Os Envolvidos
21 Amanda Parte 3 - Meus Segredos
Na casa da Camila, Giovanni e Arley estavam assustados com as imagens já passava das 17h00min e eles estavam em silencio olhado para a tela do notebook, o perseguidor mais uma vez esteve à frente deles.
– Estamos ferrados. Giovanni.
– Concordo. Arley.
– Pessoal, precisamos ficar calmos, não está tudo perdido, é só seguirmos as regras dele. Camila.
– A regra da Amanda era falar a verdade. Arley.
– Que verdade é essa? Giovanni.
Todos olharam para Amanda com uma expressão de duvida. Ela os encara com um olhar nervoso e responde:
– Eu não sei.
– Deve ser o bebê, que você ainda não contou para o Marcelo... Não é? Giovanni.
– Sim deve ser. Amanda com um tom assustado.
Todos ainda a encaram desconfiados de que ela sabia de alguma coisa importante e omitiu a eles.
– Gente, eu preciso ir, meus pais me querem em casa. Amanda.
– Mas você disse que ia dormir aqui. Camila.
– Eu sei, mas minha mãe acabou de me mandar uma mensagem, eu sinto muito. Amanda.
– Tudo bem. Camila.
Amanda vai embora, ainda nervosa com a pergunta de Giovanni, sim, ela escondia um segredo que prometeu a si mesma não revelar a ninguém por mais que a amizade seja forte, como a que ela tem com eles. Ela virava a rua, parou bruscamente quando viu um carro Ford Iosis preto com rodas cromadas TSW, Amanda conhecia aquele carro, que parou ao seu lado, os vidros se abaixam e é Henrique seu ex-namorado com uma garota loira e com lábios grossos ao lado. Ele estava com um sorriso sínico em seu rosto.
– Oi Amanda, tudo bem? Henrique.
– Henrique? Amanda.
Amanda se afasta do carro, suas mãos suadas e ela visivelmente nervosa.
– O que foi? Está com medo? Henrique.
– Não, eu só... só estou preocupada. Amanda.
– Serio? Por quê? Henrique.
– As coisas que estão acontecendo na cidade. Amanda.
– Você tem alguma coisa haver com isso? Henrique.
– Não. É por causa das outras pessoas. Amanda.
– Cuidado Amanda, não vai querer ninguém te perseguindo, como esse Serial Killer assustando a cidade. Henrique.
Henrique da um sorriso para ela e sai com o carro, deixando Amanda assustada e com uma certeza. Ela foi correndo para casa, assim que chegou se sentou no sofá e foi conversar com seus amigos.
“Henrique é o perseguidor X.” Amanda.
“Como assim?” Camila.
“Ele me ameaçou.” Amanda.
“Amanda você está falando do Henrique, ele já fez isso algumas vezes antes.” Camila.
“Eu sei, mas dessa vez foi diferente, ele citou o Serial Killer.” Amanda.
“Todos estão falando o Serial Killer, Amanda.” Arley.
“Mas ele disse: Cuidado Amanda, não vai querer ninguém te perseguindo, como esse Serial Killer assustando a cidade.” Amanda.
“Caramba é ele. voltou e deve estar com raiva de você ter denunciado ele.” Giovanni.
“Mas ele nem foi preso, ele só tinha 17 anos.” Amanda.
“Mas ele teve que ir embora da cidade, a vida dele mudou todinha.” Giovanni.
“Estou com medo.” Amanda.
“Nem fica Amanda, relaxa, você não pode mais andar sozinha na rua entendeu, você tem que sair com um de nós.” Camila.
“Certo, muito obrigado gente.” Amanda.
Amanda se deitou no sofá, encostando sua cabeça numa almofada e ficou ali por algum tempo. O que aconteceu há um ano. Ela não foi sincera com seus amigos sobre a verdade. Ela já adormecia até que uma mensagem chegou a seu celular a despertando.
“A mentira é inimiga do homem e também das vadias. Diga verdade Amanda, ou a morte vai ser iminente. – X”.
– Eu não posso falar seu cretino. Grita Amanda para si mesma.
Anita abre a porta e entra na casa junto a Julia com sacolas nas mãos, elas haviam chegado das compras. Amanda levanta sua cabeça e se apoia com os cotovelos no sofá com uma expressão de desanimada. Julia e Anita param na frente dela.
– Por que essa cara? A gravidez está acabando com você hein minha irmã. Anita.
– Antes fosse à gravidez. Amanda.
– Epa! O que aconteceu? É o Marcelo? Julia.
– Isso Juuh fica ai conversando com ela que eu vou à casa do Jefferson, beijos. Anita.
Anita sai e Julia se senta ao lado de Amanda.
– Julia, eu preciso desabafar com alguém. Amanda.
– Me conta prima, o que aconteceu? O Marcelo não vai assumir o filho? Julia.
– Eu ainda não contei a ele, estou com tanto medo. Ele tem tudo planejado, todo o futuro, ele pretende para de lecionar e abrir uma livraria aqui em Rosemont, ele gosta tanto dessa cidade disse que moraria aqui por toda a vida... Comigo. Ele juntou dinheiro para isso e com essa gravidez é bem capaz que ele não consiga, abrir a livraria que tanto ele quer. Amanda.
– Vamos contar para seus pais? Julia.
– Hoje? Amanda.
– Sim hoje, assim eles vão poder ajudar e eu estou aqui, depois de amanhã eu vou embora. Julia.
– E se eles me expulsarem de casa? Você vai morar comigo. Julia.
Elas conversaram até que os pais de Amanda chegaram em casa. Logo elas pediram que eles se sentassem, pois iriam ter uma conversa com eles.
– O que ouve Amanda? Algum problema? Anna.
– Não mamãe, só que... Amanda.
– Só que a Amanda tem uma coisa para contar a vocês. Julia.
– Fale Amanda. Marcus.
– Pai, Mãe... Amanda.
Amanda ficou olhando para seus pais imaginando qual seria a reação deles ao saber sobre a gravidez, o desgosto que seria ouvir isso da própria filha mais nova. Ela ficou tão nervosa que resolveu mentir:
– É que... a Julia quer que eu vá morar com ela no ano que vem e eu queria saber vocês achariam? Amanda.
– Seria bom né, Chicago é uma cidade muito boa para começar o futuro. Marcus.
– Obrigado. Amanda.
Amanda corre para seu quarto e é seguida por Julia. Dentro do quarto ela se joga na casa e começa a chorar, Julia se senta ao seu lado e passa mão em seu cabelo.
– Calma prima, não conseguiu dessa vez, mas seja forte e diga amanhã. Eles não vão fazer nada com você, eles te amam. Julia.
– Eu sei, mas... como vai ser daqui pra frente? Gravida e sem futuro? Amanda.
– Amanda não pensa assim, você vai conseguir dar a volta por cima, basta paciência minha prima, isso é só um obstáculo, futuramente você vai estar feliz com o seu filho e seu marido, juntos. Julia.
Amanda se levanta, limpou as lagrimas de seu rosto e da um abraço em sua prima.
– Te amo prima. Amanda.
– Eu também, prima. Julia.
No dia seguinte, Amanda foi para a escola e teve um dia normal. À tarde Amanda estava na casa de Camila, eles conversam normalmente com uma tarde comum, mas uma mensagem do perseguidor deixam Amanda em um momento ruim.
“Amanda tem um segredo obscuro, conte a eles Amanda. – X”.
– Amanda que segredo é esse? Giovanni.
Ela ficou nervosa com a pergunta e resolveu mentir:
– Não tenho segredo algum.
– Segundo o perseguidor você tem sim. Giovanni.
– Ele mente. Amanda.
– Amanda você está estranha, quando fala em segredo você sai correndo como se a policia estivesse atrás de você. Camila.
– Gente, eu não posso contar. Amanda.
– Amanda, somos amigos, você pode confiar em nós. Camila.
Ela olhou para eles.
– Tudo bem. Amanda. Foi há um ano, pode se dizer que eu fui à causadora da morte do senhor Murs.
– Não, fui eu, eu dei um o tiro nele. Camila.
– Mas você o matou por minha causa. Amanda.
– Como assim Amanda? Camila.
– Ele me forçava a sair com ele. Depois que eu denunciei o Henrique e ele foi embora, o xerife também me ameaçava. Amanda.
– Amanda você poderia ter contado isso para alguém, ele batia em você? Camila.
– Não, mas ele disse que me destruiria na cidade se eu falasse a alguém. Eu era jovem, popular, não queria que isso acabasse. Então eu conheci esse cara que me deu essa ideia, então atrai ele até o lago naquela noite, eu sabia que vocês iriam estar lá e até poderiam me ajudar a acabar com ele nessa cidade, eu sozinha não iria fazer nada, e com mais pessoas até que isso poderia acabar. Ai eu marquei com ele, tirei a minha roupa e comecei a gritar para que vocês me ouvissem e me ajudassem, tudo saiu do controle e ele morreu. Minha intenção era difamar ele, não queria acabar com a minha vida por causa daquele cretino e então dei a ideia de enterrar ele. Gente, juro que não foi a minha intenção matar ninguém. Amanda.
– Que cara? Giovanni.
– Eu não me lembro muito bem dele. Amanda.
– Amanda você usou agente? Arley.
– Não, não usei, eu só queria que isso parasse. Só queria que ele ficasse com uma fama ruim e parasse de me... de me... Amanda.
– Não precisa falar Amanda nós entendemos. Camila indiferente.
– Eu sinto muito. Amanda.
– Cada um aqui tem culpa da morte dele, não só você. Arley.
– Mas por minha causa vocês tiveram que passar por tudo aquilo que o vai saber o que mais pode acontecer? Amanda.
– Somos amigos, mesmo com os erros, ainda somos. Camila.
– E não vamos te julgar por isso, nenhum de nós aqui é santo. Giovanni.
– Muito obrigado pessoal, mas isso não muda muita coisa. Amanda com um sorriso.
– Muda sim. Camila.
– O que? Amanda.
– Que somos amigos de verdade. Camila.
– E não éramos? Amanda.
– Não, eu odeio vocês. Camila sorrindo.
Eles se abraçam em grupo e um barulho estrondoso vem da porta da casa de Camila, algo foi jogado por alguém. Os quatro juntos vão até a porta e a abrem com medo. Há uma pedra no chão e outra mensagem chega ao celular.
“Amigos, amigos, mortes a parte. – X”.
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