Os Golpistas
5 Bem vinda ao novo lar
Notas iniciais
Bom aqui está mais um cap, espero de coração que vocês gostem.
Agradecendo a todos os reviews recebidos no Cap anterior, valeu mesmo.
JP Amei as sugestões de músicas, acabei não usando aquela de fuga, mas com certeza a outro eu usarei.
Vocês podem mandar sugestões de songs...que dai eu encaixo em alguma cena ;)
Bom espero ganhar muitos reviews viu, ou então não posto...
CHANTAGEM@HOTMAIL.COM
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
Chega de falar nhe??
Curtam o Cap.
Fugíamos pelas ruas movimentadas de Nova York. Levantei meu pulso, já se passava da meia noite e meia. A afobação dentro da van era quase inevitável, cada um ali dentro estava apreensivo demais, ainda estávamos sendo seguidos pelos seguranças do condomínio.
—Acelera Liam—Connor ordenava, ele estava o tempo todo olhando para fora da janela da van.
—Estou no limite Connor, estou fazendo o que posso—Liam respondeu enquanto fazia uma ultrapassagem perigosa.
Eu estava do lado da garota, a mesma mantinha-se quieta, também eu estava apontando uma arma para cintura dela, acho que qualquer pessoa faria o mesmo, ficaria bem inerte.
Estava começando a suar, toda aquela agitação não estava prevista para acontecer, nem se que deveríamos está fugindo daquele jeito, a fuga poderia chamar atenção de alguma viatura policial.
—E ai, eles ainda estão atrás da gente?—Liam estava tão nervoso, que mal olhava para os retrovisores.
—Infelizmente estão, precisamos despistá-los, ou passaremos a noite toda assim—Agora era que Brooke que estava falando.
—Entra na contramão—Ordenei—Agora!
—Pirou Jared? Vamos morrer—Liam parecia descrente.
—Só desvie dos carros, assim teremos mais chances de escapar, já fizemos isso antes lembra? Naquele assalto a relojoaria.
—Mas eu não estava dirigindo, era o Ian—Ele respondeu, e realmente, havia sido meu irmão mesmo.
—Não seja por isso—Brooke se levantou do banco—Sai dai Liam—O garoto concordou sem hesitar, trocaram de bancos, agora ela controlava o carro.
—Tome cuidado Brooke—Avisei.
—Deixa comigo.
A loira invadiu a outra pista da rua, entramos em uma avenida bem movimentada, muitos carros ainda circulavam. Ela manobrava a van rapidamente. Desviava das inúmeras buzinadas, os seguranças também traçaram o mesmo caminho que o nosso, se arriscavam na contramão.
Em um movimento rápido e preciso, Brooke nos livrou de bater em cheio em um caminhão. Escutamos uma forte batida, bom, para nossa alegria havia sido um dos carros dos seguranças, o mesmo tinha se chocado contra o caminhão, parecia que não havia sido nada grave, mas pelo menos parou o veículo. Agora só precisávamos nos livrar de mais um.
—Excelente Brooke!—Connor parecia muito satisfeito.
—Não sou uma boa pilota, mas dou para o gasto—A loira soltou uma risadinha contida—Agora só falta mais um.
Sentimos disparos sendo atirados contra a nossa van, Connor levou sua arma até a janela, colocando-a para fora, ele também acabou revidando com mais disparos. A garota estava com as mãos no rosto, chorava baixinho, eu não me sentia bem vendo aquilo, chorar não era um tipo de coisa que eu considerava boa, ainda mais quando chorávamos por medo ou dor.
—Beleza!—Connor voltou a colocar sua arma para dentro da van—Acho que acertei um dos pneus—O negro estava suando frio, gotículas de água escorriam pela sua testa. Brooke continuava com a difícil missão de controlar o nosso veículo pela contramão, não era algo muito fácil de fazer, meu irmão era bom nisso, mas infelizmente não podíamos contar com ele agora.
—O carro ainda continua nos seguindo—Liam avisou.
—Não por muito tempo—Passei a garota para os cuidados de Connor, ele me olhou sem entender muito bem—Segura a garota, vou fazer aquilo que fiz quando roubamos aquele banco no Texas.
—É perigoso Jared, estamos na contramão.
—Preciso tentar, deu certo daquela vez.
—Tome cuidado—Ele recomendou.
—Certo.
Eu abri a porta da van, olhei para fora, o maldito carro estava logo atrás de nós, percebi que um dos pneus estava furado, mas isso não atrapalhou a perseguição.
—O que ele vai fazer?—Brooke perguntava, e pelo tom de voz, parecia preocupada.
—Se lembra do roubo no Texas?—Connor perguntou à loira.
—É loucura, Jared nem pense nisso, você quase se esborrachou no chão daquela vez.
—Tenho que tentar Brooke—Foi à única coisa que eu disse, depois disso comecei a escalar a van pelas laterais. Quando consegui chegar ao seu topo, fiquei abaixado, procurava me equilibrar, Brooke fazia muitos movimentos bruscos com a van, era preciso cuidado, ou então eu acabaria caindo.
Fiquei abaixado, se eu ficasse de pé poderia ser muito arriscado. Apontei a arma em direção ao carro escuro que estava logo atrás da van, não duvidei e comecei a atirar em sua direção, o vento era bem forte dali de cima, quase me desequilibrei para o lado direito, por sorte segurei nas barras de ferro que envolviam o topo da van, por um momento meu coração quase saltou do peito.
Quando voltei a minha posição de antes, retomei com os tiros, esses que eram devolvidos pelos seguranças também, mas eu procurava me abaixar o máximo possível, não poderia ter o azar de ser baleado, ainda mais naquela situação que eu me encontrava.
Mirei bem na direção do banco do motorista, os vidros eram fumês, eu não estava enxergando nada, mas atirei mesmo assim. E acho que acertei o motorista, pois o carro ficou desgovernado, perdeu totalmente a direção e bateu em um poste. Isso acabou causando um furdúncio em outros carros, que acabaram se chocando um contra o outro.
Observei que um segurança saiu do lado do passageiro, levantou uma arma em direção a van, disparou algumas vezes, mas nenhum tiro acertou o veículo. Fomos nos distanciando, Brooke voltou para a pista normal, e saímos do meio da contramão. É, acho que eu havia acertado mesmo o motorista, menos mal. Agora estávamos livres da perseguição, desci do topo da van, voltei para dentro dela novamente, aliviado agora.
POV MELANIE STRYDER
Que loucura era aquela? Por que eu? Pra que aquilo tudo?Quem eram aquelas pessoas? Quem era aquele impetulante que me agarrou a força, que me forçou a entrar naquela maldita van? Essas perguntavam rodavam em minha cabeça, as lágrimas molhavam meu rosto, eu apenas queria acordar daquele pesadelo.
A noite estava sendo tão agradável, pela primeira vez depois da morte da mamãe, consegui ter uma conversa legal com meu pai, contei para ele tudo que havia feito com a minha avó, ele até deu algumas risadas, coisa bem rara de se ver. Tudo que me lembro é que depois disso, o deixei ali na sala, fui para a biblioteca, que depois do jardim, era o lugar que eu mais gostava.
Peguei um dos inúmeros livros dali, me sentei na confortável poltrona de couro que havia na sala, e comecei a folhear as primeiras páginas de um livro, cujo título se chamava‘ Sentimentos reprimidos’. O nome havia chamado minha atenção.
Quando percebi, um barulho me despertou, e ali estava eu, com uma arma apontada para mim, provavelmente eu havia adormecido enquanto lia. Um homem um pouco nervoso segurava o objeto em minha direção, pedia-me para que eu ficasse quieta, para que eu não fizesse nada.
—Sch—Não faça nenhum barulho garota, ou vai se arrepender—ele estava nervoso, isso estava nítido em sua fisionomia.
—O que está fazendo aqui?—Eu reprimia as lágrimas, enquanto perguntava, sentia um misto de medo percorrer meu corpo.
—Sugiro que fique quietinha ai, é para sua segurança—Ele apenas me respondeu isso, Ignorando minha pergunta.
—Por favor, não faça nada comigo.
—Não farei, mas fique quieta, eu já disse, fique quieta—Eu me limitei a acenar um sim com a cabeça, e abracei o meu corpo com os próprios braços. Ele começou a falar por um comunicador, parecia explicar a situação para outra pessoa, eu apenas o observava com medo.
Seus olhos eram de um verde profundo, chamava atenção, seus cabelos eram curtos, chegavam perto do castanho, havia algumas mechas mais claras, usava uma roupa parecida com os do segurança do condomínio, até pensei que ele fosse um.
Mas os seguranças dali não fariam aquilo que ele estava fazendo. Seu porte era alto e forte. O pior de tudo, é que mesmo com ele apontando uma arma para mim, não pude negar que ele era excepcionalmente lindo, sim, ele era muito bonito, mas estava bem zangado, ao mesmo tempo em que estava preocupado.
Quando ele citou o nome do meu pai, senti minha espinha gelar. O que ele queria com ele? Ai meus Deus! Será que queria matá-lo? Assim que ele desligou o comunicador não hesitei em perguntar:
—Você disse Ethan?
—Sim, o conhece?
—Ele é meu pai—Respondi deixando as lágrimas caírem.
—O que?—Ele gritou—Você é a filha dele? Pensei que ele não tivesse família.
—O que você que com o meu pai?
—Acho bom você nem saber.
—Vai matá-lo? Por favor, não faça isso—Eu chorava compulsivamente.
—Silêncio, fique quieta—Ordenou.
—Desculpa, estou nervosa.
—Acho bom não tentar nada garota—Me olhou friamente.
Não demorou muito, e ele já estava novamente falando pelo comunicador. Eu me limitei em apenas escutar sua conversa.
—Garota onde seu pai está?—Ele perguntou assim que desligou o tal comunicador.
—Eu não sei.
—Está mentindo pra mim?
—Juro que não sei, eu o vi pela última vez na sala de star, estávamos conversando, depois eu vim para a biblioteca e adormeci lendo.
—É bom que esteja falando a verdade, ou vai se arrepender.
—Eu juro, eu não sei. Por favor, não faça nada com ele.
—Calada garota, estou me irritando com você—Eu me assustei com o tom na voz dele, acabei me encolhendo na poltrona.
—Tudo jogado na lama—Ele falou alto—Tive muito trabalho para chegar aqui, não posso acreditar que tudo está dando errado. Seu pai deveria está em casa—Ele deu as costas para mim, levando as duas mãos à cabeça, eu estava livre da sua mira, não estava mais com aquela arma sobre mim, era uma chance boa de escapar, acabei não medindo as consequências, aproveitei que ele estava distraído, levantei-me da poltrona o mais rápido que pude, e sai correndo para fora da biblioteca.
Droga! Ele já estava atrás de mim, corria rapidamente atrás dos meus passos, me esforcei o máximo que pude, precisava chegar até a sala de star, ali havia um painel de controle, eu já sabia bem o que deveria fazer. Quando enfim o alcancei, apertei o mesmo com toda a força possível. Um barulhento alarme começou a ecoar por toda mansão, era alto, com certeza todos do condomínio escutariam, principalmente os seguranças.
—Não devia ter feito isso—Infelizmente ele me agarrou contra seus braços, eu me debatia contra o seu peito, tentava uma fuga desesperada, mas aquele homem era mais forte que eu, seus braços eram fortes. Apertou com força seu corpo contra o meu, daquele jeito eu não escaparia, não havia como.
—Me solta!—Eu Gritava repetidamente—A policia logo vai está aqui.
—Claro, você fez a besteira de ativar o alerta de segurança, eu pedi para você ficar quieta—Ele estava bem nervoso, procurei me acalmar quando senti o cano da arma em minha cintura—Você queria matar meu pai, não iria deixar—Voltei a derramar mais lágrimas.
Um cara negro e bem alto pulou das escadas, eu estava tão perturbada que acabei não prestando atenção em mais nada, queria tanto que meu pai aparecesse, porém estava feliz que ele não estivesse ali, não sabia o que aqueles homens pretendiam fazer com ele. Pensei em Shane, estranhei que ele não tivesse aparecido, o alarme já estava ligado a um bom tempo, talvez aqueles estranhos tivessem feito algo contra Shane.
Quando dei por mim, estava sendo forçada a entrar em uma espécie de van, relutava contra a idéia de entrar ali dentro, mas acabei cedendo, aquele idiota estava me apontando uma arma. Entrei no interior do veículo, me sentei em um canto, o mesmo cujo nome era Jared se aproximou de mim, ficou com a arma próxima a minha cintura.
Lá dentro observei que havia mais duas pessoas, uma loira que estava no banco da frente, também tinha um garoto bem jovem, ele estava no banco do motorista, os dois pareciam bem confusos com a minha presença ali, perguntaram quem eu era, e os dois estranhos que me pegaram responderam.
Fiquei fitando o chão da van, não queria ter que olhá-los, eram estranhos para mim, pessoas perigosas. Eles acabaram conseguindo fugir do condomínio, escutei uma chuva de disparos, mas isso não fez com que eles parassem. Eu estava completamente em choque, tudo havia acontecido rápido demais, atordoado demais. Ainda estava digerindo tudo aquilo. Aquilo era um sequestro.
[...]
O garoto mais jovem dirigia a van apressadamente, eu estava quase vomitando, nunca havia passado por aquilo antes, Estávamos quase voando, eles eram malucos, ainda mais quando o estranho que me segurava, pediu para que o menino colocasse o veículo na contramão. Por coincidência escutei o garoto pronunciar um nome conhecido por mim. Ian... Ele citou esse nome claramente, mas acabei não dando bola, afinal era um nome tão comum ali em Nova York.
A loira acabou tomando controle do carro, ela jogou ele bruscamente contra a contramão. Abaixei a cabeça, estava apavorada, só conseguia chorar. Escutei um forte barulho ao fundo, como se algo tivesse batido, e pela felicidade deles, só podia ter sido algum dos carros dos seguranças.
Só levantei a cabeça, quando fui passada para os braços do negro. O idiota que me segurava havia escalado a van, confesso que fiquei preocupada, ninguém sai fazendo isso, ainda mais porque eles estavam trocando tiros. Mais no final das contas, o louco conseguiu sair ileso, sem nenhum arranhão. Porque só sendo muito louco para fazer aquilo.
Depois de um tempo a loira colocou o veículo em seu rumo normal, saímos da contramão, estava aliviada, pelo menos não morreria em um acidente de carro. Todos pareciam aliviados, risos podiam ser escutados. Como podiam rir? Realmente, aquelas pessoas não eram boas companhias. A mulher dirigiu por quase uma hora, depois foi diminuindo a velocidade da van.
O negro que agora me segurava, puxou-me para fora da van, segurava meus dois punhos, acho que havíamos chegado a uma espécie de galpão, bem velho por sinal, a fachada estava bem acabada, parecia afastado de tudo, pois eu só conseguia ver um grande matagal ao redor, acho que eu estava bem longe do centro, longe até demais.
[...]
—Pra onde estão me levando?—Nós estávamos atravessando um tipo de pátio, era bem grande e pouco iluminado.
—Não é da sua conta—Escutei uma voz rouca próximo ao meu ouvido, logo reparei que era o idiota que havia me agarrado na mansão.
—Deixa que eu a levo Connor—O negro me passou novamente para ele. O mesmo agarrou meu braço em sua direção, me fitando de frente.
—Me larga!—Olhei feio para o mesmo.
—Não se preocupe, eu vou te largar, mas em um lugar bem seguro—Sorriu mostrando um lindo sorriso, ai que droga! Era tão bonito, e ao mesmo tempo tão malvado.
—Pra onde vai levá-la Jared?—A voz era da mulher, pelo visto a única ali.
—Para o último quarto do corredor, ele é bem reforçado, irei prendê-la lá dentro—O mesmo apertou meus punhos com força, fiz uma certa força para não chorar, pois as lágrimas tinham dado uma pausa.
—Certo, vou ajudar o Liam com a van—Ela foi se afastando. O garoto não havia entrado conosco, ele tomou uma entrada diferente, talvez tivesse ido levar a van para algum tipo de garagem.
—Venha logo garota—Ele saiu me puxando para o fim do pátio, entramos em um corredor curtinho, havia uma escada no final dele, uma escada circular. Subimos por ela, e eu me deparei com um longo corredor, era bem grande, estava cheio de portas, acho que mais de seis, mas ele estava me levando para a última delas, uma que se encontrava no final daquele corredor.
—Prontinho!—Abriu a porta me revelando seu interior, o lugar era bem escuro, parecia mais uma despensa de lixo, o cheiro era de algo abafado, foi me empurrando para dentro daquele quartinho.
—Não vai me deixar aqui? Vai?—Minha voz já estava trêmula, sentia uma grande vontade de chorar. Porque estavam fazendo aquilo comigo? Sempre fui uma pessoa tão boa, não era justo.
—Tenho cara de babá por acaso?—O mesmo soltou uma risadinha baixa, me levou até uma cadeira, e jogou-me contra ela, reparei melhor naquele quartinho. Havia uma cama bem velha no canto direito, nem lençol tinha, apenas um travesseiro encardido. Uma janelinha minúscula cercada por grades, um guarda roupa aos pedaços e uma porta no final do quartinho, acho que devia ser de um banheiro. As paredes tinham uma cor feia, uma cor amortecida. Tudo ali tinha uma péssima aparência.
—Por que fez isso comigo?—Eu parei de olhar o quarto, para olhá-lo. O mesmo se encontrava na minha frente, com uma postura ereta e com os braços cruzados sobre o peitoral.
—Eu queria o seu pai, mas acho que ele não estava na mansão, isso acabou me fazendo ter a idéia de pegar você como refém, assim o meu plano não ficaria totalmente perdido—Era incrível a naturalidade que ele me respondia, como se pegar pessoas e fazer refém, fosse à coisa mais comum, bom, acho que para ele era. Ele tinha cara de quem fazia essas coisas mesmo.
—Quando vai me soltar?
—Simples, quando seu querido pai pagar seu resgate, logo, logo entrarei em contato com ele.
—Vai extorqui-lo?
—Vou pedi seu resgate—Corrigiu da forma dele—Por que acha que te peguei? E é bom que ele seja bem generoso—Aff...bufei com raiva daquele homem—A propósito, qual é seu nome garota? Preciso saber pra quando eu for comunicar a ele.
—Melanie, Melanie Stryder—Falei trincando os dentes.
—Melanie? Até que não é um nome feio não—Sorriu. Ai como eu odiava aquele homem, mal o conhecia, mas já não tinha ido com sua cara, ele ainda tinha coragem de tirar brincadeirinhas com meu nome—Sou o Jared—Se apresentou.
—Já escutei esse nome demais por hoje—Revirei os olhos.
—De qualquer forma, não vai ficar muito tempo aqui, se o seu pai contribuir claro, assim que ele pagar o resgate, eu te devolvo, sã e salva.
—Eu não sou um objeto para você devolver—Berrei irritada, poxa! Eu era uma pessoa, e ele se referia a mim como qualquer objeto descartável.
—Acho melhor abaixar o tom de voz garota, aqui você não fala mais alto que eu.
—Tomara que você seja pego, e vá para a cadeia, esse sim é o seu lugar.
—Já tentaram fazer isso antes, mas não deu muito certo, eu sou muito esperto, não vão me pegar tão fácil, nem a mim, nem ao meu grupo—Como era convencido, ele mantinha uma expressão seria no rosto, como se nada o abalasse naquele momento, nem mesmo as minhas palavras—Agora eu preciso ir, já apresentei sua estalagem, espero que se sinta bem aqui, claro não é uma mansão, mas é o que tenho para você.
—Estúpido!—Me levantei da cadeira indo em sua direção. Acabei tentando inutilmente passar por ele, a porta estava aberta, mas o mesmo me segurou pelo braço, me fitou seriamente, meus olhos congelaram em seu olhar. Sua respiração passiva. Eu podia sentir o cheiro do seu hálito sobre minha face, um hálito doce e quente.
—Você quem sabe, acho melhor começar a me tratar melhor— Suas palavras atingiram meu rosto, elas saíram com calma, eu mal conseguia piscar diante dos seus lindos olhos. Só voltei ao normal, quando sentir um formigamento em meu braço, claro, era a pressão que sua mão fazia sobre a minha pele.
—Está me machucando seu idiota—Ele soltou meu braço e recuou para trás.
—Tenha uma boa noite Melanie—Revirei os olhos, acabei dando de costas para ele, não conseguia mais olhá-lo, estava sentindo raiva daquele homem miserável.
Só voltei a me virar, quando escutei a porta sendo fechada, caminhei até ela, o som da fechadura sendo trancada me deixou enfurecida. Eu estava com raiva, estava com medo, com receio, insegura, triste, e como se não pudesse piorar, uma avalanche de lágrimas teimou em cair dos meus olhos.
Caminhei até a beirada da cama, me sentei no chão encostando minhas costas nela. Abaixei minha cabeça aos soluços, comecei a rezar baixinho, minha mãe sempre dizia que nas horas mais complicadas, o melhor era rezar, pois Deus escutava nossas orações, eu realmente acreditava nisso. E naquele momento era tudo que eu mais queria, que ele me escutasse, que me ajudasse a sair daquele lugar.
Notas finais
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Uhasuhauhasuhas
Próximo Cap promete viu gente, Ela vai encontrar o Ian...vixiiiiiiiii.
Bom deixem muitos reviews para animar-me.
Beijosss.
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