Os Filhos de Fenrir

49 Jacob- A nova linhagem


Notas iniciais
Próximo capítulo Nessie está de volta, o reencontro vai acontecer, será que ela vai matar o Jacob? Sei não acho que ela vai ficar com raiva e Jacob vai ter trabalho para reconquistar a mulher que ama depois de tanta merda feita kkkkkkkkk

A vila estava silenciosa quando cheguei em casa. A lua cheia brilhava intensamente, lançando sombras pela terra, mas a escuridão da noite não combinava com o que eu sentia por dentro. Minha mente estava nublada, tomada por decisões que eu já havia aceitado, mas que ainda pesavam no meu espírito.

Abri a porta devagar, tentando manter a calma. Assim que entrei, encontrei Kiara sentada à minha espera na sala, o olhar dela era um misto de sarcasmo e frustração. Sabia que ela não deixaria a noite passar sem provocar algo.

— O quarto do Alpha está pronto — disse ela, a voz carregada de veneno. — E seu novo objeto sexual de fertilidade está à sua espera.

Ignorei o tom ácido dela. Meus olhos varreram a sala, procurando por um sinal de Kamy.

— Kamy está em casa? — perguntei, sem me dar ao trabalho de responder à provocação. A única coisa que me importava naquele momento era o bem-estar da minha filha.

Kiara apertou os lábios, claramente irritada por eu não ter mordido a isca.

— Sarah a levou para dormir na casa dela — respondeu, cruzando os braços com um semblante ainda mais fechado.

Sorri, satisfeito.

— Ótimo. — Me aproximei de Kiara e, em um movimento que ela claramente não esperava, inclinei-me e selei meus lábios aos dela. Um beijo breve, mas suficiente para deixá-la completamente confusa.

— Boa noite, Kiara — murmurei contra sua boca, antes de me afastar.

Ela piscou, atordoada, e quando recobrou a compostura, sua expressão era uma mistura de fúria e humilhação.

— Amanhã será sua vez — disse com um sorriso provocativo. — Espere e seja boazinha.

— Vai pro inferno, Jacob! — ela gritou, o rosto contorcido de raiva. — Seu maldito desgraçado!

Ri, divertido com sua reação. Ela sempre fora boa em jogar esse tipo de jogo, mas agora, eu era o mestre do tabuleiro. Sem dizer mais nada, subi as escadas em direção ao quarto onde Karin me esperava.

Ao abrir a porta, vi a jovem de cabelos curtos e negros, envolvida em um lençol, olhando pela janela. Seus cabelos ainda estavam molhados, provavelmente do banho. Havia uma suavidade em seus traços, e mesmo com o lençol ao redor de seu corpo, era impossível ignorar sua beleza simples, ainda que não houvesse atração em meus sentimentos. Apenas uma necessidade prática.

Aproximei-me devagar, estudando seu perfil. Ela parecia distante, mas não assustada.

— Quantos anos você tem? — perguntei, quebrando o silêncio.

— Dezoito — respondeu ela, virando-se para me encarar.

Assenti.

— Ótimo. — Deixei meu olhar varrer o corpo dela por um momento, não para avaliá-la como uma mulher, mas para ter certeza de que ela era saudável, pronta para o que viria. — Você é bonita.

Karin corou, mas sorriu levemente.

— Obrigada, meu Alpha.

Eu a observei por mais alguns segundos e, então, me aproximei um pouco mais.

— Estou forçando você a fazer algo que não quer? — perguntei diretamente, sem rodeios.

Ela balançou a cabeça.

— Não, Jacob. Sei qual é o meu papel aqui. Eu estou pronta para ajudar a tribo. É meu dever.

Suas palavras eram firmes, mas havia uma resignação ali. Eu sabia que ela não estava exatamente entusiasmada, mas, assim como eu, ela compreendia o que precisava ser feito.

— Pois bem, se for boazinha e me der o que preciso será a minha favorita, eu tratarei como uma rainha.

Karin olhou em meus olhos — Farei o que me pedir.

Baixei a calça que usava e pedi que Karin deitasse ma cama e ela me obedeceu, não seria sacrifício algum fode-la, eu faria isso a noite toda para me certificar que dessa vez eu conseguiria o que precisa.

Me coloquei entre suas pernas e Karin gemeu enquanto eu me forçava contra sua entrada, ela era extremamente apertada e aquilo estava sendo prazeroso — Quero ouvir seu gemido— ordenei antes de conseguir entrar totalmente dentro dela.

Karin gemeu alto.

— Você vai gemer assim durante toda a noite, é uma ordem— falei a fodendo com força.

A garota obedeceu enquanto eu a comia.

Era de manhã quando acordei. Karin dormia ao meu lado, o corpo dela relaxado, o lençol cobrindo apenas parte de seu corpo. Eu havia passado a noite toda dentro dela e agora, a única certeza que precisava era que dessa vez, a escolhida daria o herdeiro que tanto precisava. Levantei-me devagar, tomando cuidado para não acordá-la, e saí do quarto.

Ao descer as escadas, encontrei Kiara sentada à mesa de café, com um semblante de aborrecimento que quase me fez rir. O café estava posto, mas o clima estava carregado.

— Fez isso só pra me provocar, não foi? — ela disse, sem rodeios.

Levantei uma sobrancelha, sem entender de imediato.

— O que?

Ela bufou, irritada.

— Os gemidos, Jacob. Seus e dela. Eu ouvi tudo! Você fez de propósito!

Eu sabia que ela estava prestes a explodir. Acalmei meu rosto, mas havia um certo humor na situação.

— Adorei os gemidos — respondi, sem conseguir evitar o sorriso. — Foi uma ótima noite.

A expressão de Kiara se contorceu em ódio. Sem dizer mais nada, ela levantou-se de repente e saiu, batendo a porta com força.

Assisti enquanto ela se afastava, sentindo apenas uma leve irritação. Nada mais a abalava em mim. Eu tinha feito o que precisava ser feito, e agora, precisava apenas esperar os próximos passos.

Quase um ano havia se passado desde que assumi a liderança da tribo novamente. A ordem havia sido restaurada; os lobos mais jovens estavam sendo treinados pelos mais velhos, e a febre da guerra começava a se espalhar entre os adolescentes. Era um sinal claro de que estávamos nos preparando para o que estava por vir. Treinava Jason, Kallel Alteara, Alan Clearwater e Phil quando Rachel entrou, seu rosto pálido e preocupante.

— Jacob! Urgente! Karin está em trabalho de parto!

Meu coração disparou. Deixei os garotos sob os cuidados dos mais velhos e corri para casa, subindo as escadas com a velocidade do meu lobo. Ao entrar no quarto, encontrei Karin deitada, segurando um pequeno embrulho em seus braços.

— É um menino — ela disse, um sorriso radiante em seu rosto, apesar da exaustão.

Senti uma onda de alegria me invadir. Aproximando-me, estendi os braços e peguei o bebê no colo, admirando sua pequena face. Ele tinha os traços da mãe, mas havia algo em seu semblante que me lembrava de mim.

— Bem-vindo, Josh Black — declarei, sentindo um orgulho avassalador.

Karin sorriu, seus olhos brilhando de felicidade enquanto observava o filho nos meus braços. O peso da responsabilidade aumentava, mas, naquele momento, tudo que eu sentia era amor. A tribo estava em preparação para uma batalha, mas agora, ali, eu tinha algo pelo qual lutar, algo que precisava proteger a todo custo.

Karin me olhou, e havia uma nova força em seu olhar.

— Ele será forte, Jacob. Eu sinto isso.

Assenti, segurando Josh com mais firmeza. Ele seria o futuro da nossa linhagem, e eu faria de tudo para garantir que ele crescesse em um mundo seguro.