Notas iniciais
Eu lembrei por que eu tinha parado de postar minhas histórias antes de começar essa: eu não tenho tempo. Gente, tudo depende da minha inspiração e do tempo que eu tenho, que acaba ficando cada vez mais escasso. Eu mesma adoro escrever, nem que apenas eu leia, mas sei que isso frustra vocês com toda essa demora. Bem, desculpem-me, até porque minhas aulas voltam logo e eu vou ficar com menos tempo ainda. Para tentar recompensá-los, aqui está um capítulo maior. Espero que gostem.

A sensação de Elsa ao acordar era de que tudo aquilo que ocorreu no dia de sua coroação fora um sonho, mas havia algo errado. O lugar onde fora deixada era duro demais, mesmo com o travesseiro debaixo da cabeça e o cobertor a cobrindo. Ela nunca sentia frio, então o objeto não era preciso. A rainha se levantou, indo na direção da janela para localizar onde estava, mas foi impedida pelas correntes que cobriam suas mãos por completo.

A mulher olhou para os objetos que a prendiam, perplexa. Suas mãos se mexiam dentro dele, desconfortáveis, querendo se libertar, mas era inútil. Toda aquela loucura acontecera mesmo. Então significava que... Arendelle estava completamente congelada. Elsie voltou a tentar enxergar pela janela e, com certo esforço, vira seu trabalho.

Tudo era uma imensidão de branco janela afora. A escuridão que sua cela exalava parecia até mesmo fora do padrão. Os navios, moradias, praças... Tudo foi coberto por uma espessa camada branca de neve, a vida de Arendelle parecia ter sido retirada. Não tinha ninguém nas ruas.

— Não... O que eu fiz? — sussurrou, perguntando para ninguém em especial. Para a surpresa dela, foi respondida.

— Na verdade eu gostei, não está tão ruim. Você só precisa aprender a controlar. — a voz masculina, fez com que a possuidora de poderes de gelo se virasse e encontrasse novamente Jack Frost, que brincava com um floco de neve, fazendo-o atravessar seus dedos. Aparentemente ele também não era uma criação da sua mente.

— Como... Como eu vim parar aqui? — perguntou, as correntes começando a realmente incomodá-la.

— Estavam discutindo entre matá-la e prendê-la. — por um momento, a face do homem se tornou séria. — O que você fez para quererem isso?

Elsa se sentou na cama de pedra que a deixaram, suspirando e desviando o olhar para longe de Jack. Não a surpreendia que quisessem isso depois dela ter feito tudo o que fez. E, mesmo depois de tudo, não queria morrer. Ela queria encontrar uma forma de reverter tudo o que fizera. Ou fugir. Elsie queria ser feliz, poder viver com seus poderes em paz.

— Eu... Sou uma aberração. Transformei Arendelle nesse lugar sem vida. – o homem de cabelos brancos abriu a boca para falar algo, mas foi interrompido pelo barulho da porta sendo aberta e Hans entrando, colocando uma lanterna de lado sem tirar os olhos da mulher. Elsa imaginou se ele também tinha medo dela.

A rainha olhou mais uma vez para Jack e depois voltou os olhos para o ruivo, com a confusão estampada em seu rosto. Caminhou até o último, novamente sendo impedida de avançar mais pelas correntes.

— Por que me trouxe até aqui? — pela primeira vez ela percebera o quanto estava gelado em Arendelle. Os dois de cabelo branco não podiam sentir isso, mas Hans se abraçava, as bochechas coradas pelo frio.

— Eu não podia simplesmente deixar eles te matarem. — Jack Frost franziu a testa, não se recordava de Hans tão empenhado em trazê-la para a cidade para ela não ser assassinada.

— Mas eu sou um perigo para Arendelle. Traga Anna.

— Anna não retornou. — não... Nada poderia acontecer com sua irmã. Elsie voltou os olhos para a tempestade, preocupada. — Se você pudesse apenas parar o inverno, trazer de volta o verão... Por favor.

Ele não entendia, é claro que não. Ela balançou a cabeça negativamente, fechando os olhos. Elsa não tinha essa capacidade, só conseguia congelar, tirar a vida das coisas.

— Você não vê? Eu não consigo. — Hans conseguia ver a sinceridade e a culpa nos olhos da rainha e perguntava-se se haveria esperança para Arendelle. Aquele lugar era a única chance que tinha. — Você tem que dizer para eles me deixarem ir.

Não tinha mais o que conversar com a loira. Não tinha solução visível. Ele caminhou até a porta, pegando a lanterna. Antes de sair, deu um mísero fio de esperança para a mulher.

— Eu vou fazer o que eu puder.

Talvez houvesse chance de eles a libertarem. Talvez se saísse de perto de Arendelle, o reino descongelasse. A respiração de Elsa saía pesada e ela passou a ouvir uma melodia muito frequente em sua vida, as correntes sendo cobertas por gelo. Jack se levantou do chão e segurou em seus braços, não conhecia a mulher muito bem, mas já conhecera a garotinha.

— Acalme-se, ok? Está claro de que não era sua intenção, vão te deixar ir embora. E... Talvez eu possa te ajudar a aprender a controlar. — ele não queria fazer nenhuma promessa por conta do que ocorrera da última vez, mas fez o melhor que pôde. Elsa não entendia por que ele estava tentando acalmá-la e parecia entendê-la, tudo ainda era muito confuso e estranho, não confiou nem um pouco nas palavras dele. Simplesmente mordeu os lábios e balançou a cabeça negativamente, sabendo que as chances de algo dar certo eram mínimas.

***

Punzie tentara fazer com que Merida falasse um pouco sobre ela e conseguiu que a jovem comentasse um pouco sobre os pais e os irmãos, mas sempre que perguntava sobre o motivo dela ter vindo para Arendelle, a ruiva desviava de assunto. Ela estava começando a realmente ficar curiosa quanto a isso quando o tempo começou a esfriar demais. José pegou uma manta e cobriu Rapunzel, dando-lhe um beijo na cabeça e fazendo com que a esposa sorrisse com o ato.

Já Merida aproveitou para pegar a sua própria capa, vendo como ficava mais frio cada vez mais que se aproximavam do topo da montanha, o que a deixou mais curiosa para saber o que encontrariam quando chegassem onde queriam. Eles evitaram andar em cima dos cavalos devido ao tempo, com o ar cada vez mais agitado.

Mas ao chegarem perto do topo, o ar parou. Estavam acima das tempestades, mesmo com a neve por todo local que olhassem. Significava que o que procuravam não estava longe. Foi inevitável a parada quando encontraram o castelo de gelo, todos maravilhados com tamanha beleza, mesmo que ele tivesse sido danificado. O ex-Flynn Rider foi o primeiro a se pronunciar.

— Por favor, me diga que você não fez um castelo de cabelo. — Merida olhou para o homem com a testa franzida e estranhando a pergunta enquanto Rapunzel revirou os olhos e deu-lhe uma cotovelada.

— Vamos. — a morena começou a andar até as escadas até uma mão de neve e gelo a impedir. Algo estava escalando a montanha até onde eles estavam. E provavelmente algo perigoso. Punzie recuou cinco passos e a de cabelos ruivos cacheados armou seu arco, já o apontando na direção da criatura.

Ele era maior do que a ruiva imaginava, seus olhos se arregalavam cada vez mais, de acordo com o boneco enorme de neve se erguendo. Espinhos de gelo saíam de dentro de si, mas ele estava sem uma das pernas. Como matariam um ser vivo feito de neve?

Em uma tentativa desesperada, Merida fez com que sua flecha atingisse a cabeça do monstro, o que só pareceu deixá-lo mais irritado ainda. Em um grito, seus espinhos pareceram crescer ainda mais e ele estar preparado para matá-los.

— Corram! — gritou para os outros dois e montou em Angus, fazendo com que ele cavalgasse o mais rápido possível, sempre se certificando de que José Bezerra e Rapunzel continuavam a seguindo.

***

A tempestade parecia estar piorando cada vez mais e Elsa sabia que isso era culpa dela. Sentia isso. O tempo esfriava e ficava tão violento quanto o conflito em seu interior. Jack já repetira várias vezes para ela parar de olhar e se acalmar, mas a rainha do gelo não ouvia. Ela sabia que o que fez não seria esquecido tão facilmente e que todo o reino esperava mais dela.

Seus devaneios foram interrompidos por passos ao longe, eles murmuravam entre si e Elsie sabia que isso não era nada bom. Ela olhou em volta, vendo tudo congelar com o medo que ela sentia, não queria morrer. Olhou para as correntes completamente congeladas e passou a puxá-las, deveriam ser mais frágeis pela temperatura. Jack Frost se levantou, fazendo um gesto para ela se acalmar com as mãos.

— Ei, calma... Eu vou ver o que eles querem. — quando o homem se aproximou da porta da cela, os dois ouviram, era tudo o que Elsa pensou que aconteceria.

— Ela é perigosa. Movam-se rapidamente e com determinação. — os olhos da mulher se arregalaram com as palavras do guarda.

Não... Ela não podia morrer. Passou a puxar o que a prendia ali com mais força e urgência. O espírito da neve se apressou em ir até ela e esfriar o máximo que podia as algemas, para que ela pudesse escapar. O som da porta sendo destrancada apenas fazia com que tudo se tornasse ainda mais estressante. A sala estava completamente coberta por gelo, parte do teto cedeu quando o pequeno grupo abriu a porta.

Todos eles pararam por um momento, não conseguindo acreditar no que ela tinha conseguido fazer. Tomando espaço entre eles, estava Hans, que não encontrou nada além de algemas vazias e um espaço vazio de onde deveria estar uma parede, deixando com que a tempestade cada vez mais furiosa entrasse.

***

O boneco de neve era surpreendentemente rápido para um monstro daquele tamanho. Ele tinha conseguido recuperar sua perna devido ao fato de que ela ainda estava ao lado do castelo, mesmo após o Marshmallow ter caído. Aparentemente seres feitos de neve se recuperavam facilmente.

Se fosse em um dia comum, provavelmente ele já teria derretido e todos estariam livres daquele terror que era correr montanha abaixo com um ser enorme querendo te matar. Infelizmente, parecia que quanto mais desciam, mais frio se tornava. Merida se sentia tremer mesmo por baixo do agasalho e com a adrenalina pulsando em suas veias. Parecia que até mesmo a tempestade vinha de Arendelle, aquele reino estranho que ainda nem tivera tempo para pensar sobre.

Primeiramente, encontraram um castelo feito completamente de gelo, o que não era nada comum. A ruiva imaginou se esta rainha era como a bruxa que conhecera uma vez, só que em vez de obcecada por ursos, era por neve. Também não sabia por que as luzes brilhantes a levaram até ali, não parecia ser algo que deveria se envolver. Mesmo assim, se era este seu destino, estaria ali.

Ela não tinha certeza de quem exatamente eram Rapunzel e José Bezerra. Ouvira falar dos dois certa vez em uma das aulas que tinha com sua mãe, mas não lhe parecera importante. Aparentemente eles eram casados e eram futuros rei e rainha de algum lugar. Talvez eles também estivessem envolvidos no motivo de estar naquele lugar.

A velocidade com que voltavam era bem maior do que a com que foram e os fiordes eram atravessados rapidamente. Angus dava o melhor de si e ela não duvidava de que ele estava tão assustado quanto ela. Quando já estavam perto da cidade, a mulher olhou para o lado à procura dos dois companheiros de viagem, não os encontrando.

Ela fez com que seu cavalo parasse e olhou em volta, aterrorizada. Será que era por isso que não tinha sido pega? Pôde ver, a uma distância significante, o monstro atacando os dois. Nas mãos da morena, tinha uma... Frigideira? E o homem portava uma faca. Merida não poderia simplesmente deixar que os dois morressem e ir embora. Obrigou que Angus desse meia-volta, e ela conseguiu sentir a resistência do animal, mas os dois acabaram indo.

A ruiva tinha que conseguir encontrar alguma forma de atrair a atenção do monstro. Ainda em cima do cavalo, gritou o mais alto que conseguiu enquanto armava o arco:

— Ei! Você, monstro de neve gigante! — talvez ela não devesse ter feito aquilo. Ele se virou os espinhos ficaram ainda maiores, então percebeu que ele era mutável de acordo com as emoções. Mas já era tarde demais, a flecha já tinha sido lançada.

Merida só o estava irritando e tornando a situação ainda pior. Talvez tivesse a solução para o problema deles.

***

Jack não sabia por que não conseguia fazer tudo aquilo parar. Era algo confuso e novo para ele não ter poder sobre como o tempo estaria. Parecia que algo o impedia de descongelar aquele reino perdido no meio de tanta neve. Provavelmente era Elsa, mais precisamente suas emoções conflituosas. Talvez fosse mais do que simplesmente uma boa ideia ajudá-la com o controle, talvez fosse realmente necessário.

Já Elsie se sentia perdida, não conseguia escapar nem mais da própria confusão que ela mesma criou. Tudo estava ficando cada vez mais fora de controle. E parecia que ela nunca sentira tanto medo na vida. O espírito conseguia sentir isso e, por um momento, perguntou-se se aquilo tudo vinha apenas da mulher, mas afastou o pensamento. Ele não iria até Arendelle.

Os dois caminhavam sem rumo, tentando fugir de algo que nem ao menos sabiam o que era, não enxergando muito mais do que neve. Os dois estavam perdidos no lugar onde sempre se sentiram mais confortáveis.

***

Já era tarde demais, mesmo que estivesse certa do que deveriam fazer. O monstro de neve já havia se virado para ela com toda sua raiva. Ele ficava cada vez mais assustador e perigoso, o que fez com que Merida puxasse a barra do vestido para cima e corresse pela sua vida.

Rapunzel só se deu conta de que a ruiva estava lá depois de que parou de ser atacada e que o monstro já estava indo atrás da outra princesa. Tinha agora uma dívida com ela, e não poderia deixar que ela morresse desta forma. Precisava haver alguma forma de derrotar esse ser estranho, ou ao menos fazê-lo parar.

— Venha, vamos ajudá-la. — Punzie puxou o marido pelo braço, começando a seguir a confusão.

— É clar... O quê?! Nós vamos morrer! — ela apenas lançou um olhar para ele, deviam isso a Merida. — Ainda vou me arrepender disso, mas... Vamos.

Quando finalmente alcançaram os outros dois, uma tempestade ainda mais forte os atingiu. Não conseguiam ver muito mais a frente e a morena só sabia onde a outra estava pelo ruivo extremamente marcante no meio de tanto branco.

— Como vamos derrotá-lo? — gritou, esperando que ela ouvisse.

A mulher de cabelos cacheados começava a achar que era seu fim quando ouviu aquilo. Tinha sido atirada em uma árvore e sua mente girava. Ela não tinha certeza se não conseguia ver pela visão turva ou pela tempestade e o monstro estava perigosamente próximo. Ela necessitava que o plano desse certo.

— Abrace-o... — forçou-se a falar, mas a voz saíra baixa e rouca demais, por isso, repetiu, desta vez em um volume que Rapunzel ouviria: — Abrace o monstro!

José logo tratou de colocar a morena atrás dele, odiando no mesmo momento a ideia.

— Você está louca? É muito perigoso!

Marshmallow já impedira Merida de fugir, colocando as duas enormes mãos feitas de gelo sólido ao seu lado. Aproximou-se e rugiu em sua face. Neve cobria parte do rosto dela, que sabia que o próximo passo dele seria fatal. O rugido fora tão alto que provavelmente poderia ter sido ouvido a uma boa distância, mesmo com a tempestade.

— Faça logo! — Punzie saiu de trás do homem, deixou que a frigideira caísse no chão e envolveu a perna dele com os braços.

No mesmo momento, toda a tempestade parou. O que viam agora era uma imensidão de branco cobrindo todo o reino. O único som era das respirações ofegantes dos três. O primeiro movimento foi o do boneco de neve em uma súbita calma. Ele virou o rosto para Rapunzel, que abraçava sua perna com força, com medo de ser jogada para longe, e os espinhos começaram a diminuir vagarosamente até não sobrar mais nenhum. José Bezerra soltou um suspiro de alívio. Não morreriam naquele dia.

***

Não tinha escapatória. Estava impossível ver mais que um palmo a frente. Estava difícil para Jack não ser levado pelo vento que em tantas vezes fora seu amigo. Nenhum dos dois sabia para aonde estavam indo, mas mesmo assim fugiam, tentando proteger a rainha da neve.

Olhando em volta, o homem conseguiu ver uma sombra se aproximando, que ao estreitar os olhos percebeu ser Hans. No mesmo momento, puxou o braço de Elsa para que fossem mais rápido.

— Vamos, mais rápido! — com uma olhada para trás, ela já pôde perceber o motivo da urgência e segurou o vestido para ter mais mobilidade de correr.

— Elsa! Você não pode fugir disso. — as palavras do homem fizeram com que ela parasse. A confusão tomando conta da sua mente, ela não sabia o que fazer. Jack Frost continuava a puxando, tentando ajudar na sua fuga.

Elsie puxou a mão e se virou, pensando em dar um último recado para o noivo de Anna.

— Só... Tome conta da minha irmã. — era o máximo que ela poderia querer e pedir, provavelmente nem poderia voltar a vê-la.

— Sua irmã? Ela voltou da montanha fraca e fria. Disse que você congelou o coração dela.

— O quê? Não... — não poderia ser verdade, ela nunca machucaria sua irmã mais nova dessa forma. Era tão descontrolada a esse ponto?

— Eu tentei salvá-la, mas era muito tarde. Sua pele era gelo, o cabelo se tornou branco... — Elsa se deu conta de que sim, era descontrolada a esse ponto. Já tinha feito isso uma vez e estupidamente repetiu o ato, porque não tivera a capacidade de se controlar. Por um momento, suas pernas falharam e Jack Frost, mesmo sem entender muito da situação, segurou em seus braços para que ela não caísse. — Sua irmã está morta... Por sua culpa.

Elsie não conseguia suportar isso. Já não sabia mais o que fazer. Ela se virou, tentando procurar alguma forma de seguir em frente, mas caiu, devastada. Seus olhos se encheram de lágrimas que não demorariam para cair. Toda a tempestade cessou, a ventania agora era inexistente, cada floco de neve parado no lugar onde estava.

Jack já não sabia mais o que deveria fazer, se continuava a ajudando a fugir ou deixava que tivesse o luto dela pela irmã. Até que ele ouviu o som da espada sendo desembainhada. Os olhos do homem de cabelos brancos se arregalaram e ele tentou impedir o príncipe, apenas o atravessando. Era de se esperar, afinal Jack Frost era só um espírito.

— Elsa, fuja! — mas a mulher não o ouvia. Inutilmente, ele continuava tentando impedir o homem, fazê-lo parar, mas não adiantava. A única coisa que fazia era atravessá-lo.

Talvez Jack não pudesse impedir a morte da rainha da neve, mas a princesa de Arendelle poderia. Fraca e trôpega, a garota ficou entre a espada e a rainha, usando suas últimas forças para isso antes de congelar por completo. Quando a espada tocou nela, estraçalhou-se em vários pedaços e os homens foram jogados para longe por uma força anormal.

Isso sim fez com que Elsa se virasse e visse o que ocorrera de verdade com sua irmã.

— Anna! — Não importava o que tinha realmente acontecido, tinha acabado de perdê-la novamente. Tudo o que pôde fazer foi olhar em seu rosto e ver o que tinha feito, tocar em sua face congelada por uma última vez.

Oh, Anna... No... No, please no. — uma única lágrima desce pelo seu rosto antes das outras e Elsie abraça a irmã como há muito não fazia e como nunca mais faria. 0 pior era que Hans estava certo, sua irmã estava morta e era culpa dela.

Notas finais
Bem, o que acharam? Eu tentei dar algumas dicas do que ainda vai acontecer nesse capítulo e estamos na reta final do filme, ou seja, no próximo capítulo, a história começa de verdade. Vocês já tem suas teorias do que vai acontecer ou não? O que o Jack está fazendo em Arendelle, vocês sabem? Vejo vocês nos comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.