Os Lestrange e o nemeton
3 A viagem
Notas iniciais
Niklaus já havia se acomodado na poltrona do avião que estava preste a decolar com destino a Seattle. O rapaz pediu uma taça de champanhe, mas a aeromoça disse que somente depois da decolagem enquanto esperava a decolagem Nik pensava sobre o que faria quando finalmente estivesse em Forks por mais que a ideia fosse prazerosa não dava para ele dizimar metade da cidade como forma de aviso ou para tentar encontrar as bruxas, até porque ele bem sabia que os Volturis mandaria parte da guarda e a ultima coisa que ele precisava naquele momento era que aquele clã italiano metesse o nariz onde não eram chamados. Começou a pensar em qual seria a maneira mais discreta de chegar até Forks a última coisa que precisava era que todos da cidade soubesse que tinha um novo morador na cidade até que fosse o momento certo, por mais que ele pudesse simplesmente correr até lá não era o melhor a fazer, pois ele estava com uma mochila e não havia uma zona de mata que ligasse as duas cidades diretamente então ele poderia ser visto por alguém e provavelmente as bruxas que estava no Nemeton deveria ter colocado algum feitiço na região para reagir com os poderes dele ou seja se elas já estivesse em Forks isso daria para elas tempo de se preparar para ele sendo que ele já estava em desvantagem por não sabe ao certo com quem estava lidando e nem se podia confiar nas bruxas da região.
Penso em talvez alugar um carro em Seattler e ir para Forks, mas logo descartou a ideia em uma cidade pequena como Forks onde todo mundo se conhece um carro novo e desconhecido na cidade já seria motivo de burburinho na cidade. Por fim viu que a melhor opção era ir de ônibus e para manter sua identidade em segredo pelo máximo de tempo possível deveria usar qualquer poder e habilidade o mínimo possível assim seria mais difícil das bruxas saberem quem ele era e onde ele estava assim se eles já estivesse em Forks ele teria tempo de descobrir quem elas eram e como mata-las se elas ainda não tivesse na cidade poderia só investigar a situação, mas não as levaria para o Nemeton. O rapaz não percebeu que o avião havia decolado e que aeromoça se aproximava com sua taça de champanhe na mão ao notar a presença da moça que era loira, baixa e trajava um terno social azul da companhia aérea Nik pegou a taça e agradeceu acenado com a cabeça e a moça se distanciou indo dar atenção a outro passageiro.
Bebeu um gole do liquido da taça e imaginava o quanto o seu plano de impedir seja quem fosse de reativar o Nemeton era uma furada, pois nem mesmo ele sabia como fazer isso, ele só sabia o que era necessário para o ritual, mas não sabia como que ele se dava pois por medo que isso viesse a acontecer a tataravô de Emilly que o tinha desativado junto com ele o Nemeton escolheu levar com ela para o tumulo, mas a parte boa era que se ele não sabia como fazer o ritual significa que quem queria o Nemeton Norte-americano de volta também não sabia.
Mas o que mais o incomodava era o fato de está indo enfrentar um inimigo desconhecido ele não duvidava do seu poder, todavia não sabia também quanto poder seu oponente tem, bebeu o resto do champanhe e chamou a aeromoça loira que pegou a taça e se foi. Mesmo que ainda quisesse ficar envolto em seus pensamentos logo ele permitiu que o sono vencesse e dormiu um pouco, pois sabia que depois que chegasse em Forks tempo para dormir talvez fosse uma coisa que ele não teria quando chegasse ao seu destino. Durante o sono o sonho da noite passada se repetiu não havendo nada de novo infelizmente, acordou com a aeromoça lhe chamando que já estava se preparando para pousar em Seattle em poucos minutos ou avião pousou e os passageiros começaram a desembarcar já tinha anoitecido Nik colocou sua mochila nas coisas saiu do avião e se dirigiu para frente do aeroporto, pois tinha que pegar um taxi e ligar para uma pessoa.
Digitou o contato em seu celular e ligou esperou um pouco até a pessoa atender enquanto isso analisava a cidade o quanto ela tinha mudado estava mais iluminada do que a última vez que tinha ido lá consegui ver os prédios que faziam parte do horizonte da cidade eram grandes estruturas com inúmeras janelas que imitiam luz se contrastando a noite sem lua.
—Alô. – disse uma voz feminina no outro lado da linha — Quem fala?
—Olá querida Rachel. -disse Niklaus com uma voz grossa e profunda que fez a mulher estremecer ao reconhecer o dono da voz.
—Jacob. -disse ela quase que em um sussurro.
—Que bom saber que você não esqueceu de mim, irmãzinha.
—O que você quer? – a voz era uma misto de apreensão e medo quando ela o tinha conhecido também acabou por descobrir que as lendas que eram contadas na tribo Quileute também eram verdade desde de então a sua presença ou até mesmo a simples menção do seu nome não era uma boa coisa.
—Bem, eu preciso retornar a Forks e para isso seria bom que eu retornasse com a identidade de Jacob Black e nada mais justo que eu como um bom filho voltasse para cuidar do meu pobre pai doente, não acha?
—E o que eu tenho haver com isso? – disse a mulher de forma ríspida não queria saber do rapaz perto do seu pai.
—Bem, apesar de eu bancar todas as contas do Billy a pessoa que mostra a cara é você. Então para que eu possa retornar como o bom filho que largou tudo pelo pai eu preciso que a enfermeira que você contratou suma.
—Eu não vou deixar o meu pai com você.
—Por favor, Rachel não banque a filha amorosa você abandonou o Billy e nem olhou para trás, mesmo sabendo que ele estava doente. Eu não estou pedindo nada demais. Eu só quero um tempo com o coroa para estreitar a nossa relação – o rapaz uso a mão livre para fazer sinal para o taxi que se aproximasse. – Se você não atender ao meu pedido o dinheiro que mantem você e o Billy pode acabar ou até mesmo a pobre enfermeira pode sofrer um acidente.
—Não toque na Sra. Clearwater. – a voz dela saiu em um tom de suplica.
—Isso depende de você querida. – disse Niklaus por fim desligando o telefone e entrando no taxi.
Tirou a mochila e colocou ao seu lado e encarou o motorista que era um homem de meia idade branco tinha olhos castanhos e cabelos pretos.
—Para onde moço? -perguntou o taxista revelando os seus dentes amarelos por conta do uso do tabaco
—Rodoviária, por favor. -disse o rapaz de forma calma.
O percurso até a rodoviária foi silencioso o motorista não tirava os olhos da estrada e Nik podia observar as ruas que estavam cheias de pessoas voltando do trabalho ou os jovens que já se dirigiam para o centro de Seattle para as baladas e festas afinal era uma sexta-feira à noite depois de um tempo o carro estacionou em frente a rodoviária de Seattle o rapaz pagou a corrida e desceu do carro e entrou no estabelecimento havia um guichê para a compra de passagens a rodoviária estava com poucas pessoas, Nik se aproximou do guichê e havia uma catraca ao lado que dava acesso a área dos ônibus da rodoviária e também uma praça de alimentação.
—Boa noite, no que posso ser útil? – perguntou um rapaz que estava dentro do guichê que apesar de sua voz educada parecia está tenso.
—Bem, eu gostaria de uma passagem para Forks no próximo ônibus se for possível. – disse Nik com muita calma olhando o rapaz nos olhos.
O moço olhou para a tela do computador e digitou algo, Nik manteve seu olhar sobre o moço que era branco, jovem, mas era franzino ele conseguia ouvir o barulho dos ônibus que chegavam e saiam do local conseguiu notar que a rodoviária era toda iluminada tinha grande luminárias no teto que era alto o chão era feito de um cerâmica azul marinho.
—Moço o próximo ônibus sai em quarenta minutos. – disse o rapaz voltando o olhar novamente para Nik. – A passagem custa 125 dólares.
Nik entrou o cartão de credito para o jovem que logo depois o apresentou a máquina para que colocasse a senha e autorizar a compra. O final o rapaz devolveu para Niklaus o cartão de credito e o tíquete de embarque o rapaz colocou tudo no bolso da calça social e caminhou em direção a catraca que já estava liberada para sua passagem ao passar se dirigiu em direção a praça de alimentação que era enorme ficava no lado oposto da parte de embarque e desembarque de passageiros. O rapaz tirou a mochila das costas e colocou em cima da mesa e sentou na cadeira poucos minutos uma moça ruiva se aproximou dele ela era baixa e tinha pele branca e tinha em seus lábios vermelhos por conta do batom e tinha um sorriso simpático.
—O que o senhor irá querer? -disse a moça de uma forma gentil.
—Teriam bife e fritas? – perguntou Nik colocando a mão sobre a mesa.
—Sim, nós temos.
—Poderia trazer para mim juntamente com refrigerante? – disse o rapaz e a garçonete anotava o seu pedido em um pequeno broco de nota.
—Claro. -a moça falou se retirando.
Enquanto esperava o celular do rapaz tocou e pelo número ele sabia que era Rachel.
—Boa noite querida pensou na minha proposta? – disse o rapaz esbouçando um sorriso de canto.
—Está feito. – disse Rachel do outro lado da linha com uma voz relutante como se apesar de fazer aquilo soubesse que não era uma boa ideia. – A Sra. Clearwater foi demitida e disse para ela que o meu meio-irmão estava voltando e pagaria para ela o que lhe era de direito.
—Que bom, fico imensamente feliz com isso. -disse o rapaz desligando o celular.
A garçonete retornou trazendo consigo uma bandeja colocou sobre a mesa talheres e um prato com o bife e as fritas e um copo grande de refrigerante e depois voltou para o quiosque que trabalhava Nik a viu entrar no local que era vermelho e branco e sumir entrando na cozinha. O vampiro começou a comer o que estava no prato pois sabia a importância de se manter bem alimentado afinal não sabia quando poderia beber sangue de novo e não queria que a sede o dominasse e ele mata-se alguém, a comida estava muito saborosa e por mais que refrigerante não fosse sua bebida preferia sabia que o melhor era se o mais discreto possível até mesmo em sua alimentação. Pelas noticias que ele acompanhava de Forks ele sabia que tinha um clã de vampiros que residia no local então ele sabia que se tinha vampiros provavelmente o gene dos Quileutes já tinha se manifestado então ele podia contar com lobos também, se ele conseguisse fazer as coisas de forma sigilosa poderia ir e volta sem que nem os vampiros e os lobos se intrometesse em seus assuntos. Deu a última garfada e bebeu o ultimo gole da bebida. Uma parte dele queria aproveita que estava em Seattle e visitar Emma O’Brien, mas sabia que isso seria perigoso para ambos e que ela não queria que ele fosse a sua casa e por mais que não aceitasse isso ele respeitava.
—Irá querer mais alguma coisa? – perguntou a garçonete tirando Nik de seus devaneios.
—Não obrigado estou satisfeito. -disse o rapaz olhando ao redor e percebendo que o espaço já começava a se encher de pessoas. – Poderia somente trazer a conta.
A mulher se retirou e minutos depois voltou com um papel e entregou para Nik que mostrava que o valor de tudo que tinha consumido era trinta e cinco dólares o rapaz pegou a carteira e tirou dela cinquenta dólares e entregou a mulher.
—Pode ficar com o troco. -disse o rapaz se levantando e pegando sua bolsa enquanto a mulher lhe dava um sorriso de gratidão.
Fui para a área de embarque e desembarque que estava cheia de pessoas, pois três ônibus tinha acabado de chegar com passageiros que desembarcava, volta e meia alguém acabava esbarrando em Nik que finalmente conseguiu encontrar o seu ônibus que era verde e enorme e tinha uma placa luminosa em cima na parte da frente de dizia: “COM DESTINO A FORKS”. O vampiro tirou o tíquete do ônibus do bolso para confirmar se era o ônibus certo e o número do ônibus correspondia ao do papel entregou o tíquete para o moço que estava na porta do ônibus e o mesmo o conferiu e abriu um sorriso para Nik e abriu espaço para que ele entrasse e assim o rapaz fez. Procurou sua poltrona quando a encontrou ficou feliz que ela ficava do lado da janela colocou sua mochila no compartimento que ficava em cima das poltronas e se sentou tomando cuidado para não amassar seu terno, ele sentia muito por saber que não poderia usa-los muito em Forks apesar de seu poder não ser influenciado pela sua vestimenta as pessoas o veria como ele quisesse, não sabia se ternos era a melhora saída caso entrasse em um confronto. O celular tocou e o rapaz colocou a mão no bolso ao olhar no visor viu que era Emilly.
—Olá, senhorita Bennett. No que posso servi-la nessa noite? – disse o rapaz tom malicioso.
—Minha mãe pediu para que eu fizesse as runas -disse Emilly em um sussurro o que fez Nik supor que ela provavelmente tinha permanecido na casa da mãe e estava falando com ele, mas não queria que ninguém ouvisse.
—E o que a senhorita respondeu? -questionou Nik dessa vez seu tom era gentil.
—Não obviamente. Eu não posso fazer isso.
—Emilly, eu e sua mãe mais do que ninguém sabemos o quão forte a capaz você é, você tem potencial para superar suas antepassadas mesmo sendo tão jovem, então não me venha com essa de não poder fazer algo.
—Eu não quero fazer isso, ok. – a voz de Emilly tinha certa raiva como se fosse difícil para ela assumir aqui.
—Mas a sua mãe está fazendo o que é melhor para todos se é para que somente uma bruxa tenha poder que seja a bruxa mais poderosa que se tem, não acha? – questionou o rapaz um tanto irritado por Emilly não conseguir ver que o óbvio que ela era a melhor.
—Eu não quero essa responsabilidade se alguém morrer eu não irei me perdoar. – a voz falou a última parte ainda mais baixo com se fosse mais para si do que para Nik.
—Srta. Bennett eu treinei você. Mas não sou mais seu mestre e você não é mais criança e se disse não para sua mãe sei que não serei eu que irei lhe convencer contrário. – disse Niklaus agora se questionando se tinha tomado a decisão certa em deixar que as bruxas cuidassem de si mesmas. – Todavia, não salvar alguém quando poderia ter feito não faz de você menos responsável.
O rapaz desligou o celular e o guardou não queria ouvir a Bennett tentar justificar a sua covardia em defender e proteger os seus, mas aquela ligação foi boa, pois agora o vampiro sabia que talvez o coven das Bennetts necessitasse de uma babá. Não pode pensar muito mais pois logo o rapaz se ajeitou para dormir e o ônibus começava a se mover ele apreciava a vantagem de estar rodeado de humanos tão frágeis, pois ele poderia dormir despreocupado entre eles da mesma forma que os mesmo também dormiam ele só não gostava da ideia de não poder fazer um lanchinho antes de chegar ao seu destino, afinal em um ônibus era como um cardápio aberto em que ele poderia escolher o prato, nesse caso o humano e com esse último pensamento ele entrou no mundo dos sonhos.
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