Os Filhos do Amanhã
3 Consequências
Light’s City 14h00
Michele havia acabado de chegar em casa, quando vê sua mãe sentada no sofá vendo o notícia urgente passando na televisão:
“Explosão de origem desconhecida em colégio deixa três adolescentes feridos.”
A garota olha para a foto dos três garotos feridos na televisão, e de outro que curiosamente só apresentava um arranhão no rosto.
Michele olha freneticamente para a televisão, quando sua visão se embaça e ela se vê em um quarto, e esse mesmo garoto o que não sofreu nenhuma lesão forte, estava deitado se remexendo na cama como se estivesse tendo um pesadelo. Michele tenta chegar perto do garoto, quando ela observa uma segunda figura, um homem, se aproximando dele com algum tipo de seringa.
—Michele, Michele!- fala sua mãe, balançando seus ombros.
Michele volta imediatamente à realidade.
—Mãe, aconteceu novamente, eu estive fora do ar.
—Filha não deve ter sido nada demais, você sabe que eu sou exagerada, eu não deveria ter balançado seus braços- Porém, o tom de voz de sua mãe diz o contrário, mostrando a tensão evidente em seu olhar.
—Não mãe, foi o mesmo tipo de coisa como quando eu vi o número da loteria, ou você quebrando seu braço- Diz a garota apontando para o braço engessado de sua mãe.
—Michele, foi apenas uma coincidência vai por mim minha filha.
—Não mãe, foi esse garoto, o da televisão eu o vi, mãe.
—Michele, já chega!- sua mãe abaixa o tom de voz e se aproxima dela- Minha querida é apenas uma grande coincidência okay?
—Ok Mãe- diz Michele dando um abraço em sua mãe, enquanto que seus olhos não desviavam da foto do garoto na televisão.
Light’s City
Colégio Inovador 14h45
O mesmo homem que estava no beco algumas horas atrás acaba de estacionar seu carro no estacionamento do colégio, ele abre o porta-luvas e escolhe um entre tantos distintivos.
Acho que o de FBI já é suficiente. Pensa o homem pegando o distintivo e saindo do carro,
Ele agora usava um terno preto, estava com seu cabelo penteado, e óculos escuros. Ele tinha um tom de pele bronzeado, com olhos tons de castanho esverdeado, embora transmitissem um pouco de cansaço, talvez esse fosse o fato de usar óculos de sol. Estava com a barba para fazer, embora isso não afetasse em nada a sua beleza.
O homem então se dirigiu à escola, indo diretamente para o local onde havia acontecido o acidente.
—Agente Sanches, FBI- diz ele mostrando o distintivo para os polícias que estavam no local e alguns funcionários do colégio assim como o diretor.
—Boa tarde senhor, sou o diretor Rodrigo.
—Então Sr. Rodrigo oque houve aqui?
—Nós não sabemos, as câmeras do pátio pifaram assim que houve a imensa luz vermelha...-diz o diretor, que é interrompido por um dos policiais.
—Assim como qualquer dispositivos elétrico à um raio de um quilômetro.
—E houve algum ferido?- pergunta o homem observando cada detalhe do pátio um pouco danificado por causa da explosão.
—Três dos quatro garotos que estavam aqui no momento foram levados para o hospital com ferimentos em diversas partes do corpo, enquanto que um garoto apenas levou um pequeno arranhão no rosto. — diz o segundo policial.
—Interessante, por favor, diretor teria como o senhor me passar os dados desses jovens que estavam aqui no momento do acidente?
—Claro que eu poderia, mas eu já passei para outros dois agentes do FBI há poucos minutos, se você tivesse chego mais cedo iria esbarrar com eles.
—Eles estavam na casa do trinta para os quarenta anos, e a diferença de altura deles era pouca, mas evidente?
—Sim, exatamente deviam ser eles, o nome deles se não me engano eram...
—Fernandes e Pedro?
—Exato.
Parece que Stuart e Michael estão a alguns passos na minha frente. Pensa o homem se levantando e ficando lado a lado do diretor.
—Sei que você já passou os dados para os outros agentes, mas, por favor, poderia me repassar, assim como o hospital para qual os garotos foram enviados?
—Mas é claro venha comigo até minha sala.
Light’s City
Hospital São Visconde 14h50
Peter estava no quarto de observações do hospital, enquanto o balão de soro que estava sendo injetado em suas veias, estava com o conteúdo apenas na metade.
—Mãe por que não podemos ir embora?
—Peter os médicos já explicaram isso duas vezes meu amor, por mais que você não apresente num ferimento com risco para sua vida, eles precisam fazer os exames para saber se está tudo bem com o seu corpo.
—Mas mãe eu estou me sentindo ótimo, até o pai sabe disso, né papai?
—Peter, escute sua mãe, se estiver tudo certo contigo até amanhã de manhã já estaremos de volta em casa meu amor.
—Mas e o meu namorado como ele está? Eu quero vê-lo.
—Filho acalme-se, o Ricardo está bem, ele está consciente e logo que acabar seu soro eu vou falar com o médico para saber se você pode ir vê-lo.
—Obrigado mãe, eu só quero que isso acabe logo. — diz Peter encostando sua cabeça sobre o travesseiro e tentando relaxar um pouco.
Porém dois desconhecidos trajando ternos batem na porta de seu quarto.
—Posso ajuda-los?-Pergunta a mãe de Peter.
—Somos os Agentes Fernandes e Pedro, viemos saber como está o Sr. Peter.
Os agentes cumprimentam os pais de Peter, enquanto ele os observava bem detalhadamente. Percebendo que o primeiro, Fernandes, era um homem com seus trinta anos, de cabelo escuro, era alto e tom de pele claro. Ele percebeu que a força do homem era bem evidente, e pela sua postura de corpo, demonstrava que ele estava acostumado a comandar.
Já o segundo homem, Pedro, era um pouco menor, porém sua postura demonstrava que ele era alguém que passava respeito e exigia tal. Era um homem negro, e não demonstrava ser tão forte quanto o outro. Sua afeição transparecia um pouco de cansaço, enquanto que sua mão direita não fechava totalmente, transparecendo um acidente ocorrido no passado.
—Nosso filho ainda está um pouco abatido, tem certeza que esse é o melhor momento para interroga-lo?- pergunta mãe de Peter, ficando ao lado de sua cama.
—Nós prometemos ser o mais breve possível com o seu filho, senhora, mas no momento vocês poderiam nos dar licença, para conversarmos com ele a sós?- pergunta Pedro
—Tudo bem para você quanto a isso meu filho?-pergunta o seu pai
—Sim pai, e também eles são os mocinhos certo?
—Okay filho, qualquer coisa eu e sua mãe estaremos tomando um café na praça de alimentação.
—Tudo bem pai.
Os pais de Peter deixam o quarto, enquanto que Fernandes e Pedro se sentam nas cadeiras ao lado da cama de Peter, para deixa-lo confortável.
—Então Peter, porque você não nos conta oque aconteceu?
—É, eu não me lembro de perfeitamente, só de eu e meu namorado estarmos discutindo com outros garotos, e quando me dei conta estávamos no chão do pátio...
Pedro se manteve calado analisando Peter, deixando o garoto meio apreensivo como se cada palavra que ele estava dizendo, estivesse sendo analisada por ele.
Vamos lá Peter, se concentre nos detalhes e eles não irão desconfiar de nada. Pensa o garoto, olhando fixamente para Pedro.
—Você tem certeza que foi só isso que aconteceu Peter?- pergunta Pedro.
—Sim, senhor.
—Por favor, continue dizendo.
—Foi isso oque eu disse para vocês, eu não me lembro de tudo.
—Tenta se esforçar Peter, só mais um pouco, aposto que você se recordará de algo.
Meu deus será que eles...
Porém antes que Stuart pudesse entrar na mente de Peter novamente, algo o jogou para fora da mente do garoto.
—Ai!- grita Peter levando suas mãos para cabeça, e fechando seus olhos com força.
—Você está bem?
—Sim, foi só um enorme dor de cabeça, mas acho que vou ficar melhor.
—Acho que já acabamos por aqui por enquanto, muito obrigado Peter, voltaremos a entrar em contato em breve, mas caso se lembre de algo, mesmo que você ache que é a coisa mais boba possível, nos ligue.- Diz Fernandes entregando um cartão para o garoto, e fazendo um gesto para Pedro, para que eles saiam do quarto.
Ambos se afastam dos quartos de observação, e se encostam à parte distante do corredor.
—Conseguiu ver algo na mente daquele garoto?
—Ele claramente está escondendo algo Michael, eu consegui ver alguns fleches do que aconteceu na mente dele, e com total certeza foi um evento extra-humano.
—Você acha que ele foi responsável pelo acidente?
—Provavelmente sim, mas aconteceu outra coisa estranha lá dentro.
—Oque Stuart?
—Enquanto eu vasculhava na mente dele, algo me expulsou da mente dele, e foi no mesmo momento que ele sentiu a dor de cabeça.
—Você acha que ele é um telepata?
—Não diria que ele é um telepata, mas que tem algo de estranho com aquele garoto isso tem.
—Mas não conseguiremos mais informações se ele continuar nesse hospital.
—Talvez eu tenha a saída perfeita para isso. — diz Stuart, olhando na direção na sala que o médico que havia atendido Peter havia entrado.
Stuart se move até a sala, com Michael indo logo atrás dele.
Porém oque ambos não perceberam, era que à alguns metros de distância alguém os observava sorrateiramente.
Bom se Michael e Stuart já estão aqui, então isso significa que eu terei que adiantar meus planos, antes que eles finquem suas garras no pobre garoto. Pensa o homem que mais cedo havia estado no colégio de Peter, se retirando do hospital e indo em direção do seu carro.
Enquanto que ainda dentro do hospital Stuart estava tendo um conversa com o médico responsável por Peter.
—Olha com todo o respeito para os oficiais, mas eu não posso liberar o garoto simplesmente por causa da investigação de vocês, me desculpa. –afirma o médico gesticulando para que ambos saíssem de sua sala.
—Eu pensei que você diria isso, mas nós temos algo que possa fazer você mudar de ideia, Stuart o convença, por favor. — diz Michael saindo da sala.
—Você irá dar alta para o paciente Peter, sem qualquer questionamento, e irá destruir todos os exames de sangue dele. Entendido?
—Minha cabeça- diz o médico, se ajoelhando de dor.
—Você irá dar alto para o paciente Peter, e irá se esquecer de que tivemos essa conversa, agora repita comigo.
—Eu vou dar alto para o paciente sem qualquer questionamento, destruir os exames de sangue dele, e após isso esquecer que tivemos essa conversa- diz o médico com os olhos profundos, e saindo da sala.
Michael vê o doutor passar por ele, sem nem olhar para os lados, e logo em seguida Stuart sai da sala do mesmo.
—Conseguiu entrar na mente dele?
—Foi como tirar doce de criança.
—Perfeito, agora vamos continuar com a operação, logo Peter receberá uma visita nossa em sua casa. – diz Michael.
Light’s City
Colégio Diligente 15h15
Os dois times de futebol do colégio estavam empatados, faltando alguns minutos para o término do jogo. Quando Christian rouba a bola de seu adversário driblando todos que apareciam em sua frente, como se seus pés e a bola fossem um só, e em poucos segundos ele já estava do outro lado da quadra, a poucos metros do gol. Quando inesperadamente um adversário aparece o jogando para lado e roubando sua bola, ele rapidamente se recompõe e parte para cima do oponente. Christian se mantem lado a lado do outro jogador, e então para conseguir a posse de bola ele acaba empurrando o outro garoto, porém sem se dar conta de sua força o outro jogador é arremessado a uma grande distância se machucando.
Christian fica parado em seu lugar paralisado enquanto todos outros jogadores formam um círculo em volta do jogador que havia se machucado.
O juiz após ver o estado do jogador, corre na direção de Christian e lhe mostra o cartão vermelho, expulsando o garoto do campo.
Christian vai em direção do vestuário, fechando todas as portas com força.
—Estava tudo perfeito, mas não, eu tinha que estragar tudo, eu tinha, eu tinha que não conseguir me controlar por um segundo. Que Raiva!- Grita o garoto dando um soco na parede, e seu braço a atravessa.
—Christian, tira esse braço dai!- grita Manuela sentando o garoto no banco.
—Manu, oque você faz aqui?
—O que você acha? Estou aqui para impedir que você fizesse alguma merda, tipo quebrar a merda da parede.
—Eu não pensei, simplesmente aconteceu.
—Pois é né, assim como simplesmente aconteceu de você não se controlar no campo.
—Me desculpa Manu.
—Você não me deve desculpas Chris, mas pensa caramba e se fosse outra pessoa aqui agora, eles veriam você quebrando a parede e nesse momento você já estaria sendo chamado de aberração, ou pior, estaria sendo preso.
—Manu não exagera.
—Não é questão de exagerar, agora eu vou sair antes que alguém me veja aqui no vestuário masculino, e você vai tomar seu banho.
—Okay Mãe.
—Se eu fosse sua mãe, você já estaria ferrado.
—Não, se você fosse minha mãe, eu já estaria morto.
Christian pega sua toalha e vai para os chuveiros para tomar banho. E fica olhando de relance a Manuela sair do vestuário, por mais que ele se irritasse demais com ela, ele sabia que se não fosse por ela, o garoto não teria aguentado quando descobriu possuir essa habilidade.
Mas ele tenta parar de pensar e só relaxa com a água caindo sobre sua cabeça e escorrendo por seu corpo.
Chris tem um peitoral relativamente definido, pele muito clara, a ponta de ter suas bochechas rosadas. Seu cabelo é de tom loiro e curto. Tendo olhos esverdeados e olhos pequenos. Sua boca era pequena e vermelha como se tivesse passado um batom. E por todo seu corpo havia várias pintas.
Light’s City
Hospital São Visconde 17h00
Peter estava no quarto de observação do Rick, ao lado da cama de seu namorado.
—Não acredito que eu fui liberado para ir para casa e você vai ficar aqui ainda.
—Amor, tudo bem, só vai para casa e descansa tá bom?
—Não, eu vou ficar aqui contigo Rick, você só está aqui por minha causa.
—Pet, não diga isso okay?! Aquilo foi um acidente, não foi culpa sua, os garotos que vieram me agredir, de certa forma você estava apenas me defendendo.
—Defendendo?! Seu braço está quebrado! Que tipo de namorado faz isso com o outro?!
Rick então segura na mão de Peter, olhando diretamente nos olhos de seu namorado.
—Amor para com isso okay? Eu estou bem melhor agora, e não se preocupe eu não vou contar para ninguém oque realmente aconteceu lá, e acho que os outros garotos que estavam lá vão estar com muito medo do que você possa fazer com eles para contar para alguém. — diz Rick dando uma leve risadinha.
—Rick, eu não estou preocupado com ninguém saber disso, mas sim em como você está. Eu te machuquei, se eu tivesse perdido mais o controle você poderia...estar morto.
—Peter não diga isso, eu estou vivo, e foram apenas alguns arranhões.
—Arranhões?!-Peter Grita, soltando a mão do seu namorado.
—Sim apenas alguns aranhões.
—Para de tentar minimizar as coisas!- Peter grita novamente.
E com o seu grito imediatamente a porta do quarto se fecha com força e a cadeira se move com tudo contra a parede.
—Amor?- pergunta Rick um pouco assustado.
Peter volta a si e quando observa o olhar assustado de seu namorado, ele lhe dá um abraço imenso.
—Amor me desculpa, eu não queria gritar com você. — diz o garoto dando um abraço forte em Rick.
—Se o seu plano é me esmagar então está conseguindo...
—Ai amor desculpa. – diz Peter dando um selinho no seu namorado.
E inesperadamente um enfermeiro entra no quarto um pouco com cara de preocupado olhando para ambos os garotos.
—Tudo bem aqui?
—Sim, por quê?
—Escutamos um barulho e pensamos ter acontecido algo.
—Não, tudo bem eu só deixei a cadeira cair. — diz Peter.
—Qualquer coisa estou aqui fora.
—Muito obrigado.
O enfermeiro sai do quarto deixando os dois garotos mais alguns minutos sozinhos.
—Eu não quero te deixar sozinho amor.
— Você não vai me deixar sozinho amor, meus pais estão aqui e também é bom você ir descansar.
—Eu vou, mas amanhã eu volto para te ver, tá bom?
—Okay amor.
—Eu prometo que vou dar um jeito nisso, por nós dois .- diz Peter gesticulando enquanto mostra suas mãos para o namorado.
—Eu só quero que meu namorado fique bem.
Peter se aproxima de seu namorado, e lhe dá um beijo, um último beijo de despedida, um beijo devagar, que foi crescendo aos poucos, liberando um pouco do cuidado que ambos sentiam um pelo outro.
Peter já estava passando o braço por baixo da blusa de Rick, levantando um pouco a blusa do garoto, enquanto que o beijo ia ficando mais longo e profundo.
Rick, porém se afasta um pouco, afastando seu namorado com o seu braço que não estava engessado.
—Meu amorzinho se continuar vamos acabando fazendo algo que não é permitido no hospital.
—No Seattle Grace eles fazem sexo em tudo que é lugar.
— Amor...
—Só to brincando. Beijos meu amor, eu volto amanhã.- diz Peter dando-lhe um beijo na bochecha.
—Assim espero. Beijos amorzão.
Sunset City 20h00
Mary desce correndo ao escutar a campainha da sua casa tocar, e ela rapidamente está na porta à abrindo para o seu convidado.
—Oi Mary. –diz Trey lhe dando um beijo.
—Oi Trey.
—Então seus pais não estão em casa?
—Não, eles foram ao cinema, oque nos dá umas duas horas de liberdade.
—Liberdade é?
—Sim. — diz Mary dando um beijo no garoto e o levando para cima.
—Então oque vamos fazer?
—Fica quieto.
A garota fecha a porta de seu quarto, dando as costas para o garoto, que a agarra por trás e beija seu pescoço.
—Você não sabe o quanto eu estava louco para isso.
—Então acabe com essa loucura comigo. — Diz Mary, o jogando na cama e subindo por cima dele.
—Mary assim você me mata. –diz Trey, passando a mão pelo corpo da garota, enquanto sobe para beijá-la, e suas mãos vão retirando-lhe a blusa.
Ele separa os seus rostos para que a blusa da garota possa sair, e ele fica ali por alguns segundo admirando-a. Mary, tem um cabelo loiro comprido, chegando a bater um pouco abaixo de seus seios. Seus olhos são de um verde escuro, que podem deixar qualquer um perdido ao se deparar com eles. Ela era relativamente pequena, medindo um pouco mais de 1.60. Mas o mais impactante nisso tudo, e no que o garoto não conseguia tirar seus olhos, era a boca, pequena, porém tentadora de Mary.
—Posso pedir uma coisa?
—Oque Trey?- Pergunta Mary com uma voz sedutora e calma ao mesmo tempo.
—Vamos tirar uma foto? Só para eu guardar de recordação.
—Oque você quiser docinho.
O garoto se aproxima de Mary, abraçando por trás, e tirando um selfie que deixasse os seis da garota totalmente à mostra.
—Prontinho já tem sua foto, agora é hora de eu ter oque eu quero.
Light’s City 23h30
—Boa noite mãe!
—Boa noite Mih
Michele fecha a porta de seu quarto e vai diretamente para sua cama, deitando sua cabeça sobre o travesseiro. Ela fica olhando um pouco o teto de seu quarto, antes de seus olhos irem se fechando aos poucos.
Porém, ao invés de um sonho tranquilo, ela estava de volta ao quarto do garoto que estava no noticiário, ela olhou para o relógio e marcava 1h30 da manhã. Quando ela observa um homem espetando a pele do garoto com uma seringa.
Michele tenta gritar para o garoto acordar, mas nenhum dos dois a nota, e então ela desperta no seu quarto, seu corpo estava suando, e no relógio marcava 01h00.
Que deus tenha piedade desse garoto. Pensa a garota, antes de encostar a cabeça o travesseiro novamente.
Light’s City 01h25
Um SUV para a poucos metros da casa de Peter, a rua estava escura e deserta a aquele horário da noite. Um homem sai do automóvel, se espreitando pela parte de trás da casa. Ele começa a analisar cada ponto do imóvel, antes de sorrateiramente conseguir abrir a porta dos fundos e adentrar as dependências de Peter.
O garoto estava dormindo em seu quarto, possivelmente sonhando com o acidente que ocorreu há algumas horas, porém, oque ele não conseguiu perceber era que alguns objetos de seu quarto estavam flutuando a alguns metros do chão, quase que tocando a parede.
A porta do quarto do jovem abre aos poucos, revelando o homem mascarado passando por ela. A figura masculina fica vislumbrando os objetos flutuarem perante sua cabeça por alguns minutos, antes de voltar à realidade e retirar uma seringa de seu bolso.
—Prometo que vai ser apenas uma amostra de sangue- Diz o homem bem baixo, apenas para desencargo da própria consciência.
Ele então espeta o pescoço de Peter com a seringa, injetando um líquido que impediria Peter de acordar durante a retirada de amostra.
Só que após a retirada da seringa do pescoço do jovem, o homem percebe que o objeto que estava flutuando sobre sua cabeça estava prestes a cair, ele num impulso pula sobre o chão e por poucos centímetros consegue pegar o copo de vidro.
Mas antes que ele se levantasse o monitor que também estava flutuando e os outros objetos caem no chão logo em seguida, fazendo um enorme barulho.
Parece que teremos uma mudança de planos. Pensa o homem levantando e pegando Peter em seu colo.
Enquanto que no quarto ao lado, os pais de Peter despertam com o barulho.
—Amor esse barulho veio do quarto do Pet.
—Eu escutei querida, fique aqui, vou ver se está tudo certo com o nosso garoto. — diz o pai se levantando e indo na direção do corredor.
No entanto ao sair do quarto ele se depara com um homem mascarado levando Peter em seus braços. O pai então em um impulso solta sobre a figura desconhecida, fazendo o garoto adormecido rolar escada abaixo.
—Quem é você e oque quer com meu filho?!- pergunta o pai da família, se mantendo sobre o homem jogado no chão.
—Saia de cima de mim, antes que isso piore para ti.
O homem então com a ajuda de seus pés joga o outro para trás o arremessando contra a parede. O patriarca da família logo se levanta indo em direção ao outro ser, lhe disferindo golpes seguidos na cara e no estomago.
—Eu não quero ferir o senhor. — tenta dizer a figura masculina mascarada.
—Você já feriu ao pegar meu filho. — diz o pai, tentando acertar um soco nele.
Porém o homem desvia de seu soco, o que acaba desestabilizando o progenitor de Peter, dando uma vantagem para o indivíduo que o segura pelo pescoço e o lança contra o enorme espelho pendurado na parede.
O pai de Peter cai já desacordado no chão. A figura masculina então desce as escadas, contudo antes que ele possa pegar Peter, a mãe do garoto salta nas costas da figura misteriosa deferindo-lhe socos em seu crânio.
O homem espertamente se joga com as costas contra a escada, prensando a mulher, oque lhe dá certa vantagem sobre a mesma. Percebendo que a cabeça dela estava a pouco centímetro abaixo da sua, ele joga a sua com toda a força contra a cabeça da genitora do garoto, sentindo o nariz dela quebrar em contato com seu crânio.
O adulto se levanta, mas ao dar um passo, a mulher lhe da uma rasteira fazendo-o cair contra o chão.
Que porra de família é essa? Pensa o homem antes de conseguir se levantar e se esquivar das investidas da mãe do garoto.
Até que ela consegue lhe desferir um chute na barriga, fazendo-o ficar alguns segundos sem ar, porém, antes que ele conseguisse reagir ela dá dois socos seguidos em seu rosto. O homem como medida de fuga, junta toda sua força no seu punho direito desferindo um único golpe embaixo do queixo dela, a jogando com tudo para trás.
O homem retira a máscara com gosto de sangue, e ao retirar revê-la ser na verdade o agente Sanches, cuja verdadeira identidade é Richard. Ele recupera o fôlego, e carrega Peter em seus braços, destrancando a porta principal e indo em direção de seu carro. Ele aciona o botão da chave e o porta-malas se abre automaticamente, o homem coloca o corpo adormecido de Peter dentro do carro.
—Parece que teremos muito a conversar meu jovem- diz o homem antes de fechar a porta do porta- malas, e entrar no carro.
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