Desapontados com o fracasso da missão, Claude, Rafael, Beto e Ângela voltavam pelas ruas.

— Não deu muito certo, né? — Comentou Rafael.

— Você tem mesmo que continuar perguntando? — Disse Claude.

— Desculpe. Eu só acho que quando uma missão sua fracassa dessa forma, nada de muito perigoso pode acontecer.

O grupo se aproximava da praça.

— Vejam pelo lado bom... Ninguém se feriu. — Disse Ângela.

— Ela está certa. — Disse Beto — Temos que planejar o próximo plano, mas com cuidado, para que...

O grupo interrompeu a conversa. Claude e Ângela viram algo na praça.

— O que aconteceu aqui?! — Perguntou Claude.

— Aquela é...

Ângela correu até a praça e viu Renata caída no chão.

— Claude, Rafael, Beto! É a Renata!

— Essa não! — Disse Claude, assustado.

Claude correu até Renata e a segurou pelas costas. Ela estava desacordada.

— Renata!! O que aconteceu com você?!

— Parece que ela foi atacada. — Comentou Beto.

— Mas por quem?! Não me diga que é aquela menina misteriosa de novo?! — Disse Rafael.

Claude continuava segurando Renata.

— Renata, acorde!! Droga, Renata, eu falei pra você não sair da mansão!

Renata lentamente abriu os olhos.

— C... Claude...?

Claude sorriu.

— Graças aos céus! Renata, o que aconteceu com você?!

Renata voltou ao normal. Claude a deixou sentar no chão.

— Eu... Eu fui atacada por ela enquanto ia ajudar vocês...

— Parece que quem mais precisava de ajuda era você... — Comentou Rafael.

Ângela se aproximou de Renata.

— Renata, você se lembra de tudo que aconteceu?

— Sim, eu acho que sim...

Claude a ajudou a se levantar. Ela esfregou o rosto e olhou para o grupo.

— A força daquela garota é surreal, acho que será muito perigoso pessoas normais, e até mesmo mutantes, lutarem contra ela.

— Algum detalhe em particular? — Perguntou Claude.

— Sim, a espada que ela usa parece não ferir as pessoas, mas é capaz de drenar energia. Ela me atingiu em cheio, mas não tenho nenhuma marca sequer.

Beto notou algo.

— Bem, pode ser que a espada não te feriu, mas tem uma marca no seu braço direito.

Renata se lembrou.

— Ah é... Antes de desmaiar, eu vi ela se aproximando de mim com uma seringa...

Claude se espantou.

— Tinha algum líquido na seringa?

— Parece que não...

— Droga, como eu não pensei nisso antes...?

Claude se virou para o resto do grupo.

— Aquela garota não está injetando nada nas vítimas... Ela está pegando amostras de sangue!

Todos se assustaram.

— Claude.... Mas pra quê ela precisa dessas amostras? — Perguntou Ângela.

Claude cruzou os braços.

— Eu não tenho certeza, mas... É provável que estamos lidando com alguém que quer produzir novos mutantes... Ou talvez esteja estudando a genética para algum outro fim...

Rafael baixou a cabeça.

— Bem... Acho melhor comunicarmos ao resto da Liga do Bem.

Todos concordaram. O grupo seguiu até a mansão.

.........

......

...


Claude estava conversando com Maria e Marcelo na entrada da Mansão Mayer. O resto do grupo já estava lá dentro.

— Isso não vai acabar bem... Logo a mídia vai saber da existência dessa garota. — Disse Marcelo.

— O que nós podemos fazer? — Perguntou Maria.

Claude suspirou.

— ...Eu não sei. Segundo a Renata, estamos lidando com um inimigo muito poderoso.

Marcelo parecia incomodado.

— Nós não sabemos muito sobre ela... Parece que possui uma arma especial, e tem habilidades superiores às de um humano comum...

Claude pensou um pouco.

— Tem três coisas que eu preciso saber antes de tentar capturá-la.

— O que seriam...? — Perguntou Maria.

Claude fechou os olhos e colocou a mão em sua testa.

— Primeiro, o motivo dela estar fazendo isso. Sabemos que está colhendo amostras de sangue de suas vítimas, mas não temos ainda conhecimento sobre o porquê. Em segundo lugar, temos que descobrir quem é ela. Uma mutante desconhecida? Algum tipo de cientista que quer fazer experiências? De onde ela veio? E por último, mas não menos importante... O que mais ela precisa?

Marcelo estranhou.

— Como assim?

Claude abriu os olhos.

— Ela pegou amostras de sangue de um vampiro, uma mutante com poderes elétricos, e outra com poder de fogo. Qual vai ser o próximo alvo?

Maria se assustou.

— Claude, eu... Eu não tinha percebido isso...

— É só um palpite, mas... Pode ser que ela esteja atrás apenas de algum determinado tipo de mutante. Pode ser que a Ângela, que foi nos ajudar como isca, não seja exatamente o que ela quer.

Aquilo fazia sentido para Maria e Marcelo. Naquele momento, Renata apareceu.

— Claude, Maria, Marcelo... É melhor vocês verem isso...

Os três entraram e foram até a sala principal, onde Rafael e Beto se encontravam. A TV estava ligada.

— Olha isso, Claude.

Rafael aumentou o volume da TV. Era um link ao vivo. A repórter estava falando do local onde Renata havia sido atacada.

— Eu vou conversar agora com esse morador que viu tudo da janela do prédio onde mora. Senhor, o que aconteceu exatamente?

O homem começou a falar.

— Tinha duas garotas lutando... Uma tinha poderes de fogo, e outra usava uma espada...

— Quem venceu a luta? — Perguntou a repórter.

— A jovem com a espada, ela golpeou a oponente. Mas não tinha nenhum ferimento ou sangue... Era como se a espada estivesse enfraquecendo a adversária.

Todos assistiam com atenção.

— E depois que a garota com a espada venceu a luta, o que aconteceu?

— A garota com poderes de fogo caiu. A outra menina se aproximou dela com uma seringa, mas eu não consegui ver o que estava fazendo.

— Obrigada pelo seu relato.

— De nada!

A repórter se virou para a câmera.

— Esse caso se assemelha bastante ao vampiro que foi atacado alguns dias atrás. Será que estamos diante de uma nova crise entre humanos e mutantes? Fiquem atentos que traremos mais informações amanhã.

Claude ia saindo da sala. Renata se levantou do sofá e foi até ele.

— Claude, espera! Onde você vai?

Claude parecia irritado.

— Eu não posso deixar que todo mundo corra perigo novamente! Tenho que começar uma estratégia pra parar aquela garota!

Renata o segurou pelo braço.

— Eu vou com você! Estamos juntos nessa!

— Não, você não vai!

— Sim, eu vou!

O resto do grupo apenas observava.

— Renata... Eu não quero que você se arrisque ainda mais! Já não basta ter sido atacada? Aqui na mansão você tem a todos do seu lado!

— Mas a pessoa mais importante pra mim é você!

Aquilo acabou com Claude.

— ...

— Claude, por favor... Eu posso ficar no seu apartamento e te ajudar a pensar.

— ...Tudo bem.

Maria se aproximou dos dois.

— Nós aqui da mansão faremos tudo que for possível para ajudar.

Claude concordou.

— Tudo bem... Renata, vamos pra casa. Você vai descansar até amanhã, e vamos bolar um plano para tentarmos descobrir quem é aquela garota.

Renata alegremente concordou.

E assim, mais uma missão para a Liga do Bem, e para Claude e Renata, estava começando...