Os Filhos de Fenrir

24 Renesmee- Comemorações


A lua nova pairava alta no céu de Niflheim, envolta em um manto de estrelas que iluminava a clareira de forma quase mágica. O centro do povoado estava em festa, e o som da música e das risadas enchiam o ar. Uma grande fogueira queimava no coração da clareira, suas chamas dançando e projetando sombras nas árvores ao redor, aquecendo todos que estavam reunidos para celebrar a chegada do primeiro herdeiro do Alpha.

Jacob, radiante de felicidade, segurava minha mão com firmeza enquanto caminhávamos juntos pelo povoado. Ele mal conseguia conter o sorriso que iluminava seu rosto. Ao redor, os lobos e suas parceiras dançavam e bebiam, celebrando com fervor. O ambiente estava carregado de uma energia ancestral, quase sagrada, que me fazia sentir parte de algo muito maior. As pessoas dançavam em círculos, as mulheres rodopiando com suas saias enquanto os homens batiam palmas e erguiam seus copos em brinde.

À medida que avançávamos pela multidão, as pessoas nos paravam para felicitar. Jacob cumprimentava todos com firmeza, seu orgulho transbordando, e eu sorria, ainda me acostumando à ideia de que, dentro de mim, um novo membro da alcateia estava crescendo.

Chegamos ao centro da clareira, e logo Ephraim Black veio ao nosso encontro. Sua presença era imponente, e a fogueira refletia em seus olhos sábios, que pareciam carregados de história. Ele se aproximou de Jacob com um sorriso paternal, estendendo a mão para apertar a do neto.

— Que grande noite para a nossa alcateia — disse Ephraim, sua voz grave e cheia de significado. — O primeiro de muitos, espero.

Jacob assentiu, seu olhar cheio de respeito pelo avô. Senti um aperto leve em minha mão, como se ele estivesse me envolvendo na mesma reverência.

— Serão muitos, com certeza — prometeu Jacob, o brilho em seus olhos refletindo o orgulho que sentia.

Ephraim então se voltou para mim, seu olhar carinhoso pousando sobre meu ventre. Eu respirei fundo, sentindo a importância daquele momento. Estendi minha mão para segurar a dele e sorri com sinceridade.

— Se for um menino, seu nome será Ephraim, em sua homenagem — disse, minha voz carregada de emoção.

Ephraim pareceu surpreso por um momento, e logo um sorriso largo cruzou seu rosto. Ele se inclinou, e com um gesto terno, beijou minha testa. Mas ao se afastar, ainda com um brilho nos olhos, ele balançou a cabeça suavemente.

— O primeiro deve se chamar Fenrir — disse ele, sua voz carregada de tradição e respeito pelo grande deus lobo. — O nome de nosso deus abençoará o herdeiro.

Eu assenti, sentindo o peso da tradição sobre mim, mas ao mesmo tempo aceitando a responsabilidade com respeito.

— Será Fenrir, então — murmurei, sentindo que aquilo era a decisão correta.

Jacob sorriu, satisfeito com a bênção de seu avô, e juntos nos viramos para apreciar a festa. A fogueira crepitava, lançando faíscas ao céu enquanto a música continuava a ressoar. Os tambores, o som de flautas e os cantos ancestrais criavam uma atmosfera única, como se estivéssemos celebrando não apenas um momento, mas uma linhagem que estava para continuar.

As mulheres dançavam em círculos enquanto os homens erguiam copos de madeira cheios de hidromel, brindando à saúde do herdeiro do Alpha. Por todo lado, sorrisos, palavras de parabéns e abraços calorosos nos envolviam. Senti-me acolhida, parte daquela comunidade forte e unida.

Jacob me puxou para mais perto, passando um braço ao redor da minha cintura, e beijou minha testa suavemente, exatamente como Ephraim havia feito antes.

— Está feliz? — perguntou ele, o sorriso nos lábios enquanto seus olhos brilhavam com o reflexo da fogueira.

Assenti, sentindo o calor da noite e o amor que nos rodeava. — Muito.

Aproveitamos a festa juntos, o som das risadas e da música ao nosso redor enquanto o futuro da nossa alcateia, e da nossa família, parecia mais promissor do que nunca.

Jacob, com um sorriso maroto no rosto, assentiu quando Sarah pediu que eu fosse até as mulheres que estavam reunidas em um canto da clareira. Ele me puxou para mais perto e selou meus lábios com um beijo breve e carinhoso.

— Vai lá, princesa. Não demore, ou vou acabar ficando bêbado demais para te carregar de volta — brincou, piscando para mim.

Eu e Sarah rimos, e antes que eu pudesse responder, Sarah segurou meu braço de forma gentil e me guiou até o grupo de mulheres. Ao nos aproximarmos, elas me receberam com sorrisos calorosos e gestos afetuosos. Parecia que toda a tensão que eu havia sentido nos primeiros meses de Niflheim havia sumido, e agora havia um sentimento de pertencimento.

Uma a uma, as mulheres me entregaram presentes para o bebê que estava por vir. Eram mantas feitas à mão, pequenas roupinhas, objetos de proteção e amuletos. Quando Leah se aproximou, senti uma leve hesitação, mas seu olhar era diferente. Mais suave, mais acolhedor.

Ela estendeu uma pulseira trançada com pedras pequenas e brilhantes, e, ao me entregar, disse com firmeza:

— Para a saúde do filho do Alpha. Que ele traga força para a alcateia.

Eu sorri e agradeci sinceramente, sentindo que Leah havia, finalmente, aceitado a situação. Era um alívio para ambas, e isso trouxe uma sensação de paz ao meu coração.

As mulheres começaram a dançar, animadas com a celebração, mas eu decidi sentar um pouco ao lado de Sarah. Enquanto eu observava Jacob beber e rir com seus irmãos ao redor da fogueira, Sarah se levantou.

— Vou resolver uma coisa. Volto já, querida — disse ela, apertando meu ombro carinhosamente antes de se afastar.

Suspirei, acariciando levemente minha barriga, que já mostrava um pequeno inchaço, quando senti alguém se aproximar. Levantei o olhar e vi Kiara, com seu sorriso sempre pronto.

— Está aproveitando a festa, Beta? — perguntou ela, oferecendo-me uma caneca de bebida.

Sorri de volta, aceitando a bebida. — Sim, está sendo uma noite especial.

Olhei para o líquido na caneca com uma sobrancelha arqueada.

— Não se preocupe — disse Kiara, rindo. — Não é bebida forte, é suco.

Provei, e de fato era doce e refrescante.

— Está delicioso, obrigada — disse, grata pelo cuidado.

Sarah retornou logo em seguida, e quando viu a caneca em minhas mãos, seus olhos se estreitaram levemente, preocupada.

— O que você está bebendo, Renesmee?

— Suco — respondi, rindo levemente. — Kiara me trouxe.

Sarah soltou um suspiro de alívio e sorriu, acariciando meu braço.

— Bom, nada de bebidas fortes para você, pelo menos pelos próximos meses.

Ela se virou para Kiara e perguntou, com um olhar mais sério:

— Está pronta para ir ao acampamento das mulheres? Como a Beta espera o primeiro filho do Alpha, o compromisso com os Alteara não se mantém.

Kiara assentiu com um leve sorriso, sua expressão cheia de aceitação.

— Estou pronta, senhora. Ainda tenho alguns dias antes de partir, mas estou me preparando para a despedida.

Antes que a conversa pudesse continuar, Jacob apareceu por trás de mim, pousando a mão em meu ombro com um sorriso que parecia aquecer mais do que a fogueira.

— Está na hora de você descansar, Nessie.

Olhei para ele com uma leve reclamação no olhar.

— Está cedo — resmunguei, sem muita convicção.

— Ele tem razão — disse Sarah, com seu jeito maternal de sempre. — Você precisa cuidar da criança.

Suspirei, concordando com ambos, e me levantei para me despedir. Kiara sorriu para Jacob antes de se virar para mim.

— Boa noite, Beta — disse ela.

— Boa noite, Kiara — respondi, sorrindo em agradecimento.

Jacob pegou minha mão, e juntos caminhamos pela clareira, nos despedindo de todos enquanto voltávamos para nossa casa. O som da festa ainda ecoava ao longe, mas a paz daquela noite começava a se instalar dentro de mim.

******

Depois que chegamos em casa, fui direto para o quarto. A noite havia sido cheia, e o peso das responsabilidades parecia cada vez maior. Enquanto terminava de vestir minha camisola, Jacob estava encostado na porta, observando-me com um olhar suave, mas seus pensamentos pareciam distantes.

— Você está pensando nas suas próximas rondas, não é? — perguntei, ajustando o tecido da camisola antes de me virar para ele.

Jacob suspirou e assentiu. — Não consigo evitar, Ness. Como Alpha, a segurança de todos está nas minhas mãos. E com você grávida, a pressão parece ainda maior.

Me aproximei dele, pousando uma mão sobre seu peito. — Sei que você se preocupa com todos, mas você não está sozinho. A matilha confia em você, e eu também.

Ele me puxou delicadamente para mais perto, nossos corpos se encaixando com naturalidade. — Eu sei. Só quero garantir que nada nos ameace, que nosso filho possa crescer em paz.

Deitei na cama e, antes que pudesse dizer qualquer coisa, Jacob deitou ao meu lado e me puxou para mais perto, selando meus lábios com um beijo carinhoso.

— Você está linda — murmurou contra minha boca, seus olhos ardendo de intensidade.

Sorri, sentindo o calor subir por meu corpo. — Eu te amo, Jake.

Ele afastou uma mecha de cabelo do meu rosto e disse, com a voz rouca e cheia de sinceridade: — Eu também te amo, Renesmee. Mais do que qualquer coisa.

Seu beijo, dessa vez, foi mais intenso. A paixão e a conexão entre nós pareciam crescer a cada toque, a cada suspiro compartilhado. De repente, todos os medos e responsabilidades desapareceram, e tudo o que existia era aquele momento, só nós dois. Ele girou na cama com cuidado puxando a minha camisola e acariciou minhas coxas.

— Será que não vamos machuca-lo se fizermos isso? Perguntei sentindo a protuberância dele roçando em minha virilha.

— Serei cuidadoso— ele sussurrou baixando a calça de uma forma urgente, e segundos depois o senti dentro de mim.

Passei as mãos pelas costas de Jacob e ele colou a testa na minha se movendo lentamente com carinho e cuidado evitando jogar o peso do seu corpo sobre o meu, sua boca buscou a minha iniciando um novo beijo enquanto o sentia sair e entrar de forma rápida deixando meu corpo totalmente arrepiado. Segundos depois ele gemeu alto abafando o gemido entre meus lábios e derramou seu líquido dentro de mim.

—Eu sou louco por você Ness..

Ele sussurrou olhando em meus olhos.