Os Mutantes: Harmonia Caótica
16 Identidade - Parte 6
Então, Claude terminou de falar tudo que podia para o detetive Oliver. Mas ele se certificou de não passar informações que pudessem comprometer os planos da Liga do Bem.
— Então, se eu entendi bem... — Disse Oliver — Você confirmou três ataques contra mutantes. O segundo foi de uma garota chamada Carol, que possui poderes elétricos. Ela contou para você, mas não entrou em contato direto com a delegacia.
Claude concordou.
— Sim... E eu gostaria de te pedir uma coisa, Oliver...
— Ãh? Claro...
— Por favor, não vá atrás da Carol. Ela é uma menina muito inocente, e já teve que passar por alguns apuros para salvar a Renata no caso de alguns meses atrás.
Oliver deu um leve sorriso.
— Tudo bem. Eu não vou atrás dela.
Renata resolveu falar.
— Oliver, o que a sua delegacia pensa em fazer em relação à esse caso?
— Bem, nós temos poucas informações, então não dá para começar fazendo buscas mais agressivas. Por enquanto vamos tentar encontrar essa garota misteriosa que ataca mutantes, mas sem pistas mais precisas não será possível. Nós não sabemos nem como ela é, aparência, detalhes, essas coisas.
Claude suspirou.
— Infelizmente não podemos ajudar, porque nem nós sabemos direito.
Oliver terminou de anotar o que Claude disse.
— Mais alguma informação que você possa nos passar?
— Não além do que você já sabe.
— Muito bem... Acho que todos estão carentes de informações.
Oliver se levantou.
— Claude, Renata... Obrigado pelas informações.
— Pena que não podemos ajudar mais... — Disse Renata.
— Não se preocupe, foi o suficiente. — Respondeu Oliver.
Claude e Renata guiaram Oliver até a saída.
— Claude, quer ficar com meu número? Nós podemos nos contatar se precisarmos de ajuda um do outro.
Claude refletiu se precisava de mais parceiros no caso.
— Tudo bem.
— Eu também vou te passar o meu. Não descarto precisar de ajuda da delegacia. — Disse Renata.
Sendo assim, eles trocaram seus números.
.........
......
...
A manhã seguinte chegou, mas o céu continuava escuro. Riscos de uma tempestade assombravam a cidade.
Na Mansão Mayer, uma visita muito especial estava chegando. Vavá e Clara conversavam no jardim, quando Ângela chegou.
— Vavá, Clara! Alguém veio nos visitar!
— Ué, quem? — Perguntou Vavá.
— Venham ver!
Ela guiou os dois até a entrada da mansão. Lá havia alguém.
— Tati!! — Gritou Vavá, espantado.
— Oi, gente! — Disse, Tatiana, sorrindo.
Vavá a abraçou.
— Eu pensei que você não vinha. Onde estava? — Perguntou Clara.
— Eu estava com o Pepe e as crianças. Mas não via a hora de reencontrar vocês.
Maria e Marcelo chegaram. Eles estavam no andar de cima, arrumando alguns quartos.
— Ah, Tati! Você chegou! — Disse Maria.
— Oi Maria, oi pai!
— Que bom que você veio, filha!
Maria e Marcelo se aproximaram das crianças.
— Mas você não devia ter vindo sozinha, filha.
— Ué, por quê?
Maria cruzou os braços.
— Você sabe que tem alguém atacando mutantes na cidade.
Tatiana riu.
— Mas eu posso dar conta dela. Além disso, parece que os ataques foram todos de noite.
— Mesmo assim é melhor não arriscar! — Disse Marcelo.
Tatiana suspirou.
— Ah, tá bom...
Clara chamou Tatiana.
— Tati, vem ver os brinquedos novos que chegaram para as crianças!
Ela seguiu os amigos até o quintal. Maria e Marcelo observavam.
— Eu estou com medo, Marcelo...
— Por que, Maria?
— As crianças podem estar correndo perigo novamente.
— Mas o Claude e o resto dos policiais estão protegendo.
Maria balançou a cabeça.
— Eu não tenho certeza... Parece que ninguém consegue parar aquela garota. Já foram três ataques, e um deles foi bem perto de nós.
Marcelo também estava preocupado, mas evitava demonstrar.
— O Claude vai vir aqui hoje novamente, não vai? Eu tenho certeza que ele já vai trazer outro plano.
— Pode ser que sim... Vamos só esperar pelo melhor...
.........
......
...
Claude acordou com batidas na porta.
— Hum...
Rapidamente, se levantou e foi atender. Era Carol.
— Ah, oi Carol!
— Oi, Claude... Eu quis ver se estava tudo bem.
Claude estranhou aquela atitude.
— Sim, tirando o caso que estamos investigando, está tudo bem.
— Ah, que bom...
Carol passou a mão nos cabelos.
— Claude, eu... Eu estava pensando numa coisa...
— O que houve?
— Tem um detalhe nesse caso que não estamos comentando muito...
Claude cruzou os braços.
— E o que seria?
— Qual o motivo... Da garota misteriosa pegar amostras de sangue das vítimas? Digo, nós estamos sempre pensando na identidade dela, mas isso tem sido pouco comentado...
Claude pensou.
— Hum... Que bom que você tocou nesse assunto... Eu estive focado na identidade, mas esqueci do motivo...
Carol baixou a cabeça.
— Eu... Tive uma ideia sobre isso...
Claude se espantou.
— Ãh? Então diga!
— Bem... E se ela for uma cientista?
Aquelas palavras causaram estranheza em Claude.
— Cientista? Você quer dizer...
— É, por exemplo... E se ela estiver pegando amostras de mutantes... Para criar outros mutantes?
Aquilo fazia sentido para Claude. Quem garante que aquela garota misteriosa não está planejando criar uma nova onda de mutantes perigosos que poderiam trazer mais caos para a cidade, e talvez até para o planeta?
— Bem, ela precisa do sangue por algum motivo...
— Sim, e eu estou começando a ficar com medo...
Claude tentou acalmar Carol.
— Fique tranquila, Carol...
— Eu não entendo... Por que nós mutantes não podemos viver em paz com o resto da humanidade?
— Isso não é verdade. Sempre vai existir alguém com más intenções, seja para atacar humano ou mutante.
Carol se acalmou um pouco com as palavras dele.
— É, acho que você tem razão...
— Eu vou até a Mansão Mayer para planejar uma nova tentativa de descobrir quem é aquela garota. Quer ir comigo?
Carol concordou.
— Perfeito. — Disse Claude.
Alguns minutos depois, os dois estavam à caminho da mansão.
Chegando lá, eles foram recebidos por...
— Tatiana! — Disse Carol, animada.
Tatiana se aproximou dos dois, que entravam pelo portão.
— Oi, Tati... — Disse Claude.
— Olá! Que bom ver vocês dois.
— Eu gostaria que nos encontrássemos em um momento não tão complicado...
— Disse Carol.
Tatiana cruzou os braços.
— É por causa daquela garota que está atacando mutantes?
— Sim... Eu temo que ela esteja planejando algo perigoso. — Respondeu Carol.
Maria e Marcelo viram Claude de dentro da mansão.
— Claude! — Disse Marcelo.
Os dois se aproximaram do grupo.
— Que bom que vocês estão aqui. Eu confesso que estava sem um plano de ataque. — Disse Claude.
Maria estranhou.
— Como assim?
Claude olhou para Tatiana.
— Tati, você confia em seus poderes?
A pergunta de Claude deixou todos confusos.
— Sim, eu confio. Eu sei que sou muito forte. — Respondeu ela.
— Perfeito!
Maria interrompeu.
— Claude, você não está pensando em...
— Estou sim, Maria. É a nossa única chance.
Tatiana estranhou.
— Do que vocês estão falando...?
— Claude, eu não posso deixar que você faça isso com a minha filha! — Disse Marcelo.
Claude se virou para ele.
— Marcelo, a Tati é muito poderosa. Você sabe disso.
— Sim, eu sei, mas...
Claude se virou para Tatiana.
— Tati, você tem um smartphone?
— Tenho, mas...
— Pois bem. Acha que se encontrar aquela garota você consegue uma foto dela?
Agora todos entenderam o que tinha na mente de Claude.
— Não seria melhor se eu a derrotasse? — Perguntou Tatiana.
— Por enquanto não. Eu quero pelo menos ver aquela garota. Acho que entrar num duelo tão sério seria perigoso.
Tatiana olhou para Maria e Marcelo. Em seguida, se virou para Claude.
— Consigo!
— Tati... — Disse Maria.
Claude pensou um pouco.
— Já que está todo mundo apavorado com meu plano, eu tenho uma proposta.
— Proposta? — Perguntou Carol.
— Sim.
Claude novamente olhou para Tatiana.
— Bem, a Renata deve estar na mansão daqui a pouco, né?
— É, ela chega mais ou menos daqui a uns quinze minutos. — Disse Carol.
— Ótimo... Carol, você e Renata vão ter um duelo contra a Tati.
Todos se assustaram.
— Um duelo...? — Perguntou Maria.
— Sim. Se ela vencer as duas, significa que tem o poder para pelo menos lutar de igual contra aquela garota.
Tatiana pensava na ideia. Claude continuou.
— A minha intenção não é que ela lute. Apenas se defenda. E acho que vencer a Carol e a Renata juntas seria prova de que ela consegue.
Tatiana sorriu.
— Por mim tudo bem!
Claude se virou para Maria e Marcelo.
— Pois bem, aqui temos a resposta dela.
Marcelo suspirou.
— Claude, você é inacreditável...
— Pense como quiser. Eu acho que se isso der certo, vamos dar um grande passo para o fim desse mistério.
O grupo resolveu esperar por Renata.
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