Os Golpistas

14 Um beijo e uma bagunça sentimental


Notas iniciais
Joguem tomates em mim...eu deixo.
Perdão minhas lindas e lindos.
Sorry mesmo, mas só pude postar hoje.
Foi muitooo corido esses dias.
E hoje então???
Nossa como pode..
aff...
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Gente quem gosta de frequentar Blogs, ta aqui uma boa sugestão da minha amiga Martinália.
http://dicasdamarth.blogspot.com.br/
(é muito bom, fala de fics/filmes...sem contar que ela divulga sua Fic lá...O que está esperando?? Passa lá)
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Bom tbm estou feliz porque assistir 'THE HOST'
e tipo...foi tudo...quem assistiu sabe do que estou falando.
Mas essa semana serei pontual... Um dia sim...outro não...certo...
E quero reviews para me deixar contente.
Agradecendo tbm, a recomendação da minha amiga Marth aiaia..Amei sua Linda...Obrigadão.
Bom chega de falar nhe???
Bora ler kkkk
Ai se tiver algum erro gente, perdoa...não revisei, entre msm para postar. Deus queira que não tenha.
Espero que gostem...

POV Jared Howe

ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ

—Chega! É melhor pararmos agora com isso—Levantei-me da cama dando as costas para ela.

—O que está acontecendo com você Jared? Nunca foi de negar meus carinhos—Hay estava aborrecida, também não era para menos, eu estava evitando-a, algo dentro de mim gritava para que eu não cedesse.

—Estou cansado, só isso—Menti, mesmo sabendo que aquela desculpa não a convenceria.

—Sério?—Levantou-se também—Você costumava inventar desculpas melhores. O que está acontecendo Jared—Virou meus ombros para olhá-la—Não vou sair daqui enquanto não me falar.

—Já disse que estou cansado, quero descansar, também já está tarde, acho melhor você voltar para a oficina. Não é seguro andar sozinha por ai, ainda mais de noite.

—Meu plano é passar essa noite com você—Empurrou meu corpo contra a porta do quarto, selando nossos lábios em um beijo urgente, claro que mais da parte dela.

—Hay—Disse ainda com os lábios colados—Para, por favor, não quero que saia magoada.

—E por que eu sairia?—Perguntou mordendo meu lábio inferior.

—Sabe que não sou de me prender a ninguém, gosto da sensação de tomar minhas próprias decisões—Pausei aquele beijo forçado, segurei seus dois ombros, fazendo-a me olhar nos olhos—Eu não posso ser o tipo de ‘companheiro’ que você quer, eu simplesmente não conseguiria—Suspirei procurando pelas palavras certas, não era uma coisa fácil de se falar, mas precisava ser dito, de alguma forma precisava. Acho que havia chegado à hora... À hora de colocar um ponto final, de acabar com as ilusões da Hay.

—Por acaso está me dispensando?—Ela realmente era bem rápida para entender as coisas, mas não era daquela forma que eu queria que ela entendesse.

—Dispensar não é o termo mais apropriado aqui—Desci minhas mãos segurando seus punhos—Só estou dizendo, que não podemos ficar mais juntos, eu não posso mais, e nem tenho o direito de prendê-la a mim.

—O Jared que eu conheço não ligaria para isso, realmente você está bem estranho—Puxou os punhos se afastando—É outra não é? Só pode ser isso. Conheceu outra garota—Engoli em seco aquele absurdo que havia acabado de ouvir, como assim outra? Não existia outra garota em minha vida, nunca existiu.

—Da onde tirou essa idéia maluca Hay—Dei uma risada balançando a cabeça—Não tem ninguém.

—Não mesmo? Não sei se posso acreditar.

—Halley—Caminhei para próximo dela, coloquei uma das mãos em seu queixo—Não tem ninguém, gosto de liberdade, de me sentir livre.

—E não se sente assim comigo? Eu te prendo?

—Você força a barra às vezes—Fiz uma careta—Ta, não só às vezes, mas sempre. Isso eu não acho legal.

—Eu posso mudar esse meu jeito, posso tentar, não precisa me dispensar.

—Já disse que não estou te dispensando, você é linda Hay, muito atraente, charmosa, pode conquistar qualquer cara.

—Mais eu quero você—Colocou sua mão sobre a minha—Somente você Jared—Retirei minha mão do seu queixo, isso fez com que sua mão saísse de cima da minha. Afastei-me encolhendo os ombros, eu não sabia o que dizer diante daquilo—Ficou mudo do nada, disse alguma coisa errada?

—Acho melhor você ir Hay, já está bem tarde. Peter vai ficar preocupado—Falei fugindo da sua pergunta. Notei que a expressão de Hay não estava nada boa, ela estava zangada e aborrecida.

—Tudo bem—Levantou as duas mãos em forma de rendição—Eu saio, já notei que aqui eu não sou bem vinda mesmo.

—Não começa Hay, é bem vinda aqui quando quiser, só está tarde, e você precisa ir.

—E essa conversa? Não vai ter um ponto final?

—Em breve voltamos a conversar. Esse não é o momento.

—Ok!—Disse vencida—Pode pelo menos me deixar lá fora? Ou isso também é impossível?

—Eu te levo—Hay abriu um meio sorrisinho e saímos do quarto.

[...]

—Quando vai me procurar de novo? Claro se você for.

—Em breve Hay. Estou ocupado no momento, mas assim que der, eu te procuro.

—Você quem sabe Jared—Colou nossos corpos novamente—Só não demore muito—Finalizou a frase com um selinho. Afastou-se colocando o capacete, e subindo em sua moto, da onde deu a partida e foi embora.

Fiquei algum tempo ali fora, a noite estava agradável, apesar da conversa nada fácil com Hay, eu gostava dela, gostava muito. Pena que não era da mesma forma que ela. Sentia meu coração apertado, eu não sabia exatamente por que. Os beijos dela não me agradavam mais, eu me sentia desconfortável, como se estivesse fazendo algo errado. ‘Que besteira’, falei para mim mesmo. ‘Não é nada demais Jared, nada demais, você apenas não está mais no clima dela

POV Melanie Stryder

ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ

—Pode entrar—Ian estava se acostumando a bater na porta, isso era bom, mostrava que ele era bem educado, diferente de Jared, ‘Para de pensar nesse homem Mel, já chega, esqueça ele

—Jantou?—Perguntou se sentando na cadeira, trazia uma caixinha média nas mãos, de cor escura.

—Estava uma delícia.

—Mandei o Liam trazer, eu mesmo teria trago, mas precisei conversar com a Brooke, ela estava com problemas.

—Amigos são para isso.

—Verdade—Sorriu concordando.

—O que tem ai nas mãos?

—Isso aqui?—Levantou a caixinha—Advinha?

—Hum... —Coloquei um dedo no queixo—Por acaso é o nosso xadrez?

—Exatamente!—Disse entusiasmado.

—Legal—Minha voz era apenas um fio sem força.

—Você é que parece que não está.

—Magina, estou super animada—Não, eu não estava, desde que Jared havia saído do meu quarto, eu estava desanimada, ainda mais sabendo que ele saiu falando com a tal Halley.

—Algum problema?—Ian parecia preocupado, deixou a caixinha em cima da cadeira, e se aproximou de mim. Eu estava sentada no chão, com as costas na cama. Ele se sentou ao meu lado, na mesma posição. Mesmo não o olhando, eu sabia que seus olhos estavam em cima de mim. Curiosos por alguma explicação.

—Não vai parar de me olhar mesmo nãoé?

—Essa é a idéia—Sou seu amigo, quero que confie em mim.

—Eu confio—Virei o rosto fitando-o. Seu rosto estava pacífico, a linha dos lábios fechada, os olhos estavam caídos. Nunca tinha parado para prestar atenção aos detalhes, Ian era muito bonito, bom, eu já o achava, desde o nosso primeiro encontro. Mas agora, olhando-o de perto, cara a cara, eu me encantei com sua face, com aqueles olhos verdes, mergulhados nos meus.

Sentia-me bem ao lado dele, como se todos os meus receios e medos, fossem embora, sumissem no ar. Passei minha mão pelo seu rosto, acariciando sua pele, Ian se limitou a fechar os olhos, parecia gostar do meu toque, do meu carinho. Parei na região dos seus lábios, estava um pouco áspero ali, devido à pequena barba que crescia pelo local, o que destacava ainda mais seu belo rosto.

Eu não sabia se devia continuar com aquilo, mas parecia ser agradável para ele, e de certo modo para mim também. Subi minha mão até seus cabelos, eles estavam bagunçados, passei os dedos por entre os fios sedosos e lisos. Alcancei sua nuca, por onde desci meus dedos devagarzinho, a sensação era boa, era aprazível, gostosa.

Ian acabou entrando no clima também, deixou com que sua mão tocasse meu rosto, o toque me fez abri um pequeno sorriso nos lábios, sua mão era grande, os dedos compridos, quase escondia meu rosto todo. Ele abriu seus olhos, agora encarávamos um ao outro, sem dizer uma palavra, Apenas nos olhávamos.

O polegar dele acarinhou minha maçã do rosto, o toque desceu para a região dos lábios, sorri mais um pouco, deixando minhas covinhas amostras, Ian acabou passando o polegar nelas também. Fechei os olhos me deleitando com o carinho. Como era bom aquilo, aconchegante.

Ainda com os olhos fechados, senti a sua respiração próxima do meu rosto, até demais. Ela era calma, controlada, mas havia uma intensidade nela, como se Ian respirasse o mais fundo possível. Ele aproximou nossos narizes, e eles se roçaram um ao outro. Minha mão que antes estava em sua nuca, já estava decaída em seu ombro esquerdo, seu polegar acariciava meus lábios, primeiro o superior, depois o inferior. Toques leves, mas que me fizeram morder os lábios ao final.

Fui levantada as presas de onde estava sentada, fiquei um pouco confusa, precisei abri meus olhos, entender o que estava acontecendo. Eu me encontrava encostada em uma das paredes do quarto. Ian tocava meu pescoço com carinho, seus olhos estavam apertados, procurei não me alarmar, eu não conseguia raciocinar direito. Tudo parecia equivocado demais.

—Mel—Sua voz era baixinha, um murmúrio—Eu preciso fazer isso, até mesmo para comprovar algo.

A princípio eu não entendi o que ele quis dizer, também nem tive muito tempo, Ian estava com seus lábios colados aos meus, minha respiração não demorou muito para ficar desregulada, completamente acelerada. Meu coração batia a mil. Eu não sabia se era por que estava gostando, ou porque estava surpresa com o beijo.

Passei minhas mãos atrás de sua nuca, Ian tocava gentilmente minha cintura com as mãos, era um toque bem leve, apenas repousava suas mãos ali. O beijo que havia começado calmo, apenas com um leve toque, estava se transformando em um beijo urgente, Ian pedia passagem com a língua, mas por receio acabei negando, eu estava nervosa, preferi não liberar o contato com a língua.

Acho que ele entendeu, pois não insistiu mais, ficou apenas tocando meus lábios, dando leves selinhos, ainda puxou meu lábio inferior, mordiscando ele amenamente. Eu também o beijava, e mordia seus lábios, mesmo não entendendo o porquê estava agindo daquele jeito.

Apertei os olhos com força, e minha mente ficou escura, já não pensava em mais nada, nem ao menos sentia meus pés no chão, estava tomada por aquele contato com Ian, mas violentamente levei um forte choque, sim algo fez com que eu parasse aquele beijo, finalizasse ele de uma vez. A imagem de Jared Howe. As imagens dele rodavam pela minha mente, não aguentei aquilo, acho que por isso afastei os lábios de Ian. Havia sido forte demais para mim.

—O que houve Mel?—Ian me olhava preocupado.

—Não posso Ian, não está certo—Retirei as mãos de sua nuca.

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—Tudo bem, me desculpa—Ele subiu suas mãos até meu pescoço—Eu não devia ter feito isso, a culpa é minha—Calei seus lábios com um dos meus dedos.

—Schh, eu quis isso também, não é culpa sua. É que... Não posso, não sei por que, apenas achei melhor pararmos—Tirei meu dedo de seus lábios.

—Compreendo—Abaixou os olhos, um tanto desapontado—Acho que é melhor que eu vá agora—Concordei acenando com a cabeça, talvez fosse melhor. Eu precisava colocar minha cabeça no lugar, tudo estava desordenado dentro de mim, uma verdadeira bagunça.

Ian se afastou de mim, juro que vê-lo se afastar, deixou meu coração pequeninho, bem apertadinho. Ainda mais o vendo cabisbaixo.

—Vou deixar o xadrez aqui, jogamos outra hora.

—Tudo bem.

Ele deu um sorriso sem vida, caminhou até a porta abrindo-a. Ficou alguns segundos parado com a mão na soleira, me desencostei da parede, precisava me sentar, os joelhos estavam trêmulos, assim como todo meu corpo, me sentia estranha, com certeza eu precisava me sentar. Caminhei até minha cama, procurando uma boa posição para ficar, acabei me sentando, com as costas encostada na cabeceira.

Ian por fim atravessou a porta, evitou me olhar, ou talvez não estivesse em estado para isso, ele havia saído abalado, minhas palavras o machucaram de alguma forma, e eu sabia disso. Procurei não pensar naquilo, um misto de sensações percorriam meu corpo, angustia, dor, tristeza, culpa. Tudo misturado, o que me fazia ficar péssima. Deixei meu corpo tombar no colchão, as lágrimas começavam a querer rolar pela face. Encolhi meu corpo, abraçando minhas pernas. A imagem de Jared ainda pairava em minha mente, era como se eu necessitava vê-lo, ou senti-lo. ‘Mais que raios é isso Melanie?’. Uma lagrima teimosa desceu pelo meu rosto, morrendo em meus lábios, não demorou muito e várias outras desceram também.

Mais o que Ian queria comprovar? Uma pontada de curiosidade cutucou minha mente, acabei ignorando, depois eu poderia perguntar a ele, isso se eu tivesse coragem.

Chorei tanto que acabei adormecendo...

Notas finais
Gostaram???
O próximo será ainda melhor...quem pensa que a Dona Hay vai desistir fácil, esqueça....ela vai querer saber muitas coisas...e garanto a vocês...o próximo Cap será Tenso.
Até lá pessoas lindas.