Claude e Renata entravam na Mansão Mayer.

— Você pergunta para as crianças. Eu vou falar com os adultos. — Disse Claude.

— Tudo bem...

Renata foi para dentro da mansão. Claude notou Maria e Marcelo brincando com duas crianças no jardim.

— É o Claude! — Disse Marcelo.

— Crianças, esperem aqui. Nós vamos falar com um amigo, tudo bem?

Dito isso, Maria e Marcelo se aproximaram de Claude.

— Claude... Descobriu alguma coisa? — Perguntou Maria.

— Sim, algumas... — Respondeu Claude.

Claude cruzou os braços.

— Eu tenho uma pergunta... Algum de vocês conhece uma escola aqui na cidade que tenha como emblema um par de asas?

— Um par de asas... Eu acho que nunca vi. E você, Maria?

Maria negou com a cabeça.

— Não, mas... Por que isso é importante?

— Porque a Renata viu esse emblema no uniforme da garota misteriosa que está atacando pela cidade.

Os dois se espantaram.

— Então descobrir isso é muito importante! — Exclamou Marcelo.

— A Renata foi perguntar para as crianças, e eu estou checando com os adultos. O Beto ou o Rafael já estão aqui?

— Eles não chegaram ainda... Mas não devem demorar. — Respondeu Maria.

Enquanto isso...

Renata estava na sala da mansão, conversando com Vavá, Eugênio Ângela e Clara.

— Desculpe, Renata, mas... Eu não conheço... — Disse Vavá.

— Nem eu... Infelizmente... — Disse Ângela.

— Também não conheço, desculpe... — Terminou Clara.

Renata parecia desapontada.

— Eu também não conheço, mas... Tem um jeito de descobrir. — Comentou Eugênio.

Aquilo animou Renata.

— Sério?!

Eugênio confirmou.

— Sim, se você fizer um desenho desse emblema... Eu posso digitalizar e fazer uma busca pela internet.

Renata se espantou.

— Dá pra fazer isso? Que ótimo! Eu vou avisar o Claude!

Clara também estava animada.

— Eu vou pegar papel e caneta.

Renata foi até o jardim e viu Claude com Maria e Marcelo.

— Claude! Boas notícias!!

Claude se virou para Renata.

— Alguma criança conhece o emblema?

— Não... Mas o Eugênio vai fazer uma busca na internet, se eu conseguir desenhar o emblema para ele!

Claude deu um leve riso.

— Esse garoto é mesmo inteligente...

Maria e Marcelo se animaram também.

— Então, vamos! Eu também estou curioso pra ver onde isso vai dar. — Disse Marcelo.

Todos entraram na mansão e foram até a sala.

Alguns minutos depois, Renata estava sentada no sofá com um caderno e uma caneta.

— Renata, tente focar em todos os detalhes que lembrar! — Disse Eugênio.

— Tudo bem... Lá vou eu...

Renata começou a desenhar. Todos à volta estavam focados nos traços que ela desenhava.

— Certeza que isso é uma asa? — Perguntou Claude.

— Claude, fique quieto, tá? Eu não sou uma desenhista profissional...

Aos poucos, o desenho ia tomando forma.

— Não tá mesmo parecendo uma asa. — Comentou Vavá.

Ângela cutucou Vavá.

— Deixa ela terminar o desenho, Vavá!

— Tá bom, tá bom...

Cerca de um minuto depois, com algumas pequenas pausas para tentar se lembrar de detalhes, Renata terminou o desenho.

— Pronto, eu acho que era assim!

Eugênio pegou o caderno. O desenho mostrava um par de asas com um círculo em volta, e o que parecia ser uma estrela no meio delas.

— Certo. Deve ser o suficiente. Digo, se estiver sessenta por cento perfeito eu consigo encontrar.

Eugênio pegou seu notebook que estava em cima da mesa.

— Alguém coloca isso na impressora pra mim, por favor?

Clara pegou o caderno e colocou na impressora.

— Certo, agora eu só preciso capturar o desenho e colocar na busca virtual. Vai levar só uns instantes...

Claude estava escondendo, mas se sentia bem apreensivo. Descobrir isso poderia ser o primeiro passo para acabar com aquele caso, antes que ele tomasse proporções incontroláveis...

— Muito bem...

— Encontrou alguma coisa? — Perguntou Claude.

— Hum...

Alguns segundos depois, Eugênio comemorou.

— Achei!

— Sério?! — Gritou Renata.

Na tela do notebook, apareceu uma fachada de um colégio.

— É esse emblema mesmo! — Disse Renata apontando para a tela.

— Que escola é essa...? — Perguntou Claude.

Eugênio leu as informações.

— Colégio Serafim... Fica num bairro bem afastado da cidade, e não tem muito reconhecimento fora da região...

— Deve ser como aquelas escolas que focam em educar as crianças e adolescentes de comunidades. — Comentou Marcelo.

Claude pensou.

— Perfeito... Então só o que precisamos é ir até essa escola e perguntar aos estudantes se alguém a conhece.

— Seria melhor se tivéssemos uma foto dela... — Perguntou Renata.

Claude voltou a pensar.

— Mas não precisamos, se você conseguiu uma boa visão das características dela.

Maria se virou para Claude.

— O que você pretende fazer, Claude?

— Eu vou com a Renata até essa escola. Temos que conseguir o histórico dos estudantes, até a encontrarmos.

Renata pensou.

— Eles vão nos deixar fazer isso?

— Claro que vão. Estamos numa investigação policial, eles têm que cooperar. — Respondeu Claude.

Naquele instante, Rafael e Beto entraram na mansão.

— Olá, pessoal. Desculpem a demora! — Disse Rafael.

— O trânsito está meio complicado hoje. — Comentou Beto.

Claude foi até eles.

— Rafael, Beto... Nós vamos até o Colégio Serafim.

Os dois estranharam.

— Por quê? — Perguntou Beto.

— A Renata conseguiu se lembrar do emblema no uniforme da garota misteriosa, e descobrimos que é daquela escola.

— Quer que a gente vá também? — Perguntou Rafael.

— Não, eu quero que vocês fiquem e protejam a casa. Eu não tenho certeza se ela vai atacar a mansão em busca de outras vítimas.

Rafael e Beto concordaram.

— Tudo bem, a gente fica. — Disse Beto.

— Ótimo... Eugênio, obrigado pela ajuda. Vamos, Renata.

Renata e Claude se despediram do grupo e saíram da mansão.