Notas iniciais
Ok, temos um certo probleminha aqui. Eu não estou postando com frequência, certo? Bem, conto-lhes algo: minha escola está quase sem me deixar dormir, quanto mais escrever. Geralmente, quando eu ficava sem escrever, era procrastinação mesmo, mas dessa vez eu realmente estou sem tempo. Tenho provas quase toda semana e estudo várias horas por dia. Outro problema meu é que eu demoro séculos para escrever um capítulo do meu livro (sim, não da fanfic, do livro) e tento seguir uma ordem, então isso também faz com que eu demore mais. De qualquer forma, peço desculpas, estou sinceramente procurando alternativas para ver se consigo arrumar mais tempo. Me desculpem.

A sensação de estar sendo observada já preenchia Rapunzel há certo tempo e ela realmente não estava gostando. Sentia-se exposta, pois não queria que ninguém soubesse que estava indo atrás da Rainha de Arendelle juntamente com seu marido. Por isso a cada dez em dez minutos olhava para trás na procura de seu observador, estreitando os olhos e apenas depois de muito tempo conseguiu algo, sendo isso apenas um farfalhar das folhas leves.

— José, para. — ela procurou em uma das bolsas que tinha trazido de seu reino sua fiel frigideira e saiu do cavalo. Seu marido riu.

— Não acredito que trouxe isso para Arendelle. — balançou a cabeça negativamente.

— Essa frigideira é mais poderosa que uma espada, ok? — ainda sem tirar os olhos do arbusto que, mesmo com todo aquele frio, permanecia vivo. Este se mexeu outra vez e nessa o ex-ladrão acabou vendo também.

Rapunzel se aproximava com muito cuidado da planta, esperando encontrar um inimigo e respirou fundo antes de afastar o arbusto com uma mão, sem tirar a outra da posição de ataque. Ela não podia acreditar, teve vontade de rir de sua ideia de que seria um inimigo escondido atrás do arbusto.

— Pascal! Como é bom te ver! — o camaleão virou-se para ficar de costas para a princesa e cruzou as duas patinhas dianteiras. A futura rainha das Terras do Leste logo soube do que se tratava. — Ah, eu pensei que você ficaria com o Maximus. Não sabia que queria vir.

E rapidamente o pequeno animal subiu pela frigideira até o braço estendido da mulher, para poder olhar em seus olhos como se quisesse jugar que era verdade. Por fim, deu algo parecido com um sorriso e Punzie suspirou de alívio.

— Aliás, onde está o Max? — após a pergunta de José Bezerra o camaleão fez um gesto mostrando que não sabia, mas foi algo que não serviu para nada, pois logo o alazão branco apareceu de trás das árvores.

Ao ver José em cima de outro cavalo, enfureceu-se e o ignorou quando ele desceu e foi abraçá-lo. De cabeça erguida trotou até a Rapunzel e encostou o focinho em seu ombro. Ela sorriu.

— Max! —abraçou Maximus, passando a coçar depois seu queixo. Eugene revirava os olhos ao fundo e Pascal subiu na cabeça da jovem mulher rapidamente. — Quem é um bom menino, quem é?

— Ei, moreninha, vamos logo. Lembra-se? The Snow Queen.

Rapunzel riu, subindo em cima do animal branco e passando a correr junto com seu marido por aquele caminho que esfriava cada vez mais. Como estava muito ansiosa para descobrir mais sobre Elsa, nem percebeu que estava correndo demais. Só sentia o vento frio açoitar seu rosto e deixar suas bochechas vermelhas. Mas acabou esbarrando com outra coisa. A jovem princesa apenas se lembrava de ter visto um borrão vermelho antes de ser jogada contra a árvore e cair no chão.

Meio tonta, abriu os olhos e se deparou com uma visão turva de início. Tinha algum peso sobre si e ela ouvia a voz de José de longe. Quando conseguiu que sua visão se normalizasse, olhou para o lado e encontrou dois cavalos caídos um em cima do outro, mas facilmente conseguiu perceber que um deles era o Maximus. Em seu outro lado da face, conseguia sentir algo parecido com pequenos tapas e ao virar o rosto para o outro lado deparou-se com Pascal e sorriu.

Ao erguer as costas um pouco pôde perceber que tinha uma mulher ruiva em cima de si, cutucou-a com um dedo e ela se levantou subitamente percebendo que as luzes azuis haviam sumido. Será que havia chegado no lugar onde seu destino mudaria? Logo após a morena se levantou e olhou para a outra jovem com curiosidade.

— Você está bem? — as duas perguntaram ao mesmo tempo, preocupadas.

Quando o marido de Rapunzel finalmente chega, elas se levantam, os cavalos já devidamente em pé.

— Está tudo bem aqui? — perguntou, pegando a mão da esposa. — Está machucada?

— Estou, estou sim. Bem, acabei esbarrando nela, que se chama... ? — a ruiva que acariciava o cavalo olhou para os dois como se lembrasse de que a pergunta era para ela.

— Merida! — sorriu, subindo novamente em cima do cavalo. Então se lembrou de como sua mãe a havia instruído. — Digo, Princesa Merida das Ilhas do Leste.

A ex-loira sorriu.

— Sou a Princesa Rapunzel das Terras do Leste e este é meu marido, José Bezerra. Também está procurando a Rainha Elsa de Arendelle? — Merida hesitou, mas achou que aquilo seria mais normal do que falar que seguiu as luzes brilhantes até ali.

— Uh... Sim! Sim, sim. Estou atrás da Rainha. Aliás, tem alguma notícia dela? — será que aquela seria a mudança de seu destino?

— Tenho. Você pode vir conosco. — José franziu a testa.

— Tem certeza? Acabamos de conhecê-la. — Rapunzel sorriu e deu-lhe um beijo nos lábios.

— Vamos logo! — ela estava animada demais. — Logo eu saberei de onde eu vim!

O homem tentou subir em Maximus, mas o cavalo se afastou fazendo com que o outro caísse no chão e soltando algo parecido com uma risada. O ex-ladrão o olhou irritado.

— Isso já é demais, Max! — e montou no outro cavalo que pegaram de Arendelle.

Os três cavalgaram pela montanha, atrás de Elsa e de sua história. Rapunzel e José Bezerra atrás de informações sobre o passado e Merida acreditando que aquele seria seu futuro.

***

Elsa sabia que estaria trazendo mais segurança isolada de tudo e de todos. Além de que poderia treinar seus poderes e aprender a controlá-los sem machucar a ninguém. Poderia ser livre. Com a liberdade criara coisas maravilhosas, como o castelo de gelo e seu vestido. E, mesmo com a solidão, sentia-se feliz por uma vez na vida poder ser quem realmente é.

Já Anna estava empenhada em levar Elsa de volta para Arendelle. Achava que não era certo ela se isolar apenas porque tinha congelado todo o reino, era só fazer o contrário e descongelar depois. Certo?

De qualquer forma, no caminho para encontrá-la, acabou encontrando Kristoff — um homem que se recusa acreditar que seu amor por Hans é verdadeiro —, Sven — sua reina — e Olaf — boneco de neve falante idêntico ao que ela e Elsa construíram quando eram pequenas. Eles depois de um longo caminho conseguiram finalmente chegar ao topo da Montanha do Norte e conheceram o maravilhoso castelo de gelo criado por sua irmã.

Passara por muita coisa para chegar até ali, e agora Anna não conseguia ter coragem para bater na porta.

Now that I’m almost there, I don’t know what to do

— Bata... — dizia Olaf em suas costas enquanto ela mordia o lábio e tentava conseguir qualquer coragem.

I am so nervous, are you feeling too? I came here for you, do you please let me in?

— Apenas bata... — o boneco de neve repetiu e a princesa fechou os olhos com força, tinha que conseguir mesmo que com todas as outras vezes não tivesse obtido resposta.

Why I stayed so chocked, with these beautiful things?

— Você acha que ela sabe como bater? — dessa vez a pergunta era direcionada para Kristoff e Anna continuou olhando para as portas tão bem trabalhadas e surpreendentemente feitas pela sua irmã.

Isn’t what you always do?

Finalmente ela conseguiu colocar na cabeça que o povo de Arendelle era mais importante que o provável não que levaria e bateu na porta de gelo que fez com que o som ecoasse por todo o castelo.

Do you want to build a snowman?

Elsa, que estava perdida em devaneios, foi afastada de seus pensamentos ao ouvir o som de alguém batendo na porta. Aquele som fizera parte de toda sua vida, e ela nunca pudera responder. Quem seria? Por algum motivo, esperou que fosse sua irmã e — mesmo não podendo — deixou que a porta fosse aberta naquela vez.

***

Todo o quarto que fez para si permanecia vermelho, Elsa não fazia ideia de como fizera isso, mas sabia que estava refletindo seu humor, que não estava nada bom. Ela não estava conseguindo se controlar, até mesmo o belo castelo que havia feito começava a ter rachaduras, estas mais presentes no cômodo onde estava.

A Rainha continuava repetindo cada vez mais para si mesma as mesmas frases. Parecia quase uma oração. Não sabia mais o que fazer. Arendelle estava completamente congelada por culpa totalmente sua e sabia que havia machucado Anna de alguma forma horas antes.

Foi um acidente. Sempre era um acidente.

Get it together. — “Não será possível, Anna.” de braços cruzados e sem para de dar voltas em torno do cômodo, esta era a única coisa que pensava. — Control it. — tinha que conseguir controlar de alguma forma. Como foi tão fácil para ela conseguir fazer esse castelo antes? — Don’t feel. Don’t feel. Don’t feel! — não, não poderia ficar estressada. Não poderia ter medo. Isso só pioraria as coisas.

Toda a estrutura parecia começar a criar pontas afiadas, mudar, perder parte da beleza. A Rainha de Arendelle colocou a cabeça entre as mãos, tentando pensar de forma racional.

— Ei, calma! Assim você vai explodir. — a voz masculina fez com que ela levantasse a cabeça rapidamente e olhar para a varanda, onde identificou a origem do barulho.

Era um homem de aparência mais jovem que a sua, talvez da idade de Anna, mas com cabelos brancos e olhos de um cinza-azulado. Apoiava-se em um cajado de madeira, com os pés em vez de tocarem o chão, estarem apoiados na fina grade da varanda. Ele poderia cair a qualquer momento. Usava uma roupa típica de camponês, a capa marrom, as roupas de cores simples e sem muitos ornamentos.

Elsie deu um passo para trás. Estranhamente tinha a sensação de já ter o visto antes.

— Quem... Quem é você? Como entrou? — uma expressão de felicidade assumiu seu rosto e ele pareceu voar até a moça. Mas isso não era possível, era?

— Sabia que você conseguiria me ver! — parou à sua frente e pousou no piso de gelo, estendendo a mão direita. — Prazer, Jack Frost.

A loira apenas se limitou a cruzar os braços, olhando para a mão dele com certo medo nos olhos. Não queria machucar mais ninguém.

— Sou Elsa. Como entrou aqui? — perguntou, franzindo a testa. Tinha que fazer com que ele saísse de lá, ela não podia machucar mais ninguém.

— Voando, é claro. — Jack falava como se aquilo fosse algo normal. — Não vai apertar minha mão?

Ela balançou a cabeça negativamente, segurando nos braços com força.

— É melhor não. Posso te machucar. — o jovem de cabelos brancos riu.

— Acredite, você não vai me machucar com gelo. — enquanto Elsa se afastava, Jack Frost puxou sua mão e apertou-a com firmeza.

— Não, espere! Você vai se... — a rainha do gelo parou ao ver as duas mãos juntas. Não sentia a pele do outro mais quente que o normal, como geralmente acontecia. Parecia ter a mesma temperatura. As paredes diminuíram o tom para um amarelo claro. — Wait, what?

O outro parecia estranhamente feliz com tudo isso, para Jack ser visto por alguém, ser tocado por alguém, era algo maravilhoso. Desconfiava desde sempre que Elsa conseguiria vê-lo, mas estar acontecendo era algo completamente diferente.

A mulher cerrou os olhos, passando a ficar desconfiada e soltando a mão do de cabelos brancos. Como aquilo era possível?

— Quem é você? — antes que o outro pudesse falar algo, ela ouviu o barulho do rugido do “monstro” de neve que criara e desceu correndo as escadas. Poderia ser Anna novamente, não queria que ela fosse machucada.

Ao abrir as grandes portas do castelo, em vez de encontrar Anna e seus estranhos acompanhantes, viu Hans e alguns dos homens de Arendelle. Com certeza vieram ali para matar o monstro que era a rainha. Portanto, ela fechou as portas e voltou correndo para a sala que criara com os dois homens do duque de Weselton que ela vira na coroação ao seu encalço.

Encontrou Jack no andar de cima.

— Saia daqui, ok? Estão vindo me matar e podem te machucar também. — sabia que não adiantava fugir, então pensou quer era melhor que só ela se machucasse. Jack balançou a cabeça negativamente.

— Não vão me machucar. Nem podem me ver. — antes que Elsa pudesse falar algo, os dois homens adentraram no local com as bestas levantadas. A Rainha de Arendelle se virou.

— Não. Por favor. — pediu, afastando-se. Não queria machucar ninguém. Infelizmente foi em vão, pois sem esperar muito um deles atirou.

Por um momento, acreditou que iria morrer e tentou cobrir o rosto com as mãos, mas ao abrir os olhos encontrou a flecha parada bem perto deles e uma elevação no gelo a protegendo. Recuou, assustada. Ela não tinha feito isso. Então virou o rosto para Jack Frost e este tinha uma expressão impassível, o que confirmava que fora ele que fizera aquilo. Mas como?

Os outros dois homens já se preparavam para atirar novamente. Ela teria que agir ou morreria.

— Fiquem longe! — então usou seus poderes no chão, fazendo com que o gelo se alastrasse e derrubasse os dois. Odiava isso, odiava machucar os outros, principalmente através de seus poderes. Infelizmente naquele momento era preciso.

Passou então a usar seus poderes contra os dois de verdade, pois pareciam cada vez se preparar mais rápido para atirar, indo de um para outro com frequência. Até que os dois a cercaram. O que faria agora?

Em um deles, fez com que ficasse preso na parede, com a ponta finíssima de um pedaço de gelo pronta para atravessar sua garganta se ele tentasse se mexer. O outro ela desarmou e o encurralou, empurrando através de uma coluna de gelo a quase cair pela montanha através da varanda.

O que mais a assusta é que provavelmente iria matá-los se Hans não tivesse chegado naquele momento. Mesmo com Jack Frost a lembrando de que já estava segura, ela continuava os empurrando, sem nem pensar no que estava fazendo.

— Rainha Elsa! — ela foi interrompida pelo grito de Hans ao entrar. — Não seja o monstro que eles temem que você seja.

Ela parou. Não era uma assassina. Não mataria ninguém. Jack suspirou de alívio ao seu lado, mas, de fato, aparentemente só ela conseguia vê-lo.

Depois tudo aconteceu muito rápido. O homem que estava preso pelos pedaços de gelo, tentou atirar nela, mas o príncipe impediu, fazendo com que a flecha atravessasse a ligação do lustre com o teto, que caiu. A mulher olhou assustada para cima e começou a correr. Jack, vendo que não haveria tempo, pulou em cima dela, a empurrando para uma parte segura da sala e caindo em cima da mulher.

O de cabelos brancos, olhando para Elsa por um momento, percebeu que estava desacordada e se sentou. Não podia ajudá-la mais. Aqueles homens desconhecidos descobriram que ainda estava viva e o ruivo, que parecia ser o chefe, ordenou que a levassem.

Agora não havia nada mais que Jack Frost pudesse fazer além de segui-los.

Notas finais
E aí, o que acharam? Sei que usei muitas frases em inglês nesse capítulo, então qualquer coisa, me peçam nos comentários que eu traduzo. O motivo do Jack estar aí será explicado depois, assim como tudo. O que acharam do encontro da Merida com a Rapunzel? E da entrada de Pascal e do Max? A paródia de Do You Want To Build A Snowman? ficou boa? Fiquei meio em dúvida quando a ela. De qualquer forma, vejo vocês nos comentários!