Os Golpistas
16 A Buscadora parte I
Notas iniciais
Bom...Esse Cap ficou muito grande..dai tive que dividir em duas partes...pra ficar melhor Okay??
Então é parte I e II
;)
Espero que gostem...deu trabalhão, mas é para vocês:)
Sorry se tiver algus erros, tive que postar rápido,( pq tava chovendo com trovão kk)
Boa leitura meus queridos.
POV Ian Howe
ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ
Uma semana havia se passado, e eu procurei não ir vê mais a Mel, precisava colocar a cabeça no lugar, tudo estava acontecendo rápido demais, intenso demais. Ficar esses dias sem vê-la, me fez concluir o que no fundo eu já suspeitava. Eu estava apaixonada por ela, não tinha nem como esconder mais isso.
As noites eram longas, os dias entediantes. Nada tinha graça para mim, nem ao menos comer, nem isso eu tinha muita vontade. Meus pensamentos só me faziam lembrar ela, a cada segundo, dia, hora, tudo me fazia lembrar a Mel. Seu rosto, sorriso, sua voz, seus lábios nos meus, só de reviver a cena, todo meu corpo estremecia, ainda podia senti o contato dos nossos corpos, colados um ao outro, pele com pele.
Mais eu não esperava aquela reação dela, confesso esperava outra coisa, esperava que ela gostasse, que se entregasse, contudo eu estava bem enganado, Mel não gostava de mim, pelo menos não com a dimensão que eu gostava.
Talvez estivesse confusa, aturdida demais. Muitas coisas aconteceram desde a vinda dela, provavelmente seus pensamentos estavam desarranjados, ela não conseguia pensar direito, era isso. Com o tempo tudo se ajeitaria.
Mais quanto tempo eu ainda teria com ela? Essa era a pergunta que me sufocou durante toda a semana, a qualquer momento ela poderia partir, ou então sermos pegos, não poderia ficar longe dela, não mais.
Jared também mal parou essa semana no galpão, saia muito. Ele, Connor e Brooke tiveram muito ‘serviçinho’. Também não estávamos conversando há dias, não que tivéssemos brigado, já fazia um bom tempo desde a última discussão.
Com isso, Liam acabou tomando conta de Mel, ele passava a grande parte do dia com ela, levava suas refeições, roupas limpas, até vi quando ele levou seu notebook, talvez fosse para a distração deles. Havia prometido jogar xadrez com ela, embora não tenha cumprido a promessa, é que eu precisava de uma semana longe, longe dela. Longe disso que eu estou sentindo. Mesmo sabendo que esse sentimento será um pouco difícil.
Sentei-me no banco da quadra de basquete. Sabe quando você sente uma sensação ruim? Como a que as mães sentem? Pois então... Eu estava sentindo a mesma coisa, o dia estava fechado, não fazia sol em Nova York, e parecia que em breve uma tempestade cairia. Bem típico naquela época do ano, estávamos no mês de agosto, costumava chover bastante.
Escutei quando a porta da garagem se abriu, eles tinham chegado. Aproximei-me os observando descarregarem a van, havia muitas coisas, alimentos, produtos de higiene, roupas novas, alguns acessórios, e outras coisas que não consegui vê, pois estavam dentro de caixas de papelões.
—Parece que o dia foi bom?—Falei me encostado na porta da garagem.
—Não foi um dos melhores—Respondeu Connor—Mas conseguimos muitas coisas—Ele puxou uma sacola branca, ela era transparente, deu para vê que se tratava de dinheiro.
—Levem tudo lá para dentro—Ordenou Jared.
Assim que Brooke e Connor se afastaram, me aproximei dele. O mesmo estava trancando a Van, já estava prestes a sair da garagem, mas o chamei antes.
—Hey?—Olhou-me.
—Sim.
—Não acha estranho esse silêncio todo?
—Você que conversar? Tudo bem.
—Não o nosso silêncio—Corrigi.
—Qual?—Franziu o cenho.
—Estamos sem noticias do pai da Mel há uma semana, tudo está quieto demais, você nos disse que ele estava contratando alguém, uma pessoa para nos caçar, não acha suspeito toda essa calmaria? E o dinheiro? Ele ainda não liberou, ou seja, ele tem um plano Jared, estamos parados demais.
—Está preocupado com a equipe Ian?—Sua voz era de surpresa.
—Me preocupo com todos aqui Jared, não quero que ninguém saia mal desse seu golpe. Só acho que você deve ficar mais alerta.
—Hum... Certo, você está certo, uma semana já se passou. Também não liguei mais para o Ethan, queria que ele visse que não estou brincando, só devolvo a filhinha dele com a grana aqui—Abriu a palma da mão—Na minha mão.
—Bom, só quis abrir seus olhos, o resto é com você—Antes que eu desse as costas, fui parado por uma pergunta dele:
—O que houve entre você e a Melanie?
—Como assim?—Voltei a olhá-lo.
—Qual é Ian, você vivia enfurnando no quarto dela, depois do nada se afastou, tanto que reparei que Liam está fazendo seu antigo trabalho de babá. Alguma coisa aconteceu?
—Não Jared, nada aconteceu. Preferi me afastar um pouco, apenas isso.
—Afastar?—O olhei um pouco aborrecido, não pretendia entrar naquele assunto.
—Sim, não foi você mesmo que disse, para que eu não atrapalhasse os seus planos? Pois então, ando na minha, justamente para não atrapalhá-lo.
—Ian você mente muito mal.
—Tem razão, o que quer saber? Heim?
—A real causa do seu afastamento Ian.
—Acho que não vai gostar muito do que tenho para falar.
—Duvido que você me aborreça hoje, principalmente depois dessa tarde. Conseguimos roubar muitas coisas, acho que teremos uma semana bem tranquila.
—Tem certeza?
—Claro, fale Ian, estou escutando.
—Tudo bem, você quem pediu—Eu não queria falar, mas escutando aquilo, acho que ele me deixaria de uma vez em paz—Melanie e eu nos beijamos—Coloquei de uma vez só para fora. Jared imediatamente mudou seu semblante, parecia chocado com a notícia.
—Se beija...
—Isso mesmo, nos beijamos, por isso fiquei mal, achei melhor me afastar, pelo menos por enquanto.
—Se beijaram? Ou você a beijou?—Sua voz me pareceu irritada.
—Nos beijamos, eu e ela, não forcei nada, nem preciso disso.
—Você é bom em persuadi as pessoas, poderia ter feito a garota te beijar.
—Não seja ridículo Jared. Parou para escutar o que disse? Eu não persuadi ninguém—Se afastou dando as costas. Passou uma das mãos pela nuca, sinceramente ele estava estranho, um tanto desconfortável.
—Quando foi isso?
—Uma semana atrás.
—Só se beijaram?
—Mais é claro que só—Declaro que por mim não tínhamos ficado só nos beijos.
—Não pode misturar seu trabalho Ian.
—Meu trabalho? Que eu saiba estou fora disso.
—Ela é uma refém, está bem? Ela é conhecida, hoje mesmo vimos fotos delas pelas ruas, e nos noticiários também, você não pode se envolver, não desse jeito—Virou-se para me encarar, definitivamente ele estava zangado. Eu só não sabia o porquê daquilo tudo.
—Calma ai Jared, porque está desse jeito?
—Que jeito?
—Nervoso, pensei que nada fosse te aborrecer hoje—Brinquei, mas acho que isso o deixou mais possesso.
—Como queria que eu reagisse?—Aproximou-se.
—Não dessa forma, parece até que algo te incomodou—Virou o rosto disfarçando o nervosismo.
—Impressão sua, eu apenas não quero que você tenha um contato íntimo com essa menina, ela ainda é minha refém, minha—Virou o rosto me olhando, os olhos estavam escurecidos, realmente eu havia tirado ele do sério.
—Não a trate como se fosse seu objeto, ela é um ser humano, merece respeito.
—Eu vi o respeito que você deu—Levou as mãos a cintura.
—Jared eu realmente não estou entendendo você, juro que estou tentando—E eu estava mesmo, mas nada fazia sentido, não fazia sentido ele reagir daquela forma, havia sido apenas um beijo, nada mais, um beijo muito bom para mim—Em nenhum momento eu desrespeitei ela, muito pelo contrario, fui muito atencioso, enquanto você a tratava com sequidão.
—Eu mantenho a minha postura, já você... Só falta me falar que está apaixonada por ela—Riu ironicamente, jogando os braços no ar.
—Estou sim Jared, perdidamente apaixonada pela Mel—Não tinha mais motivos para esconder—Sinto que minha vida talvez não faça mais sentindo sem ela, por isso me afastei, mas percebi que isso foi em vão, pois o sentimento só aumentou, aumentou de uma forma que nem cabe dentro do meu peito.
—Como é que é? Repete.
—Eu estou apaixona... —A frase não pôde ser concluída, quando dei por mim, já estava caído no chão, o queixo ardia bastante, e escorria um pouco de sangue pela lateral do lábio.
—Isso foi para você aprender a não misturar seu trabalho, querendo ou não você é um de nós, está no mesmo time.
—E por isso mereço levar um soco? Posso falar a verdade?—Me levantei ficando em sua frente, segurava meu queixo com a mão direita—Isso pra mim tem haver com ciúmes.
—CIÚMES?—Berrou alto—Acho que você vai acabar levando outro soco. Passou a mão no rosto.
—Sim, Ciúmes. Pelo menos seja homem e admita.
—Eu não vou ficar mais aqui, não pretendo escutar mais baboseiras.
—Isso, corre... Antes que eu acabe falando mais, e leve mais socos.
Ele deu as costas seguindo a saída da garagem, não hesitou em atravessá-la. Estava perturbado e zangado. O que me deixou com a pulga atrás da orelha. Depois daquela cena toda, eu só podia concluir uma única coisa. Jared também estava gostando da Melanie, ele não faria aquele episodio a toa, conhecia meu irmão. Por isso estava ignorando Halley, claro! Por que outra já havia tomado seu coração.
[...]
POV Jared Howe
ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ
—Nossa... Não leve meu ombro, por favor—Acabei esbarrando com força em Brooke, estava tão irritado, que mal olhava o caminho.
—Desculpe Brooke, não vi você—Estávamos no corredor dos quartos.
—Bom... Eu já guardei tudo, e estava indo preparar alguma coisa para comer, você vai querer?
—Quero não obrigado—Tudo que eu realmente queria, era socar meu irmão.
—Hum... Deixa eu advinha, você ficou sozinho com o Ian na garagem... Já sei... Rolou uma briguinha básica, foi isso?—A forma como ela colocou foi até engraçado.
—Não quero falar disso, vou acabar sendo grosso com você, não quero machucar mais ninguém hoje.
—Como assim machucar?
—Dei um soco no Ian—E não estava arrependido, ele mereceu. Quem mandou beijar a minha Melan... O que? Minha nada... Quem mandou beijar a garota.
—Soco? Sério? Mais o que houve, vocês nunca brigaram desse jeito, a ponto de distribuir socos.
—Acredita que ele teve a ousadia de beijar a nossa refém. E pior, disse que está apaixonado por ela.
—Ta, vejamos se eu entendi—Brooke me encostou na parede do corredor, e ficou ao meu lado—Você está com ciúmes da Melanie?
—O que? Por que todos resolveram usar esse termo hoje?
—Por que é isso que você está demonstrando. Você bateu no seu irmão por causa dela.
—Não mesmo, por que eu teria ciúmes dela—Revirei os olhos, não fazia sentindo algum—Foi o calor do momento, por isso o soquei.
—Já parou para perguntar para o seu coração?—Brooke levou a ponta do seu dedo para peito, próximo ao coração—Você gosta dela, e eu já suspeitava disso.
—Definitivamente você precisa de ajuda Brooke—Sorri da bobagem que ela falara.
—Eu? Ou você?
—Claro que você, eu nem conheço essa menina, como posso gostar dela.
—Ela de uma forma é igual a você, te enfrenta, te responde, é uma garota forte, despertou algo dentro de você.
—Sim, ela despertou raiva—Respondi convicto.
—Amor—Riu ao falar a palavra.
—Amor? Ta bom, eu não sou o meu irmão Brooke, acho que deve está nos confundindo.
—Você acabou de falar que socou seu irmão. Por que você socaria seu irmão Jared?
—Talvez pela falta de responsabilidade dele, onde já se viu, dizer que está amando aquela menina.
—E se ele estiver?
—Não Brooke, ele não pode.
—Me diga, por quê?
—Porque eu... Eu...
—Você?—Me encorajou a continuar.
—Bobagem! Acho que preciso de um banho, estou com a cabeça fervendo.
—Eu não vou insistir Jared, eu já sabia o que você realmente queria falar—Se aproximou me dando um beijo na testa—Não se machuque querido, nem machuque ninguém—Ela desapareceu do corredor, me deixando sozinho. Eu ainda estava com raiva de Ian, porém o arrependimento estava começando a cair sobre mim, talvez o soco tivesse sido um exagero mesmo.
Desencostei-me da parede, segui o corredor até alcançar a porta do meu quarto, evitei até olhar para o quarto de Melanie, não queria que fosse verdade, não queria está gostando dela, eu não podia, não devia. Mas e se fosse verdade? E se eu estivesse gostando dela, acho que eu só descobriria isso, investigando meus sentimentos, e descobrindo se realmente eu estava apaixonado por aquela garota.
POV Melanie Stryder
ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ
—Que horas são Liam? Sinto falta de me localizar no tempo—Coloquei a garrafa de água no chão, Liam havia me feito companhia à tarde toda, até havia levado seu notebook, ficamos jogando algumas horas, tinha sido bem divertido jogar com ele, embora preferisse o xadrez.
—Já são quase dez da noite—Respondeu, fechando o notebook.
—Nossa! Você passou à tarde toda comigo, já está tarde, pode ir descansar amigo.
—Amigo? Olhou-me surpreso.
—Sim, meu amigo—Coloquei um sorriso alegre no rosto.
—Poxa! Obrigado amiga—Rimos juntos.
—Que isso, não precisa agradecer. Mas agora vá, já explorei você demais essa semana.
—Tudo bem, amanhã eu volto, durma bem Mel. Recolheu a bandeja do jantar, e se retirou do quarto. Eu já estava pronta para dormir, já havia escovado os dentes. Ajeitava-me no colchão, que agora não era tão mais duro para mim, quando escutei a maçaneta da porta se mexer—Liam? É você?—Perguntei.
A porta por fim se abriu, e Ian deslizou para dentro do quarto, fiquei surpresa com a visita dele, fazia uma semana que não nos víamos. E eu estava com saudades dele, no fundo eu acho que entendia seu afastamento, mas não pretendia tocar naquele assunto, estava cansada demais, entretanto feliz que ele estivesse vindo me vê.
—Oi—Fechou a porta, e veio se sentar na minha cama.
—Oi—Coloquei uma mecha de cabelo atrás da orelha.
—Nossa! Parece que se passou um ano, desde a minha última visita—Riu, e eu imitei o gesto.
—Verdade, eu... Senti sua falta—Ele imediatamente retirou o sorriso do rosto, até pensei que tivesse falado algo errado.
—Não mais que eu—Passou sua mão na lateral do meu rosto. O toque era gostoso—Mais eu precisava desse afastamento.
—Por quê?—Droga! Lá estava eu, me intrometendo a onde não devia.
—Precisava colocar a cabeça no lugar, necessitava entender o que se passava dentro de mim.
—E conseguiu?—Me limitei a perguntar apenas isso. A curiosidade saltitava dentro de mim, o que ele precisava entender?
—Sim, eu consegui.
—Ah, eu fico feliz—‘Como assim Mel?’ Eu nem sabia do que se tratava, como poderia está feliz?
—Eu estou gostando muito de você—Desceu a mão para meu pescoço. Fiquei imóvel, não conseguia me mexer, estava tensa com o que poderia escutar.
—G-gostando?—Balbuciei
—Sim, e eu não posso esconder isso, não consigo mais. Por isso vim aqui, quero me declarar para você.
—DECLARAR?—O tom da minha voz era de susto, me afastei dele recuando para trás, até que minhas costas encontrassem a cabeceira da cama.
—Calma Mel! Não precisa ficar com medo, o que tenho para dizer é uma coisa linda, você precisa ouvir—Eu só não sabia se eu estava preparada. Ele não podia se declarar, como eu reagiria depois? Eu nem sabia o que estava sentindo, tudo ainda era confuso dentro de mim, gosto de Ian, encontro nele um apoio verdadeiro.
Mais tem outra parte dentro de mim, uma parte que grita para que eu não o escute, para que eu o ignore. Como se eu não tivesse obrigação de escutá-lo.
—Ian não é uma boa idéia, pelo menos agora—Tentei convencê-lo de não falar.
—Não me faça ficar calado, eu não posso, eu não suportaria—Sentia meus olhos marejados, sabia que logo, logo eu desabaria em lágrimas. ‘Droga Melanie, você precisa ser mais forte’. Eu podia vê a agonia nos olhos dele, a urgência que ele tinha dentro de si—Desde o dia que te encontrei aqui, e que fui te conhecendo, algo dentro de mim mudou, mudou positivamente, pois eu nunca havia sentido algo parecido antes, um sentimento que me deixasse desse jeito, atordoado, bobo, confuso, mas que no fim das contas, acaba me deixando feliz.
—Ian, por favor—Pedi, contudo ele continuou.
—Eu contava os minutos para vê-la, para conversar com você, enxergar um sorriso nesses seus lábios, para ajudá-la da maneira que fosse. Nem que fosse para apenas trazer suas refeições, para escutá-la, para ser seu ombro amigo, simplesmente eu contava os minutos por esses momentos, parecem coisas bobas, mas que para mim, eram os melhores momentos do meu dia.
—Eu nem sei o que dizer Ian.
—Não precisa dizer nada Mel, apenas me escute, eu preciso falar—Vencida, apenas meneei a cabeça—A questão é: Estou sentindo algo forte por você, eu só não sei se serei retribuído, não quero te forçar a nada, jamais faria isso. É que preciso saber.
—Saber o que?—Receava pelo que ele perguntaria.
—Aquele nosso beijo, o que você sentiu exatamente?—A pergunta veio como um balde de água fria. Simplesmente por que eu não sabia o que responder, não queria decepcioná-lo.
—Foi inesperado pra mim, eu não imaginava que você gostasse de mim, tão pouco que fosse um sentimento tão forte. Quanto ao nosso beijo—Mordi o lábio nervosa—O beijo foi... Bom ele foi...
—Tudo bem Mel, sem pressão—Sorriu descontraído—Deixa essa pergunta pra lá, bobagem a minha—Esticou o braço segurando minha mão—Vou respeitar você. Eu que não devia ter vindo despejar isso em cima de você.
—Não precisa se desculpar—Entrelaçamos nossos dedos. Eu estava mais calma, não estava pronta para assumir nenhum sentimento, pois nem eu sabia o que sentia ao certo por ele—Obrigada por entender, a última coisa que quero é magoá-lo, quero que saiba disso, gosto muito de você, de está perto de você, tem sido uma pessoa maravilhosa durante todo esse tempo.
—Sempre serei, quando precisar Mel, estarei aqui—Puxou minha mão a beijando—Sempre!—Sorrir com o gesto carinhoso dele, pena que isso não durou muito tempo. Levei um susto quando escutei um som de disparo de arma, o barulho tinha vindo do andar de baixo.
—O que foi isso Ian?—Eu já estava de pé, abraçando os braços—Foi um tiro?
—Fica aqui em cima, não saia, por favor, eu vou ver o que está acontecendo—Ele se levantou da cama.
—Tome cuidado—Recomendei—Ian apenas acenou e saiu do quarto.
Notas finais
Leiam o Próximo...fortes emoções.
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