Os Envolvidos
20 Amanda Parte 2 - Interrogada
Em Rosemont a noite estava muito boa, o tempo normal e a cidade silenciosa, poucas pessoas estavam na rua, todos na cidade obedecem ao alerta da policia e ficavam em suas casas. Amanda desce as escadas com os pés descalços e com o livro na mão, Anita está com seu namorado Jefferson na sala, ele é moreno, pele mulata, seu peito é definido, ao olha-lo, Amanda se lembra de Marcelo, que faz lembrar-se de sua gravidez. Jefferson cumprimenta Amanda de longe. Ela acena com a mão e vai direto para a cozinha pegar ser celular que estava em cima da mesa, e tira uma foto da pagina que estava à mensagem do perseguidor e enviou para seus amigos no grupo do aplicativo sem seu celular.
“Ah eu Deus, Amanda, como ele conseguiu escrever no seu livro?” Camila.
“Ele esteve na minha casa.” Amanda.
“Com você ai?” Arley.
“Sim” Amanda.
“Ele machucou? Você está bem?” Arley.
“Sim, eu estou, mas estou meio curioso, se ele quisesse me matar, teria conseguido, porque ele não me matou ali mesmo?” Amanda.
“Sei lá, mas eu estaria feliz se ele me deixasse vivo.” Giovanni.
“Estou feliz, mas curiosa.” Amanda.
“Quer dormir aqui em casa de novo amiga?” Camila.
“Não, minha prima já cai chegar.” Amanda.
“Tudo bem, mas evita ficar sozinha em qualquer lugar.” Camila.
“Tudo bem.” Amanda.
Ela sai do aplicativo e se encosta-se à mesa pensando em como tudo está acontecendo como se fosse uma mina terrestre, a cada passo uma explosão, gravidez, Henrique, perseguidor X. Amanda coloca a mão em sua barriga, Marcelo com certeza não iria deixar desamparada, mas e quanto à cidade? Ela poderia fugir com ele, Chicago talvez? É próximo e seus amigos podem visita-la. Anita entra na cozinha e vê Amanda com a mão na barriga.
– O que ouve Amanda? Anita.
– Nada, Anita só estou com um pouco com dor de barriga. Amanda.
– E você engordou, incrível isso sabia? Você come de tudo e depois vomita. Anita.
– Indigestão. Amanda.
– Amanda você não me engana, está gravida. Anita.
Amanda arregala seus olhos:
– Claro que não Anita de onde tirou essa ideia maluca? Amanda.
– De onde? Amanda eu passei toda a gestação da Marlene ao lado dela e você está igualzinha a ela no terceiro mês de gestação. Anita.
– Anita eu não estou gravida. Amanda.
– Amanda! Anita.
Amanda olhou nos olhos de sua irmã e não tinha mais o que esconder, então contou.
– Eu estou. Amanda.
– Caramba Amanda, você não se lembra do que a mamãe sempre falou? Sobre prevenção e tudo mais? Anita.
– Eu sei, mas... Amanda.
– Mas? Anita.
– Sei lá, aconteceu, deve ter estourado. Estou morta. Amanda.
– Quem é o pai? Anita.
– Meu professor. Amanda.
– Com o seu professor ainda?
Amanda o que ele disse?
Anita.
– Nada. Eu ainda não contei. Amanda.
– Precisa contar e também precisamos preparar o pai e a mãe para isso. Anita.
– Não, Anita você não vai contar, por favor. Amanda.
– Eu não vou, mas uma hora eles vão perceber. Anita.
– Eu posso dizer que estou engordando. Amanda.
– Só a barriga? Anita. Eu vou pensar em alguma coisa minha irmã pode deixar.
– Obrigada. Amanda.
Anita voltou para sala, para ficar com seu namorado, Amanda tomou um banho, se acalmou mais e foi dormir. Os pais de Amanda chegam com a sua prima Julia que era bem mais velha que ela, alta, morena e com uma voz suave. Ela cumprimenta a todos e quando vê sua prima corre e da um abraço forte, há tempos que elas não se viam. Depois de um alegre jantar elas sobem para o quarto juntas para por o papo em dia.
– Então prima como vai tudo? A escola? Os amigos? Namorados? Julia com sua voz suave.
– Está tudo bem, escola maravilhosa como sempre, amigos dei uma diferenciada e namoro... ai namoro está muito bem. Amanda.
– Namorando é? Com quem? Julia.
– Juuh eu confio em você, então não tenho o porquê mentir... é o meu professor de português? Amanda.
– Seu professor? Julia impressionada.
– Sim, estranho? Amanda envergonhada.
– Claro que não. Eu tinha uma quedinha pelo meu professor de educação física na sexta serie, se eu tivesse chance teria pegado. Julia.
Ambas dão risada, mas Amanda fica seria novamente.
– E também tem outra coisa para falar. Amanda.
– O que prima? Pode confiar. Julia.
Amanda esperou alguns segundos e contou para sua prima:
– Estou gravida.
– O que? Julia grita.
– Julia fala baixo. Amanda.
– O que? Julia com um tom baixo.
– Eu sei, é horrível, mas aconteceu. Amanda.
– Seu pai vai te matar Amanda, alguém mais sabe? Julia.
– A Anita sabe, e eu sei que ele vai ficar muito bravo, por isso eu quero a sua ajuda para contar pros meus pais. Amanda.
– Eu ajudo, mas conhecendo bem o tio Marcus ele não vai aceitar isso muito bem. Julia.
– Esse é o meu medo. Amanda.
– Calma minha prima, eu estou aqui do seu lado. Julia segurando a mão de Amanda.
No dia seguinte as aulas voltaram no colégio Rosemont e o assunto era o Serial Killer que está assombrando a cidade, alguns choravam a morte dos colegas de escola. A policia estava investigando toda a escola e resolveu interrogar todos os alunos da escola, seriam dias perguntando para todos os alunos, mas o Xerife Max queria logos interroga-los, foi Giovanni, Arley, Camila e em seguida Amanda. Ela foi andando até a secretaria onde estava o diretor Edward e o Xerife Max, Amanda se sentou na cadeira que estava no meio da sala em frente à mesa do diretor, ela estava nervosa não podia dizer que estava na escola no dia do assassinato.
– Amanda.
– Sim.
– Acabei de conversar com dois de seus amigos, mas vamos lá, onde estava na noite do assassinato aqui na escola?
Suas mãos estavam suadas, Amanda molhou os lábios de disse:
– Eu estava na casa da Camila com o Giovanni e o Arley. Nós dormimos lá.
– Você conhecia as vitimas?
– Sim, no ano passado era muito amiga da Nathalia e o Lucas era da minha sala.
– Por que você e a Nathalia se distanciaram?
– Eu não gostava das atitudes dela e da Joicy.
– E essa Joicy também foi assassinada a tiros pelo Nelson que está preso e me foi informado que no ano passado a vitima Nathalia teria ficado com o seu namorado Henrique e você teve uma briga com a Nathalia e ameaçou mata-la na frente de todos.
– Sim, mas...
– Mas?
– Senhor Max, o Henrique me batia... e ele dormiu com metade da escola, sinceramente se eu pudesse matar alguém acha mesmo que seria a Nathalia?... Eu estava na casa da Camila, liga para a mãe dela e confirma.
O Xerife Max olhou para Camila alguns segundos e disse:
– Já entrei em contato com a dona Kelly... ela confirmou.
– Tudo bem Amanda, pode voltar para a sua sala.
Ela se levantou e foi andando até sua sala de aula, se sentou e Giovanni logo perguntou.
– Eae?
– Falei o que combinamos, ainda bem que a Kelly confirmou que estávamos lá. Amanda.
– Ela acha que estávamos lá, detesto mentir para a minha mãe. Camila.
– Mas é preciso. Arley.
Marcelo entra na sala, dando bom dia para todos da sala, ele olha diretamente nos olhos de Amanda, abaixa a cabeça e da um sorriso enorme, ela também não se contem e da outro sorriso para o professor, meio arriscado isso, mas não ligam, o professor começa a sua aula, a ultima do dia. O sinal toca e os envolvidos sempre são os últimos a sair da escola, Marcelo segura a mão de Amanda antes de ela sair e da um beijo nela. Giovanni, Camila e Arley olham eles se beijarem constrangidos, após alguns segundos do beijo eles continuam e Camila diz:
– Okay, já entendemos nós esperamos lá fora.
Amanda e Marcelo esperam eles fecharem a porta e param o beijo, ele ainda agarrado a Amanda diz:
– Estava com saudades sabia?
– Eu também estava. Amanda.
– Que loucura isso que aconteceu na escola não é? Dois alunos meus mortos. Marcelo.
– É demais. Amanda.
– E ainda uma ex amiga sua. Marcelo.
– Como sabe que é uma ex amiga minha?... Entrou aqui só esse ano. Amanda.
– Comentaram comigo. Marcelo.
Amanda olha desconfiada para Marcelo:
– Fofoqueiros. Amanda.
– Bom, eu preciso ir tenho provas corrigir. Marcelo.
– Vou tirar um dez? Amanda.
– Se for uma boa menina vai. Marcelo.
Marcelo beija Amanda e sai da sala. Os amigos entram.
– Eae contou para ele? Camila.
– Sobre? Amanda.
– O bebe Amanda. Camila.
– Não. E não vou contar por tão cedo. Amanda.
– Logo a barriga cresce e ele vai perceber. Giovanni.
– Até lá eu já terei uma solução. Amanda.
Eles vão embora normalmente, se despedem na metade do caminho e as meninas descem juntas, há dois dias será o aniversario da cidade e elas estão animadas, pois todo ano há uma festa no único parque da cidade. Todos os anos milhares de jovens da cidade vão comemorar no parque.
– Acha que vão cancelar a festa esse ano?
Amanda.
– Espero que não, é a melhor festa da história de Rosemont, você vai né? Camila.
– Eu não sei amiga, com essas mortes e a minha vez de ser perseguida eu fico meio com medo. Amanda.
– Amanda a cidade toda vai estar lá, não vai ter como o perseguidor matar todas elas. Por favor vamos? Camila.
Elas param na frente à casa de Camila.
– Não sei, vamos ver onde vai ser esse ano. Até mais tarde então Ca, os meninos vão vir as 17h00min e eu também venho.
– Claro, mas antes me devolva o meu delineador que está com você há semanas.
– Foi mau eu tinha esquecido.
Amanda vai procurar o delineador de Camila e o encontra num bolso pequeno dos lados de sua bolsa, mas junto há um pen-drive, estranho Amanda não conhecia aquele pen-drive, não a pertencia. Elas entraram na casa de Camila, esta pegou o seu notebook e plugou o pen-drive, nele havia um vídeo, Camila aperta para ver e as imagens as deixam nervosas.
No vídeo continha Arley, Camila, Amanda, Giovanni, Nathalia e Lucas. No momento da morte de Lucas, quando os três tiros o acerta, pelo ângulo do vídeo, ele estava no corpo do perseguidor. No final do vídeo havia uma imagem com uma frase escrita.
“Eu queria poder ver as suas caras com este vídeo. Mais uma prova contra vocês. – X”.
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