Os Golpistas
9 Tempestade
Notas iniciais
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Bom, uma das minhas leitoras me sugeriu fazer alguns POVS dos outros personagens.
Do Liam, Brooke...
Enfim, queria saber a opinião de vocês;)
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Bom espero que gostem, eu estava sem inspiração.
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MINHA FIC GANHOU UMA ADVERTÊNCIA, PQ EU HAVIA FEITO UM CAP COM PERSONAGENS, LEMBRAM? AI NÃO PODE. ISSO ME DEIXOU TRISTE :(
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Mas vou caprichar no próximo.
COLOQUEI UMA MÚSICA QUE FOI SUGESTÃO DA MINHA LEITORA JP.
!!! QUEM QUISER SUGERIR MÚSICA É SÓ MANDAR MP. TODAS QUE RECEBO EU ANOTO.
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AGRADECER AS QUERIDAS: LEITORA DE FICS E A DREAMS CRAZY, PELAS RECOMENDAÇÕES, ESTOU MUITO FELIZ, PEDI UMA RECOMENDAÇÃO E GANHEI DUAS;) VALEU MENINAS.
Bom boa leitura gente.
POV Jared Howe
Entrei no meu quarto batendo a porta atrás de mim, estava furioso, sim eu estava. Estava com raiva de mim, pelo modo como falei com Melanie, sei que ela não merecia escutar aquelas palavras, mas acabei despejando tudo pra fora, desejava vê-la mal, triste, queria que chorasse mesmo. Minhas palavras a golpearam intensamente. E eu sabia disso.
Porém estava me sentindo péssimo agora, um completo carrasco, um verdadeiro idiota. “Como pude ser tão duro com ela”? Meu coração ficou apertado, ficou cheio de culpa, cheio de remorso, ainda podia ver a imagem do seu rosto, completamente banhado em lágrimas, lágrimas exclusivamente causadas por minha causa.
Totalmente enfurecido acabei empurrado à escrivaninha contra a parede, tudo que estava em cima dela caiu no chão, inclusive o velho computador, este ficou em pedaços no. Joguei também a cadeira, a mesma perdeu duas de suas pernas. Sentei na beirada da cama, inclinei o corpo para frente, apoiando a cabeça em minhas mãos, essas estavam trêmulas, nervosas, procurei respirar um pouco, meu coração pulsava apressado devido à força que eu havia feito.
Fiquei quase meia hora parado, abatido, procurando me acalmar, não queria fazer mais nada que eu me arrependesse, não desejava ferir mais ninguém. Melanie havia realmente ficado mal, acho que ela e o pai não se davam muito bem. Assim como eu e meu irmão.
Levantei a cabeça, meus olhos olharam para o relógio do criado mudo, quase quatro horas da tarde, soltei um suspiro pesado e deixei meu corpo tombar sobre a cama.
Fiquei fitando o teto branco do quarto. Minha conversa com o Ethan Stryder também não havia sido boa, acho que ele me daria trabalho, com certeza daria, mostrou-se mão fechada, um verdadeiro mesquinho infeliz.
Mas o que me deixou mais abismado, foi ele colocar o dinheiro à frente da própria filha, qual pai faria isso? Um pai de verdade faria de tudo para ter a filha de volta, para tê-la em segurança, aquele homem não devia ter escrúpulos, ou não amava Melanie.
Estava de cabeça quente, não queria pensar mais em nada, queria um pouco de paz, de tranquilidade, principalmente depois do ocorrido naquela tarde. Fechei os olhos sentindo uma forte dor de cabeça atrás da nuca, talvez fosse bom eu ficar um pouco deitado, descansar me parecia uma boa idéia naquela hora.
[...]
—Ian? Precisamos continuar, vamos corra.
—Não aguento mais Jared, estou cansado, minha perna dói muito—A bala havia atingido feio a perna do meu irmão, ele estava perdendo uma grande quantidade de sangue.
—Não vou te abandonar, não posso fazer isso, prometi a nossa mãe, por favor, continue—Eu implorava.
—Não posso! Você pode, aproveita, é a sua chance de escapar.
—Para de falar besteira—Passei um dos braços dele pelo meu pescoço—Se apóia em mim.
—Tudo está ficando escuro Jared, acho que vou demai...
—Ian? Ian?—O desespero era meu inimigo agora, meu irmão estava caindo, não pude com seu peso, seu corpo alcançou o chão. As nuvens formavam um grande tapete cinzento em cima de nós, a cor estava apagada, pingos de água começavam a cair sobre meu corpo, dobrei os joelhos ao lado de Ian, seus olhos estavam fechados, sua respiração fraca.
Uma poça de sangue formava-se abaixo de sua perna ferida. Eu passava minha mão em seu rosto, afagava seus cabelos, chamava pelo seu nome, porém minha voz era inaudível, nada era escutado, lágrimas lavavam meu rosto, não conseguia evitá-las, era mais forte que eu.
Observei um nevoeiro me cercar, não enxergava mais nada, tudo estava embaçado, turvo demais. Causava até uma irritação em meus olhos, tive que fechá-los imediatamente. E quando voltei a abri-los, notei que Ian tinha desaparecido, procurei atordoado por todos os lados, mas a névoa ainda impedia a minha visão.
Uma gargalhada ecoou no ar, uma risada que me causou arrepios, que fez minha espinha congelar. A risada era feminina, mas não era bonita, muito pelo contrário, era algo sombrio, uma melodia nada prazerosa. Apertei as mãos contra meus ouvidos, numa tentativa de cessar o som desconfortável.
De repente acordei sobressaltado na minha cama, meu corpo se inclinou para frente, gotículas de suor caiam da minha testa, meu pescoço também estava completamente molhado, minha respiração estava descontrolada, a boca seca e os olhos úmidos. Sentei na cama por um momento, procurava colocar a cabeça no lugar, queria entender o que havia acontecido comigo.
O ar já entrava com calma para os pulmões, não estava mais transpirando como acordei, passei a palma das mãos nos olhos, queria saber se realmente estava acordado. Que pesadelo horrível, nunca havia sonhado com isso antes, já havia tido vários pesadelos, mas não como esse, não com esse desespero todo.
Tudo que conseguia me lembrar era do rosto de Ian, sua feição abatida, como se estivesse se despedindo de mim. Não me lembrava bem de como aquele pesadelo tinha começado, só me recordava da parte em que Ian estava sangrando, sangrando muito, estávamos correndo, eu não sabia dizer do que, ou de quem.
Quando o perdi da minha visão, fiquei desesperado, não sabia para onde olhar, tudo estava embaçado. Minha voz não saia, ou pelo menos eu não a escutava. E aquela gargalhada, o que era aquela gargalhada? Tremendamente desconfortável ouvi-la.
Estava aliviado por ter acordado, e por saber que aquilo não havia passado de um terrível pesadelo. Não podia imaginar a cena do pesadelo de verdade, não mesmo.
Eu nem reparei que lá fora caia uma tempestade forte, só fui da conta quando escutei um forte trovão, um trovão ensurdecedor. As cortinas do meu quarto se agitavam com o vento, me levantei indo até a janela. O vento era forte e barulhento, as nuvens estavam negras e a chuva caia violentamente contra o solo. O tempo estava completamente fechado e escurecido. Fechei a janela e voltei para cama.
Não sentia mais a dor de cabeça. Olhei para o relógio, ele marcava sete horas da noite, realmente eu havia apagado durante horas. Mesmo com o terrível pesadelo, sentia um alívio pelo corpo, estava mais descansado, a raiva tinha passado, e eu me encontrava bem mais calmo agora, menos mal. Eu não gostava quando estava com raiva, sempre me tornava uma pessoa agressiva, irônica, mal humorada, estressada, totalmente o oposto do que eu realmente queria ser.
Como havia suado muito, resolvi tomar um banho. Levantei da cama, peguei uma toalha limpa no guarda roupa, juntamente com uma peça de roupa, passei pela escrivaninha jogada no chão, fiquei observando o meu ato de fúria, o computador estava aos pedaços, um arrependimento me bateu.
Era um bom computador, agora não havia sobrado muito dele. Tive que desviar dos pedaços que estavam espalhados pelo chão, tanto do computador, quanto os da cadeira. Entrei no banheiro trancando a porta.
[...]
O banho havia me deixado bem melhor, eu estava vestindo a última peça de roupa, uma camiseta regata azul escura, ela deixava meus ombros de fora. Usava uma calça de tecido fino preta, passei os dedos nos cabelos, balançando a umidade dos fios, calcei um chinelo de dedos e sair do quarto, queria saber a onde estavam os outros.
O corredor estava escuro, sair caminhando calmamente por ele. Escutei mais um trovão ricochetear o céu, tudo estava calmo demais. Desci as escadas indo para o pátio, escutei vozes vindas do final dele, provavelmente devia ser o restante do pessoal.
Aproximei-me com cautela, queria escutar sobre o que eles conversavam, ao me aproximar um pouco, escutei a voz de Liam, ele falava de Melanie, de uma conversa que havia tido com ela mais cedo.
—Você disse ao Jared?—Era a voz de Brooke, ela perguntava ao garoto.
—Não falei nada, ela falou que não queria mais o Ipod, não entendi direito, mas não insistir. Acho que ela ficou com medo dele—Liam a respondeu. Eu fiquei pensando sobre aquilo por alguns segundos.
—Sabe se ele já ligou para o Ethan?—A voz de Connor tirou-me dos meus pensamentos.
—Creio que sim, ele veio me pedi um aparelho celular hoje, daqueles restritos, disse que iria fazer o primeiro contato com Ethan, provavelmente ele já deve ter ligado.
—Espero que a conversa tenha sido vantajosa—Connor falou, e pude escutar o barulho de um prato sendo colocado contra a mesa. Pelo horário eles deviam está jantando.
Acabei entrando no refeitório, não queria ficar escondido por muito tempo, quando me viram levantaram os olhos surpresos, como se soubessem que eu estava ali.
—Você saiu do quarto, pensei que ficaria lá a noite toda—Brooke falava, enquanto Liam saia da cadeira que eu costumava me sentar. Ele sentou-se na cadeira da ponta da mesa.
—Acabei descendo sim—Me sentei respondendo a Brooke. Ian estava no canto afastado do refeitório, segurava uma tigela branca nas mãos, ele não me olhou quando cheguei, ficou imóvel, apenas encarando sua tigela.
Como imaginei estavam jantando, havia uma panela no meio da mesa, pensei que pudesse ser sopa, mas quando levantei a tampa, vi que se tratava de um cozido de frango, o cheiro estava delicioso, com certeza havia sido obra de Brooke, ela era a única que cozinhava comida descente ali.
—Deixa que eu te sirva Jared—Brooke pegou um prato que estava sobre a mesma, com a ajuda de uma concha ela colocou um pouco do cozido, me passando em seguida. A mesma estava sentada na minha frente. Connor estava do lado dela. Ele me olhava curioso, e eu já sabia o motivo daquele olhar, todos ali pareciam já ter terminado de jantar.
—Obrigado Brooke!—Segurei o prato, o colocando em minha frente, peguei um garfo e dei a primeira garfada. Mastiguei por algum tempo, saboreando o alimento, estava bem gostoso por sinal, voltei a olhar para Ian. Ele não estava mais imóvel, terminava de comer sua comida.
Acabei me lembrando do roubo que Brooke e Connor tinham ido fazer, queria saber como tudo havia saído.
—Como foi com o serviçinho?—Me referia ao roubo.
—Deu certo, pegamos uma boa quantidade de dinheiro, acho que passaremos bem durante umas duas semana—Brooke olhou para Connor, os dois fizeram um toque satisfeito com as mãos.
—Ótimo!—Elogiei. Pelo menos uma coisa boa naquele dia.
—Ligou para o Ethan?—A curiosidade de Connor falou mais alto.
—Sim!—Terminei de mastigar a comida—Hoje à tarde.
—Então?—Voltou a perguntar.
—A conversa não foi uma das melhores—Brooke e Liam me olhavam surpresos—Ele relutou, disse que não entregaria o dinheiro tão fácil—Dei mais uma garfada boa.
—Isso não é nada bom Jared—Concluiu Connor, sua feição era de preocupação.
—Eu sei, mas nós também não vamos ceder, só devolveremos a filha dele com o dinheiro em mãos. Antes disso continuaremos com ela.
Houve um momento de silêncio no ambiente, de alguma forma aquele notícia havia preocupado a todos da mesa. Eu também estava, pensei que o cara seria mais generoso, mas pelo visto me enganei. Continuei comendo o cozido calado.
—Acha que pode segurar ela aqui quanto tempo Jared?—Ian se voltava para a mesa, colocou com força a sua tigela sobre a mesma. Reparei que estava cheia ainda—O pai dela é um homem com recursos, muito poderoso, se ele não quer da à maldita grana, é por que ele está preparando alguma coisa.
—Como assim Ian?—Brooke entrou na conversa.
—Vocês estão com a filha do Ethan Stryder, o cara mais rico de toda Nova York, acham mesmo que ele vai dar o dinheiro assim? De mão beijada?—Não o respondemos, mas ele se adiantou—Claro que não! Ele vai usar todos os métodos possíveis para encontrar a filha, já parou para pensar o que isso pode acarretar Jared?
—Você está com medo Ian?—Estava levando o garfo a boca, mas o coloquei de volta no prato.
—Eu não, vocês sim deveriam, estão com uma mina de ouro aqui dentro, uma mina de ouro que não pertence a nenhum de vocês.
—Eu já entendi Ian—Soltei uma risadinha baixa—Está com pena da garota não é? Mais não precisa, se tudo ocorrer como deve ocorrer, ela sairá bem dessa, e voltará para os braços do papai.
—Espero mesmo que seja assim Jared—Os olhos de Ian estavam acinzentados, o verde havia dado lugar a uma tonalidade mais escuro—Um trovão ressoou pelo ambiente, eles estavam ficando cada vez mais altos e fortes.
—Acho melhor pararem—Connor segurou o braço de Ian, o mesmo meneou a cabeça concordando.
—Vou levar comida para a Mel—Pegou um prato limpo, colocando cozido nele.
—É assim que a chama ela agora? Mel? Viraram amiguinhos?—Minha voz era de pura ironia.
—Ela tem que confiar em alguém aqui dentro, alguém que não a machuque com suas palavras ofensivas—Virei o rosto de lado, sabia que aquilo era uma indireta, fiquei encarando um espaço vazio do refeitório, não queria que as lembranças voltassem.
Escutei seus passos se afastarem, ele já havia sumido. Voltei a olhar para a mesa, e para todos que estavam nela. Abaixei os olhos encarando a tigela, a fome já havia passado, não pretendia terminar mais a refeição.
—Se vocês não se importam eu vou me retirar—Connor arrastou a cadeira para trás, levantando-se, acenamos um tchau com a mão, depois ele desapareceu.
—Acho que também vou nessa, preciso terminar um dos meus joguinhos—Liam fez a mesma coisa que Connor, por fim ficamos eu e Brooke.
—Está tudo bem com você Jared?
—Uhum!—Foi à única coisa que saiu como resposta.
—Tem certeza? Não me parece.
—Só estou cansado de brigar com o Ian, de sempre bater de frente com ele, isso cansa sabe?
—Eu sei. Mas tenta entender, Ian é bem complicado, ele tem uma ferida dentro dele, que somente o tempo vai cicatrizar. E essas discussões de vocês dois, apenas abrem ainda mais essa ferida dele, o machucam ainda mais, não só a ele, mais você também. Sei que o passado não foi junto com nenhum dos dois, mas porque fazer do presente um fardo pesado? Vocês têm que aprender a se respeitar, a se amarem como irmãos, pois é isso que vocês são.
—Quem dera fosse fácil assim—Bufei mexendo no garfo.
—Fácil não é Jared, mas também não é impossível.
—Eu só queria um pouco de paz, um momento de bandeira branca, mas quando vejo, já estou em pé de guerra com Ian, sempre é assim Brooke, a fita nunca muda—Encolhi os ombros.
—Tudo se resolve um dia, certo?—Abriu um sorriso no rosto, eu não queria decepcioná-la, então forcei um sorrisinho em meu rosto também, um sorriso sem a mínima vontade.
—Aii!! Também não precisa sorrir sem vontade—Ao dizer aquilo soltei uma risada baixa, dessa vez havia sido de verdade.
—Agora sim, esse é o Jared que eu conheço—Colocou sua mão sobre a minha—Conta comigo sempre tudo bem?
—Claro, conto sim! Obrigado, sempre me deixa melhor com suas conversa.
—Para o que serve os amigos não é mesmo?—Entrelaçou nossos dedos.
—Você tem razão—Concordei—Vem cá—Ela me olhou curiosa—Do que o Liam estava falando sobre um Ipod?
—Ahhh!! Você estava escutando a nossa conversa? Que coisa incorreta—Me olhou feio, e sorrimos juntos—Bom! O Liam foi levar o almoço da Melanie, eles ficaram conversando um pouco, então ela disse que gostava de escutar música, por que ajudava há passar o tempo e tal.
—Vai direto ao ponto, por favor, Brooke—A cortei.
—Ai tudo bem! O Liam ofereceu um Ipod para ela, a mesma ficou toda animada, mas quando o nosso garoto disse que iria falar com você, ela simplesmente desistiu, disse que não queria mais.
—Ela tem medo de mim, por mais que me enfrente, que me responda, sinto o medo nela.
—Tenta ser mais amável com ela Jared, ela não tem culpa de nada, é uma vítima.
—Não posso da confiança para ela, temos que tratar a mesma como indiferença, sem contatos emotivos.
—Acho exagero seu, ela é apenas uma garota, está longe de casa, das pessoas que gosta. Só acho que deveria pegar leve, apenas isso.
—Brooke não começa com esse papo, não estou fazendo nada demais contra ela. Além do mais, ela tem o Ian agora, não viu como ele está todo prestativo?—Revirei os olhos.
—Não me diga que está com ciúmes?—Soltou minha mão
—Ciúmes?—Quase me engasguei repetindo a palavra—Isso é ridículo.
—Aham! Tudo bem—A mesma esbanjava um sorrisinho cínico no rosto. Enfim, você sabe o que é o melhor para o grupo, independente de tudo confiamos em você.
—Obrigado pela confiança.
—Bom, estou vendo que não vai terminar de comer mesmo não é?
—Não—Afastei a tigela—O apetite passou, mas estava gostoso o cozido.
—Pode deixar que eu guardo tudo aqui, pode subi se quiser.
—Tem certeza, posso ajudar.
—Não precisa, e isso é trabalho de mulher—Se levantou pegando minha tigela—Eu cuido de tudo aqui em baixo, depois vou subi, estou morta de cansada, o assalto hoje exigiu um pouco de esforço físico.
—Tudo bem, aproveite para descansar bem—Arrastei a cadeira para trás me levantando—Boa noite Brooke—Acenei para ela, indo para o andar de cima.
—Boa noite Jared.
[...]
Fiquei algum tempo parado no corredor, eu olhava para a porta do quarto de Melanie, meu corpo gritava para que eu fosse vê-la, mas meu orgulho falava mais alto. Porém quando me dei conta, já estava de frente à sua porta, parado feito uma estátua. Levei um susto que me fez dar um pulo para trás, mais um trovão, bem alto por sinal.
Empurrei a porta cuidadosamente. Vi meu irmão sentado no chão do lado da cama dela. O mesmo acarinhava seus cabelos. Melanie estava com os olhos fechados, provavelmente dormia. Sentia-me mal vendo aquela cena, eu não entendia o porquê daquilo, era como se eu quisesse está no lugar de Ian. Minhas mãos é que deviam está afagando seus cabelos, eu é que devia observá-la dormir. Não ele.
Uma onda de tristeza percorreu todo meu corpo. Ian estava sendo o apoio dela naquele momento, era seu amigo. Diferente de mim, ele procurava ajudá-la. Engoli em seco aqueles pensamentos, talvez fosse melhor assim. Preferia que Melanie me odiasse mesmo, não podia mudar minha personalidade para agradá-la, não mesmo.
Fechei a porta com cuidado, fui para meu quarto, tranquei-me nele. Abri a gaveta do criado mudo, puxei meu diário de dentro e deitei na cama. Não me restava muito, a não ser despejar meu dia sobre aquelas linhas.
Aquela noite com certeza, eu teria muito que escrever. Coisas sobre Ian, sobre o Ethan, sobre o pesadelo que eu tivera, e principalmente sobre Melanie. Peguei meu celular de cima do criado mudo, em uma coisa eu me parecia com Melanie, também adorava escutar música, isso realmente ajudava há passar o tempo.
Coloquei em uma música qualquer, mas era uma das muitas que eu gostava. Lá fora a tempestade ainda continuava, estava mais violenta, acho que a noite toda seria assim.
Notas finais
http://letras.mus.br/extreme/3417/traducao.html
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Quero bastante reviews de todas as minhas leitoras...preciso saber se a fic está boa.
E preciso saber se vão querer, POVS dos demais personagens.
Beijos.
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