Notas iniciais
Enfim a história começa, espero que vocês gostem deste capítulo, eu o escrevi com o maior carinho para todos vocês.

Light’s City

O despertador no celular do Peter toca, e o garoto acorda imediatamente. Ele olha com uma feição de sono para os olhos, quando seu cachorro se levanta, olha para ele e sai correndo.

— Você também não é uma das pessoas mais bonitas quando acorda Apolo. — diz o garoto se levantando da cama e indo direto para o banheiro.

Ele se encara no espelho. Okay Peter vamos dar um jeito nessa sua cara. Ele pensa, ligando a torneira e jogando jatos de água no seu rosto.

Peter tinha uma altura considerada comum para um rapaz de sua idade, medindo 1,73, tinha olhos claros, e cabelo loiro, levemente curto. Seus lábios tinham um tom rosado, combinando com seu tom de pele pálido.

Ele se troca e após alguns minutos desce e encontra seus pais já tomando café da manhã.

—Bom dia mãe, bom dia pai.

—Bom dia meu belo adormecido- diz Samantha, mãe de Peter dando-lhe um beijo na testa.

—E ai garotão.

—Chegou tarde ontem em casa meu amor?- pergunta sua mãe.

— Para minha defesa foi culpa do Rick, ele decidiu que queria conhecer o parque de diversões da cidade vizinha.

—Coisa feia, culpando o pobre garoto.

—Adota ele então como seu filho pai, ai não tenho paciência.

—Tá, vou ir ligando o carro, não demora para não nos atrasarmos para te levar ao colégio.- diz o pai, fazendo um leve carinho no cabelo do garoto.

E Peter reage com um olhar de bravo quase rejeitando o afeto do seu pai.

—Será que ele sabe que odeio quando ele faz isso no meu cabelo?- diz arrumando seu penteado.

— E você se esquece de que ele adora te irritar.

Peter termina de comer e vai correndo para frente de casa, onde seu pai o esperava.

Light’s City

Colégio Inovador

Peter vai direto para seu armário onde pega seu material escolar, e se dirige ao pátio onde sempre encontra suas amigas antes de começar as aulas.

As paredes do colégio estavam recém-pintadas, na verdade Peter até que respeitava o otimismo do professor, em pensar que as paredes ficariam limpas até o final do semestre.

—Oi Pet.

—Oi Olívia, cadê o resto das garotas?

—Estão no banheiro, e o Rick ainda não chegou.

—Se ele chegar atrasado para a aula eu vou matá-lo.

—Falando no diabo...

—Oii amor.

—Oii Rick— diz Peter dando um rápido selinho em seu namorado.

— Oii Liv.

—Oi Ricardinho.

—Ai to tão ansioso para hoje, que nem consegui dormir direito. — diz Rick balanceando o peso do seu corpo entre uma perna e outra.

—É o grande dia hoje né amor?

—Exatooo.

—Rapazes estou meio perdida, oque tem hoje?

—Hoje é o teste para o time de vôlei do colégio, e o Rick vai participar para tentar ser um dos jogadores principais.

— Boa sorte então Ricardinho.

—Muito obrigado Liv.

—Bom gente se vocês me dão licença eu vou ao banheiro.

Peter entra no banheiro correndo, indo direto ao mictório. Ele faz as suas necessidades, lave suas mãos, e quando já estava quando saindo do banheiro ele escuta vozes de outros garotos vindo do vestuário. O garoto se move sorrateiramente se concentrando para não fazer nenhum tipo de barulho.

Quando ele vê garotos com a camisa do time de vôlei injetando algum tipo de liquido em suas veias. Só pode ser Doping. Pensa o rapaz sacando seu celular e tirando uma foto dos outros garotos, ele volta para trás e vai em direção ao pátio onde estava seu namorado e a amiga.

Sunset City

Colégio Right Way

As líderes de torcidas estavam treinando as coreografias para o campeonato. Todas então tomaram suas posições para a formação da pirâmide.

Sophia como sempre estava no topo da pirâmide, em parte ela adorava a sensação que a altura a transmitia, por outro lado ela sempre ficava com o pensamento que alguma das garotas acabaria não aguentando o peso e que toda a pirâmide cairia.

—Vamos lá garotas só mais um minuto, por favor, olhem para a foto.- Diz o fotógrafo do colégio preparando a câmera para a foto perfeita.

Mas oque ninguém poderia contar seria que uma das garotas que estava abaixo de Sophia, estaria um pouco resfriada e com dor nas articulações, e bastou apenas um pequeno movimento, para que a dor no braço da garota aumentasse e ela oscilasse bem na mão que Sophia se apoiava.

E a foto perfeita do fotógrafo conseguiu ser arruinada em menos de um segundo, que foi o tempo que o corpo de Sophia levou do topo da pirâmide até o gramado sintético.

Todas as garotas ficaram em volta da garota, se lembrando dos ensinamentos da professora de Educação Física, para não tocarem no corpo de alguém acidentado.

—Sophia você está bem?- pergunta uma das garotas.

—Sim, estou bem, só machuquei um pouco o braço, mas estou viva. — diz Sophia se levantando, enquanto sua mão direito segura seu braço esquerdo.

—Isso aí é sangue?- pergunta o fotógrafo.

—Foi um leve arranhão.

—Venham garotas vamos levá-la até a enfermaria.

—Gente não se preocupe mesmo, eu vou sozinha, podem continuar o treinamento.

—Você tem certeza?

—Absoluta. — Responde a garota se levantando e indo à direção da porta.

—Qualquer coisa só avisar okay?

—Pode deixar.

Sophia chega ao vestuário, e abre o seu armário mostrando seu enorme espelho no fundo.

Parabéns Sophia, você tinha que deslocar o braço logo hoje. Pensa a garota, concentrando uma força em seu braço e o colocando de volta ao lugar. Ela respira fundo para não soltar nenhum ruído de dor.

E ao ver o local no seu braço aonde havia sido o sangue, ela vê que a aberturas já haviam cicatrizado. Ela enfia a mão no fundo do armário e pega a gaze, tampando o local onde deveria estar as feridas, para que as garotas não suspeitassem.

Logo em seguida a garota pega a sua mochila também no armário, e dentro dela, ela pega o seu diário, com os dizeres na capa “Quem ler irá morrer”.

Sophia abre em uma página em branco e logo escreve. “Dia centésimo décimo, acidente de número vinte. As garotas do colégio insistiram para poder me levar para a enfermagem, porém, eu consegui as convencer do contrário. As feridas se curaram automaticamente, deixando apenas o sangue seco no local. Eu tampei com gaze o local onde supostamente as feridas deveriam estar para não levantar suspeita entre as garotas.

Ps: Acho incrível que após a descoberta destas habilidade a quantidade de acidentes comigo tenham aumentado gradativamente.”

Light’s City

Colégio Inovador

Peter estava na aula de matemática, mas por mais que seu corpo estivesse na aula, sua mente estava na cena que havia visto no vestiário masculino. Ele sabia que aquilo que os atletas estavam injetando deveria ser doping, mas não tinha nada a respeito para fazer.

O garoto pegou seu celular, olhou para seu namorado que estava do seu lado, mas totalmente concentrado na explicação, ele então se virou para o outro lado e viu um dos garotos que estavam no vestiário, Pet respirou fundo e desbloqueou o celular.

Mr. Pet: Olívia, pelo amor de deus me responda.

Liv: Porque me envia uma mensagem de texto sendo que estou atrás de você?

Mr. Pet: Liv, por favor, preciso da sua ajuda.

Liv: Oque aconteceu.

Mr. Pet: Imagem enviada.

Liv: OMG, isso é oq eu estou imaginando?

Mr. Pet: Se oque você imagina é que os garotos do time de vôlei estão usando doping, então você está certa.

Liv: E oq você planeja fazer com essa informação?

Mr. Pet: Bom se eu os denunciar, tem uma grande probabilidade de eles descobrirem que fui eu, oq me tornaria um inimigo deles. Porém, se eu não o fizer, eles podem acabar passando no time de vôlei e ocupando uma vaga que seria do meu namorado.

Liv: ...

Mr. Pet: Eu só preciso que você me diga que eu preciso fazer o certo.

Liv: Você sabe oq é o certo amorzinho.

Peter olha na direção de Rick, por mais que ele não dissesse isso, ele admirava demais o garoto, e tudo pelo qual ele batalhava todos os dias.

Mr. Pet: É eu sei oq precisa ser feito.

Mr. Pet saiu.

Liv saiu.

Sunset City

HSCDM- Hospital Santa Clarice Para Distúrbios Mentais

Arthur estava deitado na cama do seu quarto totalmente branco, na verdade essa falta de cores e diferentes tonalidades, que o deixava realmente maluco.

Ele já estava tempo suficiente no hospital para não saber se haviam se passado meses ou semanas, ele apenas tinha começado a viver de acordo com a rotina.

A porta de seu quarto se abre, e por ele passa a enfermeira Marie, uma moça na casa dos seus vinte anos, que provavelmente estava lá como estágio para a faculdade.

—Como está se sentindo hoje?- pergunta a enfermeira, enquanto separa os potes de medicamento.

—Só mais um dia normal na minha vidinha.

—Sabe Arthur, porque você não aproveita igual aos outros pacientes e toma um pouco de sol nesse dia bonito lá fora?

—Prefiro ficar no meu quarto aqui é mais tranquilo- diz o garoto.

—Entendo, mas quase não vejo você do lado de fora...

—Prefiro deste jeito, assim não fico me machucando com a ilusão de que algum dia tudo isso irá acabar.

A enfermeira o olha com um pouco de pena em seu olhar. Coitado alguém tão jovem nunca deveria passar por isso, na verdade ninguém deveria passar por isso. Pensa a enfermeira.

—É eu sei ninguém deveria passar por isso.

Marie o olha com um olhar de espanto, e dá um passo para trás.

—Me desculpe Marie, às vezes as vozes parecem tão real que se torna uma tentação não responde-las.

Marie leva os comprimidos em direção de Arthur, e os coloca em sua mão e os engole, tomando meio copo de água em seguida.

—Arthur você sabe o procedimento.

Arthur abre a boca e levanta a língua, para que a enfermeira pudesse verificar se havia realmente as engolido.

—Tem certeza que não quer ir lá fora?

—Certeza, prefiro ficar aqui com meus livros.

—Tudo bem Arthur, se precisar de qualquer coisa, apenas usar o interfone.

Não sei por que ainda tento, ele nunca interfona para as enfermeiras mesmo. Pensa a garota saindo do quarto.

Arthur fecha os olhos tentando ignorar sobre o que acabará de escutar, na verdade esse era um dos principais motivos dele não querer sair do seu quarto. Quando ele ficava lá fora, as vozes aumentavam de forma a não conseguir se concentrar em mais nada. Mas ali no silêncio de seu quarto com seu livro, ele realmente tinha alguns momentos de paz.

Light’s City

Colégio Inovador

Peter e Rick estavam no pátio descoberto do colégio, com o Peter sentado enquanto seu namorado permanecia com a cabeça deitado em sua perna.

— Ainda não acredito que eu estou oficialmente no time de vôlei.

— E eu não acredito que vou ter que ir ver todos seus jogos e treinos.

—Faz parte de ser namorado de um jogador, mas para você merecer estar comigo quando eu for um jogador muito rico e famoso, é preciso que você passe pelos momentos difíceis também.

—Não podemos passar logo para a parte da fama e glória?

—Seu bobinho. – diz Rick, dando um selinho em Peter- Mas agora falando sério, não consigo acreditar que o Truman e a turma dele foram suspensos por uso de doping.

— Nem eu...- Reflete Peter, com sua mente no momento em que mostrou as fotos para o diretor.

— Não sei quem foi que os denunciou, mas eu fico muito feliz por ter feito isso antes da escolha dos jogadores.

— Não vamos ficar pensando nisso amor, vamos apenas aproveitar nosso tempinho juntos.

Mas a paz de ambos é interrompida pelo som das portas do pátio sendo abertas, e os passos grossos de Truman e sua trupe.

—Ricardo!

— Oque você quer comigo Truman?- pergunta Rick, se levantando e indo em direção do garoto.

— Você deve estar bem feliz né, conseguindo o ingresso no time às nossas custas.

— Olha bem como fala com meu namorado, seu cabeça de ervilha.

—Como foi que me chamou Pet fracote?

— Foi isso mesmo que você escutou- diz Peter se aproximando mais ainda do garoto enorme.

—Olha Truman não sei do que você está dizendo, mas se eu entrei no time foi por que eu mereci a vaga.

—A claro, depois de criar essa blasfémia em meu nome, claro que ficaria fácil de entrar no time, sem uma grande concorrência.

—Olha seu babaca, não sei quem foi que te denunciou, mas fico muito feliz.

— Claro que foi você!- Grita Truman apontando seu dedo.

—Não foi ele, e sim eu. – diz Peter dando um empurrão em Truman.

— Ah então você precisou do seu namorado para te defender é Rick viado? Vamos ver como se sai contra eu e meus amigos.

Truman desfere um soco na barriga de Ricardo, deixando-o sem ar, mas antes que o garoto possa se recuperar o outro lhe dá um soco na cara.

Peter já estava indo na direção de Truman, quando os dois outros garotos o jogam contra o chão.

—Saiam da minha frente!

—Só depois que o Truman tiver ensinado uma lição para vocês dois.

Peter tenta investir contra ambos, mas acaba sendo atingido por socos e chutes, mas ao olhar para o lado ele observou seu namorado sendo atingido por muros seguidos do Truman.

Peter levanta seus braços para se defender e grita:

—Parem!- E imediatamente com o movimento de seus braços um pulso de energia é emerso, arremessando todos os garotos para longe, incluindo Truman e seu namorado.

Peter se levanta com um olhar de espanto para oque havia acabado de acontecer, e sem entender oque havia acontecido olhou para suas mãos que estavam transmitindo uma luz fraca vermelha.

E observa ao redor, a destruição que havia causado nos bancos, quando ele viu seu namorado jogado no chão com o nariz sangrando e foi correndo em sua direção.

—Rick!

Light’s City

Uma figura usando um capuz surge no telhado do prédio, sempre olhando ao redor para verificar se não estava sendo observado ou seguido. Ele se agacha e pega um pacote por baixo de um transformador.

Ai Alícia, espero que isso valha a pena sua captura. Pensa o homem colocando o pacote embaixo de seu casaco. Ele já estava se preparando para descer, quando vê um enorme pulso de energia vindo do Colégio Inovador.

—Mais que droga!- Diz o homem descendo correndo.

Localização Desconhecida

Alícia estava amarrada em uma cadeira, com marcas de sangue seco deste do seu nariz até respingos na sua roupa.

—Vamos Alícia não torne isso pior para nós, só me diga para quem enviou os dados roubados da base. — pergunta Michael

Alícia se mantêm calada, olhando fixamente para Michael, enquanto que seu rosto não deixava passar nenhuma expressão.

—Oque você conseguiu ver na mente dela Sr. Stuart?

—Não muita coisa importante senhor, mas tenho uma notícia boa.- responde Stuart, ainda encarando Alícia.

—Que informação é essa?

—O treinamento contra ataques de telepatas da sua organização realmente funciona.

—Piada esse horário Stuart?

—É eu pensei realmente que não fosse rir.

—Continue vasculhando na mente dela, e veja se descubra algo.

Porém eles são interrompidos quando um agente entra na sala que estava ocorrendo o interrogatório

—Sr tenho uma urgência.

—Espero que seja algo realmente grave agente, pois fui muito claro quando disse que não gostaria de ser incomodado enquanto estivesse interrogando a Sra. Alícia.

—Sr. Houve um incidente, de escala 6.1.

Michael vai até o Agente e olha diretamente nos seus olhos.

—Você tem certeza desta informação agente?

—Sim senhor, eu mesmo analisei e revisei os dados várias vezes antes de te trazer essa informação, e segundo os mesmo o incidente foi numa escola em Light’s City.

—Mande prepararem meu carro imediatamente, Stuart você vem comigo.

—Sim senhor.

—Sinto muito, Alícia, mas parece que nosso divertimento terá que ser interrompido, mas eu prometo que o mais breve possível estarei de volta para retirar essas informações de você. Porém por agora eu tenho uma tarefa mais urgente a ser resolvida- Diz Michael se afastando da sala, deixando a porta se fechar automaticamente.

Notas finais
Que final ein gente, prometo que quinta feira como combinado tem capítulo novo. beijinhos