Os Legados De Katie

2 Capitulo 2 – O que eu Sou?


Notas iniciais
Oie :D aqui está mais um capitulo.

- Kat! – escuto o grito da minha mãe.

Coloco minha mão na cabeça e não sinto nada, não tem dor, nem sangue e muito menos uma ferida, mas eu tenho certeza que acabei de tomar um tiro na cabeça. Minha mãe chora muito e olha para mim assustada.

- Você está bem? – ela pergunta.

- Acho sim. – respondo.

Abro a porta do carro e vejo o ladrão caído no chão em uma enorme poça de sangue, sua cabeça tem um buraco de cinco centímetros e ele não reage.

- Ele está morto? – pergunta minha mãe assustada.

Olho para os lados e vejo a mesma mulher que vi do lado de fora da janela da escola vindo em nossa direção, ela ainda está usando uma camiseta regata cinza e uma calça preta, ela usa um óculos escuro e vejo um brilho azul no meio do seu peito. Conforme ela vai se aproximando o brilho vai tomando a forma de um colar com um pingente azul pulsante, nunca tinha visto algo parecido. A mulher tira os óculos e me encara, seu olhar é frio e seco, como se ela tivesse perdido muita coisa. O cabelo dela é bem curto e preto e ela aparenta ser um pouco mais velha que minha mãe.

- Vão embora daqui, eu cuido dele. – ela diz.

- Mas ele queria nos assaltar, temos que ir a policia. – fala minha mãe.

- Ficou maluca? Quer que “eles” a encontrem? – a mulher diz olhando para mim.

- Eles quem? – pergunto

- Qual é seu número?

- Número? Do que você está falando?

A mulher me encara como se estivesse muito confusa, de repente ela olha para minha mãe e olha outra vez para mim. A confusão no olhar dela me deixa ainda mais confusa. O pingente no peito da mulher começa a brilhar e ela olha para mim, seus olhos se enchem de lagrimas, aquele olhar seco e frio se transforma em um olhar de esperança. Ao ver aquele olhar sinto algo diferente dentro de mim como se eu já conhecesse essa mulher de algum lugar.

- Vão embora daqui e por tudo que é sagrado não vão a policia nem ao hospital. – A mulher diz.

- Vamos mãe. – digo levando minha mãe que está em estado de choque, eu a coloco no banco do passageiro, quando vou dar a volta encaro outra vez a mulher.

- Como você se chama? — pergunto

- Diana. – ela responde e lagrimas descem de seu rosto.

- Obrigada. – digo entrando no carro e saindo dali.

******

Chegando a casa levo minha mãe até o sofá, sua pele está fria e ela soa muito, seu rosto está pálido e respiração é curta. Corro até o telefone para ligar para meu pai, mas escuto o barulho de um carro estacionando na porta, corro até a janela e grito:

- Pai! Vem logo tem alguma coisa errada com a mamãe.

Meu pai começa a correr e deixa sua maleta no chão, ele veste um terno azul marinho e uma gravata vermelha. Quando ele entra corre até minha mãe.

- O que aconteceu?

Olho para meu pai e não sei explicar o que aconteceu porque nem eu sei. Meu pai começa a examina-la e suspira “Ela esteve em um estado de choque”, meu pai a deita em posição lateral e eleva suas pernas, ele abaixa a cabeça dela e faz uma leve pressão na nuca, depois ele começa a abrir a camisa dela para ela respire melhor.

- Kat o que aconteceu?

- Nada.

- Como nada? – ele diz bravo – sua mãe não entrou em estado de choque por nada.

- Eu não sei o que aconteceu. – digo os olhos cheios de lagrimas e minha mãe começa recuperar a consciência.

- Kat você está bem? – minha mãe se levanta e começa a olhar para mim ela move minha cabeça procurando o ferimento. – Impossível. – ela suspira.

- Alguém, por favor, me explica o que está acontecendo aqui? – meu pai diz.

- Ryan eu a vi levando um tiro na cabeça. – minha mãe diz me olhando sem acreditar no que está vendo.

- O que? Como ela levou um tiro?

- Pai quando nós estávamos voltando do colégio à mamãe entrou em uma rua sem saída e um homem tentou nos roubar.

- Ai meu Deus, vocês estão bem?

- Sim, mas o mais estranho foi que ele apontou uma arma para minha cabeça e atirou.

Meu pai começa tocar na minha cabeça.

- Ele deve ter errado.

- Pai, ele não errou eu senti a bala entrando na minha cabeça.

- Temos que leva-la ao hospital. – grita minha mãe.

- Aquela mulher disse para não irmos a policia e nem ao hospital.

- Que mulher? – minha mãe pergunta

- A mulher que cuidou do corpo do ladrão.

- Corpo? Do que vocês estão falando? – meu pai pergunta sério.

- Depois que o ladrão apertou o gatilho de alguma forma à bala que era para ter entrado na minha cabeça entrou na cabeça dele.

- Isso é impossível.

Meu pai olha para minha mãe assustado e percebo que eles estão escondendo algo de mim.

- Eu vou levar sua mãe para o quarto, suba tome um banho e quando sua mãe melhorar conversaremos mais sobre isso.

Ajudo meu pai a subir minha mãe até o quarto e depois vou até o banheiro. Olho de perfil para o espelho olhando para onde senti a bala entrando na minha cabeça, mas não há nada ali a não ser mechas ruivas do meu cabelo. O que aconteceu? O que eu sou? Tudo o que aconteceu naquela rua não foi normal. Me abaixo e lavo meu rosto e me olho outra vez no espelho e acabo escutando meus pais discutindo, não consigo escutar muita coisa apenas quando eles elevam a voz. Lembro-me de que quando estava na escola quando me concentrei consegui ouvir a conversa de Jade, aproximo-me da parede e coloco meu ouvido nela, mas não escuto nada. Balanço a cabeça, “Katie você deve estar ficando louca” penso e depois coloco outra vez a cabeça na parede, mas dessa vez estou mais concentrada, primeiro escuto o barulho das formigas andando dentro da parede, depois de um pouco mais de concentração acabo escutando: “Nós temos que contar a ela a verdade”, “Não! Ela ainda não está preparada”, “Ryan ela já tem quinze anos, ela não é mais uma criancinha”. Tiro rapidamente a orelha da parede e mil pensamentos vem a minha cabeça, sinto-me tonta tento me segurar na pia, mas caio no chão e desmaio.

*****

Estou sentada no banco detrás de um carro que corre muito por uma estrada de terra. Uma mulher com cabelos longos e lisos dirige muito tensa, sempre olhando para trás pelo retrovisor. Ao vê-la eu rapidamente a reconheço é a mulher que vi fora da escola e no acidente. Diana, mas ela está diferente, seu cabelo está mais longo e ela parece bem mais nova. O jeito que ela olha para trás e para os lados parece que ela está fugindo de alguém “Vai ficar tudo bem” ela me diz tentando me acalmar. Sinto que algo se chocou com a parte de trás do carro, posso ver o pânico nos olhos de Diana. Dois carros pretos se aproximam dos dois lados do nosso carro, Diana olha freneticamente para os lados, os carros nos fecham, mas Diana consegue escapar, me aproximo na janela e vejo dentro do carro a criatura mais feia que vi na vida, ele é careca e tem tatuagens na cabeça, seus dentes são pequenos e pontudos, seus olhos são totalmente negros e vazios e sua pele é branca como a neve. Um deles pega uma arma e aponta para a roda do nosso carro e quando ele atira o carro começa a rodopiar "segure-se firme” diz Diana tentando me manter segura. O carro começa a girar mais depressa até que ele começa a capotar e cai em um barranco.

*****

Acordo assustada e estou deitada em minha cama, minha mãe está segurando minha mão e cochila sobre minhas pernas. Minha cabeça dói muito e quando coloco minha mão sob minha cabeça um pouco mais acima da sobrancelha sinto um corte.

- Você está bem, querida? – pergunta meu pai.

- O que aconteceu comigo?

- Você desmaiou.

- Minha cabeça dói.

- Quando você caiu bateu a cabeça na pia, mas eu já fiz um curativo.

- Obrigada. – eu digo – Eu escutei você e a mamãe discutindo, está tudo bem?

Meu pai arregala os olhos e como sempre me conta mais uma mentira.

- Está tudo bem querida, descanse um pouco. – Ele diz subindo a coberta até a altura do meu pescoço.

- Esta tudo bem? – Diz minha mãe acordando.

- Está sim, vamos deixa-la descansar.

- Eu te amo. – Diz minha mãe me beijando.

- Eu também.

Os dois saem do quarto e me deixam sozinha, começo a refletir sobre tudo o que aconteceu hoje, penso na aula de biologia quando conheci Melissa, Wes e Jade, depois penso na aula de matemática e em como consegui fazer aquela conta que nem meu professor conseguiu fazer de cabeça, penso em como eu consegui escutar a conversa de Jade e dos meus pais, penso também no tiro que levei a queima roupa na minha cabeça, qualquer pessoa no mundo morreria com aquele tiro, mas eu sobrevivi sem nenhum arranhão e o pior quem morreu foi o ladrão e também tem aquela mulher, por que eu sonhei com ela? Quem eram aquelas criaturas de quem ela estava fugindo? O que era aquele colar que brilhava no peito dela? E o pior tudo foi que ela disse que “eles” me encontrariam. O que será que ela quis dizer com isso?

Todas essas perguntas se resumem em uma só:

O que eu sou?

Notas finais
Kat está começando a se perguntar o que está acontecendo com ela, isso é apenas o começo de algo espetacular que acontecerá com nossa protagonista. Acho que vocês devem estar se perguntando quem é aquela mulher e qual é o segredo dos pais de Katie, mas nós só descobriremos se você deixar um review, pq eu preciso de MUITA motivação para escrever e não receber review quer dizer que vcs não estão gostando em por favor não se esqueçam de comentar.