Os Legados De Katie

1 Capitulo 1 – Bem Vinda a Florida


Notas iniciais
Olá a todos essa é minha primeira fic por isso pedi ajuda do meu experiente amigo Well Number 8 que já escreveu duas fics ótimas sobre Legados de Lorien. Essa fic é diferente e todas as outras pois Katie não sabe quem ela é e coisas estranhas vão começar acontecer com ela e ela vai ter ir atras de respostas.

O chão começa a tremer e o céu se enche de luzes e explosões. Duas luas brilham no céu, tudo é muito lindo. As primeiras explosões pareciam fogos de artificio, mas não eram. Varias bolas de fogo explodem em vários lugares. Todas as pessoas que estavam comemorando começam a correr e é ai que começa o derramamento de sangue. Naves começam a pousar e um exercito sai de dentro dela e eles começam a atirar em todos, alguns se defendem usando poderes mágicos, mas isso não é suficiente e eles acabam sendo assassinados, todos eles. Somente nove crianças e nove adultos escapam, eles entram em um foguete e decolam para o espaço e é ai que eu acordo.

Meus olhos se abrem e vejo o teto branco do meu novo quarto, o calor é impressionante. Comparado com Manchester a Florida é um forno. Eu morava com meus pais em Manchester na Inglaterra até semana passada quando algo “incomum” aconteceu comigo. Um símbolo estranho simplesmente queimou em meu tornozelo, a dor era terrível, mas não era a primeira vez que isso acontecia comigo. Minha primeira marca apareceu quando eu tinha oito anos eu estava estudando em casa com minha mãe e do nada comecei a sentir uma dor em meu tornozelo, minha mãe ficou tão apavorada que jogou suco de maça em mim, meu pai é médico e fez vários exames para tentar descobrir a causa da marca e seu significado ele nunca deixou minha mãe me levar ao hospital. O símbolo está até hoje em meu tornozelo, mas agora é apenas uma cicatriz. O segundo símbolo apareceu quando eu tinha onze anos dessa vez eu estava no supermercado ajudando minha mãe a fazer as compras, quando eu pego a caixa do meu cereal favorito sinto outra vez meu tornozelo queimar, mas dessa vez não doeu tanto quanto a primeira, eu me abaixei e minha mãe tapa minha boca para que eu não gritasse, meu pai é muito protetor e orgulhoso ele disse que somente depois que soubéssemos o que estava acontecendo comigo buscaríamos ajuda. Voltamos para casa imediatamente e meu pai já nos estava esperando em casa e ele começa outra vez a fazer seus exames. O terceiro símbolo apareceu semana passada eu estava na escola e simplesmente cai da cadeira me contorcendo de dor. Eu fui a celebridade da escola naquela semana. Finalmente o orgulho do pai cedeu e ele veio buscar ajuda de um amigo aqui na Florida.

Estou acostumada com o frio, eu amo o frio, no frio tudo é mais legal, tem a neve, chocolate quente, as roupas são mais estilosas, mas no calor, arhh!, no calor tem suor, incomodo na hora de dormir e o pior, pernilongos, eu odeio esses pernilongos.

Levanto-me da cama e desligo o despertador que marca 06h00 da manhã, tenho que me arrumar para meu primeiro dia de aula em minha nova escola. Entro no banheiro onde tomo um demorado banho até minha mãe gritar “Kat você vai se atrasar para seu primeiro dia”, desligo o chuveiro, me enxugo, coloco minha roupa intima e vou me arrumar. Começo penteando meu longo cabelo ruivo que chega até meu peito depois passo a sombra de cor verde bem suave para combinar com a cor dos meus olhos, saindo do banheiro visto uma calca jeans justa e coloco uma camiseta baby look branca com o brasão do meu novo colégio. Arrumo minha cama, ou melhor, apenas coloco o lençol por cima de toda a bagunça e desço para tomar meu café da manhã.

Minha mãe se chama Lauren Foster e ela é uma ótima cozinheira, ela preparou um café da manhã bem britânico, ovos, bacon, salsichas, pão frito, feijão cozido e cogumelos tudo isso acompanhado de um delicioso e tradicional chá preto com leite inglês. Meus olhos brilham ao ver a mesa.

– Pensei que você estaria com saudades de Manchester então preparei algo especialmente para você. – Diz minha mãe com um lindo sorriso, ela veste uma calça azul e uma camiseta amarela e por cima usa um avental florido.

– Muito obrigado! – digo abraçando-a – Você é a melhor.

Os olhos dela se enchem de lagrimas e ela me beija, sempre que ela me olha sinto que por detrás de toda aquela paixão ela está escondendo algo de mim.

– Cadê o papai?

– Ele levantou cedo e foi fazer uma entrevista no Orlando Hospital, tomara que ele se de bem.

– Tomara mesmo, quero tirar minha carteira de motorista ano que vem.

– Quer que eu embale algo pra você comer no almoço?

– Não eu me viro por lá, pera ai? – faço uma pausa — Quem vai me levar pra escola?

– Eu. – responde minha mãe tirando o avental.

– Sério? Você nunca dirige.

– Eu não dirigia porque não tinha necessidade nós morávamos perto de tudo.

– Vou sentir falta de tudo por lá.

– Eu também. – Minha mãe vai até o balcão e pega as chaves do carro – Vamos?

Pego minha mochila e caminhamos até a garagem. Minha mãe desliga o alarme do carro, um Kia Sportage prateado, dentro os bancos são de couro e o painel tem muitos botões.

– Me sinto muito estranha dirigindo do lado esquerdo. – Diz minha mãe.

– Agora tem que se acostumar.

Ela começa a dirigir pela calma rua da nossa vizinhança até entrar em uma grande avenida, minha mãe segura firme o volante e está bem atenta a tudo, a cena é muito engraçada.

– Cuidado para não quebrar o volante. – Digo rindo.

Chegamos ao William R. Boone High School minha nova escola, ao ver aquele monte de alunos chegando ao colégio sinto um frio na barriga. Minha mãe estaciona o carro e desce, eu respiro fundo e abro a porta do carro. Caminho ao lado da minha mãe em um corredor grande com vários armários, pessoas de todos os jeitos e estilos desfilam pelo corredor, tem os nerds com seus óculos grandes, tem a banda andando com seus instrumentos enormes, tem os “esquisitos” um pouco afastados dos demais, também tem os meninos do time de basquete que desfilam orgulhosamente pelo corredor com suas jaquetas do time e claro tem as lideres de torcida com seus corpos magros e pompons. Qual deles eu vou me encaixar? Chegamos até uma porta grande de madeira e no meio dela está escrito: Diretor Collins.

– Bom dia, vocês devem ser as Foster's – Diz uma mulher morena de cabelo liso, ela tem um óculos pendurado por um cordão em seu pescoço e usa um suéter cinza. – Prazer eu sou Sra. Chelsea Gordon a assistente do diretor.

– Prazer eu sou Lauren Foster e essa é minha filha Katie.

Sorrio para a senhora Gordon e ela me entrega uma folha de papel.

– Esse é seu horário. Sra. Foster, por favor, espere um pouco aqui que o diretor já vai falar com a senhora, enquanto isso eu levo a Katie até a classe.

– Ok. – Responde minha mãe – Boa Sorte Kat. – ela diz dando um beijo na minha testa.

– Obrigado. – respondo.

Caminho ao lado da Sra. Gordon pelo corredor que agora está vazio, todos já estão em suas classes. Olho para meu horário e vejo que minha primeira aula é de biologia com a Sra. Tanner. A Sra. Gordon bate na porta e a abre.

– Bom dia Sra. Tanner aqui tenho sua nova aluna.

– Oh, deixe-a entrar. – ela responde.

A Sra. Gordon faz um gesto para que eu entre na sala e é isso que faço. Ao entrar a Sra. Tanner me olha com um sorriso um pouco amarelado, ela veste uma calça caqui e uma camiseta branca e ela tem um jaleco branco por cima de tudo.

– Bom dia senhorita...

– Foster. Katie Foster.

– Bom dia senhorita Foster, adorei seu sotaque de onde você vem?

– Manchester, Inglaterra. – digo e escuto algumas alunos cochichando.

– Eu adoro a Inglaterra. – complementa a Sra. Tanner – E o que você faz por aqui, devo imaginar que a mudança foi bem drástica.

– A mudança foi um pouco dura, mas sobreviverei.

– E o que a fez se mudar para a Florida?

Tenho vontade de dizer que tenho quatro cicatrizes, uma no meu tornozelo esquerdo e três no meu tornozelo direito e não tenho ideia de onde elas vieram e que meu pai está aqui para descobrir o que está acontecendo comigo, mas acho que isso causaria uma má impressão e acabo dizendo o básico.

– Meu pai é médico e conseguiu um trabalho aqui.

– Que ótimo. Classe essa é Katie Foster e vamos dar uma calorosa salva de palmas como boas vindas.

A classe é grande cerca de quarenta alunos, as paredes estão decoradas com fotos do corpo humano e de animais, as mesas são de duplas e sobre cada mesa tem uma folha de papel com a foto de um coração com varias legendas explicando cada função dele.

Ando pelo corredor central e tenho certeza que estou corada pois sinto o olhar de todos me fitando. Vou até o único lugar vazio da sala ao lado de uma garota morena com cabelos cacheados e longos até um pouco abaixo dos ombros. Ela me encara com seus lindos olhos cor de mel.

– Oi – Ela diz um pouco sem graça.

– Oi, eu sou Katie.

– Melissa.

A Sra. Tanner começa explicar a sobre todas as funções do coração e vejo uma garota branca com um longo cabelo liso e negro olhando para mim com seus expressivos olhos azuis, ela cochicha algo no ouvido de sua amiga que está ao lado dela, quero escutar o que ela disse quando de repente escuto. ”Você viu como o Wes olhou pra ela?”. Dou um pulo da cadeira e algumas pessoas que estavam perto começam a rir.

– Tudo bem? – pergunta Melissa. Ela me olha como se me achasse esquisita.

– Tudo. – respondo totalmente envergonhada. Me aproximo no ouvido de Melissa e pergunto: — Quem é Wes?

Melissa abre um sorriso e aponta para um garoto que está sentado três mesas a minha frente ele olha para trás e tudo parece andar em câmera lenta. Seu sorriso é branco, seu cabelo é curto e arrepiado e tem um tom de loiro claro ele tem lindos olhos azuis e por mais que ele esteja com o agasalho do time de basquete é possível ver seu braço é bem forte.

– Pode parar de babar agora. – Diz Melissa me cutucando e rindo – Ele já tem dona. – Ela aponta com a cabeça para a garota que me encarava.

O sinal toca e todos se levantam e saem da classe. Arrumo minhas coisas e coloco tudo em minha mochila preta com detalhes cor de rosa.

– Qual é sua próxima aula? – pergunto para Melissa.

– Matemática e a sua?

– Também. Posso ir com você? – digo suplicando.

– Claro. – ela responde cruzando seu braço no meu.

Andando pelo corredor vejo a garota que me encarava na aula de biologia, ela veste um uniforme de líder de torcida. Ela é alta e desfila mostrando suas pernas, atrás dela há mais quatro meninas também com o uniforme de torcida. Ao passar por mim ela esbarra em meu ombro.

– Cuidado por onde anda caloura. – Ela me diz tentando me intimidar.

Eu a encaro e sei já sei que terei problemas com ela. Eu apenas abro um sorriso falso e me viro e continuo andando.

– Ela é a Jade Barker, ela é meio que a rainha daqui. – Diz Melissa.

– Eu só conheço uma rainha e ela com certeza não estuda aqui.

– Se eu fosse você teria cuidado com ela.

– Mensagem recebida. – Digo entrando na sala de matemática.

A sala de matemática é igual à sala de biologia só que as mesas são individuais. Sento-me atrás de Melissa e Wes aparece na porta e se senta justo ao meu lado, tento ficar imóvel resistindo todas minhas vontades de virar minha cabeça para a direita e falar...

– Oi – Diz Wes.

– O-o-oi. – respondo assustada.

– Esta gostando da Florida?

– Sim, apesar do calor.

– Não gosta do calor?

– Prefiro o frio.

– No fim de semana eu vou dar uma festa na casa de praia dos meus pais, se quiser pode aparecer.

Melissa tosse discretamente.

– E pode levar sua amiga. – ele diz com sorriso que faz suar.

– Pode deixar nós apareceremos por lá.

Um homem entra na sala e não saluda a ninguém, ele se senta à mesa e começa a fazer a chamada. Ele é alto e aparenta ter uns cinquenta anos, ele veste uma calça social marrom e uma camisa bege com botões brancos. Ele se levanta e começa a escrever uma expressão enorme no quadro.

– Essa expressão vale dez pontos e vocês têm até o final do dia para me entregar e já adianto eu mesmo levei trinta minutos para resolve-la então tem que ficar bem feito.

Dois minutos depois eu me levanto.

– 13,9 – Digo.

– Perdão? – pergunta o professor.

– 13,9 é a resposta.

O professor arregala seus olhos e vem em minha mesa.

– Está errado. – ele diz confiante.

Eu o encaro e digo:

– Desculpe professor pensei que o senhor queria a resposta curta, a resposta real é 13,987542315.

Todos me olham e o professor tira uma papel do bolso e depois me olha assustado.

– Deixe-me ver as contas.

– Eu fiz de cabeça. – respondo e todos na classe fazem um som de espanto. Melissa olha para trás e faz um gesto negativo com a cabeça.

– Como você se chama?

– Katie.

– Você acha que me engana, é impossível fazer essa conta de cabeça.

– Desculpe professor, mas eu fiz de cabeça.

– Quanto é 8756x3453? – diz o professor com um sorriso malicioso.

– Serio?

– Não sabe? – ele me provoca.

– 30.234.468 – respondo

O professor abre um sorriso e começa a bater palma.

– Classe, parece que temos uma gênia da matemática. – e todos me aplaudem.

Fico envergonhada e olho para todos lados agradecendo a todos, quando olho para Wes ele pisca pra mim, meu coração para por três segundos. Droga! Eu estou gostando dele. Olho para o outro lado e vejo do lado de fora da janela uma mulher com o cabelo curto, ele está usando uma camiseta regata cinza e uma calça preta. Ela tira seus óculos escuros e me encara, sinto um frio na barriga e tenho uma impressão que já vi essa mulher antes. Ela segue me encarando até que o sinal toca e me assusto quando olho outra vez ela não estava mais lá.

No fim do dia saio da escola ao lado de Melissa e alguns alunos me chamam de “crânio” pelo que ocorreu na aula de matemática. Wes está junto com o time de basquete só que agora ele veste o uniforme e posso ver seus braços fortes. Quando ele me vê acena para mim se despedindo e eu aceno de volta.

– Cuidado. – Me alerta Melissa.

– Por quê? Ele é um gatinho.

– Eu sei que hoje é seu primeiro dia, mas você vera que ele não esse cara legal que você viu hoje.

Jade se aproxima de Wes e o beija e depois ela olha para mim como se tivesse marcando território.

– Eles são namorados? – pergunto.

– Eles são os “reis” do colégio, você não viu nada ainda.

Minha mãe buzina do carro.

– Belo carro. – elogia Melissa.

– Obrigado. – digo me despedindo de Melissa com três beijos no rosto – Até amanhã.

– Até.

Entro no carro e olho pra minha mãe.

– E então, como foi?

– Foi melhor do que imagina.

– Conte-me.

– Fiz uma amiga, meu professor me chamou de gênia da matemática e acho que estou gostando de um garoto.

– Já? Quem é ele?

Aponto para Wes e minha mãe aperta os olhos para vê-lo.

– Ele é bonito.

– Eu sei. – digo rindo.

– Aquela garota que está sugando a alma dele suponho que seja a namorada, certo? – diz minha mãe jogando um balde de água fria.

– Sim. – respondo em um tom mais baixo.

– Você é mais bonita que ela.

– Obrigado pelo apoio “mãe” – digo irônica e começamos a rir, quando passamos ao lado deles minha mãe buzina e meu me abaixo.

– Ficou maluca? – digo e minha começa a rir.

Voltando para casa minha mãe errou o caminho e acabamos entrando em uma rua sem saída. Quando ela vai dar a ré um homem se aproxima do carro com uma arma e coloca na minha cabeça.

– Me entrega as chaves ou a menina morre.

– Pelo amor de Deus leve o que você quiser, mas nos deixe em paz. – diz minha mãe chorando e entregando a chave do carro.

Quando minha mãe vai entregar a chave do carro um gato derruba uma lata de lixo e o ladrão se assusta e aperta o gatilho. Escuto o forte barulho da arma e sinto algo queimar do lado direito da minha cabeça, minha mãe solta um forte grito, mas tem algo estranho. Por que tudo parasse estar normal? Eu acabei de levar um tiro na cabeça e nem desmaiei? Coloco minha mão na cabeça e não sinto nada, de repente o ladrão cai no chão e quando olho ele tem um buraco em sua cabeça. Olho assustada em ver o sangue do assaltante se espalhar pelo chão. Olho para frente vejo a mulher que vi do lado de fora da janela da escola.

Notas finais
Gostaram? O próximo capitulo depende dos reviews se ninguém comentar não postarei o próximo. Se você gostou comente e favorite a história.