Oliver e Mia estavam na delegacia mostrando para Joel os papeis com as informações que eles descobriram.

— Isso tudo é muito interessante! Vocês conseguiram informações sobre um caso que nem ficamos sabendo... — Disse Joel, observando os papeis.

— A Maria e o Marcelo me contaram alguns detalhes, e o Oliver descobriu o resto. — Disse Mia.

Oliver coçou a cabeça.

— Mas... Eles pediram para não irmos atrás dessa Carol. Segundo o Claude, ela já teve que enfrentar a polícia para provar a inocência da amiga Renata, então ele quer que a deixemos em paz.

Mia cruzou os braços.

— Hum... Mas o que conseguimos já deve ser informação o suficiente.

Joel observou a última folha de papel que lhe entregaram.

— Segundo informações que nós já tínhamos, e que agora vocês confirmaram com a Liga do Bem, é uma garota que está atacando os mutantes, correto?

— Sim, essa informação procede. — Disse Oliver.

Joel colocou os papeis na mesa.

— Então... Acho que por enquanto é só o que precisamos.

Oliver estranhou.

— Como assim?

— Você não vai nos passar uma nova missão suicida? — Perguntou Mia.

Joel suspirou.

— Não podemos fazer nada no momento. Não temos nenhuma informação sobre como é essa garota misteriosa. Tudo que sabemos é que ela usa uma espada, e não há registro de aparições, a não ser as poucas testemunhas. E eu não posso colocá-los para ir atrás dela, sem saber exatamente os perigos que vão correr.

Mia riu.

— Como você desiste fácil, chefe...

— E se usarmos a MX? Aquela droga que anula os efeitos dos poderes dos mutantes? A polícia já pode usar, certo?

Joel pensou.

— Não é má ideia, mas muito provavelmente não teria efeito contra uma espada.

Mia refletiu por alguns segundos.

— Então, acho que por enquanto vamos ter que esperar que o próximo capítulo se desenrole para voltarmos à ação, certo?

— É o ideal a se fazer. — Disse Joel.

Oliver concordou.

— Então tudo bem... Se precisar de alguma coisa, nos chame novamente.

— Obrigado por tudo que fizeram até agora!

Oliver e Mia foram dispensados. Os dois foram até a porta de entrada da delegacia e pararam para conversar.

— Eu realmente queria investigar mais esse caso... — Comentou Oliver.

— O que aqueles dois policiais da Liga Bandida que você tanto admirava fariam?

Oliver cruzou os braços.

— Eles podem ter ido para o caminho errado, mas eram profissionais no que faziam! Não fale deles como se fossem totalmente ruins.

— Tanto faz, você não respondeu minha pergunta.

— Bem... Eles provavelmente partiriam em busca de resolver as coisas por conta própria...

Mia colocou a mão na cintura.

— Perfeito, então é isso que vamos fazer!

Oliver se espantou.

— O... O que você sugere?

— A gente não precisa do Joel nos guiando. Vamos investigar, quem sabe conseguimos informações mais valiosas e até, quem sabe, ajudamos a resolver o caso!

Aquela sugestão deixou Oliver confuso.

— Mas... Você acha que podemos ter sucesso nos aventurando dessa forma?

Mia riu.

— Claro! Vamos, eu sei que é isso que você quer!

Um relâmpago iluminou a delegacia.

— Olha só, vai chover. Vamos aproveitar para resolver essa questão, certo?

Oliver concordou. Os dois saíram da delegacia.

.........

......

...

Claude levou Carol, Renata e Tatiana até uma quadra de esportes ao ar livre abandonada.

— Tudo bem, acho que aqui não vai ter pessoas ou animais. — Disse Claude.

— Podemos ir logo com isso? Vai chover... — Comentou Renata.

Claude foi até a pequena arquibancada, composta por apenas alguns degraus e se sentou.

— Eu vou ficar aqui observando. Deem o melhor de si, é muito importante!

Tatiana ficou de um lado da quadra. Renata e Carol foram para o outro.

— É bom lutarmos juntas novamente, Carol! — Disse Renata.

— Concordo. Mas se você quiser duelar comigo de novo, eu já adianto que vai perder. — Respondeu Carol.

Tatiana cruzou os braços.

— Ei, dá pra começar logo? Não temos todo tempo do mundo...

Ela olhou para cima. As nuvens escuras estavam se aproximando.

— Tudo bem... Se prepare! — Disse Renata.

A mão direita de Renata se envolveu em chamas. Com grande velocidade, ela correu em direção a Tatiana e tentou lhe acertar um soco. Mas a garota segurou seu braço e a empurrou para trás, lançando um campo de força contra Renata.

— Muito bom... Você é forte, Tati! — Disse Renata.

Depois foi a vez de Carol. Ela juntou as mãos e criou uma esfera de eletricidade. Assim que a disparou contra Tatiana, a jovem mutante bloqueou com um escudo de energia.

— Parem as três! — Gritou Claude.

— Ãh? O que houve? — Perguntou Renata.

Elas se viraram para Claude.

— Não, está tudo errado. Não é pra atacar uma de cada vez. Vocês tem que trabalhar em equipe!

— Em equipe? — Perguntou Carol.

— Sim. A ameaça que estamos enfrentando é muito poderosa. Se ela for atacar a Tatiana, não vai ser um golpe de cada vez. Ela não vai pegar leve.

As três se olharam.

— Façam assim: A Tati vai tentar bloquear seus ataques ao mesmo tempo em que contra-ataca as duas. Não peguem leve, entenderam?

— Mas isso não é muita crueldade com a Tati? E se ela não resistir ao nosso poder? — Perguntou Renata.

Tatiana cruzou os braços e olhou feio para Renata.

— É exatamente o que eu quero saber. Se ela der conta de vocês duas, ela consegue impedir que a garota misteriosa a ataque.

O plano de Claude fazia sentido, elas pensaram.

— Tudo bem... Tati, você tem certeza que quer fazer isso? — Perguntou Renata.

Tatiana criou uma barreira de energia em sua frente.

— Podem vir com tudo!

Renata e Carol se olharam.

— Então vamos! — Gritou Renata.

Carol disparou eletricidade contra o escudo de Tatiana. E, ao mesmo tempo, Renata atirou uma rajada de fogo na mesma direção. As duas forças se encontraram e formaram um ataque poderoso. Tatiana resistiu, e em seguida, empurrou o escudo, repelindo o ataque das duas, que foram atingidas e caíram no chão.

— Muito bom, continuem! — Gritou Claude.

Renata foi a primeira a se levantar. Ela correu em direção à Tatiana e tentou lhe acertar um chute alto. Mas Tatiana a segurou usando seus poderes mentais.

— O... O quê...? Argh...

Tatiana fez Renata levitar. Após erguê-la a quase dois metros do chão, a jogou para trás. Carol vinha correndo em direção às duas, mas Tatiana percebeu, e disparou uma bola de fogo contra ela, que foi atingida e também acabou no chão.

— Eu acho... Que estamos fora de forma, Renata... — Comentou Carol, se levantando.

— Fique quieta! Ela é uma só!

Renata envolveu seu corpo em chamas.

— Vamos! É hora daquele ataque que tínhamos combinado!

— Tem certeza? — Perguntou Carol — Nós não temos nenhum ataque melhor que esse...

— Sim, vamos!

Carol envolveu seu corpo em eletricidade.

— Pronta? — Perguntou Renata.

— Pronta... — Respondeu Carol.

Tatiana apenas observava. Carol e Renata pararam lado-a-lado. As duas estenderam seus braços na direção de Tatiana, e ao mesmo tempo, dispararam fogo e eletricidade contra ela.

O ataque foi violento. A rajada de energia que se formou parecia capaz de explodir até um tanque de guerra.

Mas Tatiana não se mexeu. Ela foi engolida pelo ataque.

— Ãh...?! — Gritou Claude.

— Ela... O que aconteceu?! — Gritou Carol.

Claude se levantou assustado. Renata e Carol baixaram os braços e cessaram o ataque. Havia uma cortina de fumaça em volta do local onde Tatiana estava.

Mas...

— O... O quê...?! — Gritou Renata.

Tatiana estava intacta. Havia uma luz branca ao redor de seu corpo.

— Como ela fez isso?! — Gritou Renata, parecendo espantada e furiosa ao mesmo tempo.

Imediatamente, Renata atirou uma bola de fogo simples contra Tatiana, sinal que sua energia estava acabando. Tatiana repeliu o ataque, que foi em direção à Claude. Usando seu braço direito, Claude se livrou da bola de fogo.

— Muito bem! Podem parar! — Gritou Claude.

— Ãh? Mas elas ainda estão de pé! — Comentou Tatiana.

— Não precisa mais. Já deu pra ver do que você é capaz, Tati!

Claude se aproximou das três.

— Vocês fizeram um excelente trabalho, meninas. Tomem.

Claude deu uma pequena garrafa de água para cada uma.

— Tati, eu vou perguntar mais uma vez... Você quer mesmo seguir o meu plano? — Perguntou Claude.

— Quero sim! Eu não vejo a hora de encontrar aquela garota.

Claude sorriu.

— Certo.

Um trovão ecoou.

— A chuva está bem perto. Vamos voltar para a Mansão Mayer, tudo bem?

Todas concordaram. E juntos, eles seguiram à caminho da sede da Liga do Bem. O plano já estava combinado, e naquela noite, Tatiana poderia se encontrar com a garota misteriosa. Claude notou que ela era muito forte, mas será que é o bastante para enfrentar uma inimiga que ninguém sabe exatamente do que é capaz?