Os Golpistas

4 Uma noite de sérias Consequências


Notas iniciais
Ta aqui meu povo lindo, mais um cap.
PERGUNTINHA.
VCS ESTÃO ACHANDO OS CAPS MUITO GRANDES? TIPO ASSIM TA RUIM DE LER? POIS É SÓ FALAR VIU GENTE.
Bom caprichei nesse Cap, espero mesmo que vocês gostem.
Estava sem fazer nada hoje de noite, só ia postar amanhã de manhã. Mas acho que o dia vai ser cheio amanhã. Então estou postando hoje.
Agradecer a todas as pessoinhas lindas que deixaram reviews para mim, fiquei muito Happy.
Ficou faltando eu responder alguns, logo logo eu respondo.
Espero ganhar muitos nesse também.
Bom, gente é isso, qualquer dúvida é só mandar uma MP, respondo com Maior prazer.
Boa leitura.

Depois do maravilhoso banho, peguei meu celular de dentro da mala, e disquei os números da casa da minha avó, não tive que esperar muito, na terceira chamada escutei sua voz do outro lado da linha.

—Alô?—Ela perguntou.

—Vovó Grace? É a Melanie, liguei para dizer que cheguei em casa, a viagem foi bem tranquila.

—Que ótimo minha querida, obrigada por ter me ligado, agora posso ficar despreocupada—Shane bateu na porta, adentrando com uma bandeja nas mãos.

—Que bom vovó, bom, preciso desligar, eu volto a ligar depois, tudo bem?

—Claro Mel, descanse, deve está cansada da viagem. A gente se fala depois. Beijos minha neta.

—Beijos vovó—E dizendo isso, desliguei o aparelho celular, larguei o mesmo em cima da cama. Shane colocava a bandeja em cima da cômoda.

—Hum!!! O que trouxe para mim Shane?—Segurei em seu ombro tentando ver o que estava na bandeja, porém a mesma esteja fechada. Ele levantou a tampa relevando o que tinha no interior da bandeja.

— Camarão flambado com conhaque, servido de um molho Rosado—Shane respondeu todo metido.

—Fala sério?—Disparei em uma risada engraçada, o mesmo me olhou chocado.

—Algum problema senhorita Melanie?

—Shane?—Tombei a face de lado parando de rir—Eu queria uma comidinha caseira, não precisava disso ai não—Olhei para o prato na bandeja.

—Mas senhorita, esse é um dos pratos do cardápio que seu pai escolheu.

—Meu pai e eu temos gostos bem diferentes, um deles, é a escolha dos pratos, mas me admira você senhor Shane, sabe que eu detesto esses tipos de comidas—Agora eu o olhava.

—Me desculpe senhorita Melanie, não foi a minha intenção desagradá-la, posso mandar preparar outra coisa então.

—Vamos fazer o seguinte?—Puxei Shane pelo braço—Vamos descer, e eu preparo uma comidinha para nós dois, o que me diz?—Ele mal teve tempo de responder, já o puxava para o corredor.

—Senhorita Melanie, temos empregados para isso, não se faz necessário que a senhorita cozinhe.

—Sch—Já descíamos as escadas—Não relute Shane, você é meu convidado hoje, além do mais, estou com vontade de comer comida de verdade. O mordomo acabou desistindo de lutar contra mim, fomos para a cozinha, dessa vez ele só ficaria olhando.

[...]


—Então? O que me diz?—Eu estava preste a levar um pedaço de bife à boca.


—Senhorita Melanie, sabe o quanto de gordura esse pedaço de carne tem? Isso é uma bomba—Shane mexia com o garfo pelo seu prato, acho que ele não era muito afim de carne.

—Que nada, isso aqui é muito gostoso—Terminava de mastigar, e já preparava outra garfada.

—E ainda mais com purê de batatas?Parecia indignado.

—Aprendi com a vovó, ela me ensinou muitos pratos gostosos.

—Você que dizer calóricos—Ele corrigiu minha frase do modo de vista dele.

—Para de ser tão certinho Shane, só o vejo tentando manter as coisas sob controle aqui, relaxa um pouco, aproveita que meu pai não está bem casa.

—Ele pode chegar a qualquer momento senhorita, o que ele vai pensar se me ver sentado a mesa?

—Que está me fazendo companhia.

—Acho melhor eu voltar ao trabalho, ainda tenho muitas tarefas para cumprir.

—Não vai não Shane, vou ter que comer sozinha mesmo?—Fiz um beicinho, e acho que o persuadi, pois o mesmo abriu um sorrisinho derretido.

—Faço companhia, mas não me force a comer isso, por favor.

—Tudo bem, sobra mais para mim—Levei meu garfo até seu prato, e puxei o pedaço de bife que se encontrava lá, ele apenas balançou a cabeça de um lado para o outro, o que me fez rir.

Ficamos um bom tempo conversando, Shane acabou indo buscar um copo de suco de laranja para mim, mesmo com os meus protestos. Ele sempre estava servindo aos outros gentilmente, acho que ele se sentia bem assim.

—Não precisava Shane—Peguei o copo de suco que ele me servira—Vamos, sente ai, vamos continuar conversando.

—Infelizmente não vai da senhorita Melanie, preciso terminar alguns serviços inacabados, peço licença para me retirar.

—Precisa ir mesmo?—Ele concordou com a cabeça—Fazer o que, vai lá então, obrigada pela companhia— Shane abriu um sorrisinho curto, e saiu da sala de jantar, me deixando sozinha.

[...]


Depois de me alimentar, fui para o jardim, à noite já havia chegado, e eu gostava de ficar olhando a variedade de flores que havia ali. O nosso jardineiro sempre as mantinha impecáveis, havia de tudo um pouco, rosas, orquídeas, margaridas, girassóis e lírios. Confesso que minhas preferidas eram as tulipas, suas cores sempre chamativas, lindos formatos, eu me encantava com essa flor.


Minha mãe também gostava das tulipas, me lembro que ela sempre mandava decorar os ambientes da casa com tulipas, quando ela era viva, essa mansão tinha vida, era alegre. Agora parecia apenas um lugar morto, sem graça alguma, por isso o jardim me fazia lembrar muito dela.

—Shane me avisou que estava aqui no Jardim—Uma voz grossa ecoou em minhas costas, eu sabia bem de quem se tratava. Virei-me olhando-o, ele estava a poucos metros de mim, meu pai.

—Cheguei à tarde.

—Porque não me avisou?

—Não queria tirá-lo de alguma reunião importante papai—O respondi com uma pontada de ironia.

—Veio com quem?

—Peguei uma...—Pensei em falar da carona, mas meu pai iria querer mil e umas explicações, então acabei tendo que mentir—Um táxi, eu peguei um táxi.

—Que bom que chegou bem, venha me dá um abraço Mel—Caminhei até ele, acabando com a distância entre nós dois. Nos abraçamos, não era um abraço confortável, nem desconfortável, eu simplesmente não sabia descrevê-lo. Cruzei meus dois braços em suas costas, ele beijou o topo da minha cabeça, senti que ele soltou um breve suspiro.

—Tudo bem com o senhor?—Perguntei ainda o abraçando.

—Sim querida, seu pai está bem—E como eu já imaginava, ele interrompeu o abraço, se afastou um pouco de mim, fiquei encarando meus pés por alguns segundos, até escutá-lo novamente—Parece cansada filha, Shane preparou algo para você comer?

—Sim ele preparou—Na verdade eu mesma preparei, pensei comigo mesma—Acho que vou para meu quarto—Tomei o caminho de volta, mas antes que eu entrasse na mansão, me pai me chamou.

—Como foram suas férias filha?—O olhei sem acreditar que ele realmente estava perguntando aquilo.

—Tem certeza que quer saber?—Perguntei para confirmar, meu pai não era muito de conversar, muito menos sobre o que eu havia feito nas férias.

—Sim, acho que passo muito pouco tempo com você Mel—Ele seguiu o mesmo caminho que eu, logo estava ao meu lado—Vamos entrar, assim conversamos melhor.

—Ta, pode ser—Ainda sentia uma pontada de dúvida sobre aquela súbita mudança dele, mas não hesitei, entrei com ele.

POV JARED HOWE

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Caramba! Que dia havia sido esse, juro que não consegui relaxar nenhuma hora, estava inquieto, nervoso, ainda mais com a demora de Brooke. Ela havia ido arranjar os dois uniformes de seguranças, um para mim e outro para Connor.

O dia havia se passado a passos lentos, nunca vi as horas se arrastarem tão devagar, acho que queriam me torturar. Eu e Liam repassamos mais uma vez os horários de Ethan. De manhã ele seguia para o banco, antes passava em um café no centro da cidade, demorava pouco menos de dez minutos, logo seguia para o banco.

Ficava ali até umas três horas da tarde. Seguia então para seu escritório que não era muito longe do banco, 2km de distância. Então partia do escritório pouco depois das 6 da tarde. Ainda tinha tempo de passar em um bar, a onde tomava seu típico whisck, ele fez essa rotina exatamente todos os dias em que foi vigiado.

Voltava para casa às 7 horas da noite, eu torcia para que hoje, ele tivesse feito tudo igual, pois Liam e nem Brooke o seguiram. Mais de certo ele fizera, Ethan pareceu um homem de horários fixos, não tinha porque duvidar que ele pudesse ter mudado sua rotina, justo naquela sexta feira, seria vacilo demais. Procurei pensar positivo, não queria ficar mais ansioso do que já estava.

Connor e eu já tínhamos a planta da mansão decorada na cabeça, ele se ocupou de ir arrumar algumas armas para que levássemos. Nunca se sabe o que pode acontecer, é bom está preparado para tudo, e como ele era especialista nessa parte, o deixei livre para fazer as escolhas do armamento.

Quem levou um chá de sumiço foi Ian, ele não apareceu durante o dia todo, até fiquei preocupado, mas logo imaginei que ele não quisesse ficar por perto, já que sabia que hoje era o dia do sequestro. O mesmo só foi aparecer ao entardecer, pouco depois das cinco horas da tarde. Eu estava em frente à entrada no galpão, aguardava a chegada de Brooke, quando ele apareceu.

Iria entrar sem ao menos olhar-me, se não fosse pelo puxão no braço que eu lhe dei. Ian me fuzilou com os olhos, tentou se soltar brutalmente, mas apertei seu antebraço fortemente, não dando chances para que ele escapasse.

—Há onde passou o dia todo?

—Caminhando por ai, não iria ficar aqui assistindo vocês prepararem um plano para sequestrar uma pessoa.

—Tudo bem que você queira nos dar as costas, mas daí querer sumir durante o dia todo, é um pouco demais irmãozinho.

—Você ficou preocupado comigo Jared? Pensei que estivesse preocupado com seu grande golpe de hoje à noite.

—Não mude de assunto Ian—O Repreendi.

—Eu já estou de volta, não estou? Agora pode ficar sossegado. Seria pedir muito para soltar o meu braço agora?

—Não vai fazer nenhuma besteira, escutou bem? Se não quer ajudar o grupo tudo bem, mas não atrapalhe—Ele conseguiu se soltar bruscamente.

—Não vou atrapalhar nada, uma vez que eu não quero participar desse CRIME—Deu ênfase na palavra—Mais quem sou eu para falar algo não é Jared? É melhor eu entrar, não tenho mais nada para falar com você.

Não falei e não fiz mais nada, deixei que o mesmo entrasse, eu não podia me irritar, não mesmo, daqui algumas horas eu teria um plano muito importante para executar, precisava manter meu alto controle. Necessitava ficar calmo, porém a demora de Brooke só me deixava mais alarmado.

[...]


—Cheguei meninos!—Quase saltei da cadeira, Brooke vinha caminhando tranquilamente pelo refeitório—Desculpem a demora, mas não estava conseguindo encontrar em nenhum lugar essas roupas—Ergueu duas sacolas no ar—Por sorte, fui até uma butique bem simpática por sinal, eram as duas últimas peças, acreditam?


—Graças a Deus—Levantei-me indo de encontro a ela—Pensei que tivesse acontecido alguma coisa.

—Controle-se Jared, você sempre pessimista não é?

—Desculpe, não controlo esse meu lado pessimista—Puxei uma das sacolas das suas mãos, conferindo o que havia dentro dela—Ótimo! Liam?—O mesmo estava sentado no refeitório também—Leve essa outra sacola para o quarto do Connor, peça para ele se arrumar, partiremos daqui uma hora.

—Deixa comigo Jared—O garoto pegou a outra sacola, desaparecendo do refeitório.

—Hey!—Brooke segurou meu rosto com suas duas mãos—Calma certo? Você sempre planejou os melhores planos, tudo sempre ocorreu bem, não vai ser diferente agora.

—Estou tão nervoso assim?

—Uhum! Acalme-se—Senti um beijo em minha testa, por um momento consegui sentir uma tranquilidade tomar conta do meu corpo, Brooke afastou seus lábios, e me deu um lindo sorriso—Acho melhor você ir colocar logo essa roupa, ou vai querer se atrasar?—Acenei concordando. Fui para meu quarto, a deixando ali no refeitório, já eram quase dez horas da noite, precisava mesmo me arrumar.

[...]


Sabe quando você sente seu coração bater mais forte? Quando sente as palpitações acelerarem... tum...tum...tum...tum...Era exatamente isso que estava sentindo, como se eu tivesse tomado uma alta dose de adrenalina, e a cada minuto que passava eu sentia os batimentos pularem do meu peito ...tum...tum...tum...tum...


Faltava tão pouco agora, estávamos a metros da mansão de Ethan Stryder, a afobação só ia aumentando. Liam parou a van um pouco distante do portão do condomínio, precisamente do outro lado da calçada. Levantei a manga do paletó preto que eu usava, meu pulso ficou amostra, fui verificar o horário no relógio.

Onze e meia da noite. Avisei que em poucos instantes iniciaríamos o nosso plano. O medo rondava todos nós, isso era mais que normal, afinal não era todo dia que saíamos fazendo um milionário refém.

Connor assim como eu, usava o uniforme de segurança, não era algo muito diferente que o padrão, um paletó preto, com uma camisa branca por baixo e uma gravata escura também, uma calça social preta, combinando com os sapatos escuros, até que Brooke havia escolhido bem diretinho.

—E ai, preparados?—Passei os olhos por todos ali dentro.

—Acho que sim, não podemos recuar agora—Brooke me respondeu.

—Vamos logo com isso, pode ficar muito tarde, os seguranças podem não acreditar que tenho que fazer uma entrega tão tarde assim—Liam tinha razão, ninguém sai por ai entregando encomendas tarde da noite. Isso poderia levantar suspeitas.

—Certo, eu e Connor partimos daqui, eu coloco o chip no portão, assim o Liam conseguirá abri-lo, certo?

—Sim, mas coloque-o direito, esse chip é bem sensível, quando o colocar, eu terei total controle aqui do meu notebook—Liam respondeu.

Esse chip de que Liam falava, era um dispositivo que colocado em qualquer coisa automática, poderia arrancar informações do mesmo. Senhas, códigos criptografados, enfim qualquer acesso indisponível para estranhos. Mas para o nosso Hacker não existiam barreiras, nem mesmo portas fechadas, o garoto era muito bom.

—Certo—Peguei o Chip que Liam me dera, realmente era um dispositivo bem pequeno, eu esperava mesmo que funcionasse, estávamos contando com aquilo para entrar—Vamos Connor—Saltamos da Van, e cuidadosamente eu atravessei a calçada. Connor havia me dado uma arma, a mesma estava bem presa em minha cintura. Reparei se nenhum segurança estava por perto, fixei o chip no portão, e sem muita demora me afastei.

Fui para trás de um container de lixo, Connor já estava escondido lá.

—Liam?—O chamei através de um fone de ouvidos com comunicador, assim poderia informar o garoto, Connor usava um exatamente igual, também poderíamos nos comunicar entre nós, se preciso fosse.

—Sim—Liam respondeu.

—Feito! Coloquei o chip, agora é com você.

—Tudo bem, só um minuto—E não é que só foi um minuto mesmo, logo Liam voltou a falar comigo, dizendo que a entrada já estava liberada, como eu amava aquele garoto, ele era genial. Daria um abraço nele quando tudo acabasse. Agora era hora de agir.

[...]


A primeira parte do plano já estava quase concluída, eu e Connor já estávamos dentro do condomínio, conseguimos entrar sem que nenhum outro segurança nos notasse. O lugar era de fato bem maior do que eu imaginei, muitas mansões luxuosas cercavam o condomínio.


Tivemos nosso primeiro contato com outros seguranças *os verdadeiros*. Tentamos ao máximo passar naturalidade, nossas roupas eram idênticas as deles, passamos por dois seguranças, os mesmos acenaram com a cabeça, gesto retribuído por mim e Connor.

—Acha que eles notaram alguma coisa—Murmurei baixinho para Connor.

—Não, se tivessem notado, já saberíamos.

—Você está certo—Ainda era preciso que Liam entrasse com a Van, e foi exatamente isso que fomos tratar.

—Você ai!—Chamei um dos dois seguranças, o mesmo se aproximou seriamente, na cintura carregava uma arma.

—O que foi?—Ele perguntou sério.

—Tem um cara ai fora dizendo que tem uma encomenda para a mansão Stryder.

—Só liberamos a entrada com a autorização.

—Eu acabei de comunicar ao mordomo da mansão—Eu me referia ao tal Shane, descobrimos que ele era o mordomo da mansão, quando vigiávamos o Ethan pela câmera—Ele autorizou a entrada.

—Tem certeza que o Shane aceitou?—Pelo jeito o segurança conhecia o mordomo também.

—Sim, pois se trata de uma encomenda do banco Stryder.

—Hum—levantou o cenho, o cara era bem alto, devia ter quase dois metros de altura, negro e bem forte, usava um cavanhaque e seus olhos eram pretos—Então abra o portão.

—Eu?—Perguntei um tanto nervoso.

—Claro, pegue o seu controle, e abra o portão—Droga, meu controle? Eu não tinha um controle, o que faria agora.

—Somos novatos—Connor se intrometeu para meu alívio—Entramos semana passada, e ainda não foram dados nossos controles acredita?

—Isso acontece às vezes, trocamos muito de seguranças, não tem problema, deixa que eu mesmo abra o portão.

—Obrigada—Connor agradeceu.

Poucos minutos depois a entrada foi liberada, enxergamos a nossa van entrar pelo condomínio, a mesma seguiu até a mansão de Ethan, parando em sua frente.

—Temos que ir agora—Chamei Connor, o mesmo concordou me seguindo.

Quando chegamos em frente a mansão do milionário, procuramos especular todos os lados, alguns seguranças andavam de um lugar para o outro, quando estavam longe o bastante, me aproximei da van.

—Primeira parte concluída—Disse para Brooke, a mesma estava na janela do passageiro.

—Agora é a minha vez, certo?

—Sim, sua vez agora—Ela saltou da van, e correu para os fundos da mansão.

Passei para o outro lado da van, a onde se encontrava Liam, ele estava no banco do motorista, no colo segurava seu notebook. Disfarçadamente puxei assunto com ele.

—Eles não desconfiaram de nada?

—Até agora nada, fiz como combinamos, disse que era uma entrega do banco. Mas claro que antes eu tratei de trancar novamente o portão, para que ninguém desconfiasse.

—Ótimo Liam, bom trabalho, seria muito suspeito mesmo que eles encontrassem o portão aberto, isso poderia nos levantar suspeitas.

—Será que a Brooke vai conseguir?—O garoto parecia duvidoso.

—Ela nunca falhou—Sussurei—Vamos confiar nela, tenho certeza que Brooke vai se sair bem.

Brooke havia sido encarregada de abrir a porta dos fundos da mansão, o bom é que não havia cercas, a entrada era liberada, isso facilitava muito. Ela era muito esperta quando se tratava de abrir alguma coisa, não era a toa que mandava super bem em nossos roubos, os cofres sempre ficavam por conta dela.

Afastei-me da van, quando percebi a aproximação de um segurança, ele acabou passando direto, nem ao menos me olhou, pude respirar aliviado. Connor estava do meu lado, mantinha uma postura séria, para ele era fácil, pois já havia sido soldado antes, entendia dessas coisas.

Brooke ressurgiu dos fundos da mansão, apressadamente voltou para a van, antes que alguém a visse. Logo escutei uma voz nos fones de ouvido.

—Deu trabalho, mas eu consegui, a porta está liberada—Dei um sorrisinho quando a escutei dizer isso.

—Excelente trabalho Brooke—A parabenizei—Liam?—O chamei— Assim que capturarmos o Ethan, eu darei um jeito de liberar a entrada para a garagem, para que você possa entrar com a van, certo?

—Combinado, estarei aguardando, procure não demorar Jared, podem suspeitar da minha demora aqui em frente. Seja rápido—O garoto aconselhou.

—Certo, nos deseje sorte—Falando isso desliguei o comunicador dos fones, fiz um gesto com a cabeça, e Connor entendeu o sinal, havia chegado o grande momento. De maneira calma, fomos nos direcionando para os fundos da mansão. Havia uma porta aberta nos esperando, e um milionário para ser feito refém.

[...]


Eu mal podia acreditar, estava dentro da mansão de Ethan Stryder. Sulcos de suor se acumulavam em minha testa, minha respiração estava desregulada, contudo procurei controlá-la. Era quase impossível não ficar nervoso, diante de uma situação como aquela.


—Estamos na cozinha—Connor sussurrou para mim, afinal nós havíamos decorado cada lugarzinho dali—O quarto dele fica lá em cima, mas não sabemos exatamente se ele está lá, por isso temos que tomar cuidado. Pode haver alarmes pela casa. Sou bom nessas coisas, durante muitas guerras eu tive que ser astuto, se não acabava morrendo em armadilhas feitas pelos inimigos. Sinto quando estamos em perigo—Connor falava enquanto atravessávamos a cozinha, rumo à sala de star.

Tudo estava escuro, provavelmente os empregados já estavam recolhidos. Quando alcançamos a sala, vimos um abajur ligado, isso ajudou há iluminar um pouco o caminho. Uma grande escadaria se estendia para os dois andares de cima. Eu segurava firme minha arma, mantinha-a bem presas pelos dedos. Connor também estava com a dele erguida, o cano era bem maior que a minha.

—Acho melhor nos separarmos Connor—Sugeri—Não podemos demorar, o lugar é bem grande, melhor dividirmos.

—Tem certeza Jared? Pode não ser uma boa idéia, havíamos combinado de ficarmos juntos—Ele relembrou.

—Vamos ganhar tempo nos separando, é o melhor.

—Certo, vou verificar os cômodos lá de cima.

—Tudo bem, vou da uma geral aqui em baixo, qualquer coisa me avisa pelo comunicador—Ainda bem que tínhamos aqueles comunicadores, veio a calhar bem naquele momento.

Cuidadosamente Connor foi subindo pela imensa escadaria, depois de um tempo, ele desapareceu, seguindo o corredor direito, procurei continuar com o meu foco, precisava continuar procurando. Quando atravessei a sala, entrei em um longo corredor, este tinha pequenas lâmpadas espalhadas pelas paredes, à luz era bem fraquinha.

Havia algumas portas de ambas os lados do corredor, eu sempre as revistava, porém não encontrava nada. Mais teve uma em questão que chamou a minha atenção, ela era a última do corredor, observei que uma luz do seu interior, saia pela fenda da porta.

Calculei passos precisos até ela, procurei não fazer nenhum tipo de rangido, pisava com o calcanhar firme no chão. Quando acabei com a distância entre mim e a porta, notei que a mesma se encontrava apenas encostada, era a biblioteca, eu havia visto ela na planta da mansão.

Minha boca estava completamente seca, a essa altura eu limitava a minha respiração, precisava de toda calma possível, comecei a abrir a porta com a ajuda do cano da arma. À medida que eu a empurrava ia conseguindo ver seu interior.

Adentrei no cômodo, ele estava iluminado apenas por alguns abajures, havia algumas estantes recheado de livros. Uma grande poltrona de couro marrom estava virada de costas para a porta, ela era bem grande, então eu não conseguia ver se tinha alguém sentado do outro lado.

Apontei a arma na direção da poltrona, e fui aproximando-me dela. Faltava só um pouco para que eu conseguisse chegar ao outro lado. Quando enfim cheguei, me deparei com a figura de uma garota deitada, o rosto estava tombado para o ombro direito, havia um livro entreaberto em seu colo.

Sua respiração era calma, ela dormia tão bem, tinha um rosto bonito, bem jovem por sinal, uma pele branca, os cabelos partidos ao meio, eram acastanhados e lisos. Por um momento fiquei apenas parado a olhando, seu semblante era tão sereno.

Mais o que eu estava fazendo? –Foco Jared– Repetia para mim mesmo, era apenas uma garota, que nem devia está ali, quem seria ser ela? Isso eu acho que não poderia descobrir, só se eu a acordasse, coisa que não estava nos meus planos.

Eu sinceramente não sabia o que fazer, fiquei imóvel no chão, como se meus pés tivessem sido colados. Mantinha a arma apontada para a garota, talvez fosse melhor que eu saísse dali, aquilo já estava ficando perigoso demais. Nos meus planos apenas Ethan deveria está em casa, com exceção dos empregados claro, mas aquela menina não tinha cara de ser alguma empregada, notei pelas roupas que usava, parecia ser coisa boa.

Fui recuando lentamente, voltaria para a sala, e tentaria encontrar Connor, talvez ele tivesse tido mais sorte que eu. O único problema, é que eu não olhei para trás, acabei tropeçando em uma pilha de livros que estavam no chão, juro que nem havia reparado quando entrei.

O barulho foi o suficiente para acordar a garota, a mesma ficou apavorada quando me viu apontando a arma em sua direção. Encolheu-se na poltrona, até deixou o livro cair no chão. Notei que seus olhos estavam enchendo-se de lágrimas, ela estava com medo.

—Sch—Não faça nenhum barulho garota, ou vai se arrepeder—Eu estava nervoso, não era para aquilo acontecer, maldita livros.

—O que está fazendo aqui?—Ela reprimia as lágrimas, enquanto perguntava.

—Sugiro que fique quietinha ai, para sua segurança—Ignorei sua pergunta.

—Por favor, não faça nada comigo.

—Não farei, mas fique quieta, eu já disse, fique quieta—A garota acenou um sim com a cabeça, e abraçou o corpo com os próprios braços.

—Connor?—O chamei pelo comunicador.

—O que houve?—Ele perguntou.

—Problemas, eu encontrei uma menina aqui em baixo.

—Menina? Como assim uma menina?—Sua voz estava preocupada, era raro vê-lo preocupado.

—Na biblioteca, eu estava revistando quando a encontrei dormindo aqui, infelizmente ela acordou, mas estou com a situação sob controle, mas e você achou o Ethan?

—Ainda não, o desgraçado não está em parte nenhuma, já procurei em quase todos os lugares.

—Isso é ruim, continue procurando, seja rápido Connor, precisamos sair daqui logo—Desliguei o comunicador.

—Você disse Ethan?—A garota perguntou, parecia mais assustada ainda.

—Sim, o conhece?

—Ele é meu pai—Respondeu deixando as lágrimas caírem.

—O que?—Quase gritei—Você é a filha dele? Pensei que ele não tivesse família.

—O que você que com o meu pai?

—Acho bom você nem saber.

—Vai matá-lo? Por favor, não faça isso—Chorava compulsivamente.

—Silêncio, fique quieta.

—Desculpa, estou nervosa.

—Acho bom não tentar nada garota—A olhei friamente.

—Jared?—Era a voz de Connor.

—Diga—O respondi.

—Não o encontrei, acho que não está em casa.

—Como assim não está em casa? Ele deve está aqui.

—Aqui em cima não está.

—Perfeito!—Ironizei já irritado—Tudo bem Connor, desça então—Desliguei o comunicador—Garota onde seu pai está?

—Eu não sei.

—Está mentindo pra mim?

—Juro que não sei, eu o vi pela última vez na sala de star, estávamos conversando, depois eu vim para a biblioteca e adormeci lendo.

—É bom que esteja falando a verdade, ou vai se arrepender.

—Eu juro, eu não sei. Por favor, não faça nada com ele.

—Calada garota, estou me irritando com você—Ela se assustou com o tom na minha voz, voltou a se encolher na poltrona.

—Tudo jogado na lama—Falei alto—Tive muito trabalho para chegar aqui, não posso acreditar que tudo está dando errado. Seu pai deveria está em casa—Virei às costas levando as duas mãos à cabeça. Por um momento me esqueci da garota, droga eu havia dado as costas para ela, a mesma não perdeu tempo, já estava correndo para fora da biblioteca.

Corri atrás dela apressadamente, atravessávamos o corredor, eu estava quase a alcançando, porém antes disso, ela chegou à sala, e apertou um painel que estava na parede. Automaticamente um sinal de alerta começou a ecoar pela mansão, o barulho era alto, parecia uma sirene de ambulância.

—Não devia ter feito isso—Consegui alcançá-la, abracei a mesma contra meus braços, ela se debatia contra o meu peito, tentava uma fuga desesperada, mas eu era mais forte que ela. Apertei com força seu corpo contra o meu, ela não teria chances para escapar novamente.

—Me solta—Gritava repetidamente—A policia logo vai está aqui.

—Claro, você fez a besteira de ativar o alerta de segurança, eu pedi para você ficar quieta—Coloquei a arma apontada em sua cintura, ela se aquietou por um tempo.

—Você queria matar meu pai, não iria deixar—Ela voltou com o chororô.

—Jared o que está acontecendo?—Connor deu um salto dos últimos degraus da escadaria.

—Essa louca ativou a segurança da mansão, acho que estamos ferrados.

—Temos que fugir daqui depressa—Ele tinha razão, em questão de minutos os seguranças estariam ali, talvez até a polícia também. Mas eu não poderia sair com as mãos abanando, tudo ali havia sido planejado minuciosamente, eu não podia simplesmente fugir de mãos vazia—Jared, vamos logo temos que correr—Connor voltou a me alertar.

—Vamos levar a garota—Eu disse, Connor me olhou como se não acreditasse.

—deixe essa menina ai.

—Connor, ela é filha do Ethan, não vamos sair de mãos vazias.

—Seu olhar mudou na mesma hora, ele pareceu gostar da idéia.

—Então vamos logo.

[...]


—Entra logo garota—Tive que colocá-la a força dentro da van, a garota relutava com todas as forças.


—O que é isso Jared?—Brooke estava do lado de Liam no banco da frente, ela olhava sem compreender nada.

—Não encontramos o Ethan, e essa infeliz ativou a segurança da mansão, não tive opções, acabei trazendo ela.

—Mais quem é essa menina?—Liam olhou para trás curioso.

—Advinha?—Entrei no van seguido por Connor—É a filha do Ethan.

—Como?—Brooke e Liam perguntaram juntos.

—Pois é, o velho tem uma filha, e ela está bem aqui—Olhamos todos para a garota, ela estava visivelmente sobressaltada—Agora vamos embora Liam—O alertei, observamos que vários seguranças já corriam em direção a van—Depressa Liam, saia daqui—Alguns empregados da mansão estavam saindo para fora, consegui ver até o tal do Shane, ele parecia muito preocupado.

—É pra já—Dizendo isso o garoto ligou o carro, acelerou o máximo possível, deu a volta na calçada e tocou em direção a saída. Tiros eram disparados na van, estávamos todos alarmados, Liam dirigia a todo vapor. Alguns seguranças tinham que sair às presas da frente da van, ou o garoto acabaria passando por cima. Quando estávamos quase alcançando a saída, Liam pediu para que Brooke segurasse o volante, a mesma acatou o pedido, enquanto ele acessava seu notebook.

Poucos segundos depois, atravessamos o portão. Liam voltou a pegar o volante, e saiu com toda a velocidade pela rua. Por um momento pensávamos que o pior já havia passado. Doce ilusão a nossa, vimos pelos retrovisores que dois carros pretos estavam em nossa cola. Pelo jeito aquela seria uma fuga bem difícil.

Notas finais
Tenso nhe gente??
Onde estaria o Ethan Stryder???
Tadinha da nossa Mel.
Bom...cheguei a onde queria, a partir de agora será muito bom trabalhar com a Fic.
NÃO ESQUEÇAM DE RESPONDE:
ESTÃO ACHANDO OS CAPS MUITO GRANDES, RUINS DE LER?
É que tem gente que gosta de Caps pequenos..Outras de grandões.
É só para eu saber ta bom??
Beijos e até o Próximo Cap.