoras’ ela se virou para mim e me olhou com uma expressão de raiva, como se alguma coisa devesse ser óbvia. Como não demonstrei entendimento, ela se virou e continuou andando.
“Ei, Bia, volta aqui!” pedi, correndo atrás dela.
“Vai falar com a Mônica, Luke! Vai conversar com sua amiguinha!” ela disse com uma voz meio de deboche. Percebi que seus olhos estavam se enchendo d’água. Eu ia dizer algo, mas na verdade nem sabia o que responder. Ela se virou e foi embora, nem sei onde foi, e eu fiquei lá, parado, olhando para ela até virar um pontinho. Eu não estava entendendo o que havia feito de errado. A última vez que nos falamos antes dela estar assim comigo foi quando eu lutei com a aranha gigante, mas naquele momento ela já estava agindo meio estranha comigo, acho que só agiu preocupada por causa da situação: com uma aranha enorme não dá para não se preocupar.
Comecei a refletir sobre o motivo da raiva da Bianca. Minha conclusão: ou meninas são muito complicadas, ou eu sou muito lerdo. Acredito que os dois são verdade. Olhei para o horizonte. Nem sabia para onde ela havia ido, não poderia ir atrás dela. Me lembrei do pedido de Gina: eu devia falar com Mônica e os outros filhos de Hécate. Subitamente me lembrei da última fala de Bianca: ‘Vai conversar com a sua amiguinha!’. O modo como ela disse isso me deixou desconfortável, seu tom debochado. Estava com raiva. De quem? Eu? Mônica? Porque ela estaria com raiva de Mônica? Meu cérebro começou a elaborar uma hipótese, mas me parecia improvável, descartei-a de minha mente. ‘Bianca não sentiria ciúmes de mim, acho que nenhuma garota sentiria ciúmes de mim’ falei a mim mesmo, deixando essa hipótese de lado, e indo em direção ao chalé 20, de Hécate.
Cheguei e bati na porta. Uma garota mais velha (chuto uns 15 anos), cabelos escuros, meio roxos, olhos cor-de-rosa (sim, isso mesmo) atendeu.
“Olá” ela cumprimentou, simpática “O que deseja?”
“Ah, eu... Só quero falar com os filhos de Hécate. É importante”
“Tudo bem, entra aí” ela acenou com a mão para que eu entrasse.
“Ah...” hesitei “A Mônica está aí?”
“Quem é Mônica?” ela franziu a testa.
“É uma nova filha de Hécate” expliquei “Imaginei que não estaria aí, ela é Caçadora”
“Vamos procurá-la, então” a garota decidiu “Ei, Cody, venha aqui!” ela chamou e um garoto de cabelo castanho apareceu. Aí você pensa: oh, um filho de Hécate com aparência comum! Nada disso, o garoto tem olhos laranjas, aquele laranja forte. Percebi que é comum entre filhos de Hécate nascer com cabelos e olhos que tem cores incomuns. Nós três saímos andando, sem saber onde procurar a Mônica, quando a garota disse de repente:
“Ah, Catarina”
“Ãh? Ah, é seu nome?” eu lerdei “Prazer, Luke”
Ela sorriu. Me virei e avistei ao longe uma pessoa, perto da Casa Grande. Era uma menina de cabelo vermelho.
“Ei, Mônica!” chamei, acenando.
Ela veio em minha direção. Apresentei ela aos outros filhos de Hécate e expliquei a profecia a eles. Disse que eu e os outros legados pensamos que talvez filhos de Hécate soubessem algo sobre uma pedra mágica antiga. Eles pensaram, pensaram e acenaram as cabeças em negação. Não sabiam de que pedra se tratava a profecia.
“Mas eu tenho um palpite” disse Catarina, para a minha alegria (não é legal ir numa missão sem saber aonde ir) “Imagino que essa pedra seja realmente antiga, da época medieval. Algo da Alquimia, talvez. Conheço pouco disso. Mas sei de uma coisa: vocês terão de ir para a Europa” ela disse, certa de suas palavras. Europa. Não me parece má ideia.
Resolvi procurar os outros para contar o pouco que deduzimos. Me despedi de Catarina e Cody, Mônica veio atrás de mim. Parei de andar na porta dos chalés de legados.
Ao olhar em seus olhos, acabei me lembrando de Bianca, sua voz irritada e amargurada. Me sentia culpado por isso, mesmo sem saber o que eu fizera. Mônica percebeu que eu estava pensando em alguma coisa e acabei contando para ela minha última conversa com Bianca, o tom que ela usou, a raiva que parecia sentir. Mônica ouviu em silêncio e quando terminei balançou a cabeça.
“O que foi?” perguntei.
“Já entendi tudo”
“Que ‘tudo’ você entendeu?”
“Luke, eu acho que seria melhor a própria Bianca te explicar isso. Estou me sentindo meio intrometida” ela olhou para o chão.
“Intrometida por que? Você está falando igual a Silena! Ela disse para eu falar com a Bianca! Eu falei, e parece que isso não melhorou as coisas!” falei, revoltado por essas meninas ficarem me enrolando, me confundindo, sem me contar o que realmente está acontecendo.
“Ah, Luke, fala sério! Você não entendeu NADA?” ela perguntou, com ênfase no ‘nada’.
“Lerdeza” resmunguei “Puxei do meu pai”
“Luke, não sei exatamente o que se passa na cabeça da Bianca agora” ela olhou nos meus olhos “Mas estou certa de uma coisa: a Bianca está com ciúmes de você!” ela disse, fazendo minha cabeça girar. Bianca. Com ciúmes. De mim. Essa era a hipótese que eu descartei. Antes que eu dissesse qualquer coisa (eu não ia dizer, na verdade), ouvi uma voz gritando, eufórica:
“Eu sei! Eu sei!” me virei e vi que era a Bianca, com um livro na mão, correndo e gritando.
“Sabe o que?” perguntei, confuso, Mônica tão confusa quanto eu.
“Eu sei o que Cronos está buscando!”
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