Os Golpistas

2 Um dia Nada Fácil


Notas iniciais
Ta aqui gente o 1 cap. Sei que ta marcando 3 Cap, mas a Fic começa a partir daqui kkkk
Bom, espero que todos gostem de verdade, ta grandinho 0/
QUERIA RECOMENDAR UMA FIC DE UMA AMIGA MINHA GENTE.
A GAROTA DA CAPA VERMELHA - CONTINUAÇÃO. DA MINHA AMIGA *MBGE*
http://fanfiction.com.br/historia/165233/A_Garota_Da_Capa_Vermelha_-_Continuacao
É SUPER INTERESSANTE, TEM ROMANCE, MUITO AMOR NO MEIO. OU SEJA INCRÍVEL.
SE VOCÊ GOSTA DESSE TEMA, COM CERTEZA NÃO VAI SE ARREPENDER.
Bom, agora tenha uma boa leitura meus lindos e lindas.

POV JARED HOWE

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—Estamos parados há quase um mês, isso não é nada bom para nosso grupo Jared—Brooke atravessou o pátio, enquanto reclamava, puxou uma cadeira se sentado na grande mesa do refeitório, de frente para mim. Já estava na hora do almoço, ela carregava nas mãos uma tigela de sopa de carne, ainda estava fumegante. A minha estava na minha frente, gelada e pela metade, eu apenas cortava um pão jogando os pedaços dentro dela.

—Tenho algo em mente, mas preciso que todos estejam presentes, vamos fazer uma reunião essa tarde—Joguei o último pedaçinho de pão dentro da tigela com sopa, eu não estava nem um pouco a fim de terminar aquela refeição.

—Algum trabalho em mente?—A loira me lançou um olhar curioso.

—Quando todos estiverem juntos, eu falo, antes disso nem adianta pescar informações Brooke—A repreendi.

—Tudo bem, pelo visto você está mal humorado hoje.

Ignorei seu comentário, peguei mais um naco de pão que estava dentro de uma cesta, do lado de Brooke. Retomei o trabalho de picotar seus pedaços dentro da tigela, confesso que era uma péssima mania minha.

—Está sem apetite?—A loira recomeçou outra vez.

—Sim, nada desce.

—Ultimamente você anda muito tenso Jared, precisa se distrair um pouco, não é porque estamos presos aqui dentro, que vamos morrer de tédio.

—Você me conhece muito bem Brooke, sabe que não sou de ficar dando passeios—Respondi secamente.

—É por causa da Buscadora?—Lancei um olhar de censura para ela, percebi que alguns sucos se acumularam em sua testa, talvez tivesse ficado nervosa pela forma como a olhei. Não gostava muito de tocar naquele assunto, era algo desagradável lembrar aquela mulher, isso me deixava inquieto, desde que a conhecemos, nossas vidas nunca mais foram às mesmas.

Entramos em um mundo de fugas constantes, em um mundo de preocupações diárias, de insegurança, nunca mais tivemos a nossa liberdade como antes, pois sempre tínhamos que ter cuidado com a Buscadora, ela podia está em qualquer lugar, armando alguma emboscada para nós. A mulher era ardilosa, e nesses últimos dois anos a vida não estava muito fácil, tivemos que diminuir nossos golpes, mudar para um lugar mais afastado do centro de Nova York, ou seja, precaução reforçada.

A última coisa da qual queria falar, era sobre aquela mulher, parecia que Brooke fazia isso de propósito, ela sabe o quanto esse assunto me chateia. Depois de uma curta pausa apenas olhando-a, eu a respondi.

—Não exatamente!—Suspirei largando a metade do naco de pão sobre a mesa—Podemos não falar dessa mulher? Estamos almoçando, essa é uma hora bem importante, agradeceria se não tocasse mais nesse assunto—Eu não estava só preocupado por causa da Buscadora, e sim pelo que teria que comunicar com todo o grupo, sobre a minha suposta idéia de sequestrar uma pessoa.

Houve um longo silencio entre nós dois, Brooke continuou tomando sua sopa, e eu voltei a pegar o naco de pão, era quase automático, eu o pegava, e começava a rasgá-lo, como eu disse, péssima mania minha.

—Acreditam que me cobraram 10 dólares por um hambúrguer?

O silêncio foi cortado pela reclamação alta de Liam, ele entrou no refeitório, se sentou a mesa também, mas diferente de mim e de Brooke, o mesmo não carregava uma tigela de sopa nas mãos, e sim um hambúrguer com uma latinha de coca-cola. Ele logo percebeu o clima de tensão no ar.

—Algum problema aqui gente? Espero não ter atrapalhado nada—Levou o canudo que estava dentro da latinha de coca a boca, puxando o líquido escuro do seu interior.

—Não atrapalhou nada Liam—Brooke respondeu, levando uma generosa colher de sopa à boca em seguida.

—Hum, tudo bem!—O garoto se limitou a aceitar o comentário da loira.

—A onde estão os outros?—Agora era eu que estava perguntava.

—Bom, o Ian está na garagem, parece que está concertando o motor da van, o Connor foi à cidade, acho que foi comprar algum tipo de explosivo novo—O garoto mastigava um pedaço do hambúrguer enquanto me respondia.

—Certo! Quando ele chegar me avise, teremos uma reunião hoje à tarde, preciso de todos—Mais uma vez terminei de picar o naco de pão todo, apanhei a tigela em minhas mãos, e levantei da mesa, evitei olhar para os dois na minha frente, atravessei o pátio e fui para cozinha.

[...]

—Posso entrar? Estava encostado na soleira da porta, com os braços cruzados sobre o peito, fazia algum tempinho que estava ali, observava meu irmão trabalhar no concerto da van. Ele não me respondeu, talvez não quisesse, mesmo assim entrei na garagem.

—Qual o problema?—Caminhei até ele, o mesmo estava com o corpo debruçado sobre o motor da van.

—Algumas peças enferrujadas, mas já estou resolvendo, não se preocupe, logo, logo a van estará em bom estado novamente.

—Eu sei disso. Você sempre levou jeito para ajeitar carros.

—É a única coisa boa em viver aqui, posso arrumar os carros—havia uma pontada de crítica em sua voz.

—Que ajuda?—Me ofereci. Ian retomou seu corpo a postura normal, ficou de frente para mim, com um olhar especulativo.

—Hoje por acaso é o dia da boa ação?—perguntou ironizando minha oferta de ajuda.

—Não posso apenas querer está perto do meu irmão?—Rebati.

—Eu não sei Jared, você é uma incógnita para mim, realmente não sei. Por isso prefiro trabalhar sozinho, mas obrigado mesmo assim, valeu pela tentativa.

—Eu te entendo Ian, sei o que você está sentindo.

—Não me diga? Sabe mesmo?—Ele se aproximou de mim, ficou a poucos centímetros do meu rosto, encarando-me com os olhos duvidosos—Então me diga Jared? Fala o que é que estou sentindo?

—Medo, insegurança, dúvidas, incertezas. Eu te conheço como ninguém, você é meu irmão—Ian reprimiu seus olhos, por um momento sua respiração ficou lenta, até demais, ele foi se afastando de mim, deu de ombros, e voltou ao seu trabalho—Falei alguma coisa errada?

—Saia daqui!—Rosnou.

—Ian? Responde?

Meu irmão deixou novamente o que estava fazendo, se aproximou de mim, e bruscamente me lançou contra a parede atrás de mim, ficou com uma das mãos em meu ombro, o pressionado, agora sua respiração estava acelerada, ofegante. Fiquei um pouco assustado em vê-lo naquele estado, geralmente Ian era muito calmo, paciente, tranquilo, nunca respondia ninguém com violência, esse papel quem fazia era eu, e agora ele estava agindo daquela forma.

—Sim Jared, você fez algo de errado, você me deu um futuro que eu nunca quis, depois vem com esse papinho de que me conhece? Você não conhece nem a si próprio, como pode pensar que me conhece? Tive que suportar a sua autoridade de irmão por muito tempo, confesso que no começo achei que fosse para me proteger, juro que pensei que fosse. O problema é que descobrir que isso não passa de uma fachada, você não se importa com ninguém Jared,apenas com você, colocou seu próprio irmão em uma vida miserável. Nunca teve coragem de me perguntar o que eu queria ser, ou o que eu gostava de fazer, apenas me obrigava a seguir as suas escolhas, do seu jeito, quando você queria. E eu? A onde eu entro nessa história? Sou seu irmãozinho obediente, que acata todos os seus mandamentos, não é isso?

—Ian você não está no seu juízo normal, acho melhor me soltar—Eu não queria entrar naquele assunto, sentia que aquilo iria me machucar, e iria machucá-lo ainda mais. As feridas estavam abertas, tanto em mim, como nele. Eu não desejava continuar com aquilo, não era muito bom em assuntos afetivos.

—Eu não estou no meu juízo normal?—Soltou uma risada sem o mínimo de humor—Essa agora vai ser sua desculpa? Você sempre foge quando toco nesse assunto, não suporta escutar a verdade não é? Sabe que tenho razão, por que não admite de uma vez?

—Admitir? O que quer que eu diga? Nada vai te fazer mudar de idéia mesmo, você fala de mim, mas também é um cabeça dura. Tudo que fiz até hoje, foi para o nosso bem, pensando em nosso bem estar. Prometi para nossa mãe que cuidaria de você, e eu venho cumprindo isso.

—Se cuidar pra você, é da um prato de comida, e uma roupa limpinha, realmente você não sabe o que é cuidar. Um cara sem nenhum sentimento, frio, fechado, o que teria para oferecer? Nada, você não pode me oferecer mais nada Jared. Um dia você podia ter me oferecido, poderia ter me dado o seu amor, o seu afeto, sua compreensão, mas você nunca foi bom em demonstrar seus sentimentos. Acho que por isso somos tão desligados, você gosta de afastar as pessoas, essas suas atitudes frias, ainda vão te deixar completamente sozinhos, quando esse dia chegar, você vai olhar pra tudo que deixou lá trás, e vai se arrepender, vai se arrepender de tudo—Terminou dando ênfase na última frase.

—Você acha que não me sinto mal com tudo isso? Acha mesmo que sou um monstro sem escrúpulos? Que faria algo de ruim para te ferir? Eu nunca faria nada disso Ian, só acho uma pena que você não acredite em mim. Que jogue suas frustrações em cima dos meus ombros. Você descarrega toda a sua mágoa em cima de mim, deve ser uma maneira de se sentir melhor não é? Tudo que você é ou tem hoje, é por minha causa, eu te trouxe para perto de mim, pois nunca o abandonaria, nunca o deixaria para trás—Dei uma pausa, e coloquei uma das minhas mãos em seu ombro direito—Você deve tudo o que é a mim, unicamente a mim.

—Não seja estúpido, eu não te devo absolutamente nada, te devo apenas as coisas ruins, que tive que suportar durante esses anos todos, você nunca me proporcionou um momento bom, um momento entre verdadeiros irmãos. Não tem o direito de me cobrar nada Jared, você é a última pessoa que pode fazer isso.

—Cala-se!—Gritei, saiu por impulso, àquelas palavras já estavam fazendo efeito sobre minha pessoa. Consegui retirar sua mão que apertava meu ombro contra a parede, empurrei seu corpo para longe do meu, nos afastamos em silêncio, mas com um olhar carregado de ressentimentos, de ambas as partes.

—Saia daqui!—Ele apontou a porta com o dedo.

—Quero você hoje à tarde no pátio, teremos uma reunião, acho bom que esteja presente, ou eu mesmo venho te buscar—Avisei e depois disso tomei o rumo da saída, fechei a porta atrás de mim com força, a mesma se chocou contra a soleira, fazendo um grande barulho. Queria sair logo dali, precisava ficar sozinho, refletir sobre tudo que eu havia escutado e falado. Essa não havia sido a nossa primeira, e nem seria a última briga. Elas eram diárias, me cansavam, me deixavam aborrecido, eu me irrito muito fácil, e Ian tinha a facilidade de fazer isso como ninguém, me deixava completamente possesso.

Segui para meu quarto, ainda eram duas da tarde, provavelmente Connor ainda não chegara, ou então Liam já teria me avisado, acho que vou tirar um cochilo antes da reunião, ainda mais, porque o assunto a ser discutido não será muito fácil. Preciso está com a mente em paz, por isso um descanso me faria bem, naquele momento era tudo que eu desejava.

[...]


Despertei com o som da batida na porta, abrir os olhos devagar, assim que a claridade se fez estável, autorizei a entrada. Era Liam, ele veio avisar que Connor já havia voltado da cidade, depois se retirou, e fechou a porta novamente. Olhei para o despertador que estava enfeitando o criado mudo da cama, marcava exatamente quatro horas da tarde, até que eu havia dormido bem, já sentia minha mente bem melhor.

Fui até o banheiro, me debrucei sobre a bacia da pia, era uma bacia retangular, bem funda. Abri a torneira molhando a palma das mãos, recolhi um pouco de água nelas, e joguei contra meu rosto, a água escorreu pela minha face, afastei alguns fios de cabelos que estavam grudados na testa, apertei fortemente os olhos, como se ainda tentasse acordá-los.

Peguei uma toalha de rosto limpa, a mesma estava dependurada sobre uma barra de metal atrás da porta. Enxuguei o rosto, e antes de sair do banheiro, voltei para a pia, fitei o espelho por um instante, meus olhos estavam pesados, uma barba ameaçava cresce sobre a região do meu queixo, e pelas laterais do meu rosto, acho que à noite, teria que fazê-la, eu não gostava do barba, detestava a sensação áspera em meu rosto.

—Já chega!—Falei para mim mesmo, chegou a hora de comunicá-los, seja forte Jared, seja forte—Repetia olhando para o meu próprio reflexo.

Atravessei o banheiro, voltei para o quarto, deu uma última olhada pelo ambiente, meu quarto era um tanto escuro, paredes em um tom bege, uma cortina marrom que se estendia pela grande janela da varanda, aquela varanda que me proporcionava uma grande visão sobre os edifícios de Nova York, havia uma cama de casal com dois criados mudos, um em cada lado dela, um imenso guarda roupa preto com detalhes prateados, e uma escrivaninha velha, em cima dela um computador antigo, mas que ainda funcionava muito bem. Segurei na maçaneta da porta, soltei um suspiro baixinho, sai do quarto seguindo para o refeitório.

[...]


—O que? Sequestro?—Eu mal havia terminado de falar, e Ian já estava berrando.

—Posso terminar de falar?—O advertir com o olhar—Não vamos fazer nada de ruim com o cara, apenas conservamos ele preso por algum tempo, até que nos mandem o resgate.

—Isso é meio que loucura não acha Jared?—Brooke parecia nervosa com a notícia.

—É só planejarmos tudo direito, e não teremos problemas—Falei na tentativa de acalmá-la.

—Mas como pretende chegar perto do tal Ethan?—Liam se mostrava interessado.

—Na mansão dele, fiquei sabendo que fica no centro, em um condomínio de luxo fechado, você Liam pode nos ajudar a invadi o sistema de segurança da entrada, eu e Connor nos disfarçamos de segurança, com a entrada liberada, teremos total liberdade para circular pelo condomínio, e não será muito difícil entrarmos na mansão, uma vez que já estaremos lá dentro.

—Tem certeza disso?—Brooke fez a pergunta como se quisesse ter plena certeza das minhas palavras.

—Sim, tenho certeza. Nisso o Ian vai entrar com a Van, você pode dizer que precisa fazer uma entrega para a mansão do senhor Stryder. Entra pela garagem, depois é só ficar nos esperando—Olhei para ele, enquanto explicava, o mesmo delineava uma expressão de assustado no rosto—Ai vamos para a segunda parte do plano—Prossegui— Que é capturar o Ethan dentro da mansão, primeiro precisamos estudar os horários dele, entradas e saídas. Isso é importante, devemos estudar bem toda a rotina dele, pelo menos durante dois ou três dias, para que tenhamos certeza sobre seus afazeres.

—Eu posso fazer isso, gosto de vigiar as pessoas—Pisquei satisfeito com a colaboração de Liam, acho que além dele, ninguém mais estava cooperando. Ian estava boquiaberto com tudo que eu falava, parecia ainda não acreditar, Brooke avaliava se tudo aquilo era uma boa idéia, e Connor estava totalmente inerte, observava tudo calado.

—Ótimo Liam, você será muito importante nessa parte. O que me diz Connor? Você não disse uma palavra ainda.

—Conta comigo para o que precisar—Era um alivio escutar aquilo dele, nem sei por que eu estava tão receoso, Connor era um parceiro como nenhum outro, sempre concordava com tudo.

—Então, quando conseguirmos invadir a mansão do milionário, teremos que ter todo cuidado possível, pode haver algum alerta de segurança dentro da casa, todo cuidado é pouco. Quando pegarmos ele, o drogamos, e levamos para a garagem, pois o Ian já vai está nos esperando. Todos entramos, e o Liam abre novamente o portão da entrada, saímos sem levantar nenhuma suspeita. O que me dizem?

—Sabe a minha opinião—Connor levantou a mão para cima—Conta comigo.

—Comigo também, isso vai ser interessante—Liam foi o próximo a levantar a mão.

—Eu não sei gente, nunca fizemos isso antes, pode ser perigoso, sequestrar é algo bem sério—A loira passava a mão atrás na nuca, alguns sucos de nervosismo se acumulavam em sua testa, ela ainda ponderava a idéia.

—Não confia na nossa equipe Brooke?—Perguntei, e ela se limitou a acenar a cabeça concordando—Pois bem, será o nosso golpe do ano, melhor, o golpe das nossas vidas.

—E quanto pretende pedir em troca?—Indagou Liam curioso.

—20 milhões de dólares—Todos pareciam maravilhados com a quantia, até Ian estava impressionado.

—Você disse 20 milhões de dólares?—Connor repetiu com uma pergunta.

—Sim, essa quantia mesmo que todos escutaram, o cara tem muita grana, isso vai ser pouco ainda, mas acho que é uma bela quantia, podemos mudar de vida, seremos ricos. Mas preciso da ajuda de todos, isso não vai ser fácil, tão pouco seguro, por isso a colaboração de cada um aqui, vai ser fundamental.

—Jared não podemos fazer isso, já passou pela sua cabeça que isso vai além dos nossos roubos? Isso é bem sério, você endoidou?—Todos olhamos em direção a Ian, ele estava com os braços cruzados, mantinha uma expressão dura no rosto.

—É um bom golpe—O respondi, ignorando sua pergunta.

—É loucura.

—Isso vai mudar as nossas vidas Ian.

—Isso pode nos levar para a cadeia, pode destruir as nossas vidas, não pensa nos outros?

—Eu estou pensando no grupo todo, você é o único que está relutando com o plano.

—Será que é porque eu acho isso arriscado demais? Não pode nos submeter a isso.

—Por favor, Ian, não venha querer me ensinar como eu devo agir.

—Tudo bem, eu não vou falar mais nada, só digo uma coisa, não conte comigo para essa palhaçada, se você que se afundar problema seu, mas não vai me levar para o fundo do poço com você.

—Ian procure se acalmar—Brooke se aproximou dele, porém o mesmo recuou quando sentiu a aproximação.

—Estou calmo, eu não faço mais questão de participar dessa reunião, vou me retirar, e acho que vocês deviam pensar muito bem no que vão fazer—Ele olhou para todos da sala, exceto para mim— Não se deixem influenciarem mais uma vez pela lábia do meu irmão, ele só sugere o que convêm a ele—Após dizer isso, Ian se retirou do refeitório. Liam ameaçou ir atrás dele, mas fiz um gesto com a mão, impedindo-o de ir. O silêncio tomou conta do ambiente, ficamos na companhia dele por alguns breves minutos. Resolvi ignorar a cena de Ian, não deixaria que ele dificultasse as coisas, se não queria participar tudo bem, mas também não atrapalharia.

—Brooke?—Quebrei o silêncio a chamando—Só falta você, Connor e Liam já concordaram, posso contar com você?—Ela hesitou por alguns segundos, mas não demorou muito para acenar um sim com a cabeça—Ótimo, se o Ian não vai participar, iremos nós quatro, vamos consegui. Vamos ter em nossas mãos os nossos 20 milhões de dólares.

[...]


O dia não foi nada fácil, como eu havia pensado na noite anterior. Eu estava no meu quarto agora, precisamente dentro do banheiro, estava fazendo a barba, ou melhor, tirando o que ameaçava crescer. As lembranças da discussão com Ian voaram pelos meus pensamentos, eu me fazia de durão na frente dele, mas a cada discussão, a cada briga nossa, era uma parte de mim que aos poucos morria.

Eu o amava mais que tudo, e hoje ele pela primeira vez havia falado alto comigo, mostrou-se forte na minha frente, até se recusou a participar no meu mais novo golpe milionário. Ele estava me enfrentando, estava tomando suas próprias decisões. Isso feria o meu ego, nunca imaginei que Ian falasse mais alto que eu, sempre o mantive em rédeas curtas, sempre ao meu lado, sempre o forçando a concorda com tudo que eu decidia.

Fiquei um pouco abalado com sua reação na reunião hoje, estava me enfrentando, bem, estava não, ele passou por cima da minha palavra, negou um comando meu. Nunca ninguém havia feito isso, nenhum dos meus parceiros, todos sempre acatavam minhas ordens, meus pedidos, acho que por isso fiquei dessa forma, um tanto estremecido.

Senti uma fisgada na minha bochecha, logo vi o motivo, havia me cortado com a lâmina de barbear. Estava tão perdido em meus pensamentos, que havia esquecido que estava me barbeando. O sangue se misturou com a espuma branca, tratei de terminar logo aquele serviço, ainda pretendia fazer algumas coisas antes de dormir.

Acabei tomando um banho, precisava relaxa um pouco, sai do banheiro com a toalha em volta da minha cintura, nas mãos eu carregava outra toalha menor, essa eu passava atrás da nuca, enxugando-a, e subindo para os cabelos. Após alguns minutos larguei a toalha em cima da cadeira da escrivaninha, puxei a mesma para me sentar, e iniciei o computador.

A pesquisa que eu comecei não custou a ser carregada, eu procurava pela planta da mansão do milionário, como ele morava em um dos condomínios mais luxuoso de Nova York, não foi difícil encontrá-lo, sua mansão estava em uma lista dos imóveis mais caros, não demorei muito, e encontrei a planta do lugar. Era incrível como a mansão era enorme, eu estava apenas vendo uma planta, mas mesmo assim, me admirei com o exagero do imóvel.

Estudei cada ambiente, cada cômodo, cada corredor, cada pedacinho do lugar, eu precisava estudar bem todas as entradas e saídas, melhor seria se eu mesmo estivesse na mansão, mas como seria impossível, o jeito era estudá-la pelo internet. Havia muitos quartos, a mansão continha três andares, vários banheiros, salas de star, áreas de lazer, e uma bela garagem, ainda bem que só havia uma mesmo.

Peguei um caderno dentro do guarda roupa, comecei a escrever algumas anotações sobre o lugar, eu estava começando a planejar a minha estratégia, precisava conhecer todos os lugares dali, nada podia da errado no dia do sequestro, um nó mal dado, e tudo estaria perdido.

Só percebi que estava exausto, quando deixei meu corpo tombar sobre o teclado do computador, isso me fez despertar de imediato, olhei para o relógio, já marcava duas da manhã, eu havia perdido a noção do tempo. Desliguei o computador, e caminhei sonolento até a minha cama, me lembrei que não havia escrito em meu diário hoje, mas eu estava cansado demais, precisava dormir, e sinceramente minhas pálpebras estavam implorando para se fecharem.

Enrolei-me com um lençol fino, ainda com a toalha em minha cintura. Tentei me levantar da cama, mas tudo foi ficando pesado, escuro demais, acabei deixando a idéia de me trocar para lá, e adormeci.

Notas finais
Nossa tenso mesmo a relação de irmãos, entre Ian e Jared nhe?
Esses dois ainda prometem muito durante essa Fic.
Aviso: NO PRÓXIMO CAP JÁ TEREMOS UM POV DA MELANIE.
Só avisando mesmo okay?
Please deixem reviewsss...Suas opiniões valem muito.