Os (Im)perfeitos
7 Cretino.
Notas iniciais

Na hora da saída os idiotas dos meus irmãos foram embora, Apolo e Travor tinham trabalhos para fazer em casa, o castigo, e mamãe monitorava tudo mesmo de longe, ela cuida de nós sempre. Já o Math, ele vai ir a uma palestra sobre algo que eu não sei e voltaria tarde pois é bem longe. Eu me lembro de quando estávamos na terra, papai colocava mil guardas a nossa volta, mas agora aqui em Diafenix quase não temos guardas, é apenas dois, quando saímos com o papai ou tio Erick nenhum, já com a mamãe, como papai tem medo de algo acontecer a nós, ele coloca guardas para nos proteger. Mas papai deve ter esquecido que os filhos dele já cresceram e principalmente eu.
Charlie ficou conversando comigo, ela morava sozinha em um apartamento perto da escola, os pais dela liberaram, mas ela tem alguns guardas a vigiando.
– Piano? Sério? – Charlie murmurou.
– Eu gosto do piano, ele me acalma – Sorri enquanto me lembrava do som.
– Interessante e aquele gato é o Rei de Glorien né? – Ela murmurou olhando para um lugar um pouco distante e eu vi tio Erick.
– Sim – Fui monossílaba.
– E aquele vindo é o futuro Rei de Coloruy? – Olhei para o outro lado e vi Tobias vindo sorrindo em nossa direção.
– Sim – Murmurei ficando desesperada. Tobias chegou me dando um beijo no rosto e me abraçando de lado.
– Ei loira sexy – Ele murmurou mordendo os lábios – Ei Charlie – Ele falou dando um joia para ela que devolveu.
– Ei Tobias – Charlie falou.
– Ei bonitão – Murmurei.
– Seus irmãos te deixaram aqui sozinha? –Ele perguntou incrédulo, balancei a cabeça negativamente.
– O meu tio veio me buscar – Informei olhando para Erick que vinha marchando em nossa direção e logo Tobias olhou também.
– É o Rei de Glorien né? Foi ele que te tirou de perto de mim aquele dia né? – Ele murmurou e eu assenti com a cabeça. Me virei para Tobias e ele ainda tinha os braços em minha cintura e eu dei um abraço nele e logo sai do abraço indo abraçar Charlie.
– Tchau gente, é melhor eu ir – Disse vendo que Erick estava agora a pouca distancia nossa. Tobias deu um beijo no canto de minha boca que mais parecia um selinho e eu fiquei paralisada.
– Tchau – Ele piscou para mim e eu fui em direção a Erick ele iria passar por mim, mas eu segurei seu braço.
– Não – Murmurei e ele olhou em meus olhos, eu via fúria neles – Vamos – Ordenei puxando fortemente o braço dele para vir comigo e ele se deixou ser levado por mim que resolvi segurar na mão dele que estava tremendo.
– Eu vou lá arrancar a cabeça daquele filho da puta — Já estávamos fora da propriedade da escola e perto do carro de tio Erick.
– Eu preciso ir para a minha aula – Informei abrindo a porta do passageiro e ele demorou para entrar no banco do motorista.
Incrível, sempre voltamos ao mesmo lugar, dentro de um carro sozinha com ele nervoso querendo arrancar a cabeça de algum ser. Que maravilha.
O caminho até a minha aula foi silencioso, nem ele falava e muito menos eu. Quando chegamos ao local que estava repleto de seguranças, pois já sabiam quais os dias que eu fazia aula de piano. Sai do carro e eles ficaram em alerta, logo tio Erick veio atrás e eu olhei para ele questionadora.
–Você não vai ir embora? – Murmurei.
– Está me expulsando? – Ele perguntou levantando as sobrancelhas.
– Entenda como quiser – Respondi seca – Tchau – Fui andando para dentro do local eu sabia que tio Erick não ousaria a fazer nada comigo ali, pois estávamos sendo monitorados por soldados Diafenix a mando de meu pai para a nossa segurança. Escutei passos atrás de mim e eu sabia que era ele – Por que você não vai embora? Aproveita e volta para o seu planeta ou vá para qualquer outro, mas que seja longe de mim – Murmurei virando-me para ele, talvez eu seja bipolar ao ver que ele me seguia me deu nos nervos e disso eu sabia que eu me parecia com a minha mãe, nós duas gostávamos de liberdade, temos o espírito livre e rebelde então não queira mandar em nós.
– Está nervosinha? – Ele murmurou debochado e tio Erick também era conhecido por seus deboches além da galinhagem.
– Não, eu apenas estou com vontade de arrancar a sua cabeça, nada demais – Murmurei sorrindo feito um anjo. Ele riu, e eu fiquei com mais vontade de efetuar o que falei.
– Vai se atrasar para a sua aula e eu quero muito ver os seus dons artísticos – Ele murmurou.
– Eu não apenas toco piano, eu também arranco cabeças, e isso também é considerado um dom pelo meu pai – Murmurei sorrindo falsamente e continuei a andar e logo adentrei o local e vi algumas pessoas as quais eu já havia me acostumado a ver nos dias que eu fazia as minhas aulas com o meu professor bonitão, Henrique, ele era um Diafenix de 40 anos lindo e maravilhoso, era louro de olhos negros e um corpo espetacular, pena que ele não me dava bola mas era super educado e casado mas a parte pena que não dava bola era brincadeira pois somos amigos, na verdade o único amigo que eu tinha homem ou o meu único amigo.
No local as pessoas não me olhavam muito por estar acostumada com a minha presença lá e eram bem simpáticas mais eu não entrava todo dia com um Rei de outro planeta que é aliado de meu pai e considerado parte da família ao meu encalço e para a minha felicidade, todos nos encaravam.
– Boa noite – Murmurei dando um pequeno sorriso.
– Boa noite Diana, que bom que veio, preciso que você toque isso aqui para demonstrar – Henrique falou vindo até a mim e me dando as notas mas eu já conhecia a música, na verdade eu amava, Clair de lune – Senhor – Henrique fez uma pequena reverencia a Erick e logo virou o sorriso para mim.
– É claro Rique – Murmurei e dei-lhe um belo sorriso. Fui até o piano e respirei, logo comecei a tocar e a cada nota era como se algo explodisse dentro de mim, uma calma e uma alegria me tomava, uma emoção sem igual ou talvez tenha uma emoção maior, mas eu ainda não havia a encontrado.
Em minhas aulas de piano eu ajudava Rique a ensinar já que não havia mais o que aprender, eu treinava e ensinava, eram boas horas que me davam alegria.
Terminei de tocar e todos aplaudiram até mesmo tio Erick que tinha um pequeno sorriso e me olhava intensamente.
A aula foi boa, eu ajudei a três crianças a tocar algumas músicas infantis e conversei bastante com Rique e Erick ficou me observando e outras vezes mexia em seu celular que virava um tablet de vidro.
– Tchau Di , muito obrigada – Rique murmurou sorrindo e logo me dando um abraço.
– Tchau loiro, manda um abraço para Katy – Murmurei sorrindo e ele assentiu.
Fui embora e nem olhei para tio Erick, ele apenas me seguiu e eu parei.
– Espera ai, o meu irmão não ia me buscar? – Murmurei.
– Ele ia, mas eu falei que iria te buscar – Ele falou sorrindo igual a um garoto levado e eu o encarei mortalmente e continuei a andar até o carro dele, eu entrei e bati a porta fortemente e cruzei os meus braços, ele entrou e olhou para mim.
– Estudei sobre TPM coisas de mulheres humanas e eu acho que você herdou isso de sua mãe – Ele murmurou com ironia.
– Vá para o inferno – Murmurei revirando os olhos e eu não menstruo igual as humanas. Ele deu uma risadinha e ligou o motor do carro e logo estávamos na estrada. Aproveitei e coloquei o cinto de segurança para não dar de cara com o vidro se ele frear bruscamente e do nada igual a um louco.
– Eu gosto de você – Ele falou do nada.
– Seria estranho se não gostasse depois de me ver crescer – Murmurei olhando para a janela.
– Não é dessa forma que eu gosto de você – Ele disse e eu respirei fundo sentindo o meu coração ficar a acelerado.
– Mas é só dessa forma que eu gosto de você tio Erick – Murmurei dando ênfase no tio.
– Eu te desejo Diana – Fechei os meus olhos.
– Não podemos ficar juntos.
– A não ser a possibilidade de Eros me castrar e arrancar a minha cabeça e Scarlet me esquartejar, eu não vejo nada que nos impeça de ficar juntos – Ele falou e eu dei uma pequena risada.
– Você não é o homem que eu sonhei para me casar – Murmurei e ele não era mesmo, eu sempre sonhei com um homem perfeito.
– Eu não falei em casamento – Ele murmurou e eu fiquei calada, ele era um idiota mesmo – Diana, não foi isso que eu quis dizer, eu não quero apenas te foder – Ele parou um pouco e logo voltou a falar – Bom eu também quero te foder mas não irei te tratar como uma vadia – Ele murmurou e eu dei uma risada.
– Se você de uns dias pra cá começou a dar a louca e me trata igual a qualquer uma pensando que sou um objeto seu, imagine se namorássemos – Murmurei irônica.
– Eu não te tratei igual a uma qualquer – Murmurou ele e eu dei uma risada seca.
– É claro que não – Falei ainda com ironia
– Porra Diana, eu quero você.
– E mais quantas tio Erick? Eu já te ouvir falar com o meu pai algo assim “ Não sou homem de uma boceta só irmão, preciso de várias “’ – Imitei a voz dele o que não deu muito certo.
– O que? Você anda ouvindo as minhas conversas com seu pai? – Ele murmurou assustado.
– Pelo menos você não nega – Murmurei rindo – E eu não escuto suas conversas com papai, mas você praticamente gritou na sala.
– Porra, é por isso que eu não quero compromisso – Ele murmurou.
– É por isso que eu não quero compromisso – Repeti o que ele havia falado, mas completei – Com você – Ele ficou calado.
– Achei que era por eu ser o seu tio – Ele murmurou.
– Também é.
– Quer saber Diana? Foda-se – Ele falou parecendo estar com raiva e eu dei de ombros, pois eu sei que ele é bem explosivo e quando está nervoso acaba falando muita merda.
Quando chegamos ao castelo ele estacionou na garagem eu sai do carro indo para dentro, estava varada de fome. Passei na cozinha e cumprimentei as mulheres que trabalhavam e elas logo me deram o que comer que, aliás, estava ótimo, agradeci a elas e fui para a sala, me joguei no grande sofá e estava passando um filme qualquer, mas o cansaço foi maior e eu acabei capotando.
Eu estava sonhando com comida, uma coxa de frango bem suculenta estava me abraçando, algodões doces dançavam e gritavam o meu nome, doces e mais doces falavam comigo e tudo estava a mil maravilhas até uma mão começar a agarrar a minha perna e eu acordei abrindo os olhos e vendo que tinha uma mão realmente na minha perna e essa mão era de tio Erick, me levantei rapidamente e fiquei sentada no sofá puxando as minhas pernas comigo.
– O que pensa que está fazendo? — Murmurei encarando ele que tinha um sorriso safado e um olhar cheio de luxuria.
– Apenas aproveitando do que é meu – Ele murmurou e puta merda, ele me deixa meio estranha.
– Não sou sua, para de ser doido – Murmurei.
– A é sim, com certeza é — Ele murmurou se sentando no sofá e me puxando pela cintura e me colocou no colo dele, ele começou a beijar o meu pescoço e eu tentei sair do colo dele, mas ele me manteve presa ali – Se ficar se mexendo assim em cima do meu pau, eu te fodo aqui mesmo – Ele murmurou e eu parei de tentar sair do colo dele, logo pude sentir a ereção dele.
– Para – Murmurei incerta, eu queria que ele parasse, mas ao mesmo tempo não queria – Alguém pode aparecer aqui – Murmurei e ele colocou as mãos carinhosamente em meu rosto e o virou fazendo o meu corpo ficar de lado, pois eu não sou o exorcista. Logo ele me deu um selinho e enfiou a língua na minha boca fazendo-me sentir sensações estranhas de novo, coloquei as minhas pequenas mãos no peitoral dele e o empurrei saindo de seu colo ficando de pé e dando três longos passos para trás, eu tinha que ficar longe dele.
– Eu preciso te comer Diana — Ele falou e eu já havia me acostumado com o palavreado chulo e safado dele.
– Use as mãos tio Erick – Murmurei dando mais dois passos para trás pois percebi que ele levantou e logo fui correndo para o meu quarto e antes e fechar a porta tio Erick entra e a fecha – Olha, isso está virando perseguição – Murmurei.
– Eu estou duro caralho – Ele falou e eu revirei os meus olhos.
– Eu já te disse, use as mãos – Murmurei.
– Eu já vi que vou ter que recorrer as empregadas do castelo – Ele murmurou baixo mais eu escutei e acho que fiquei sim com ciúmes mas não quis demonstrar, acho que nunca irei.
– Vai e aproveite – Eu e minha grande boca.
– Você não quer me dar, tem quem queira – Essa frase foi meio gay.
– Ótimo – Murmurei sorrindo falsamente – Sai daqui – Falei um pouco alto demais.
– Não precisa ficar com ciúmes querida, eu apenas irei comer uma mulher de verdade ali – Ele falou querendo me ofender vê se pode, e eu não sou mulher mesmo, ainda sou uma garota adolescente.
– Que bom querido, pode ir, fique a vontade – Murmurei sorrindo debochada e falsamente, na verdade eu queria socar a cara do filho da puta – Eu também irei procurar um homem de verdade – Pisquei e sorri pegando o meu celular do meu bolso traseiro da calça.
– Não se atreva – Ele falou e eu dei uma gargalhada.
– Você não manda em mim tio Erick e saia logo do meu quarto, faça bom proveito fodendo alguma vadia que eu irei fazer bom aproveito procurando o meu amor Tobias – Murmurei o empurrando de meu quarto e tranquei a porta que logo foi socada rudemente por tio Erick.
– Abre a porra da porta Diana que eu vou te mostrar o homem de verdade – Ele gritou e eu dei uma gargalhada e gritei de volta.
– Você não pode me mostrar nada, pois não é um homem de verdade tio Erick, acho que vou falar para a mamãe que você é uma má influencia para os trouxas dos meus irmãos –Murmurei – Você não quer mostrar que é um homem, pois saia comendo as mulheres do mundo – Murmurei me jogando na minha cama e retirando o meu tênis.
– A sua pirralha abre a porta porra – Ele gritou socando a minha porta, eu nem liguei, a porta era bem resistente, só se ele realmente quisesse arrombar teria que dar uns 10 chutes com toda a força dele.
– Agora sou uma pirralha – Murmurei revirando os meus olhos – Vai pro inferno comer as suas vadias tio Erick – Gritei e liguei o som em uma altura consideravelmente alta.
– Não estou te ouvindo – Gritei e logo os baques na porta pararam e eu percebi que ele não estava mais na porta gritando-me igual a um doido. Fiquei jogando alguns joguinhos no meu celular e logo recebi uma mensagem de Charlie. “Eu e você arrasando em uma festa na casa de uns garotos da escola?”, que festa? Que garotos? Até parece que eu ia poder ir “Acho que não vai dar, os meus pais estão viajando e os meus irmãos devem estar fazendo algo que eu não sei por ai, além de que o meu tio não vai deixar “ Mandei para ela e logo recebi a resposta, “ Vai ser um festão e irá ter os mais gatos da escola e muita bebida, e Tobias vai, dei um sorriso e logo respondi “ Eu até quero ir, mas sou vigiada 25 horas por dia”, “ poxa, se mudar de ideia me fala “ , “ Ok, boa festa”.
Mesmo com o som alto, eu ouvi um barulho estranho vindo da parede ao lado e eu sabia que havia um quarto de hospedes ali, peguei o controle do som e o abaixei, eu ouvi gemidos ou gritos de prazer de uma mulher, parecia que no quarto de hospedes estava caindo com os barulhos.
– Oh Erick, mais rápido – Uma voz irritante feminina gritou. Puta merda.
– Vadia gostosa, que buceta deliciosa, vou te arrombar toda – Ele falava e aquilo estava me dando ânsia de vômito. Cretino miserável. Fiquei quente de raiva, eu queria matar ele e a vadia, os meus olhos ficaram embaçados, mas logo respirei fundo com vontade de me dar uma porrada por ligar para ele. Peguei o meu celular e enviei apenas uma mensagem para Charlie, “Vem me buscar as 23:00 , estarei te esperando atrás do castelo em um lugar meio deserto”. Eu com certeza não iria ficar aqui no quarto escutando a foda de Erick e uma puta, eu vou é me divertir e nada vai me parar.
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