Os Mutantes: Harmonia Caótica
12 Identidade - Parte 2
Claude e Renata entravam na Mansão Mayer.
— Você pergunta para as crianças. Eu vou falar com os adultos. — Disse Claude.
— Tudo bem...
Renata foi para dentro da mansão. Claude notou Maria e Marcelo brincando com duas crianças no jardim.
— É o Claude! — Disse Marcelo.
— Crianças, esperem aqui. Nós vamos falar com um amigo, tudo bem?
Dito isso, Maria e Marcelo se aproximaram de Claude.
— Claude... Descobriu alguma coisa? — Perguntou Maria.
— Sim, algumas... — Respondeu Claude.
Claude cruzou os braços.
— Eu tenho uma pergunta... Algum de vocês conhece uma escola aqui na cidade que tenha como emblema um par de asas?
— Um par de asas... Eu acho que nunca vi. E você, Maria?
Maria negou com a cabeça.
— Não, mas... Por que isso é importante?
— Porque a Renata viu esse emblema no uniforme da garota misteriosa que está atacando pela cidade.
Os dois se espantaram.
— Então descobrir isso é muito importante! — Exclamou Marcelo.
— A Renata foi perguntar para as crianças, e eu estou checando com os adultos. O Beto ou o Rafael já estão aqui?
— Eles não chegaram ainda... Mas não devem demorar. — Respondeu Maria.
Enquanto isso...
Renata estava na sala da mansão, conversando com Vavá, Eugênio Ângela e Clara.
— Desculpe, Renata, mas... Eu não conheço... — Disse Vavá.
— Nem eu... Infelizmente... — Disse Ângela.
— Também não conheço, desculpe... — Terminou Clara.
Renata parecia desapontada.
— Eu também não conheço, mas... Tem um jeito de descobrir. — Comentou Eugênio.
Aquilo animou Renata.
— Sério?!
Eugênio confirmou.
— Sim, se você fizer um desenho desse emblema... Eu posso digitalizar e fazer uma busca pela internet.
Renata se espantou.
— Dá pra fazer isso? Que ótimo! Eu vou avisar o Claude!
Clara também estava animada.
— Eu vou pegar papel e caneta.
Renata foi até o jardim e viu Claude com Maria e Marcelo.
— Claude! Boas notícias!!
Claude se virou para Renata.
— Alguma criança conhece o emblema?
— Não... Mas o Eugênio vai fazer uma busca na internet, se eu conseguir desenhar o emblema para ele!
Claude deu um leve riso.
— Esse garoto é mesmo inteligente...
Maria e Marcelo se animaram também.
— Então, vamos! Eu também estou curioso pra ver onde isso vai dar. — Disse Marcelo.
Todos entraram na mansão e foram até a sala.
Alguns minutos depois, Renata estava sentada no sofá com um caderno e uma caneta.
— Renata, tente focar em todos os detalhes que lembrar! — Disse Eugênio.
— Tudo bem... Lá vou eu...
Renata começou a desenhar. Todos à volta estavam focados nos traços que ela desenhava.
— Certeza que isso é uma asa? — Perguntou Claude.
— Claude, fique quieto, tá? Eu não sou uma desenhista profissional...
Aos poucos, o desenho ia tomando forma.
— Não tá mesmo parecendo uma asa. — Comentou Vavá.
Ângela cutucou Vavá.
— Deixa ela terminar o desenho, Vavá!
— Tá bom, tá bom...
Cerca de um minuto depois, com algumas pequenas pausas para tentar se lembrar de detalhes, Renata terminou o desenho.
— Pronto, eu acho que era assim!
Eugênio pegou o caderno. O desenho mostrava um par de asas com um círculo em volta, e o que parecia ser uma estrela no meio delas.
— Certo. Deve ser o suficiente. Digo, se estiver sessenta por cento perfeito eu consigo encontrar.
Eugênio pegou seu notebook que estava em cima da mesa.
— Alguém coloca isso na impressora pra mim, por favor?
Clara pegou o caderno e colocou na impressora.
— Certo, agora eu só preciso capturar o desenho e colocar na busca virtual. Vai levar só uns instantes...
Claude estava escondendo, mas se sentia bem apreensivo. Descobrir isso poderia ser o primeiro passo para acabar com aquele caso, antes que ele tomasse proporções incontroláveis...
— Muito bem...
— Encontrou alguma coisa? — Perguntou Claude.
— Hum...
Alguns segundos depois, Eugênio comemorou.
— Achei!
— Sério?! — Gritou Renata.
Na tela do notebook, apareceu uma fachada de um colégio.
— É esse emblema mesmo! — Disse Renata apontando para a tela.
— Que escola é essa...? — Perguntou Claude.
Eugênio leu as informações.
— Colégio Serafim... Fica num bairro bem afastado da cidade, e não tem muito reconhecimento fora da região...
— Deve ser como aquelas escolas que focam em educar as crianças e adolescentes de comunidades. — Comentou Marcelo.
Claude pensou.
— Perfeito... Então só o que precisamos é ir até essa escola e perguntar aos estudantes se alguém a conhece.
— Seria melhor se tivéssemos uma foto dela... — Perguntou Renata.
Claude voltou a pensar.
— Mas não precisamos, se você conseguiu uma boa visão das características dela.
Maria se virou para Claude.
— O que você pretende fazer, Claude?
— Eu vou com a Renata até essa escola. Temos que conseguir o histórico dos estudantes, até a encontrarmos.
Renata pensou.
— Eles vão nos deixar fazer isso?
— Claro que vão. Estamos numa investigação policial, eles têm que cooperar. — Respondeu Claude.
Naquele instante, Rafael e Beto entraram na mansão.
— Olá, pessoal. Desculpem a demora! — Disse Rafael.
— O trânsito está meio complicado hoje. — Comentou Beto.
Claude foi até eles.
— Rafael, Beto... Nós vamos até o Colégio Serafim.
Os dois estranharam.
— Por quê? — Perguntou Beto.
— A Renata conseguiu se lembrar do emblema no uniforme da garota misteriosa, e descobrimos que é daquela escola.
— Quer que a gente vá também? — Perguntou Rafael.
— Não, eu quero que vocês fiquem e protejam a casa. Eu não tenho certeza se ela vai atacar a mansão em busca de outras vítimas.
Rafael e Beto concordaram.
— Tudo bem, a gente fica. — Disse Beto.
— Ótimo... Eugênio, obrigado pela ajuda. Vamos, Renata.
Renata e Claude se despediram do grupo e saíram da mansão.
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