Notas iniciais
Oie mues leitores lindos.
Entrei para postar rapidão o Cap.
Desculpem de tiver alguns erros, revisei bem rapidão.
PARA AS FÃS DE PEG.
POV DELA GENTE uhasuhas.
Brigada pelos Reviews, Muitoo Agradecida.

POV Melanie Stryder

—Como você ta?—Liam sentou-se do meu lado, o dia estava ensolarado, estávamos sentados em frente à oficina.

—Bem, eu acho—Encolhi os ombros, a noite passada tinha sido uma das piores, pior do que meu próprio sequestro.

—Você vai esquece o que passou ontem, só está surpresa com tudo que aconteceu.

—Quero mesmo esquecer aquelas cenas horríveis—Fechei os olhos, a imagem de Brad ainda estava bem viva em minhas memórias, dele e seus amigos—A onde estão os outros?—Mudei de assunto.

—Connor e Brooke saíram hoje cedo—Piscou para mim.

—Eles foram Rou...

—Não precisa falar isso alto Mel—Liam me cortou—Eles foram arrumar outro lugar, não vamos ficar aqui no Peter para sempre, precisamos do nosso canto.

—Entendi, desculpa!

—Tudo bem Mel. Bom Peter também saiu, foi resolver algumas coisas do trabalho dele, Hay deve ainda está dormindo, não a vi hoje ainda, Ian foi ao nosso antigo galpão.

—Sozinho?

—Ele só foi investigar o lugar, temos muitas coisas lá, precisamos delas de volta, não se preocupe.

—A Buscadora pode está cercando o lugar.

—Por isso Ian foi apenas investigar.

—E... o Jared?—Disfarcei minha curiosidade.

—O Jared está lá em cima no quarto, provavelmente ainda dormindo, ele estava muito cansado ontem à noite quando chegou.

—Ele contou para Peter o que aconteceu?

—Sobre a confusão com Brad? Não, ele preferiu deixar isso apenas entre nós.

—Aham.

—Bom mel, a conversa está boa, mas vou ter que cuidar de algumas coisas, Peter me mostrou um defeito no computador da oficina, vou dar um jeito de arrumar, é o mínimo que posso fazer, pelo menos não fico tão entediado.

—Claro! Vai lá, eu vou ficar aqui fora mais um pouco.

—Mel tenho ordens para não deixá-la sozinha, ainda mais aqui fora.

—Liam? Eu não vou fugi.

—Mesmo assim, Jared me mataria se eu a deixasse sozinha. Vamos entrar os dois—Cruzei os braços emburrada.

—Vamos né, fazer o que!

[...]


Estava voltando para meu quarto, o corredor não era muito grande, cheguei a colocar a mão na maçaneta, porém algo fez com que eu desistisse, meu olhar se dirigiu para a porta do quarto em que Jared estava.



Veio-me uma vontade imensa de entrar, queria vê-lo, agradecer pela noite passada, querendo ou não ele tinha me salvado. Caminhei até a porta do quarto dele, estendendo a mão pela maçaneta, recuei a principio, mas tomei coragem e entrei.


Fechei a porta com cuidado, notei que Jared estava jogado por cima de uma cama, dormia de bruços. O lençol lhe cobria até a altura da cintura, cabelos bagunçados o deixavam ainda mais bonito. Andei até próximo da cama, ficando alguns metros longe, apenas o observava dormir, estava sereno, a respiração suave entregava que dormia tranquilamente.

Não contive a vontade de me aproximar, encurtei a distância que ainda havia entre nós. Abaixei-me tocando seu rosto, passei os dedos pelos olhos, descendo até seu nariz, passando por suas bochechas, estava sorrindo com aquilo, pela primeira vez ele estava desarmado, sem aquela postura arrogante e grossa.

Meus olhos ficaram congelados em sua boca, a cena do nosso primeiro beijo rodou em minha mente, um beijo que eu não conseguia esquecer, talvez nem quisesse mesmo esquecê-lo, apertei os olhos desfrutando da doce lembrança. Quando voltei a abri-los quase cai para trás, Jared estava acordado me olhando.

—O que ta fazendo aqui? Olhando-me ainda por cima?

—Ahhh eu? Eu tava... tava... —As palavras travaram na garganta, “que situação mais constrangedora Mel” Pensei.

—Tava?—Ele voltou a perguntar.

—Eu estava...

—Olhando pra mim feito uma boba.

—Sim, que dizer... NÃO—Levantei-me—Eu vou embora.

—Mel?—Jared estava se levantando—Espera! Se veio aqui é por que quer dizer alguma coisa, ou não?

—Bom, eu tinha sim algo para falar.

—Então fale!—Sentou-se na cama.

—Queria agradecer por ontem à noite, se você e Connor não aparecessem, ainda estaria naquele lugar.

—Meu irmão estava lá, faria qualquer coisa para ajudá-lo—Fiquei feliz em escutar aquilo.

—Que bom, fez certo, tenho certeza que ele também está bem agradecido.

—Que seja! Já passou, era só isso?—Franzi o cenho.

—Sim, vou deixá-lo dormir em paz.

—Já me acordou, não vou mais consegui dormir.

—Me desculpe então por isso—Trinquei os dentes, virei de costas caminhando para a saída do quarto, porém parei no caminho—Quando vai ligar para meu pai de novo? Um dia terei que voltar para a minha casa, quando pretende fazer contato—Vire-me o olhando.

—Em breve, também não pretendo ficar com você, o que me interessa é o dinheiro, o resto é descartável—Levantou-se, caminhou até um guarda roupa marrom, tirando uma camiseta branca.

—Então sou descartável, é isso que você quis dizer?

—Se você entendeu assim.

—Aff por que você é desse jeito? Quer mesmo se livrar tanto assim de mim?

—Sim eu quero, você só me da trabalho garota, quanto antes eu me livrar de você melhor.

—Idiota!

—Metida!

—Arrogante!

—Chata!

—Grosso!

—Já chega! Saia daqui, preciso-me trocar—Deu de ombros.

—Está me tratando assim porque beijei o Ian não é?—Jared lançou-me um olhar frio, eu não gostava quando ele me olhava daquele jeito, um olhar carregado de raiva.

—Não me importo, beije quem você quiser, eu não dou à mínima.

—Não da mesmo?—Caminhei para perto dele.

—Não, eu não dou, vou ter que desenhar?—Desviou os olhos e voltou a mexer na camiseta.

—Mentiroso!—Puxei a camiseta de suas mãos, jogando-a em cima da cama—Nem ao menos consegue dizer isso me olhando, como posso acreditar?

Ele não disse nada, apenas encarava o chão, colei nossos corpos um ao outro, não sei por que estava fazendo aquilo, por que ainda insistia nele, mais algo dentro de mim gritava, gritava por ele, pela presença e companhia de Jared. Eu não podia mais ficar longe daquele homem, mesmo detestando seu comportamento. Agora eu tinha a plena convicção que o amava.

—O que você quer Mel?—Levantou a cabeça, só assim pude encontrar seu olhar.

—Que você mude Jared, que para de agi dessa forma.

—Eu não vou mudar minha conduta, ainda mais para agradar você.

—Isso não se tratar de agradar, só quero poder enxergar o seu verdadeiro eu.

—Você está olhando para ele.

—Não, esse é um cara insensível, sem um pingo de carinho.

—Então procure meu irmão. Ele sim é sensível, carinhoso, afetuoso com você, acho que deve procurar a ele, não a mim.

—Como você é cabeça dura, nunca vi ninguém igual a você. Ian é tudo isso sim, ele sabe como tratar uma mulher, você me trata aos chutes e pontapés. Imagino que nem um passeio com você deva valer à pena.

—Ah é?—Segurou meus ombros, empurrando-me na parede—Você nunca saiu comigo, não pode falar isso.

—Te desafio então, me leve para algum lugar—Ergui o cenho determinada.

—Só pode está brincando, esqueceu que não está em uma colônia de férias?

—Está fugindo do assunto Jared?

—Claro que não, só que seu último passeio não acabou bem, já se esqueceu?

—Será que pode não lembrar isso, por favor? Quero esquecer o que passou. Voltando ao assunto, te desafio. Prove que estou errada—Ele sorriu nervoso, olhou para o lado pensativo.

—O que você ganha com isso tudo?

—Descubro se ai dentro existe alguém—Coloquei o dedo em seu peito.

—E se não existir?—Encostou seu rosto no meu, roçando nossos narizes.

—Ai eu desistirei, ficarei no meu canto, não vou mais me meter, aguardarei até o momento certo, o momento de voltar para casa, não trocarei nem mais palavras com você. Nos trataremos como sequestrador e refém—Ele riu, não pude deixar de imitá-lo também.

—Está certo, eu aceito—Levantei as sobrancelhas surpresa, pensei que seria mais difícil convencê-lo.

—Jura?

—Sim, aceito esse convite, pode ser divertido—Afastou-se indo pegar novamente a camiseta—Espere-me lá fora Mel, saio já.

Caminhei para fora do quarto, encostando-me no corredor, ainda não acreditava que ele havia topado o passeio, eu ria feito uma criança. Melhor que eu disfarçasse essa minha alegria, não queria que ele percebesse. Afinal tudo não passava de um desafio pessoal.

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Em outro lugar...

POV Peg

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—Tudo certo Buscadora, já cheguei ao galpão, mandei que todos da equipe fossem embora, estou sozinha aqui.

Certo Peg, confio em você, mas de qualquer forma cuidado, esses delinquentes são ardilosos, toda precaução é pouca.

—Obrigada pelo aviso, mais tenho certeza que me sairei bem, vou desligar, alvo se aproximando, apareceu antes do que eu imaginava.

Boa sorte Peg, Ah! Não me decepcione.

—Entendido Buscadora—Encerrei a chamada, joguei o celular no bolso, amarrei os cabelos em um rabo de cavalo. Estava no terraço do galpão, dali eu tinha uma excelente visão do terreno.

Um homem vinha se aproximando, alto e loiro, ele parecia observar o local, de certo procurava por homens da Buscadora. Ao notar que o lugar estava vazio, foi entrando no galpão, tinha chegado minha hora, a hora de entrar em ação.

[...]


—Hey? Você ai, quem é você?—Estava no alto da escada, o estranho assim que me ouviu, ficou em alerta, me encarava curioso.



—Meu nome é Ian, você quem é?—Aproximou-se um pouco, mantinha uma expressão desconfiada.


—O que faz aqui?—Desci dois degraus ignorando sua pergunta.

—Bom, eu quem devia está perguntando isso.

—Mora aqui? Pensei que o lugar estivesse abandonado.

—Não moro mais aqui, tive que sair por alguns problemas, mas como você chegou aqui?

—Eu estava procurando um bom lugar, encontrei esse antigo galpão, quando cheguei aqui observei uma movimentação, homens armados, todos vestidos com uniformes brancos, fiquei escondida até eles saírem, depois eu entrei.

—Homens da buscadora—Sussurrou baixinho.

—O que disse?—Perguntei.

—Nada! Por que estava procurando por um lugar? Não tem casa?

—Casa? Faz tempo que não sei o significado dessa palavra—Desci o restante dos degraus, ficando de frente para Ian—Vivo por ai, um dia aqui, outro ali.

—Uma viajante?—Elevou as sobrancelhas.

—Não exatamente! Não tenho muito orgulho da maneira que uso para sobreviver—Cruzei os braços, enquanto estudava seu rosto, suas feições, aquele homem era diferente de todos que havia visto. Algo nele chamava minha atenção.

—E que métodos usa para sobreviver?

—Como disse não é algo que me orgulho.

—Bom, também não posso me orgulhar do que vivo, somos dois então—Sorriu.

—E do que você vive Ian?

—Me diga você, não esqueça que perguntei primeiro.

—Justo!—Coloquei uma das mãos no corrimão da escada, e optei por me aproximar um pouco mais dele—Vivo disso—Ergui minha outra mão no ar, mostrando a ele seu aparelho celular, abri um sorriso quando vi sua expressão de assustado.

—Você pegou meu celular? Como? Eu não senti.

—Mãos rápidas, uma boa distração, pronto! Pego seu celular sem que perceba, posso fazer isso com sua carteira também se quiser.

—Não obrigado!—Devolvi seu celular.

—É uma ladra então?—Colocou o aparelho de volta no bolso da calça.

—Eu disse que não era algo de orgulho, vivo disso, pois é minha única opção, mas você não me respondeu, do que você vive?

—Não é diferente da forma que você vive—Esquivou o olhar, com se tivesse vergonha, vergonha de assumi.

—Hum... Então é como eu, um ladrão?—Ele ficou mudo—Ok! Vejo que não gosta de falar disso, eu respeito Ian, afinal não escolhemos isso por prazer.

—Verdade.

—Então, o que te trouxe aqui?

—Preciso pegar algumas coisas que estão aqui, por isso vim.

—Posso ajudá-lo se quiser.

—Eu mal te conheço.

—Oh! Não seja por isso—Estendi minha mão—Peg.

—Peg?—Segurou minha mão.

—Isso, apenas Peg. Viu? Agora me conhece, ele riu.

—Prazer Peg—Soltamos nossa mãos. Ian se afastou, começou a caminhar em direção a um refeitório, eu apenas o seguia calada. Entramos em uma espécie de garagem, não era algo muito grande, uma Moto estava estacionada.

—Uau! De quem é essa moto?—Passei as mãos por ela.

—Do meu irmão—Respondeu não dando muita importância para mim.

—Irmão? Pensei que fosse sozinho.

—Não, tenho mais alguns amigos—Ian segurava duas sacolas escuras nas mãos.

—Entendi, o que vai fazer com essas sacolas?—O segui para fora da garagem.

—Como disse preciso pegar algumas coisas.

—Posso ajudar?—Ele pausou a caminhada, virou para trás me olhando sério.

—Faz tanta questão de ajudar?

—Sim, estou sem fazer nada, além do mais sou muito generosa.

—Uma ladra generosa?

—Por que não?

—Tudo bem Peg, se quer ajudar, tudo bem, venha comigo.

—Claro—Ele voltou a andar e eu o segui, fora mais fácil do que eu imaginava. A primeira parte do meu plano estava correndo bem, não podia me dar ao luxo de errar, o futuro daquela missão estava em minhas mãos, não decepcionaria a Buscadora. Não mesmo.

Notas finais
GENTEEE NÃO PERCAM O CAP 24.
AS FÃS DO CASAL MELARED(MEL+JARED) VÃO AMAR.
E TEM MAIS PEG PRA OCÊS.
Beijuss.