Os Envolvidos
3 Primeiro Ciclo: Arley
Arley é o mais velho do grupo, de inicio um jovem bem tímido, mas depois de conhecê-lo bem percebesse o quão extrovertido e brincalhão ele parece ser. Estuda e trabalha com marketing e pensa em ser fotografo, pois é algo que ele adora fazer nas suas horas vagas. Mora com os pais e três irmãos Joicy, Alef e Pedro Henrique em uma pequena casa na Rua Munkis e apesar da sua convivência com seu pai ser impossível, Arley evita brigas e discussões em respeito a sua mãe e ao irmão recém-nascido.
O rapaz voltava do seu estagio de carro todos os dias às 20h horas da noite junto com seu melhor amigo Jimmy, apesar de estar sempre com os outros amigos, Arley não abandonou Jimmy em momento algum, pois ele também esta sempre com Arley, mas este se sentia culpado com a sua escolha de não contar ao seu melhor amigo sobre a morte do Xerife, sobre o que ele e seus outros amigos haviam feito e também sobre o perseguidor X, ele tinha medo da reação de Jimmy e preferiu esconder isso. Jimmy já com 19 anos tinha seu próprio carro e deixava o amigo em casa todos os dias depois do estagio, eles conversavam sobre tudo e não tinha segredos pelo menos não para Jimmy.
– Jimmy amanhã precisamos dar uma passadinha em alguma loja e comprar o presente de aniversario da Bia, não quero chegar de mãos abanando, odeio isso. Arley.
– Eu sei, mas você já sabe o que vai comprar? Jimmy.
– Eu tenho uma ideia. Até amanhã. Arley.
– Até. Jimmy.
Arley saiu do carro e foi em direção ao portão de sua casa, pouco antes de entrar ela respirou, pois sabia que não seria nada fácil entrar e encarar o seu pai, ele até queria se resolver, mas não era tão fácil a convivência com ele, Arley era tratado mal e sem amor algum. Ele se lembra de quando era pequeno e seu pai tinha bebido muito e chegou chuta-lo como se fosse uma bola de futebol e não foi por que seu pai estava com raiva e sim por brincadeira. Ele se lembrava da dor física que sentia naquele momento e que não iria esquecer enquanto vivesse. Uma lagrima queria escorrer de seu olho, mas ele a segurou e entrou no quintal de casa, avistou o seu pai sentado em uma cadeira nos fundos, abaixou a cabeça e passou direto em direção sua casa, assim que entrou vê sua mãe sentada no sofá com seu irmão caçula nos braços, aquela cena faz com que ele se esqueça de tudo e abrisse um sorriso em seu rosto. Logo uma mão com muita força o empurra para dentro de casa, assustando-o e o deixando sem reação alguma.
– Saía da minha frente cretino.
O pai de Arley o esperava responder para que começasse uma briga. Ele olhou para sua mãe com os olhos arregalados com a crueldade do marido e a criança dormindo nos braços e resolveu não responder, afinal não valeria a pena. O homem então foi para a cozinha mancando do pé esquerdo causa de um machucado que havia tido na tarde de trabalho. Ele trabalhava construindo edifícios e tinha um salario razoável, certo dia disse que Arley não era um filho para ele e que se ele quisesse comer naquela casa que saísse e trabalhasse, pois à custa dele o garoto não iria viver.
Sua mãe o chamou com simples gesto com a mão e o beijou no rosto como um símbolo de amor, era o mesmo que dizer eu te amo meu filho eu estou aqui com você, não se preocupe, e isso o deixava em paz. Arley subiu até o quarto para estudar um pouco mais sobre marketing, pois iria começar as aulas no dia seguinte. Bastante concentrado ele cai num sono, porém despertado quando recebe uma mensagem em seu celular:
“Sábio é o pai que conhece seu próprio filho. — X”. (William Shakespeare).
Arley mudou a sua expressão de sono para assustado, naquele momento ele ficou sem ar algum para respirar, aquela mensagem ao entender do jovem o seu pai sabia de alguma forma sobre a morte do xerife e também que a até seu próprio pai poderia ser o perseguidor X. Sem pensar ele entrou em desespero e foi direto mandar uma mensagem em um grupo no whatsapp que tinha com seus amigos:
“Meu pai é o perseguidor X”. Arley
“O que? Como assim?”. Amanda
“Acabei de receber uma mensagem do X, dizia “Sábio é o pai que conhece seu próprio filho” e ao meu entender ele sabe quem matou o xerife e está mandando essas mensagens para nós, ele e o Sr. Murs eram amigos de infância, está obvio”. Arley
“Mais do que obvio.”. Giovanni
“Arley calma, você e seu pai não se dão muito bem, mas ai ele ser o X? Não, eu acho que não que ele seria capaz.”. Camila
“Ele é capaz de muita coisa Camila e isso seria só mais uma delas”. Arley
“Concordo com o Arley, lembram da ultima vez que o Arley e ele brigaram, ele queimou os livros do Arley”. Giovanni
“Eu preciso acreditar que o senhor Thiago não faria isso”. Camila
“Eu penso que ele faria”. Giovanni.
“Infelizmente, eu também”. Arley
“Se foi ele, me desculpe Arley, mas ele vai pagar pelo que fez com o meu cachorrinho, eu não quero tirar conclusões precipitadas então é melhor você descobrir primeiro”. Amanda.
“Okay, mas vocês cuidado ao encontrarem ele na rua”. Arley
Ele fechou o aplicativo e deitou-se em sua cama ainda assustado e aquela ideia na sua cabeça de que seu pai seria o perseguidor X.
Na manhã seguinte ele acordou com o soar de seu despertador. Ele estava bem cansado, não havia dormido muito bem durante a noite, se levantou, tomou um banho rápido, se arrumou e foi para escola junto com a sua irmã Joicy e sem assunto algum com a irmã, pois ambos eram de grupos e mundos diferentes. Assim que chegam à escola ela diz um adeus ao seu irmão e se junta as suas amigas populares Nathalia e Marina. Arley se junta aos amigos que estavam encostados numa parece perto da diretoria da escola, o menino chega cumprimenta todos e começa o assunto.
– Gente eu estou muito com muito medo.
– Do que? Amanda.
– De o meu pai estar mandando essas mensagens. Arley.
– Ainda com esse assunto? Camila. Arley não podemos tirar conclusões assim, é preciso ter certeza, você só recebeu uma mensagem.
– Mas essa mensagem só foi para mim e isso me deixa com muito mais medo e se for o meu pai. Vocês receberam mais alguma? Arley sem repirar.
– Arley se acalma, ontem meu cachorro foi morto e se você ficar falando disso eu vou querer acabar com o seu pai.
– Levaram alguma coisa? Giovanni.
– Uma foto. Amanda.
– Qual foto? Arley.
– Uma nossa. Juntos. Amanda.
– Está dizendo que o tal cara das mensagens está com uma foto nossa? E quando você pretendia nós contar. Arley.
– Agora! Não consegui olhar para esse armário ontem e achei que não fosse nada de importante. Amanda.
– É importante sim estou realmente assustado com isso. Arley.
Arley ficou muito mais nervoso quando mais uma mensagem chegou e dessa vez no celular dos quatro.
“Podre Arley, não tema que algo aconteça com você, tema o que o posso fazer com outros que você ama. – X”.
Assustados eles olharam ao redor para ver quem estava com celulares nas mãos, porém inúmeras pessoas estavam e isso dificultou muito.
– Ai meu Deus! O que isso quer dizer? Ela vai fazer alguma coisa com a minha família? Arley.
– Não sei Arley, mas já pode descartar o seu pai, ele não faria mal a sua própria familia. Camila.
– Mas ele fez mal a mim. Arley.
Eles ficaram em silencio por alguns e Giovanni retomou a conversa.
– E se for uma pessoa especifica?
– Quem? Arley.
– Não sei ele pode estar querendo que você tente descobrir quem é essa pessoa e você vai ter que protegê-la. Giovanni.
– O Giih tem razão Arley. Amanda.
– Vamos para a sala, resolvemos isso depois, mas eu só queria saber o porquê eu, porque ele está apenas me perseguindo e não a todos?
Camila, Giovanni e Amanda olharam para Arley sem ideia alguma de resposta para sua pergunta, afinal elas eram muitas. Ambos foram para a sala de aula, e evitaram o assunto o dia todo, mas Arley ficou se perguntando que era a pessoa que ele tinha que proteger das mãos do perseguidor.
Ainda assustado ele se levantou e saiu da sala para tomar um pouco de ar, foi até um bebedouro próximo, bebeu água e se apoiou, resolveu ir até o seu armário para ver se encontra alguma pista do perseguidor, assim que abriu o armário caiu uma carta e um anel no chão, ele pegou o anel e viu a letra J, logo se recordou de que aquele anel pertencia de seu melhor amigo Jimmy. Arley respirou fundo abriu a carta com suas mãos tremulas e leu o que estava escrito.
“A amizade perfeita apenas pode existir entre os bons. – X”. (Aristóteles)
Caiu à ficha para Arley, ele realmente devia proteger uma pessoa especifica e ela era o seu melhor amigo Jimmy. Ele voltou para sua sala correndo. Sentou-se no lugar e disse baixo só para seus amigos ouvir.
– Eu sei quem o perseguidor quer. O Jimmy!
Todos se olharam espantados e Arley retomou.
– E o pior ele tem acesso ao Jimmy.
Ele mostrou o anel para os três e uma pequena lagrima com um peso enorme desceu de seu olho, apenas em pensar que seu amigo está em perigo por sua causa. Para a situação ficar ainda pior uma mensagem chegou, Arley estava com receio de ler, mas teve coragem e leu.
“Agora você já sabe quem deve proteger, veremos se você consegue deixa-lo vivo.
Regra número 1: Mantenha segredo
P.S.: Ou o Jimmy morre. – X”.
Fale com o autor