Os Golpistas

15 Um novo amigo.


Notas iniciais
FELIZ PÁSCOA ATRASADO PESSOINHAS... QUE VCS TENHAM DEVORADO BASTANTE OVOS DE CHOCOLATE UHASUHASUHAS
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Ta aqui mais um Cap, esse é por causa da minha demora.
Tive que postar esse, pois minha vida anda tão corrida, e não quero deixar minhas leitoras assim esperando.
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AVISSO IMPORTANTE::::::
AS TRÊS PRIMEIRAS PESSOINHAS A COMENTAREM, GANHARAM SPOILER DO PRÓXIMO CAP....AS TRÊS PRIMEIRAS OKAY????
ISSO AJUDA A DIMINUIR A CURIOSIDADE.
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Tem POV do LIAM nesse Cap, espero que gostem.
Boa leitura.

Enquanto isso na mansão de Ethan Stryder...

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—Quando pretende vim srt?

—Ao anoitecer passarei em sua residência senhor Stryder. Estou muito ansiosa por esse caso, o senhor não faz idéia do quanto estou.

—Fico feliz em saber, tive ótimas recomendações da srt, espero mesmo que não me decepcione, minha filha é muito importante, eu a quero segura.

—E é exatamente o que farei senhor Stryder. Não se preocupe. Se é sua filha que o senhor quer, o senhor terá. Custe o que custar.

—Obrigado srt, mas como eu devo chamá-la?

—Me chame de Buscadora.

—Mais não tem algum nome?

—Gosto que me chamem assim, afinal é o que faço senhor Stryder, eu busco as pessoas, pego-as e dou um fim em suas vidinhas miseráveis.

—Tudo bem Buscadora, como desejar.

—Nos vemos em breve senhor Stryder, tenha uma boa manhã.

—Desejo o mesmo buscadora, até mais.

[...]


POV Melanie Stryder

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Acordei com um gosto ruim na boca, havia esquecido de escovar os dentes na noite passada, estava tão atordoada que acabei dormindo logo. Rolei pela cama tocando o chão com os pés, houve um choque térmico, mas eu nem liguei, caminhei para o banheiro, a onde comecei a fazer minha higiene pessoal.

Joguei um pouco de água no rosto, ele estava incrivelmente... Horrível. Os olhos estavam inchados e vermelhos, passei a mão molhada pelo pescoço, não pude evitar a lembrança do beijo de Ian, ela invadiu minha mente de uma vez, como uma fita de vídeo, eu podia rever toda a cena, todos os detalhes, reações e movimentos.

Abri os olhos jogando mais água no rosto, balancei a cabeça em uma tentativa de esquecer, de afastar os pensamentos, acho que o dia não seria muito fácil para mim. Depois de escovar os dentes, eu amarrei o cabelo em um coque frouxo, algumas mechas ficaram caídas pelas laterais do meu rosto e nuca.

Caminhei de volta para o quarto, me aproximei da minúscula janelinha, pela altura do sol, já se passava das nove horas da manhã. Fiquei encostada ali, abraçando meus ombros, fitando o céu azulzinho, e a luminosidade dos raios de sol.

[...]


—Seu café Melanie. Desculpa a demora, mas todos acordaram um pouco tarde hoje—Liam entrava empurrando a porta com as costas, pois nas mãos carregava uma pequena bandeja.

—Não tem problema, não estou com tanta fome assim—Eu sai de perto da janela, indo ajudá-lo.

—Obrigado—Disse passando a bandeja para minhas mãos.

—A Brooke caprichou hoje—Abri um sorriso animada com os alimentos que continham na bandeja

—Na verdade foi o Ian—Respondeu se encostando atrás da porta.

—Ian?—Indaguei curiosa.

—Sim, ele mesmo que fez.

—Por que ele mesmo não veio trazer?—Eu já me sentava em minha cama, colocando a bandeja na minha frente.

—Eu não sei Melanie, ele apenas disse para eu trazer, e foi o que fiz—Sorriu zombeteiro.

—Obrigada de qualquer forma, isso aqui parece bem gostoso—E de fato estava, fatias de queijo, um copo de suco de laranja, algumas uvas, torradas e geléia—Vocês comem sempre bem assim?—Já me deliciava com uma uva.

—Bom, no começo não, mas com o tempo sim, fomos tomando experiência, nos especializamos, criamos uma certa habilidade para nosso ‘trabalho’—Colocou entre aspas—Então o dinheiro veio com o tempo, não é por que trabalhamos nisso, que não podemos comer bem.

—Tem razão—Devorei mais três deliciosas uvas. E eu que pensei que estava sem fome. Notei que o garoto estava com um ar mais feliz, não parava de sorrir, parecia um bobão, a presença dele me animava, ele transmitia uma coisa boa, sem contar que sempre estava de bom humor, pelo menos comigo—Por que está tão feliz assim hoje?

—É que ontem a Halley veio aqui, e jantou conosco—O gosto da uva desapareceu da minha boca, engoli sem muita vontade a fruta.

—Halley?—Perguntei quase engasgada.

—Sim, ela veio ver o Jared, e acabou ficando para o jantar.

—Uhum—Peguei o copo de suco dando uma golada.

—Acho que ela e o jared se entenderam de novo—O sorriso largo dele foi diminuindo.

—C-como assim se entenderam?—Dei mais uma golada no suco.

—Ela saiu do quarto dele ontem à noite, e eles passaram um bom tempo lá dentro, o que significa que eles...

—Eu sei Liam, não precisa falar—Falei sentindo minhas bochechas quentes. Que dizer que eles tinham se acertado, ótimo! Que fossem felizes. Não dava a mínima.

—Você parece que não gostou—Liam me olhava com especulação.

—Eu?—Coloquei o copo de suco de volta ao seu lugar—Nem conheço essa Halley—Agarrei uma das torradas.

—É que quando eu falo o nome dela, você fica... Estranha... Diferente.

—Acho que está imaginando coisas Liam—Engoli secamente o pedaço da torrada.

—Pode ser! Eu costumo enxergar coisas a onde não existem—Limitei-me a apenas balançar a cabeça.

—Você é que parece que não gostou.

—Acho que gosto da Hay. Sinto uma coisa estranha quando estou perto dela sabe? Embora isso seja impossível, ela é caidinha pelo Jared. Nunca teria chances.

—Não se desvalorize Liam, muita garota gostaria de ter um cara como você—Terminei de comer o último pedaçinho da torrada.

—Bom, acho que isso foi um elogio, de qualquer forma obrigado Mel, você tem sido muito legal comigo, é uma boa pessoa, logo, logo estará livre—Livre... Era tudo que eu mais almejava naquele momento—O que é aquilo ali?—Ele se referia à caixinha de xadrez.

—Xadrez, Ian trouxe noite passada.

—Sério que você gosta de xadrez?—Levantou uma das sobrancelhas.

—É um ótimo passatempo Liam.

—Credo, eu não gosto de jogos de tabuleiros, prefiro os meus jogos virtuais. São mais divertidos e empolgantes.

—É porque nunca deve ter jogado xadrez.

—Já joguei virtualmente, e posso falar a verdade?—Balancei a cabeça.

—É um saco!—Rimos juntos—Não vejo graça em tentar derrubar o rei do adversário.

—Você poderia me ensinar a jogar algum dos seus joguinhos virtuais—O garoto se animou com a idéia. Mas eu estava brincando, eu não era muito... De jogar... Principalmente em computadores. Preferia jogar xadrez, entretanto disso aquilo para animá-lo.

—Com o maior prazer Mel—Disse super empolgado.

—Liam?—Ele parou de rir me fitando seriamente.

—O que?

—Como veio parar aqui?

—Como assim Mel?

—Nesse grupo? Como seu destino se cruzou com o Jared? Gostaria de saber se não se importa—O garoto ficou algum tempo calado, acho que eu não tinha o direito de perguntar nada, era algo pessoal dele, apesar da minha curiosidade falar mais alto—desculpa Liam, eu não queria te colocar em nenhuma situação desconfortante, não precisa falar, deixa isso para lá.

—Não, tudo bem!—Direcionou-se até a beira da minha cama, e ali ele se sentou. Como se tomasse coragem para iniciar sua história.

POV Liam Collins

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ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ

Eu morava em um orfanato no Brooklin. Nunca conheci meus pais, eles provavelmente me abandonaram naquele lugar assim que nasci. Eu era muito maltratado lá, havia uma mulher chamada Sarah Riley, o pesadelo de qualquer criança. E como eu nunca fui uma criança muito fácil, sofria nas mãos dela. Acho que eu passava mais tempo na solitária, do que com as outras crianças.

Todos os órfãos frequentavam a escola do orfanato. O laboratório de informática era a melhor parte do dia, eu contava os minutos para que nos levassem até ele. Eram poucos os computadores, mas eu sempre conseguia mexer em algum deles. Foi daí que começou essa minha paixão por computadores, de certa forma teve haver com o meu ‘passado nada agradável’.

Quando era noite, eu dava um jeito de fugi do quarto, e corria para o laboratório, foi assim que fui aprendendo tudo que sei hoje. A invadir outros sistemas computacionais, espalhar vírus, Descriptografar senhas impossíveis, acessar outros logins, e muitas outras coisas.

Uma dessas noites, eu estava no laboratório, e para a minha surpresa, Sarah apareceu. Ela ficou enfurecida em me vê ali, mexendo no computador. Sua primeira reação foi pegar um chicote de couro. Claro que eu não fiquei ali, não pretendia levar a maior surra da minha vida.

Acabei fugindo daquele lugar, pulei o muro, como eu já estava com 15 anos, não foi muito difícil. Já tinha pensado em fazer isso antes, mas esperei o momento certo, e naquela noite minha oportunidade havia chegado. Eu já sabia dominar um sistema computacional como ninguém. E usei isso ao meu favor.

Tive que começar a roubar para sobreviver, era minha única saída. Não tinha casa, grana, nem parentes. Tive que me virar como podia, contudo minha vida mudou. Eu resolvi assaltar uma loja de eletrônicos, precisava de um notebook, queria muito. Minha última opção foi roubar um.

Mais tudo saiu errado, tive que sair fugindo da loja com o aparelho nas mãos, desejando que minha nova casa, não fosse uma cela de cadeia. Na correria acabei tropeçando em Brooke, que não gostou muito, ela estava acompanhada de um homem, o Jared. Implorei por ajuda, nem sei por que. Apenas senti necessidade de fazer isso, era como se eles tivessem me transmitido confiança no momento.

—E foi exatamente assim que tudo aconteceu—Pisquei algumas vezes, como se precisasse despertar de um transe.

—Caramba! Isso que é uma história—Mel estava boquiaberta.

—Eu me acho um sortudo, pelo menos escapei daquele inferno.

—E nunca teve vontade de procurar seus pais?—Já havia escutado tanto aquela pergunta, que nem eu mesmo sabia mais o que responder.

—Eu não ligo Mel, não me importo com eles. Pais que abandonam seu próprio filho, não devem ser chamados de pais, tão pouco terem o meu amor, ou pena. Essa é a minha família, devo tudo de bom que tenho a eles, encontrei uma nova vida aqui, tudo bem, não é a mais correta do mundo, mas eu me sinto bem ao lado deles, somos unidos, do nosso jeito, mas somos. Cada um aqui protege o próximo, e sinceramente não preciso de pais.

—Poxa! Você gosta deles mesmo.

—Sim Mel, eu gosto de cada um daqui, todos temos os nossos passados sombrios, e cada um aqui se respeita, bom, temos a exceção do Jared e do Ian, esses brigam mais que tudo, mas mesmo assim, eles se amam. De um jeito torto, mas se amam.

—Foi bonito o que disse Liam, é uma pessoa muito boa, demonstra isso, e se os seus pais te abandonaram, eles não sabem o filho maravilhoso que perderam—Ganhei o dia escutando aquelas palavras, Melanie não era mais uma desconhecida, ela era uma amiga, mesmo na situação que se encontrava. Eu torcia para que tudo acabasse bem, para que ela voltasse para sua casa, para que todos do grupo se dessem bem na vida, eu só queria a felicidade geral. Acho que merecíamos um pouco de conforto, e com a grana do resgate, com certeza teríamos um belo bem-estar dali para frente.

—Obrigado Mel, de verdade. Foi bom conversar isso com você. Sinto-me melhor.

—Quero que saiba que sou sua amiga, estarei aqui pronta para escutá-lo. Sei que não nos conhecemos na melhor ocasião, mas acho que isso é o de menos, o importante é que somos amigos, criamos uma amizade bacana, certo?—Franziu a testa.

—Claro, concordo plenamente—Segurei em sua mão—Amigos—A palavra saiu com gosto dos meus lábios.

Melanie abriu um sorriso gigante no rosto, um sorriso que envolvia qualquer pessoa, ela era uma menina boa, passava um sentimento bom para mim, retribuir o gesto do mesmo jeito, ficamos os dois ali, sorrindo um para o outro. Podia ser uma coisa boba, mas para mim era confortável, até divertido. Sabia que acabava de ganhar uma amiga, uma amiga fiel. Melanie Stryder.

Notas finais
Quem curtiu a amizade nova??? Heim Heim???
3 PRIMEIROS REVIEWS GANHAM SPOILER...
Até mais ;)