Dean:
- O que está acontecendo?

Eu levei um susto ao me ver deitado na cama do hospital daquele jeito. Sim, aparentemente eu estava morto, ou quase. Sacudi o braço de Sam para tentar falar com ele, mas não obtive resposta. Resolvi então procurar meu pai.

Eu odiava hospitais, e não queria morrer desse jeito. Fui de porta em porta, até que eu vi aquela coisa em cima da criança, pronta para agarrá-la, e ninguém fazia nada. Acho que eu meio que estava do outro lado, então só eu via. Nem pensei; apenas me joguei em cima da coisa, fazendo-a sair de cima da pequena garota. Ela sumiu no ar e eu me desesperei, pois precisava encontrar alguém que me ajudasse.

- Pai! Pai!Eu gritei, mas logicamente, eu não fui atendido.

Meu pai poderia até não me ajudar, mas eu sabia quem. Não, eu não queria a ajuda dela, mas não tinha outro jeito."Droga", eu murmurei. E então eu a vi na recepção. Ela estava sentada em um dos bancos, meio debilitada, com uns círculos roxos ao redor dos olhos. Corri ao seu encontro, confesso que até estava meio feliz com a visão que eu tive dela, mas parei no meio do caminho ao vê-lo. Estava com dois cafés na mão e entregou um a ela, sentando ao seu lado e acariciando a perna dela, dizendo-lhe algo. Merda, ela tentou beijá-la.