Os Envolvidos
1 Levaremos para o tumulo
Ao entardecer á beira de um pequeno lago na cidade de Rosemont, em Illinois uma pequena vila localizado no Condado de Cook ao noroeste de Chigado com cerca de 4.202 habitantes. Dois amigos, Arley e Camila que já eram amigos desde a infância, confidentes um do outro, estavam juntos colocando a conversa em dia como de costume em todas as noites de sexta-feira estar ali na beira do lago. Arley chamava a atenção pela magreza absurda, alto, olhos e cabelos castanhos e tinha uma cor de pele diferente, meio puxada para parda, Camila era o oposto, gordinha, baixa, cabelos pretos e braquinha, o fato de ser gorda a incomodava e muito. Naquela noite conversam sobre suas vidas terríveis, Arley por seus problemas com o pai e Camila com o amor que sente por um garoto.
– Arley eu não consigo para de pensar no Nelson, normalmente eu pensava e passava logo esse desejo por ele, mas ultimamente parece que ele... faz parte de mim, somos vizinhos a anos e até conversamos um pouco quando ele está na varanda da casa dele mas, não é o suficiente para mim, eu o amo, amo mais que o JB. Camila.
Camila era belieber enlouquecida e quando dizia que amava alguém mais que o seu ídolo era amor mesmo, a garota tem inúmeros posters do cantor e chegou a pular a barreira de seguranças para abraça-lo.
– Calma Milla, não fica se iludindo com isso, ele é tipo o cara mais desejado da nossa escola, seria bem difícil, continua amando o JB que ele te consola por meio de musicas e também o Nelson namora a minha irmã, Eca! Um péssimo gosto dele. Respondeu Arley.
– É eu tenho que parar me iludir, mas ele é tão lindo, tão fofo e quando conversamos fico com uma vontade incontrolável de beija-lo. Camila insaciada.
– Eu bem preferia você com ele, mas a minha irmã o agarrou e não solta mais. Tenho que sair daquela casa, meu pai é um cretino e minha irmã uma vaca. Acho que para ela soltar ele nem macumba resolve.
Ambos deram risadas, porém eles foram interrompidos por um grito feminino desesperado:
– Espera ouviu isso? Perguntou Arley.
– Acho que sim, era um gri...
– Alguém me ajuda. Grito feminino desesperado.
Eles rapidamente se levantaram e correram na direção dos gritos, cada vez ficava mais forte. A garota desesperada era Amanda, uma menina que estudava na mesma escola que eles. A menina estava sendo atacada pelo Xerife da cidade o senhor Murs, ele estava tentando violá-la, Amanda em partes intimas estava no chão e o homem em pé tirando o cinto de sua calça, Camila e Arley ficaram sem reação e apesar de não serem grandes amigos da garota eles tinha o dever de ajudar, mas como? Eles não esperavam, mas um garoto que havia chegado recentemente à cidade chamado Giovanni surgiu de entre os arbustos e com muita velocidade vai para cima do xerife, ambos caíram no chão e começaram uma violenta briga e ficam aos socos enquanto Amanda se levanta e correu para atrás de um pedra para se esconder. Arley então resolve ajudar o garoto e corre para cima do xerife. O xerife empurrou Giovanni para o lado e deu lhe um soco em seu rosto deixando-o desacordado, se levanta e também atinge Arley com um tapa e o empurra contra uma árvore, olha para Camila e sacou sua arma e apontou para a ela dizendo:
– Vocês não deviam estar aqui, não deviam ter visto isso, agora vou ter que resolver.
– Calma senhor Murs, ninguém aqui pretende falar nada, na verdade ninguém viu nada. Diz Camila muito nervosa.
Arley pega uma pedra que estava perto o golpeia na cabeça, o xerife desmaia sangrando muito, o garoto queria apenas acalmar, mas a situação saiu do controle e tudo que Arley podia fazer é golpeá-lo com uma pedra.
– Ai meu Deus eu matei o xerife. Diz Arley assustado.
Todos estavam abalados com o que acabou de acontecer.
– O que vamos fazer? Camila assustada.
– Temos que chamar a policia. Amanda.
– Não. Interrompe Arley. Não podemos chamar a policia, fui eu quem matou ele não vocês a culpa irá cair para mim, eu odiava o xerife, mas não a ponto de mata-lo.
Giovanni o garoto que havia trocado socos com o xerife acorda e se levanta.
– Ai meu Deus! O que vamos fazer? Giovanni.
– Eu não sei, eu não posso pagar por isso. Arley.
– Eu tenho uma ideia. Diz Amanda. Vamos enterra-lo.
Todos a olharam, Arley acenou a cabeça sem pensar.
– Espera gente, ele tentou te atacar Amanda, podemos dizer que foi em legitima defesa. Camila.
– Ninguém vai acreditar. Amanda.
– Vão sim, precisamos pensar antes de fazer essa burrada. Camila.
– A Amanda tem razão. Arley. Ninguém vai acreditar.
– Claro que não a situação iria se complicar ainda mais para o nosso lado se enterramos ele aqui e assim. O silencio tomou conta e Camila continuou. Arley?
– Camila me desculpa, mas o xerife é adorado por todos da cidade, ele é muito grande aqui, isso faria com que todos sentissem raiva de nós. Vamos enterra-lo. Arley assustado.
– Você garoto novo? Camila.
– É Giovanni. Eu sou novo nessa cidade, tive problemas na minha antiga e não quero problemas aqui também, vamos enterra-lo.
– Camila tem noção do que isso vai afetar nosso futuro? Cada relacionamento, cada emprego, cada coisa que fizermos nessa cidade isto vai estar lá na nossa ficha. Arley.
– Não precisamos fazer isto. Camila.
– Não precisamos, teremos que fazer isto. Amanda.
Camila não tinha mais argumentos então abaixou a cabeça e concordou. Os meninos foram com o carro do xerife a cidade para buscar algumas pás na casa de Giovanni para enterrar o corpo. Arley ainda não tinha completado 18 anos, porém já sabia dirigir, as meninas ficaram no local para arrumar tudo e não deixar pistas da morte do xerife. Quando voltaram Camila e Amanda estavam sentadas, Amanda já vestida e ambas em silencio, os quatro juntos arrastaram o corpo até o carro e foram para fora da cidade em um lugar deserto onde só com a luz do carro iluminava, começaram a cavar o buraco, o mais rápido possível para que ninguém os encontre, chegaram a uma profundidade em que coubesse o corpo do xerife.
– Agora é só enterrar. Giovanni.
Mas o xefire estava acordado e os jovens não haviam percebido, ele rapidamente se levanta e empurra Camila que estava próxima a ele em cima de Giovanni, pega a pá do garoto e bate em Arley, depois olhou para Amanda apertou firme a pá na em suas mãos e a ergueu, Amanda fechou os olhos, mas antes de golpeá-la, cinco tiros o acertou pelas costas fazendo com que realmente morre-se. Tiros haviam sido disparados por Camila que pegou a arma pouco depois de Arley golpeá-lo na cabeça com a pedra.
– Pronto, agora ele está realmente morto. Diz Camila. Vamos rápido.
Puxaram o corpo para a cova, deixando rastros de sangue no chão, jogaram sem piedade alguma. Olhando o corpo do xerife na cova, Giovanni bastante assustado por ser novo na cidade resolveu dizer:
– E agora?
– E agora o que? Arley.
– Não confio em vocês como saberei se não vão contar e me incriminar. Giovanni
– Não vamos. Arley
– Eu também não cofio, tenho uma ideia. Camila
– Que ideia? Amanda
– Vamos fazer um pacto. Camila
– Um pacto? Amanda
O silencio tomou conta, com a ideia de Camila de fazer um pacto. Porém Arley sem dizer nada pegou a pá virou-a com a ponta para cima e rasgou a palma de sua mão esquerda sem dó alguma e derramou o sangue no peito do corpo do xerife. Camila foi à segunda com a mesma pá rasgou a palma também da mão esquerda e derramou no mesmo lugar que Arley e logo passou a pá para Amanda. A garota não queria fazer aquilo, mas sentia-se na obrigação perante tudo que havia acontecido, também cortou a mão esquerda, mas ficou com uma expressão de muita dor e lagrimas caiam de seus olhos, Giovanni foi o ultimo antes de fazer algo olhou para os outros e esperou alguns segundos e cortou a mão também esquerda e derramou o sangue no peito do xerife.
Foram embora antes que alguém passasse. Voltaram para o lago e empurraram o carro dentro do lago para que ele ficasse lá no fundo e quem sabe um dia alguém encontrasse. Eles ficaram olhando o carro ficar submerso e Amanda com os olhos arregalados disse:
– Não podemos contar isso a ninguém, levaremos para o tumulo.
– Levaremos para o tumulo. Arley.
– Levaremos para o tumulo. Giovanni.
– Camila? Amanda.
– Levaremos para o tumulo. Camila.
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