Notas iniciais
Olá pessoa lindas, como vão? Aqui está mais um capítulo, obrigada pelos comentários, ótima leitura :D

Sequei o meu cabelo e fiz cachos nele que ia até um pouco depois do meio de minhas costas quase na cintura deixando ele um pouco rebelde, fiz uma maquiagem clara nos olhos e passei um batom vermelho, eu não ia beijar ou dar o meu segundo beijo mesmo. Coloquei uma blusa de alcinhas, ela era dourada e brilhante e apertava um pouco os meus seios deixando-os um pouco aparentes, peguei uma calça preta colada e um escarpim vermelho, essas roupas eu nunca havia usado, estavam até com etiqueta.

Peguei uma bolsa de lado e coloquei dinheiro e os cartões de credito que eu tinha, presente de meu pai, enfiei o celular dentro da bolsa junto com o batom e desci as escadas encontrando meus irmãos todos arrumados olhando a hora, papai emburrado e mamãe rindo implicando com ele e...Tio Eric, ele estava em uma blusa preta social e uma calça jeans também preta e tênis preto, eu posso falar que aquele homem era um pecado em pessoa, não podia existir um ser mais sexy e lindo do que ele, e ficar no mesmo local me deixava nervosa.

– Uau – Math falou – Tu está uma gata em Mana – Ele sorriu, mas logo ficou sério – Isso não é legal.

– Diana, era para você aparecer com algum trapo e não com essa roupa que vai deixar os caras de pau duro – Apolo falou e logo arregalou os olhos – Quero dizer, deixar os caras doidos – Mamãe o encarava.

– Olha como fala Apolo – Mamãe falou apontando para ele.

– Vai trocar de roupa Diana, agora, você está nua – Papai falou se levantando e apontando para a escada.

– Pai, eu não estou nua – Me defendi.

– Para Eros, que coisa chata – Mamãe falou segurando o braço dele – Vão logo – Ela falou e eu fui dar um beijo no rosto de papai e um no rosto da minha mãe que piscou para mim e logo fui saindo seguindo os meus irmãos e tio Erick atrás, fomos para a garagem que era gigantesca cheia de carros e motos, tinha outras com naves e outros negócios estranhos.

Math foi até um Audi branco e sentou no banco do motorista, Apolo saiu na frente e Math atrás.

– Foi mal maninha, vamos ir buscar uns amigos, já falamos com tio Erick e ele vai te levar e ficar de olho em você até chegarmos – Math murmurou e saiu queimando os pneus no chão.

Fiquei parada sem reação, eu ia ter que ir no mesmo carro que tio Erick? E ficar com ele até os três idiotas chegarem? Isso podia ficar pior? Não sai do lugar que eu estava, talvez eu estivesse paralisada ao saber onde estava me metendo. Ouvi os passos dele atrás de mim.

– Aliás, você está gostosa – Senti o hálito dele no meu pescoço e dei um passo a frente saindo de perto.

– Vamos logo – Intimei olhando para todos os lados, menos para ele que caminhou lentamente até uma Lamborghini Veneno prata com listras vermelhas, ele abriu a porta do passageiro e olhou para mim sugestivamente, entrei rapidamente, ele fechou a porta e entrou no lado do passageiro e não fez menos do que Math, ele acelerou queimando o chão com os pneus.

Fora da propriedade do castelo e já nas ruas de Diafenix, ele corria bem rápido e eu estava quase atravessando o vidro do carro para não ficar perto dele e o silêncio entre nós eram amedrontador.

– Sobre o que aconteceu ontem... Eu não estava em estado normal, havia fumado uns negócios...- Ele se explicou quebrando o silêncio, eu realmente não queria falar sobre o que aconteceu ontem, apenas fiquei em silêncio como se ele não houvesse falado nada, continuei olhando para a janela – Eu entendo que você não queira falar comigo...- Ele disse eu continuei na minha ele parou o carro bruscamente e meus reflexos me fizeram colocar as mãos a frente rapidamente para impedir que eu batesse a cara no vidro.

– Você está louco? – Gritei assustada.

– Porra Diana, agora você fala algo né – Ele gritou também, ele parecia nervoso e eu não sabia o porquê... Mentira eu sabia, mas não tinha muito sentido.

– Achei que você tivesse entendido – retruquei irônica.

– E eu achei que você tivesse me desculpado – Ele falou no mesmo tom.

– E eu acho que você deve ir para o inferno – respondi – Agora liga a merda desse carro e nos leve na porra da boate – Eu não era muito de xingar mas tinha horas que eles vinham naturalmente.

– Olha só garota...- Ele foi falar apontando o dedo na minha cara.

– Olha só garota é o caralho tio Erick, nos leve logo na merda da boate por que eu não quero passar mais nem um segundo perto de você, cretino de merda – Cuspi as palavras na cara dele que ficou me encarando com raiva, eu achei que ele ia me bater ali, ele apenas deixou o seu olhar mortal em cima de mim por alguns segundos os quais ficamos em silêncio, Depois olhou para frente com os dentes cerrados e agarrou o volante fortemente fazendo que os nós de seus dedos ficassem brancos, e ligou o carro acelerando, respirei fundo e voltei a olhar para a janela e percebi que estávamos em uma estrada deserta, se ele quisesse me matar, estuprar ou sei lá o que, ele estaria livre.

[...]

Quando chegamos a 4 metros da boate conseguíamos ouvir a música alta, tinha muitos carros por ali e foi meio difícil achar uma vaga, mas acho que ele já tinha uma reservada, era em frente a boate aonde tinha uma fila quilométrica de Diafenix.

Erick estacionou o carro fazendo todos olharem para o mesmo, eu sai sem olhar para ele que também saiu rapidamente. As pessoas nos olhavam, claro, Erick era um Rei poderoso e eu uma a princesa Diafenix. Erick veio para o meu lado e colocou a mão na minha cintura, de começo eu não entendi muito bem o que ele queria fazer, mas logo vi que tinha uns homens olhando para mim.

As pessoas só faltavam se ajoelhar ali, e quando entramos Erick e eu não falamos nada, o segurança apenas fez reverencia e saiu de nossa frente. O local era escuro com luzes neon coloridas, fumaça, cheio de droga, pessoas bêbadas e drogadas se esfregando e dançando como se não houvesse um amanhã.

Entramos no meio da multidão e tio Erick ainda segurava minha cintura. Fomos até uma escada que levava para a área vip onde pude reconhecer alguns alunos de minha escola.

– Diana – Ouvi a voz de Tobias e olhei para ele que estava com uma camisa branca polo , uma calça preta jeans e um tênis branco, ele estava realmente lindo. Me soltei de Erick o mais rápido possível e fui na direção de Tobias caminhando um pouco rápido mas sem cair do salto.

Quando cheguei perto de Tobias, me assustei quando ele me envolveu com seus braços musculosos em um abraço apertado e um beijo no rosto, aquilo era novo para mim também e quando ele me soltou eu acho que fiquei vermelha e senti muitos olhares em cima de nós.

– Oi – Murmurei sem graça.

– Você levou muito a sério quando eu falei para você ir bem sexy por que puta que pariu, você está sexy pra caralho – Ele falou e eu revirei os olhos.

– Para de idiotice – Murmurei rindo.

– Quer dançar? – Tobias falou e eu paralisei.

– Eu não acho que é uma boa ideia – Murmurei.

– Por que? Você não sabe dançar?

– Não é isso... – Falei, pois dançar eu sabia muito bem, sempre vi tutoriais na internet e aprendi rapidamente – É que os meus irmãos estão por ai e o meu tio está de olho em mim, se eles acham que quando eu falo com você já estamos nos beijando, então se dançarmos juntos vão achar que estou fazendo sexo com você – Fui direta e na cara de pau mesmo eu falei rude.

– Uou – Ele falou arregalando os olhos, mas depois deu um sorriso malicioso – Vamos fazer jus ao que eles pensam então – Tobias piscou para mim e me puxou pela cintura colando nossos corpos mas eu o empurrei de leve e sai de seus braços.

– Toma vergonha na cara garoto – Murmurei revirando os olhos.

– Estou brincando – Ele falou levantando as mãos e rindo.

– E eu vou procurar algum refri para beber – Murmurei.

– Vai procurar a noite toda por que aqui não tem nem um pingo de refri, só irá encontrar álcool conservado ao máximo, que consegue fazer nós ficarmos bêbados de verdade – Tobias falou e riu – Alguém hoje vai ficar bêbada – Mostrei o meu dedo do meio para ele.

– Vai se ferrar Tobias – Murmurei rindo e dei as costas para ele, eu estava com sede. Fui até um bar que havia ali na área vip e pedi água, refrigerante ou suco e o cara falou que não tinha e deu uma risada.

– Então me dê a bebida mais leve ai, tem alguma bebida humana? – Murmurei sabendo que sou uma híbrida, mas mesmo assim a bebida dos humanos não me deixa bêbada de verdade. Me sentei no banco que havia ali e olhei a movimentação por enquanto que o homem preparava uma tal de caipirinha para mim. Em um canto tinha um cara engolindo ou transando em público com uma garota, era muito nojento. Eles se separaram um pouco e eu percebi que era tio Erick e aquilo fez o meu estômago embrulhar, eu queria vomitar e socar a cara dele e da vadia mas o bom senso me proibia de fazer isso.

– Mudei de ideia, me dá uma bebida Diafenix ai – Falei para o barman que me entregou a tal caipirinha e eu bebi em um gole, era estranho mas muito bom, tinha gosto de limão. Logo o barman trouxe a minha bebida e eu levantei do banco e desci as escadas da área vip indo para o povão, dei o meu primeiro gole na bebida que desceu queimando a minha garganta, mas era bom. Comecei a dançar junto aos corpos quentes e suados a minha volta e terminei a bebida, eu já me sentia um pouco estranha.

– Parece que a gatinha resolveu dar um show – Ouvi a voz de Tobias atrás de mim – E eu resolvi participar dele- Me virei e sorri para ele pisquei e me virei de costas de novo remexi meus quadris, senti as mãos de Tobias agarrarem as minhas cinturas e seu corpo se colar ao meu. Eu rebolada de acordo com a música, ela era sexy, tinha um batida envolvente.

Senti algo estranho se encostando-se a minhas nádegas e percebi que Tobias estava excitado. Ele me virou rapidamente me olhou com desejo, as mãos dele desceram e alcançaram a minha bunda ele me puxou na direção dele colando a minha virilha com a sua, arregalei os olhos e me afastei dele, que tentou me beijar, eu virei o rosto, logo eu estava sendo puxada bruscamente por alguém que desviava rapidamente das pessoas.

Percebi que era Tio Eric que me puxava, ele parecia muito nervoso. Em um canto onde não tinha muitas pessoas encontrei meus irmãos que também não estavam felizes.

– Irei leva-la para casa – Tio Erick falou para os meus irmãos que concordaram com a cabeça e me olharam feio. Arregalei os olhos.

– Não, eu quero ficar – Exaltei um pouco a minha voz, pois eu realmente não queria ficar perto de Tio Erick quando ele estava nervoso comigo e provavelmente bebeu umas ou fumou...

– Você vai embora sim Diana, já aprontou muitas – Travis murmurou me olhando bravo.

– Não, a mamãe falou que eu podia ficar o tempo que eu quiser – Murmurei.

– Ela não vai gostar nada de saber que você estava se comendo com um cara em publico – Apolo falou.

– Eu estava dançando com ele- Me exaltei um pouco.

– Vamos – Tio Erick murmurou e me puxou bruscamente pelo braço eu tentei me soltar dele, mas o aperto era muito forte.

– Não, eu quero ficar, me solta – Falei, ele parecia não me ouvir. Fora da boate, tio Erick destravou o carro e abriu a porta com a mão livre e me soltou.

– Entra – Ele falou seco.

– Não – Murmurei fazendo birra. Ele pegou em meu braço de novo e praticamente me jogou dentro do carro e trancou a porta. Ele entrou no carro, deu ré rapidamente e acelerou saindo de frente da boate – Que droga tio Erick, eu não quero ir embora, volta – Murmurei com raiva mas ele não respondeu e eu resolvi ficar na minha.

A estrada estava deserta e só era iluminada com o farol do carro, tio Erick parou bruscamente me assustando.

– Ficou louco ou agora é mania sua parar o carro em lugares assim e do nada? – Murmurei assustada e com raiva ainda.

– Cala a boca porra – Ele falou baixo e eu percebi a raiva que ele sentia em sua voz – Achei que estava claro que eu não quero você perto daquele moleque e de nenhum garoto – Ele falou e olhou friamente para mim.

– Você não manda em mim – Murmurei achando coragem de não sei aonde.

– Você é que acha – Ele falou – Você parecia uma vadia se esfregando nele e eu estou com muita raiva – Ele falou e avançou para cima de mim, tentei deixa-lo longe com as minhas pernas, tentei chuta-lo, ele as agarrou e se enfiou no meio de mesmas, fiquei assustada e tentei empurra-lo com os meus braços agora.

– Sai, não encosta em mim – Gritei tentando empurrar ele que imobilizou os meus braços.

– Irei encostar em você quando eu quiser – Ele murmurou – Afinal, você é minha – Ele esmagou os lábios dele com os meus transmitindo toda a raiva que ele sentia e o desejo, tentei ao máximo empurra-lo e quando lembrei dele beijando e comendo aquela mulher me deu muita repulsa e raiva, empurrei ele para trás com todas as minhas forças e deu certo.

– Não encosta em mim , eu tenho nojo de você , nojo – Gritei descontrolada e senti ele agarrar os meus cabelos e porra, era agora que ele me matava.

– Cala a boca – Ele gritou furioso.

– Não calo não, vai se foder seu nojento, você beija aquela vadia e vem me beijar? Vai tomar no cu – Gritei e ele me encarou.

– Você está com ciúmes? – Ele murmurou e eu o encarei com raiva.

– Eu estou com raiva de você seu nojento, me solta- Gritei e dei um soco na cara dele e abri a porta do carro, corri em uma velocidade rápida para o meio do mato que tinha ali e tirei os meus saltos os jogando pelo caminha, escutei ele vindo atrás de mim, mas eu não olhei para trás, apenas corri o mais rápido possível.

Notas finais
Gostaram? Comentários? Recomendações? Beijocas :D