Os Meninos do Orfanato
2 O Inevitável
Notas iniciais

Eu estava correndo desesperadamente nas ruas de Londres rezando para que o vendedor de maçãs já tivesse desistido de correr atrás de mim quando avistei um guarda não muito longe. Assustado com a ideia de ser pego em flagrante, dobrei a esquina e escalei uma casa até o telhado, ficando muito ofegante logo na metade do caminho devido ao meu sobre peso.
“Ah”, suspirei, “preciso dar um jeito nisso logo”, sussurro.
O guarda passa reto pela esquina, e então posso vê-lo por
cima. Aquela visão me fazia me sentir poderoso. Após alguns segundos observando
um homem, notei o chapéu coco em sua cabeça, era lindo, e eu o desejava. Aquilo me faria parecer poderoso, assim como subir nos telhados!
Desci cuidadosamente do telhado e me aproximei do homem, que estava distraído com seu cavalo, passei correndo por ele levando seu chapéu comigo, no mesmo instante, senti que ele me seguia e então corri mais rápido, até que senti meu corpo bater em algo duro.
“Oh não”, disse ao perceber em quem eu havia trombado. Era o diretor do orfanato. Há meses estava o evitando, desde que meus pais morreram, foi quando eu entrei de vez nos crimes e cuidava de mim mesmo.
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