Os Novos Heróis
24 Explico minhas descobertas (Bianca)
Notas iniciais
espero que gostem desse capítulo!
demorei um pouquinho para escrever :P
Saí gritando chalé afora.
“Eu sei! Eu sei!”
“Sabe o que?” Luke me perguntou, ele e Mônica confusos. Eu estava tão animada que nem liguei de ver os dois andando juntos.
“Eu sei o que Cronos está buscando!”
Todos os legados e Mônica, juntamente com Quíron, se reuniram na Casa Grande. Antes de contar minha descoberta, fiz um pequeno Flashback:
“Quando nos separamos, eu fui para o chalé 22, pesquisar nos livros para ver se encontrava algo útil para a missão. (não citei minha discussão com Luke, é uma informação pessoal e irrelevante para os outros). Lá, comecei a vasculhar a pequena biblioteca que temos, sem nenhum bom resultado. Eu estava cansada e nervosa com a missão (também estava irritada com o Luke, mas achei melhor não comentar isso) e fiquei cheia disso, de não ter respostas, de pensar que sairíamos em uma missão sem objetivo definido, e então gritei: ‘Temos que sair em uma missão em que nem sei o que faremos, não faço ideia de que raio de pedra é essa, e nem sabemos para onde ir! Atena, será que poderia dar uma ajudinha, pelo amor dos deuses?’. E aí um livro caiu da estante (bem no meu pé). Peguei-o e percebi que Atena realmente estava ajudando. Era um livro de Alquimia Antiga, coisa da época medieval. Comecei a ler, até que na página 103 encontrei a resposta, a pedra que Cronos está buscando, segundo a profecia” fiz um suspense, todos olhavam para mim concentrados “A Pedra Filosofal”.
“A Pedra Filosofal?” Sammy perguntou “Que pedra é essa?” ele parecia confuso. Isso me deixou feliz, pois adoro explicar coisas que sei para as pessoas (como mitologia).
“A Pedra Filosofal era o grande objetivo de muitos alquimistas da Idade Média. É difícil dizer quem a criou, mas acredito que tenha sido Nicolau Flamel. Dizem que, com ela, seria possível transmutar qualquer ‘metal inferior’ em ouro puro. Mas o importante mesmo para nós: com a Pedra Filosofal, seria possível obter o Elixir da Vida, que prolongaria a vida indefinidamente”
“Quer dizer que com esse elixir uma pessoa poderia ser imortal?” Sammy ficou curioso.
“Não exatamente” respondi “Acredito que a pessoa morreria um dia, mas isso demoraria muito. A pessoa viveria cerca de...” pensei um pouco “600 e poucos anos” Sammy ficou de boca aberta.
“O que você quer dizer é que...” Luke começou.
“...Cronos quer a Pedra Filosofal para utilizar o Elixir da Vida e se reerguer do tártaro. Sim, isso mesmo que ela quis dizer” completou Silena, interpretando muito bem meu raciocínio “E eu acredito que ela está certa”.
Sorri para Silena, que sorriu de volta e piscou para mim. Ela realmente pensa como eu.
“Tudo bem” Reyna se manifestou “Sabemos o que Cronos quer. Mas onde vamos?”
“Eu já pensei nisso” rebati de primeira “Afinal, se é uma pedra da Idade Média, nada mais lógico que irmos para...”
“A Europa” completou Silena novamente.
“Mais precisamente a França” observou Zoe, para a surpresa geral, inclusive minha “Afinal, Flamel e sua esposa moravam lá” como ela sabia disso? Não sei.
“Como sabe disso, Zoe?” perguntei, mas ela não respondeu, em vez disso continuou.
“Nicolau Flamel e sua mulher moravam em Paris, na França, obviamente na parte mais antiga da cidade. Eu sei onde. Acredito que a pedra esteja na região em que ele morava” ela afirmou. Nunca havia visto Zoe falar assim, tão certa do que diz, tão segura na frente de várias pessoas. Os legados começaram a discutir sobre isso, e concordaram com Zoe.
“Zoe” puxei-a em um canto “Como sabe disso? Não é mencionado em nenhum livro! Nenhuma fonte!”
“Ah, eu sei” ela disse, parecendo despreocupada “É que... é uma benção de Atena. E Héstia”
“Como assim?”
“Sou abençoada pelas duas. Como uma benção misturada. Sei informações sobre história que não constam em livros” ela ficou um pouco vermelha, como se envergonhada de saber mais que eu “ E sei coisas principalmente sobre magia, por isso sei sobre Flamel. Era um Alquimista” ela explicou.
“Por que você tem essa benção?” perguntei, um pouco enciumada dela ter uma benção assim e eu não.
“Bem, não sei exatamente” ela disse, olhando para o chão “Sempre tive facilidade em História e me interessei por magia, e as vezes, nas aulas, tinha a sensação de que os professores não diziam todas as coisas possíveis sobre um assunto, sentia que faltava uma informação. No ano passado Atena apareceu para mim num sonho e me explicou que tenho os mapas da Antiguidade na minha cabeça, talvez eu não saiba os nomes dos lugares, mas sei me orientar neles. E me contou que posso simplesmente saber fatos relacionados a magia. Por isso sei sobre Nicolau Flamel. Era um Alquimista, e isso é um tipo de magia. Eu não posso saber sobre qualquer coisa histórica, sei coisas relacionadas a deuses, monstros e afins, e magia. É uma benção muito útil, principalmente em uma missão como essa.” ela explicou, me deixando sem palavras. E chateada. Porque eu não tinha uma benção assim? Porque eu não havia recebido nenhum dons de algum deus? ‘É injusto!’, pensei ‘Ela tem os poderes como papai E uma benção impressionante! Eu não tenho nada disso!’
Zoe me olhou como se pedisse desculpas, mas isso não melhorou meu humor. Comparada ao dom de Zoe, minha descoberta nem parecia grande coisa... Mas tinha sido ela que havia ajudado a descobrir nosso primeiro destino: Paris, França.
Decidimos que iríamos para a França, usando o mesmo transporte que nossos pais: o Argo II. Sim, ele havia resistido à guerra contra Gaia e tudo mais, mas estava bem acabado, e Gina disse que faria reparos nele, no Bunker 9 (que ela adorou). Enquanto isso, nós iriamos treinar, aperfeiçoar nossas habilidades, para ter chances de ir bem nessa missão suicida. Espero que não seja realmente suicida. Não gosto muito de coisas suicidas. Sou neta de Hades, mas não quero morrer ainda.
Gina foi para o Bunker 9 e Sammy, o curioso, seguiu-a para ver como era consertar um barco gigante que voa, Reyna resolveu ir com eles. Harry, Silena e Luke foram para os Estábulos, cavalgar pégasos. Luke passou por mim e me olhou, com uma expressão confusa. Zoe saiu, conversando com Quíron sobre seu dom impressionante. Eu estava saindo também, quando Mônica se aproximou:
“Ei Bianca, preciso falar com você”
Me esquivei e dei a desculpa de que ia pesquisar em uns livros. Ela insistiu.
“É sobre o Luke”
“Não quero conversar”
Saí da Casa Grande, deixando Mônica para trás. Estava indo para o chalé 22, para procurar algo sobre Nicolau Flamel, ou algo do tipo. Mas quando ouvi Mônica falando comigo, ou melhor, gritando, paralisei no lugar:
“O Luke gosta de você!”
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