Os Mutantes: Harmonia Caótica
7 Nas Sombras - Parte 2
Claude trouxe dois copos de café e colocou na mesa de centro da sala. Carol estava sentada em um dos sofás ao redor dessa mesa. Claude se sentou no outro.
— Você disse... Atacada?
— Sim...
Carol pegou um dos copos. Claude pegou o outro.
— Mas como?
— Eu estava na mansão... Na ONG, brincando com as crianças. Daí eu percebi que ia chover, e resolvi voltar pra casa... No caminho...
.........
......
...
Carol caminhava de volta para casa. Ela olhava para o céu de tempo em tempo, percebendo que ia chover.
— É melhor eu me apressar...
O céu escureceu. As luzes dos postes pelas ruas começaram a acender.
— Que droga... Melhor pegar um atalho...
Ela passou por uma rua vazia. Provavelmente o mau tempo e o fato de já estar escurecendo fez com que a maioria dos moradores ficasse em casa.
— Que coisa horrível... Seria o cenário perfeito para um ataque...
Foi quando ela notou alguém se escondendo atrás de um beco. O vulto desapareceu assim que ela o observou.
— Ei... O que é aquilo?
Carol entrou no beco. Havia um poste iluminando o local, mas era uma luz fraca. Alguns sacos de lixo, provavelmente deixados pelos moradores da própria rua estavam largados no chão.
— Olá...? Tem alguém aqui?
De repente, a luz do poste se apagou, deixando o local escuro. Um relâmpago iluminou o beco por alguns segundos, enquanto ela olhava ao redor.
— ...!!
Carol criou uma esfera de eletricidade em sua mão direita e a usou para iluminar o local.
— Tem alguém aqui?! Eu não quero machucar ninguém!
De repente, um feixe de luz branco passou bem ao lado de Carol, quase atingindo suas costas. Rapidamente, ela se virou para trás.
— Quem fez isso?!
Havia uma jovem mulher segurando uma espada. Ela vinha andando na direção de Carol, que conseguiu notar que ela usava um vestido azul, e tinha olhos muito bonitos.
— Quem é você?! Responda, ou eu vou ter que te machucar!
Mas a garota não respondeu. Apenas continuava andando, enquanto manipulava a espada em sua mão.
— Não diga que eu não avisei!
Carol arremessou a bola de energia elétrica em direção à ela. O disparo atingiu em cheio, fazendo com que a jovem perdesse o equilíbrio e caísse de joelhos no chão. Carol observou. Em menos de três segundos, ela se levantou e correu em direção à Carol.
— Ah... Ahh!!
Com as duas mãos, a garota segurou a espada e a cravou no abdômen de Carol.
— Nã... Não...
A espada foi retirada. Para sua surpresa, não havia nenhum ferimento sequer. Mas por algum motivo desconhecido, Carol perdeu as forças e desmaiou.
.........
......
...
— E o que aconteceu quando você acordou? — Perguntou Claude.
Carol suspirou.
— Eu estava sozinha no beco. Não entendo o que aconteceu.
Claude pensou.
— Dois ataques num período de tempo muito curto... Dificilmente seria uma coincidência.
Claude se levantou e andou pela sala.
— Seu ataque foi semelhante demais ao que aconteceu com aquele vampiro. Definitivamente tem algo estranho acontecendo, mas eu...
Foi quando Claude notou algo em Carol.
— Carol, o que é isso no seu pescoço?
Carol se virou para Claude.
— Onde?
— No seu pescoço. Tem uma marca bem pequena.
Claude pegou um espelho de mãos e entregou para ela.
— Isso... É uma picada? — Perguntou Carol.
— É o que parece...
Claude se lembrou do caso de Vitor.
— É o mesmo que aconteceu com ele...
Carol parecia estar se sentindo assustada.
— Claude... O que eu faço?
— Fique tranquila, Carol. Você vai ficar na ONG, onde está mais protegida. Eu poderia até te levar de volta para sua casa, mas vou explicar a situação para o pessoal de lá, e com certeza eles vão te manter segura.
Carol baixou a cabeça.
— Eu não entendo... Não deveríamos estar em paz agora?
Claude cruzou os braços.
— Acho que a paz é algo que está se tornando mais e mais rara no nosso mundo... Em todo caso, eu farei uma ligação para a ONG.
Claude pegou seu celular e fez uma chamada.
— Alô? Renata? Sim, sou eu, Claude. Eu estou com sua... Com nossa amiga, Carol.
Carol olhou para Claude.
— É, ela veio no meu apartamento... Aconteceu algo estranho com ela também... Sim, ela está segura, mas foi o mesmo que houve com o Vitor, o vampiro que encontramos ontem. É, ela foi atacada, mas está bem.
Alguns instantes de silêncio.
— Eu liguei para saber se ela pode ficar na ONG por alguns dias, só para termos certeza que tudo ficará bem... Certo, eu sabia que essa seria a resposta. Obrigado... Ah, fica quieta, Renata!
A ligação foi encerrada.
— Ela me mandou um beijo no final...
Claude guardou o celular.
— Ela disse que com certeza você pode ficar na ONG. Quer que eu te leve agora?
Carol colocou o copo na mesa.
— Se puder me levar, Claude...
— Claro que posso. Vamos!
Os dois saíram do apartamento. Naquela noite, Claude levou Carol até a ONG, onde ela foi bem recebida, como sempre. Depois, voltou para seu apartamento e tratou de dormir.
Mas ele não tirava da cabeça a ideia de que tinha algo muito estranho acontecendo naquela cidade. E com certeza, ele teria que investigar mais...
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