Os Mutantes: Harmonia Caótica
18 Identidade - Parte 8
A tarde estava chuvosa. Os membros da Liga do Bem estavam com as crianças na Mansão Mayer. Claude estava descansando em um dos quartos, quando alguém se aproximou e bateu na porta.
— Entre... — Disse ele.
A porta se abriu. Quem apareceu foi Maria.
— Claude... Precisamos conversar...
Claude se sentou na cama.
— Certo...
Maria se sentou ao lado dele.
— Você... Tem certeza que esse plano vai funcionar? Eu estou com medo pela Tati...
— Até agora ninguém morreu nesse caso, e a Tati é muito poderosa. Está tudo de acordo com as minhas ideias.
— Eu sei disso, mas...
— Olha, você acredita nela ou não?
Maria pensou por alguns segundos.
— Sim, eu acredito, mas ao mesmo tempo eu tenho um certo medo...
— Vocês da Liga do Bem estão sempre com medo. É um milagre terem vencido a guerra contra os reptilianos.
Claude se levantou e caminhou até a porta.
— Maria, eu não teria escolhido a Tatiana para essa missão se não confiasse nela. Eu mandei a Ângela anteriormente, com a ideia de que ela fugiria quando a garota misteriosa aparecesse. Mas agora eu vi que a nossa inimiga é muito mais forte do que pensamos. Por isso, escolhi a Tati, porque ela é a mutante mais poderosa ao nosso alcance.
Maria baixou a cabeça.
— Eu entendi, Claude... Eu... Vou confiar em você...
— Não se preocupe, tudo vai dar certo!
Maria deu um leve sorriso e se levantou.
— Obrigada, isso me deixou mais calma.
Os dois trocaram um sorriso.
Enquanto isso, Renata estava lendo um livro no sofá. Carol se aproximou dela e sentou-se ao seu lado.
— Você... Acha mesmo que esse plano vai dar certo? — Perguntou Carol.
Renata jogou o livro em cima da mesinha.
— Claro! O Claude sabe o que faz. E nós vimos que a Tatiana nos derrota até se lutarmos juntas.
— Certo, mas... O que faz ele pensar que a garota vai seguir a Tatiana?
Renata pensou.
— Bem, ela é uma mutante poderosa, então a garota deve ir atrás dela, não?
— Sei lá, ela não seguiu a Ângela, lembra?
— Sim, mas ela foi atrás de você.
Carol pensou.
— Eu estou achando isso estranho... Parece que ela sabia que não era pra seguir a Ângela ou ia cair na armadilha do Claude...
Renata riu.
— Só se ela tem o poder de ler mentes...
— Não podemos descartar isso...
Claude passou ao lado do sofá.
— Claude, Claude! — Disse Renata.
— Hum...?
Claude parou e se virou para elas.
— Você acha que a garota misteriosa pode ler mentes? — Perguntou Renata.
Claude pensou.
— Se ela tiver esse poder, teria que estar perto de nós para ler nossos pensamentos, não?
— É, eu acho que é assim que funciona... — Disse Carol.
— É que a Carol aqui acha que ela, de alguma forma, previu que se seguisse a Ângela naquela noite, ia cair na sua armadilha.
— Bem, é uma possibilidade...
Renata olhou ao redor.
— Ela não se aproximaria da Mansão, já que tem muitos mutantes, e nós estamos sempre aqui quando criamos um plano... Como ela poderia saber, então?
Claude cruzou os braços.
— Isso eu não sei dizer... Mas essa noite nós vamos tentar outro contato com ela.
— Espero que a chuva pare... — Comentou Carol.
.........
......
...
A noite estava chegando. As crianças da ONG já tinham ido embora. Marcelo se aproximou da porta do quarto onde Claude estava, e bateu na porta. Ele abriu.
— Olá, Claude, eu...
— Eu sei, está com medo do plano?
— Como você sabe...?
— Aconteceu o mesmo com a Maria.
Claude saiu do quarto e olhou ao redor.
— Peça para fazerem uma busca pela Mansão.
Marcelo estranhou.
— Busca...?
— Sim, chequem todos os cantos da Mansão e do jardim. Eu quero ter certeza que não tem ninguém suspeito ouvindo nossa conversa. Depois disso, reúna todo mundo na sala.
Marcelo não entendeu, mas obedeceu mesmo assim.
Depois que todo mundo verificou os cantos da Mansão Mayer, Maria, Marcelo, Tatiana, Ângela, Renata, Carol, Eugênio, Clara, Beto e Claude estavam reunidos na sala.
— Eu convoquei essa reunião... — Começou Claude — Porque eu já sei que estão todos com medo do meu plano.
Tatiana cruzou os braços.
— Eu não acredito nisso...
Claude continuou.
— Então, eu bolei uma estratégia enquanto pensava no quarto. Tatiana, escute bem...
Todos prestaram atenção.
— Se você se encontrar com a garota misteriosa... Eu vou estar lá pra te ajudar!
Todo mundo se espantou.
— Como assim, Claude? — Perguntou Renata.
— Vejam bem, se todos nós formos, ela vai acabar percebendo, e isso pode acabar em desastre. Mas se eu estiver escondido, ela não tem como me ver. Se as coisas saírem de controle...
Claude pegou uma arma de seu bolso.
— Eu vou acertá-la com um tranquilizante poderoso!
A ideia era boa, mas Claude ia correr perigo. Ainda assim, todos concordaram que isso deixaria as coisas um pouco mais seguras.
— E onde você vai se esconder, Claude? — Perguntou Beto.
— Vocês sabem aquela quadra esportiva onde eu levei as meninas para treinar mais cedo? Tem um local perto da escadaria que tem uma árvore, e fica bem no canto. É um lugar muito estreito, e passa batido pelos olhos de quem estiver ao redor. Além do mais, ela não vai suspeitar que eu estarei lá, a não ser que alguém conte pra ela.
Maria respirou fundo.
— Bem pensado, Claude...
— O alvo dela será a Tatiana. Então, quando eu perceber a chance, irei atacar.
A noite já havia chegado.
— Tudo isso é bom, mas acho que está na hora de agirmos! — Disse Tatiana.
Claude concordou.
— Sim... E hoje, nós vamos ter outro encontro com ela... Tatiana, não se esqueça de tirar a foto!
— Claro!
O plano estava começando...
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