Os Golpistas
10 Conhecendo mais sobre Connor, e uma cena nada boa
Notas iniciais
Estava doidoi, ainda estou, e acho que é Dengue gente.
Nuss tenso, mas se Deus quiser vou melhorar.
Olha aqui está um presente pro cês...UM POV DO CONNOR.
Depois irei colocar outros POVS dos demais personagens.
Espero que vocês gostem.
Nesse Cap não tem Música, mas no próximo terá.
Beijos e boa leitura.
Espero que gostem.
Se tiver algum errinho, me desculpem, minha visão está ruim, por causa de dor de cabeça, então acabei não revisando. Relevem Okay??
POV Melanie Stryder
Acordei muito assustada, havia sonhado com minha mãe, não era bem um sonho, foi mais um tipo de pesadelo, mas eu não me recordava bem. Passei a mão pelo colchão, como se procurasse algo, logo senti um braço próximo a mim, levei um baita susto. Levantei a cabeça para vê de quem se tratava, vi que era Ian.
Ele estava sentado no chão, suas costas estavam debruçadas sobre o colchão, e um dos seus braços, o que me assustei, estava próximo a minha cintura. Lembrei-me que ele havia ficado para me fazer companhia, tadinho, acabou pegando no sono, ali mesmo no chão.
Não chovia tão mais forte agora, os trovões também tinham parado, tudo estava bem calmo, acho que já devia ser de madrugada. O prato de refeição que Ian havia trago, ainda estava no mesmo lugar que ele tinha deixado, em cima da cadeira. Eu não quis comer, não tinha fome, preferi me deitar um pouco, nem percebi quando peguei no sono.
O problema é que agora eu estava com sede, mas não queria acordar Ian, ele parecia dormir profundamente, até ressonava baixinho. Rolei da cama com todo cuidado possível, Ian mexeu-se um pouco, mas logo ficou imóvel novamente.
Caminhei com a ponta dos pés até a porta, rodei a maçaneta com cuidado. Ian havia a deixado aberta, quando trouxe minha janta. Eu só iria descer um pouco, procuraria água e voltaria para o quarto. Mesmo com a ordem de jared, de não me deixar sair, eu não poderia ficar com sede, minha garganta estava completamente seca. Atravessei a porta, encostando-a atrás de mim. Passei pelo imenso corredor, olhando assustada para as portas dos quartos. Tudo que eu menos queria, era encontrar alguém.
[...]
Para minha felicidade, eu havia encontrado uma cozinha no refeitório, não era tão grande, mas tinha muitas coisas nela, armários, prateleiras, uma geladeira preta, uma mesinha no centro, com uma cesta de frutas, também tinha um fogão branco, uma pia de lava louças e uma bancada de mármore.
Peguei um copo que estava sobre a bancada, caminhei até a geladeira, havia uma garrafa de água gelada dentro. Puxei a mesma para minhas mãos, coloquei água até a metade do copo, e me abasteci com o líquido gelado. Minha garganta agradeceu em seguida.
Levei a garrafa de volta para geladeira, lavei o copo e o devolvi para bancada. Pensei que talvez eu pudesse escapar dali, todos estavam dormindo, podia ser a minha chance, a minha fuga perfeita, mas eu estaria me arriscando demais, eu tinha medo que acontecesse algo depois, acho que era melhor ficar quieta, ou as coisas poderiam piorar para meu lado, além do mais sou uma medrosa.
Afastei esse pensamento da cabeça, e já estava pronta para voltar para cima, mas ao virar-me para a saída da cozinha, dei de cara com a figura de um homem negro e alto parado na porta. Logo o reconheci, ele estava em minha casa, no dia que fui sequestrada, era o parceiro de Jared. Recuei alguns passos para trás, meu corpo se imprensou contra a pia.
—Me desculpa, eu só vim pegar um copo de água, estava com sede—Já fui colocando minhas explicações para fora.
—Não se preocupe, não vou contar para o Jared—O mesmo se aproximou de mim, eu arregalei os olhos com medo, não sabia o que ele pretendia fazer com aquela aproximação—Mais não deveria está aqui em baixo garota, seu lugar é lá em cima—Ele disse.
—Eu já estava voltando—Murmurei—Mais o que você está fazendo aqui?—“Será que ele estava me vigiando”? Pensei.
—Levanto-me toda madrugada para fazer um turno pelo galpão, segurança nunca é demais—Estávamos a centímetros um do outro agora.
—Segurança?—Balbuciei a palavra um pouco nervosa.
—Sim, a segurança. Somos uma gangue, precisamos manter todo cuidado, ainda mais com você aqui—O olhar dele estava me assustando, seus olhos eram de uma escuridão medonha.
—Eu não ia fugi. Isso nem passou pela minha cabeça—Ahh tinha passado sim.
—Eu sei que não tentaria, pois seria em vão, as duas saídas estão trancadas, e eu tenho duas câmeras em meu quarto, vejo todo o movimento do lado de fora do galpão, você não chegaria nem dez metros longe daqui—Seu tom era ameaçador.
Engoli em seco, meus lábios estavam franzidos, me arrependi de descer, teria ficado melhor no quarto, mesmo com sede, pelo menos eu não teria que está frente a frente com aquele homem. Ameacei sair da frente dele, mas o mesmo me bloqueou, me fitava obsessivamente, um calafrio percorreu minha espinha, acho que ele era pior do que o Jared.
—P-posso ir para meu quarto? Prometo que não volto a descer—Minha voz saiu mais como uma rogação.
—Claro—Afastou seu corpo da minha frente, enfim eu tinha a passagem livre, não hesitei por nenhum segundo, atravessei a cozinha apressadamente. Ainda olhei para trás, o mesmo estava me fitando parado, virei o rosto rapidamente e acelerei os passos.
POV CONNOR PARKER
ܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔܔܢܜܔ
Quando a garota se foi, peguei um copo o enchendo com leite, fui para meu quarto, já que para o térreo do galpão eu não poderia ir, devido à chuva. Eu preferia fazer a vigilância do alto do galpão, dali de cima eu tinha uma boa visão, mas acho que hoje teria que ficar no quarto mesmo.
Melanie havia se assustado comigo, o medo estava estampado na cara dela, menina medrosa. Minha pose de homem má a intimidou. Eu não fazia isso por mal, era a minha personalidade falando mais alto. Meu treinamento havia me ensinado a ser dessa forma, a ser duro e firme com as pessoas. Isso assustava as pessoas na maioria das vezes.
Como eu sentia falta do meu antigo trabalho, aquilo sim era a minha vida, ser soldado sempre tinha sido meu maior sonho, foi um grande choque quando fui mandado embora.
Fechei a porta do meu quarto, e fui me sentar na minha poltrona, a mesma ficava de frente para as duas câmeras de vigilância.
As lembranças de cinco anos atrás retornaram de novo. Tudo aconteceu, quando minha equipe foi mandada para uma missão no Oriente Médio. Nosso objetivo era acabar com uma onda de ataques que estavam acontecendo no Catar, dois municípios estavam brigando entre si. Al khawr contra o Mesaieed. A princípio eu achei uma missão fácil, mais uma entre tantas que eu já havia sido resignado.
Eu só não contava com um inimigo entre minha equipe, um traidor, alguém em que eu confiava cegamente, e que me traiu pelas costas. Seu nome era Nick Davis, meu melhor amigo, ou pelo menos eu achava. Assim como eu, ele era um soldado do exército americano. Fazíamos quase todas as missões juntos, e sempre voltávamos para casa com total sucesso.
Meu grupo foi para o Catar, iríamos começar com nossa missão no dia seguinte. Porém na noite anterior, o general Smith Carter pediu minha solicitação na tenda dele. Recebi a notícia que minha patente havia subido, eu agora era o sargento da equipe. Fiquei muito feliz claro, não sabia como agradecê-lo, e então o senhor Carter me disse:
—Faça o que sempre fez Parker, seu excelente trabalho.
Aquelas palavras me encheram de felicidade, não via a hora de contar para Nick, ele ficaria muito feliz por mim. Porém o que era para ser uma noite alegre, acabou se tornando a pior de todas. Depois que contei a novidade para minha equipe, todos vieram me parabenizar, o único que se recusou foi Nick, ele parecia zangado comigo.
No começo eu não entendi, pensei que ele ficaria feliz por mim, que me apoiaria. Nick apenas me deu as costas, simplesmente fez isso. Ainda naquela noite, eu e minha equipe, traçamos um plano para invadi Al khawr, assim renderíamos todos os vândalos que estavam envolvidos nessa briga de municípios.
Quando todos estavam dormindo, nosso acampamento foi atacado, os Al Khawr estavam avançando em nós, tudo aconteceu rápido demais. Não tivemos muito tempo para nos defender. Muitos dos meus homens perderam a vida, mas conseguimos estabilizar a situação. Prendemos o líder dos Al Khawr, queríamos saber, como ele havia descoberto o nosso acampamento, com certeza alguém da equipe havia dedurado a nossa localização.
O líder do grupo chamado, Jamal Malik foi capturado, e forçado a falar quem havia nos entregado para ele. Eu mesmo tive questão de interrogá-lo. Quando perguntei quem havia nos dedurado, o mesmo sem escrúpulos algum me acusou na frente de todos, aquilo foi um balde de água fria para mim, eu jamais faria isso, nunca trairia minha equipe. Era fiel a farda que eu usava.
Contudo o General acabou desconfiando de mim. Mais para a minha surpresa, Nick acabou confirmando a acusação, disse que havia me visto conversando com Jamal horas antes do ataque. Aquilo me dilacerou por dentro, meu próprio amigo estava me traindo.
Acabei sendo deposto do meu cargo, e mandado preso, sem chance nenhuma de me defender da acusação, porém antes que isso acontecesse, consegui escapar, não pretendia apodrecer em uma cadeia, ainda mais sendo inocente, enquanto o verdadeiro traíra estava impune.
Acabei voltando para Nova York, comecei a me sustentar roubando. Até que encontrei Jared e o grupo dele, no começo queria assaltá-los, mas depois que os conheci, acabei entrando para a equipe, e aqui estou eu, sentado em meu quarto, relembrando todo esse episódio desagradável do meu passado.
Jared havia me acolhido como um verdadeiro amigo, eu demorava algum tempo para confiar nas pessoas, sempre estava com um pé atrás, entretanto Jared conquistou minha confiança em pouco tempo, vi que apesar do que ele fazia, era um homem bom, se fazia de durão, mas tinha um coração digno. Com ele passei muitas coisas durante esses anos, até salvar minha vida ele já tinha salvado. Eu devia muito a ele.
Por isso concordei com esse golpe, com essa idéia de sequestrar o Ethan, era a oportunidade do ano, entraríamos em uma grana boa, com certeza mudaríamos de vida. Só não contávamos com esse pequeno detalhe, a filha dele. A garota não tinha culpa, ela só estava no lugar errado, na hora errada.
Mais eu receava que as coisas dessem erradas, que saíssem dos trilhos, principalmente quando Jared me disse sobre a ligação. Se Ethan não queria pagar o resgate, é porque alguma coisa ele estava preparando, isso era certo.
O velho não iria pagar a quantia estimulada, ele usaria outros métodos para salvar a filha. Métodos esses, que me deixavam com a pulga atrás da orelha, talvez fosse apenas minha intuição de ex soldado falando alto.
Só queria que tudo acabasse bem, que pegássemos essa grana, e fossemos embora daqui. Recomeçar a vida em outro lugar me parecia uma boa idéia. Estava disposto a me aposentar dessa profissão, e com a grana que seria dividida, com certeza eu poderia ter uma vida confortável. Aliais todos podiam.
Levantei a manga da minha jaqueta, deixei o relógio do pulso amostra, já se passava das cinco horas da manhã. Dei mais uma olhada nas câmeras de segurança, ao meu ponto de vista, estava tudo bem, a noite havia sido normal. Coloquei meus pés sobre a mesinha que estava na minha frente, cruzando as pernas, encostei confortavelmente minhas costas na cadeira, e terminei de tomar meu leite.
POV Jared Howe
Estava terminando de calçar minhas botas. Aproveitei para recolher os destroços do computador que estavam ainda no chão, limpei o quarto todo, coloquei a escrivaninha no lugar, porém a cadeira não serviria mais, estava com duas das pernas quebradas.
Desci para o pátio, nas mãos carregava uma sacola, nela os pedaços do computador, também levava a cadeira e suas pernas quebradas, fui até os fundos do galpão, havia um grande container de lixo, ele ficava atrás da quadra de basquete. Depois da tarefa feita, regressei para o pátio, como não havia me alimentado bem na noite anterior, estava morto de fome. Já podia senti um cheiro maravilhoso no ar, parecia com cheiro de panquecas.
—Nossa, há quanto tempo não como panquecas—Estava quase pegando uma do prato, quando Brooke me bateu com uma colher de pau.
—Tira as mãos, ainda não terminei—Brigou, me lançando um olhar de censura.
—Bom dia para você também—Sorri, encostando-me na bancada da cozinha.
—Dormiu bem?—Ela colocava a massa da panqueca na frigideira.
—Mais ou menos, demorei a pegar no sono, não consigo dormir muito bem quando chove. Onde estão os outros?
—Hum... Liam está na garagem, não me pergunte o que ele esta fazendo, o Connor subiu para o térreo e Ian ainda deve está no quarto dele—Me lembrei que a última vez que o tinha visto, estava no quarto de Melanie.
—Vou chamá-lo—Atravessei a cozinha, ainda pude escutar Brooke murmurar algo, mas não entendi bem.
[...]
—Ian?—Bati duas vezes em sua porta—Ainda está dormindo?—Não escutei nada, apenas um grande silêncio. Bati mais duas vezes, e por fim abri a porta do quarto dele. Para minha surpresa, ele não havia dormido lá. Liguei os pontos imediatamente, com certeza tinha dormido com Melanie. Uma sensação estranha percorreu minha espinha, era algo desconfortante, como se tivesse me abalado de alguma forma.
Fechei a porta do quarto dele, estava disposto a vê com meus próprios olhos. Cheguei à frente da porta do quarto de Melanie, minhas mãos exigiam para que eu abrisse a porta, mas minha consciência pedia para ignorar. Acabei usando mais a emoção do que a razão. Girei a maçaneta revelando o interior do quarto.
Não podia acreditar no que meus olhos viam. Ian estava deitado na cama de Melanie, o mesmo a abraçava, e a garota estava com uma de suas mãos no peito dele. Ela parecia bem, sua feição era calma, tranquila. Senti tanta raiva daquela cena, queria avançar em cima de Ian, o que ele pensava que estava fazendo? Trinquei os dentes zangado, já podia sentir um turbilhão de fúria subindo pelo corpo, eu só não sabia por que aquilo estava me deixando furioso.
Dei as costas fechando a porta, tentei apagar a cena da cabeça, porém a mesma ficou rodando em minha mente, fechei os punhos com força, como queria acertá-los nas fuças de Ian. A garota mal havia chegado, e ele já estava se aproveitando. Soltei o ar com força, era como se meus pulmões fossem estourar.
Caminhei para o final do corredor, meus passos eram violentos, desci as escadas indo para o refeitório. Brooke já estava terminando de arrumar a mesa do café. Puxei uma cadeira me sentando. Não conseguia mudar a expressão no rosto, sabia que minha testa estava encrespada, e os lábios estavam rígidos.
—O que houve Jared?—Brooke me servia com um copo de suco de laranja.
—Nada—Menti—Peguei o copo de suco, o virando de uma só vez na boca.
—Nada? Você estava tão bem, agora está irritado, te conheço, brigou com Ian foi?—Ela se sentou na minha frente—Fala o que foi?
—Brooke eu não estou a fim de papo—A cortei grossamente, ela não tinha culpa, eu só não queria falar sobre o que eu tinha visto.
—Ian falou alguma coisa foi?—Só de ouvir o nome de Ian, senti cada nervo do meu corpo saltar, a maldita cena rodou em minha cabeça novamente, eu sabia que Brooke não iria desistir, quando encasquetava com alguma coisa, era persistente.
—Posso tomar meu café em paz?—Olhei secamente para a loira. Ela me olhou ofendida, logo em seguida, puxei duas panquecas para meu prato, comecei a mastigar furiosamente a massa.
—Tudo bem, não quer falar? Não fale—Vou chamar os Liam e o Connor—Ela se levantou desaparecendo do refeitório. Pelo menos eu não tive que contar para ela, preferia esquecer, apagar aquele evento da cabeça.
Depois de alguns minutos Ian chegou ao refeitório, ainda estava bocejando, evitei olhá-lo nos olhos, quanto menos contato visual melhor, assim eu pouparia ter que avançar em cima dele.
—Bom dia Jared—Falou, seu tom de voz era de descontração, pelo visto a noite tinha sido boa. Percebeu que o ignorei, e para a sorte dele, se calou, não disse mais nada, ficamos os dois ali, sentados, tomando nosso café.
Liam, Brooke e Connor chegaram à mesa também, eles conversavam sobre muitas coisas, mas eu estava tão desatento, que mal entendia o enredo da falação. Fui o primeiro a terminar minha refeição, acabei me retirando em silêncio, não estava com ânimo para conversas. Meu humor havia se fechado.
[...]
Melanie ainda dormia, observei que havia um prato de cozido em cima da cadeira, Ian havia trago para ela, porém a comida estava intacta, acho que ela não quis comer. Devia ter tido coisas mais interessantes para fazer. Encostei-me na parede ao lado da porta, a observava dormir, por mais que eu estivesse com raiva dela, não podia menti, ela era linda, dormindo então, parecia um anjo inocente.
Reparei que ela estava usando uma roupa familiar, era uma peça de roupa de Brooke, não havia percebido no dia anterior, estava tão estressado que deixei passar batido. Melanie foi se mexendo aos poucos na cama, fiquei um pouco surpreso, não queria que ela me visse ali, dei as costas abrindo a porta, mas antes que eu conseguisse sair, ela me chamou:
—Jared? O que faz aqui?— Já estava sentada no colchão, parecia tão surpresa quanto eu.
—Nada, apenas vim me certificar que estava tudo bem—Inventei a primeira desculpa que encontrei.
—Onde está o Ian?—O que? Não acredito que ela estava perguntando do meu irmão?
—Desceu—Disse meio contra a vontade—Foi tomar café.
—Estou com fome—Ela fez uma careta, levando a mão para a barriga.
—Vejo que não comeu seu cozido ontem?—Apontei para o prato, a mesma também o olhou.
—Estava sem fome.
—Pelo jeito a noite deve ter sido boa—Havia um sarcasmo em minha voz. Com certeza havia.
—Como assim?—Parecia desentendida.
—Esquece!—Dei de ombros, não queria lembrar ainda mais a cena detestável—Vou mandar o Liam trazer seu café.
—O Liam?
—Sim, o Liam. Por quê? Preferia que o Ian trouxesse?—Aumentei o tom de voz.
—Porque está falando assim comigo?
—Vou mandar ele trazer—Ignorei sua pergunta, eu não saberia mesmo o que responder—Ahh!! Antes que eu me esqueça, vamos ligar para seu pai hoje.
—Como assim?—Melanie já estava de pé.
—Você vai da um oi para o Ethan.
—Você acha mesmo que ele lhe dará esse dinheiro?—Sua pergunta saiu duvidosa.
—Sim, tenho certeza, ou ele paga, ou não vai te ver mais—Ela estreitou os olhos—Bom preciso fazer outras coisas. Espero que se comporte hoje, nada de sair desse quarto, escutou?—Melanie apenas sacudiu a cabeça concordando—Ótimo!
Sai do quarto trancando a porta, e fui para meu quarto, debrucei-me na varanda da janela, o dia havia amanhecido bem melhor, nem parecia que uma tempestade havia caído. O sol estava forte e as nuvens branquinhas. Não sei por qual motivo eu não parava de pensar em Melanie, a imagem dela girava em minha cabeça, acho que eu estava ficando maluco, a presença dela estava me deixando mal, de uma forma ou de outra.
Precisava sair um pouco, tomar um ar fresco, estava sufocado aqui dentro, além do mais eu tinha umas coisas para fazer na cidade, iria atrás de um colega meu, ele ficou de me vender uma moto, e eu precisava ir vê-lo. Pelo menos assim eu me distraia um pouco, me desligava dela.
Mais eu já tinha algo em mente, precisava ignorá-la, eu necessitava usar mais do meu lado racional, não podia perder as estribeiras. A partir de hoje eu a ignoraria, sem dúvidas seria o melhor para mim. E para ela também.
Notas finais
No próximo cap EU AXO...não é certeza...Terá Pov do Liam...
Mas ainda não sei, preciso trabalhar agora a relação do Jared com o Ethan...Então não é certeza que terá Pov do Liam.
Bom..querooo bastante Reviewsss viu:)
Boa noite meus anjos.
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