Os Envolvidos

4 Arley Parte 2 - Lei da Amizade


Fazia muito frio da pequena vila de Rosemont, frio era bastante comum, porém estava um absurdo naquela tarde nublada. Os quatro amigos estavam em um enorme silêncio na casa de Camila, ambos pensando no fato de Jimmy estar na mira do perseguidor X. Arley com a carta que havia encontrado em seu armário na mão.

– O que vamos fazer? Camila.

– Proteger o Jimmy, é o que devemos fazer. Amanda.

– Como? Camila.

– Não sei. Arley. Mas nós o colocamos nisso e é o nosso dever tira ele.

– Mas não sabemos como. Camila.

– Mas temos entendeu. Arley com a voz alterada. Foi nós que matamos o xerife não ele, ele não merece isso, isso é minha culpa.

– Calma Arley, precisamos ficar calmos e pensar em alguma coisa, mas aqui parados não vamos fazer nada, é melhor você ir trabalhar e ficar do lado dele precisamos deixa-lo vivo e junto a você não vai acontecer nada com ele. Giovanni.

– Como tem tanta certeza assim? Arley.

– Porque se ele quisesse nós matar não teria criado regras, ele quer nós ver sofrer por que se não já teria nós entregado a policia. Giovanni.

– Ele fez regras e a nossa primeira é e manter segredo. Arley.

– Então não contem nada a ninguém, vai trabalhar e nós mantenha informados. Giovanni.

– Até mais tarde. Arley.

Ele saiu e foi para sua casa, que ficava bem distante da casa de Camila, não conseguia pensar em mais nada a não ser no bem estar de seu melhor amigo, proteger o amigo era como se fosse uma lei sem artigo e sem decreto. Arley não iria conseguir viver em paz consigo mesmo se algo acontece, pois apesar de perder o melhor amigo iria ser culpa dele. Ele chegou em casa e começou a se arrumar o mais depressa possível, pois estava bem atrasado, logo ouviu uma buzina de carro conhecida e se apressou logo, pegou jogou tudo dentro da bolsa e gritou adeus para sua mãe e saiu rapidamente. Já dentro do carro, ele se justificou.

– Desculpa a demora estava tudo tão bagunçado parece que não arrumo minhas coisas há anos...

Jimmy o interrompe:

– Calma Arley tudo bem, temos tempo.

– Desculpa. Arley.

– E para de se desculpar, é estranho.

Eles saíram com o carro e Arley da uma risada de alivio.

– Hoje a noite é a festa da Bia, precisamos comprar o presente hoje.

– Nossa eu tinha esquecido.

– Arley você está bem? Suas coisas bagunçadas e você esquecer uma data? É algo quase impossível.

– Está tudo bem.

– Não parece. Jimmy curioso. Você quer me contar algo?

Ele olhou para Jimmy, ele havia percebido que suas atitudes estavam estranhas, que Arley estava diferente.

– Não é nada, é só o ultimo ano, eu estou meio estressado e também o estagio de marketing.

Jimmy olhou e fingiu acreditar na desculpa, ele sabia que Arley estava escondendo algo, porém não quis insistir. Ele não podia descobrir de jeito algum sobre o que aconteceu e Arley não estava conseguindo ficar quieto.

Um longo dia se passou e ele saia do trabalho não cansado, mas estressado o dia havia sido péssimo, não conseguiu trabalhar direito e tudo em que pensava era encontrar Jimmy e saber se estava tudo bem. Pouco antes de sair uma garota chamada Beatriz parou Arley e perguntou:

– Arley está tudo bem?

– Tudo por quê? Arley olhando para o relógio em seu pulso.

– Não sei você parece preocupado. Beatriz.

– Não tenho nada, só quero ir para casa. Olhando para a saída.

– Ah tudo bem... Eu queria saber se você quer sair amanhã à noite?

– Beatriz me desculpa, mas eu amanhã eu já tenho um compromisso e agora também, por isso estou indo adeus.

A garota havia se despedido, mas Arley não ouviu, pois saiu correndo para fora e não encontrou o carro de Jimmy parado do outro lado da rua, seu coração começou a disparar e suas mãos suar e a sensação horrível de pensar em que algo possa ter acontecido com Jimmy. Ele sacou o celular do bolso e tentou ligar, mas estava caindo na caixa portal, isso o deixava ainda mais preocupado. Ele começou a correr para ir até o estacionamento da empresa em que ele e Jimmy trabalhavam, e quando foi atravessar a rua um carro quase o atropela, Arley olha e percebe que é o seu amigo, ele respirou aliviado e entra no carro.

– Onde você estava? Não te vi do outro lado da rua, fiquei assustado, te liguei e nada.

– Eu só me atrasei alguns minutos, fui procurar um presente para a Bia. Jimmy.

– Claro, eu tinha esquecido. Arley.

– Novamente. Jimmy.

Arley não continuou as perguntas com medo de que Jimmy desconfiasse de alguma coisa.

– Vamos lá. Arley.

Chegando à casa de Bia, eles encontraram vários conhecidos e amigos, Giovanni, Amanda e Camila não conheciam a aniversariante, portanto não foram convidados. Foram então falar com Bia e entregar os presentes comprados, para a surpresa de Arley, Bia havia dito que o carteiro na tarde daquele mesmo dia havia deixado uma carta interessada a ele. Ela pegou a carta e entregou a Arley. Ele não quis abrir perto de seus amigos e preferiu guardar a carta dizer que iria ler depois.

A festa estava divertida, mas Arley ainda pensando na carta então não conseguia se divertir por causa da curiosidade, o garoto resolveu então ir até o banheiro e ler a carta, pelo menos assim ele iria curtir o resto da festa. Dentro do banheiro, ele fechou a porta e abriu a carta que tanto lhe causava curiosidade.

“A injustiça que se faz a um, é uma ameaça que se faz a todos. – X”. (Barão de Montesquieu)

Na carta também havia uma foto dele e Jimmy juntos. Arley ficou ali parado, mesmo ao ter lido a carta ele não iria conseguir se divertir, seu melhor amigo estava em perigo ele não tinha como estar feliz. Alguém bate na porta, ele se recompõe e abre a porta, é Jimmy, que repara que Arley está com a carta na mão e pergunta:

– O que está escrito na carta?

– Nada de mais. Responde Arley saindo do banheiro, querendo despistar Jimmy, mas é segurado pelo braço.

– Arley o que há com você?

– O que?

– Esses segredos, essa preocupação toda, está acontecendo algo e você não quer me contar, achei que fossemos melhores amigos.

– E somos, mas Jimmy entenda não posso dizer nada é pro seu bem.

– Pro meu bem? Porque pro meu bem?

Arley ficou em silencio. Eles ficaram se olhando por alguns segundo e assim surge Guilherme os chamando para cantar parabéns para Bia.

– Está tudo bem? Guilherme.

– Sim, estamos indo. Arley.

Jimmy então chega ao ouvido de Arley e diz:

– Depois conversamos.

No final da festa todos se despediram e Jimmy levou Guilherme, Arley e uma amiga deles no carro, para o azar de Arley, ele era o ultimo a ser deixado em casa e antes que saísse.

– Agora podemos conversar. Jimmy.

– Não temos o que conversar. Arley.

– Não? Claro que temos. Jimmy.

Arley resolve não sair do carro, Jimmy o puxa pela bolsa e o anel que veio na carta que pertencia a Jimmy caiu no banco do sofá.

– Agora mais essa, o que o meu anel está fazendo com você?

– Você o deixou comigo. Arley.

– Não, eu não o deixei. Jimmy.

Arley entrou no carro, fechou a porta e disse:

– Você não me deixou escolha, então... Jimmy o que eu vou te contar agora, vai ter que ficar entre mim e você e mais ninguém, me promete.

– Você não confia mais em mim? Nunca contei nada que você me disse lembra? Jimmy.

– Okay, foi assim...

Ambos se assustaram, uma pedra foi jogada e atravessou o vidro do banco de trás do carro de Jimmy, eles olharam para trás e Arley foi pegar a pedra, ela estava manchada de sangue ele então se recordou da pedra que usou para golpear o Xerife há um ano. Jimmy saiu do carro e disse:

– Caramba quem fez isso? Droga o meu carro.

Arley saiu e do outro lado disse:

– Jimmy me desculpa, mas não vou poder te contar nada. Desculpa.

Arley foi correndo para sua casa, fechou o portão e se sentou no chão do quintal, bastante assustado e uma mensagem chegou.

“Cuidado com a morte, ela não tem regras. – X”. (Gustavo Barabba de Souza)

Ele estava com muita raiva de perseguidor, porém não podia fazer nada, sua amizade com o Jimmy estava em um péssimo momento. Arley esperou um tempo para pensar e respirar um pouco antes de entrar em cara e enfrentar seu pai. Levantou-se e ouve um barulho estrondoso que vem do lado de fora de sua casa, naquele momento um susto enorme, algo poderia ter acontecido com Jimmy, ele sabia que não era para ter tentado contar nada. Arley sai e vê o carro de seu pai caído em um barranco profundo que tinha em frente a sua casa, o carro estava bem destruído e Arley bastante assustado. E naquele momento uma mensagem chegou:

“Uma regra quase foi quebrada e um acidente aconteceu, quer por a vida de mais alguém em risco? – X”.