Notas iniciais
O primeiro capitulo foi realmente muito pequeno, mas foi apenas uma breve introdução... Espero que gostem mais desse

Agora, vocês sabem como começou tudo

O tempo entre esses acontecimentos, e meus dias atuais, são apenas contados em clássicos desesperos de inicio de Apocalipse... Tudo bem normal

Gostaria de adiantar um pouco, 8 meses para ser exato, e eu já estava com 15 anos. Mesmo que contar os dias não tenha nenhuma importância dos tempos de hoje

Eu acordei naquela manhã como em toda outra. Estava em um saco de dormir, dentro de algum prédio aleatório que eu encontrava em minha viagem até o exterior da cidade.

Estava começando a me aproximar da zona rural de Washington, daquelas cidades pequenas. O numero de feras que me atacavam era menor, e até nulo se eu não fizesse tanto barulho. Tinha muito tempo que eu não me encontrava com outro ser humano... Não queria pensar que todos eles morreram.

Depois que me levantei, tratei de juntar minha bagagem na velha mochila e prendi a faca de pesca no meu cinto, e nas minhas costas um arco composto com duas flechas em uma aljava.

Sai da construção beirando o meio-dia, meus recursos estavam escassos e teria que procurar por mais em breve. Tirei da mochila um mapa que eu mesmo estava fazendo da região que estava e fui me guiando furtivamente até chegar em uma área florestal, a qual tinha alguns carros parados, mas nenhuma pessoa... ou fera.
Parecia um cenário de filme de terror, devo acrescentar. As árvores cobriam quase que por completo a luz, deixando o lugar assustadoramente escuro, e os carros abandonados, enferrujados e sendo consumidos pelo mato... uau.

Por um minuto pensei que o Bicho Papão me atacaria ao em vez de Mortos-Vivos.

Deixando meus medos de lado, segui a pequena trilha de terra no interior da floresta, com tochas apagadas por todo o caminho e placas de sinalização pichadas. Alguma hora ou outra eu encontraria uma fera skatista, com certeza.

Quando terminei a trilha, percebi que dava em um lago, e em suas margens havia um pequeno acampamento com uma fogueira em brazas. Eu não queria arrumar encrenca com nenhuma pessoa, então me virei para seguir a trilha de volta.

Não foi uma boa escolha.

No mesmo tempo que virei, me deparei com 4 ou 5 runners.

Se vocês são sabem, os runners, são a primeira "evolução" causada nas feras pela parada fungica que os fizeram virar mortos-vivos. Mas com certeza, para mim são os piores. Eles correm e se movimentam, muuuito rápido, excedendo muitos limites humanos, e por causa disso, vi que estava morto.

–Droga! — Foi tudo que consegui dizer antes de levar uma ombrada de um dos runners e bater contra uma árvore.

Eu com certeza morreria, para as feras, ou para a origem dos gritos de provocações e silhuetas que estavam destroçando os runners com facões e machados. Mas depois percebi que eles não eram silhuetas, mas minha visão estava ficando turva.

E apaguei.

Eu não me lembro de ter sonhado com nada nesse meio tempo, se bem que nem sabia se era possivel sonhar durante um desmaio, já que nunca havia passado por isso antes. Bem engraçado né

Abri meus olhos lentamente, sentindo uma infernal dor de cabeça. Acima de mim, vi folhas de árvore e parte do céu estrelado da noite. Em um impulso por causa da dor, levei a mão até a cabeça e suspirei.

–Argh... -Disse enquanto me sentava e tentava focalizar minha visão em algo.

Quando parte da dor passou, olhei para meu corpo que estava enfaixado na área onde o morto-vivo me dera a ombrada. Virei a cabeça para o lado e vi duas pessoas encapuzadas, uma atiçando as chamas da fogueira, e outra preparando comida para esquentar.

Uma das pessoas tinha uma voz rouca e ao mesmo tempo bem feminina, como de uma mulher beirando a terceira idade. Ela estava cantarolando Summer Times

–A dor está passando, querido? -Perguntou a senhora

Enquanto preparava a comida para ser servida, ela retirou seu capuz, mostrando cabelos castanhos com algumas mechas grisalhas e um rosto sorridente com rugas de idade.

–Sim... — respondi -Obrigado pelo que fizeram, meio que salvaram minha vida

–Meio que? -disse a outra pessoa, que logo em seguida tirou seu capuz.

Era uma garota de pele morena e cabelos curtos e lisos que estavam pendendo acima do ombro. Ela parecia ter 13 ou 14 anos, com adoráveis feições de quem sorria o tempo todo, e mesmo depois de ter perdido para o mundo qualquer motivo para sorrir, ali estava ela.

–Tá, okay... vocês me salvaram — Não pude conter o sorriso, olhando para aquela garota

–Meus amores, a comida está servida -Disse a senhora, terminando de preparar a mesa improvisada

Estavam usando um largo tronco de árvore partido ao meio como mesa, com um pano estendido sobre ele. Em cima da mesa, 3 pratos servidos com feijão e carne, que depois de um tempo percebi que seria do cadáver do cervo que estava jogado de lado com uma de minhas flechas fincadas em seu peito.

Me sentei em uma pedra, que estava servindo de cadeira improvisada, e a garota sentou do meu lado.

–Pegamos um pouco de comida da sua mochila, se não se importa -Disse ela, sorrindo

Olhei para meu arco pendurado em uma árvore com uma das flechas quebradas jogada ao chão.

–Não me importo nenhum pouco -não pude deixar de sorrir, de novo -Não estaria aqui se não fosse por vocês

–Terá tempo para agradecer depois, querido... -Disse a senhora mordendo ferozmente a coxa assada do cervo -Sou Helen Johnson, e essa é minha sobrinha Elizabeth

–Mas pode me chamar de Liz -disse ela, mordiscando a carne do cervo.

Aquelas duas me traziam uma unica sensação de conforto, que eu não sentia desde que tudo começou. Esperava mesmo poder passar mais tempo com elas. Ou será que vão me tirar do acampamento ao amanhecer?

–Obrigado, senhora Johnson -Disse, terminando os feijões -Sou Drian Benson

–É um prazer, Drian, mesmo no fim do mundo -Disse Liz, também terminando seu prato

–Nah, é todo meu, moça bonita. -Respondi

Liz ficou corada

–Bem, crianças. Está na hora de irmos dormir -Exclamou a senhora Johnson
Quando parei para observar, vi que no telhado de um barracão de pesca de dois andares, tinham estendidos três sacos de dormir e uma vela acesa no canto de cada um.

Senhora Johnson já tinha juntado as coisas da refeição e estava indo na direção do barracão, e depois subiu as escadas até o telhado e se jogou em baixo das cobertas do saco de dormir com seu peso e tudo.

–Vocês duas não tem medo dos Mortos-Vivos?

–Apenas quando encontramos eles -Respondeu Liz -Mas eles nunca nos encontram

–Por que?

–Talvez eles tenham medo da gente- Respondeu a garota de novo, sorridente

–Então vamos...

Liz também foi na direção do barracão e eu fui atrás dela. Subimos as escadas, e ela delicadamente deitou em baixo de três cobertas no saco de dormir.

–As noites daqui são frias... Boa noite, moço bonito -Disse a garota bocejando

Tratei logo de me deitar no meu, antes que ficasse mais tarte

–Boa noite, Liz.

Naquela noite, não consegui dormir muito. Apenas ficava olhando para as estrelas, que naquela zona rural, estavam ainda mais lindas.

Notas finais
"Poxa cara, outro capitulo pequeno e sem graça?!" Sim :b