Notas iniciais
Finalmente as feridas começam a ser curadas, esperamos um haja um futuro para eles...
Boa leitura!!

Os sorrisos iluminados na face das crianças eram o maior presente que alguém poderia receber. As sete crianças realmente pareciam exuberantes: As trigêmeas fizeram questão de convida Percy e Lara. Amigos inseparáveis.


O sol brilhava belamente, e pelo horário os raios não eram tão fortes, e não faria mal aos pequenos. Todos vestidos com roupa de banho, eles correram para água quando enfim chegaram à praia. Essa faixa de areia ficava dentro da propriedade do Santuário, logo não teria turistas ou estranhos. Um pedaço de paraíso somente para eles.


Alexis deu um sorriso vendo a alegria dos pequenos e seguia ao lado de Milo com as coisas que levaram, e foram arrumar.


— Agora me diz o que estou fazendo aqui? Kamus, nós dois não combinamos com praia, sol e água salgada! — Shaka resmungou. Ele vestia uma túnica de tecido cru e bem soltinha, e em seus pés sandálias traçadas. Tinha sido praticamente arrastado pelo Francês para a praia.


— Preciso de um aliado nessa guerra. Você é um homem culto, então arrasta aquele médico ladrão e o mantenha longe de Milo. — O ruivo disse baixinho e depois saiu andando em sentido a Milo e Héctor. Ele vestia uma calça de tecido bem leve, quase transparente, e por cima uma regata.


— Não, é sério Milo, crianças têm uma energia... — Alexis dizia algo que fazia o escorpião rir abertamente.


Sem dizer nada ele foi até Milo, claro dando um empurrão no médico que o fez quase cair.


— Posso te ajudar! — Kamus se dispôs pegando o guarda-sol do loiro e ajudando armar as tendas.


— Obrigado Kamus. — Milo disse meio embaraçado.


Eles colocaram as toalhas sobre a areia, armaram os guarda-sóis, e Milo chamou as crianças para passarem protetor solar. Meio a contra gosto elas obedeceram.


— Pére, passa em mim! — Mia pediu para o pai ruivo. Kamus com um sorriso pequeno e brilho nos olhos, pegou o protetor e começou a passar nas costas, ombros e rosto da filha, claro esses eram os principais lugares.


Viu de canto do olho que Alexis passava protetor em Percy, e Milo em Fahir enquanto os outros dois esperavam a vez. Assim terminariam mais rápido, e os pequenos poderiam voltar a brincar.


— Kamus, deixou a testa dela branca. — Milo disse com um sorriso.


— Pére! — Mia resmungou.


— Desculpa querida, me distrai. — Falou meio envergonhado. Tudo que não podia era fazer algo errado. Terminou de tirar o excesso de protetor da filha, enquanto Milo terminava de passar em Danita, e Héctor em Lara.


Mal terminaram e os pequenos correram de voltar para água.


Kamus olhou pra Shaka, e fez um sinal. O loiro bufando, foi até Héctor.


— Oi Alexis, queria saber se me acompanhar em uma caminhada? — Indagou dando um curto olhar para o santo de Aquário, como se dissesse: Você se pagar depois.


— Claro! Nos vemos depois rapazes, e se comportem... — O médico disse brincando com Milo e Kamus e seguiu o loiro para uma voltar na praia.


Quando eles saíram Kamus se sentiu confiante que seu plano daria certo, mas então o silêncio pairou, ele não sabia o que falar... Ficou quieto olhando para o mar, com o tubo de protetor nas mãos.


— Ei, quer ajudar!? — Milo indagou colocando-se atrás do ruivo e pegando o protetor nas mãos.


— Como? — Kamus pareceu acordar para realidade.


— Você é branquinho Kamus, tem que passar protetor do contrário terá queimaduras. — Disse o escorpião com um sorriso nos lábios. Ousadamente ele segurou a barra da regata de Kamus, e subiu o tecido, fazendo o ruivo levantar os braços, permitindo que o tecido saísse de seu corpo.


Kamus estremeceu ao sentir as mãos de Milo em si, mesmo que passando inocentemente o protetor solar, seu corpo estremeceu e reagiu a tal toque. Era tão bom tê-lo perto de si, sentir suas mãos.


— Mesmo estando todos esses anos longe do santuário, andou em forma. — O loiro disse baixinho, como se desejasse iniciar uma conversar.


— Ah sim! Andei tratando mais assuntos burocráticos para Athenas, mas tiver algumas missões, e sempre treinava. — Falou suspirando diante do macio toque.


— Tem fotos de Mia? Quero dizer, não vi seus primeiros anos, queria ter alguma recordação.


— Ah claro! Tenho fotos, e alguns vídeos... Por que um dia desses não janta lá em casa, e lhe mostro? — Kamus falou ousadamente, via ali uma boa oportunidade de ficar a sós com o loiro. Um jantar a luz de vela sempre encaminhava as coisas.


— Claro! Pode ser quarta? As meninas terão a festa do pijama no décimo terceiro templo, podemos jantar e trocar informações sobre nossas filhas! — Milo disse terminando de passar protetor em Kamus, e entregou para ele o tubo. — Passa nas minhas costas?


— Pensei que gostasse de ficar bronzeado?


— Claro que gosto, mas sol demais pode fazer mal... Acho que depois que as tive, passei a cuidar melhor de mim. Meio afeminado?


— Não! Acho legal. Você sempre se manteve muito arrumado, e cheiroso, mas alguns descuidos com sua saúde. — Aquário disse rodeando Milo. Ele suspirou ao tocar aquela pele, que parecia mais macia e cheirosa do que antes.


— Como dizem: a paternidade pode mudar um homem. — Milo disse em um gemido quando sentiu o passar do protetor de Kamus, virar uma massagem.


— Está tenso! Quer uma massagem?


— Uhh... Se ainda me lembro, você tem umas mãos divinas para massagem. — Milo disse fechando os olhos.


Kamus chegou bem perto do ouvido dele e sussurrou:


— Não são somente minhas mãos que são boas para massagem... Tem a boca, a mão, e outras coisas ainda fazem maravilhas, non petit? — Sua voz sou grossa. Fez o corpo de Milo se arrepiar e um gemido soltar de seus lábios.


Milo tinha medo. Queria dar outra chance a Kamus, pelas filhas, pelo amor que um dia tiveram, contudo não podia deixar o medo de lado.


— Kamus... Eu não...


— Por favor, Milo, me de outra oportunidade... Deixa-me provar que ainda te amo, que nosso amor pode dar certo. Ambos amadurecemos e aprendemos com nossos erros. — Kamus pediu tocando sutilmente nos fios dourados, os tirando do caminho e dando beijo cálido na nuca e pescoço do escorpião.


— Eu tenho medo! Por que se você me deixar de novo Kamus... – Falou hesitante — Não quero me machucar novamente! — Disse sendo sincero.


— Não vou! Eu prometo por nossas filhas, serei aquilo que você e elas precisam. Só... Vamos devagar, mas me de essa chance.


— Sim... Tudo bem...


Aquela tarde passou-se tranquila. Kamus desfrutou da companhia de Milo e das suas filhas. Shaka e Héctor voltaram depois e os vendo sentados lado a lado e conversando sem brigarem, se entreolhara e o médico sorriu de canto, enquanto o santo de Virgem suspirou aliviado.


Saíram da praia por volta das três da tarde, nesse horário, nem Kamus e nem Mia suportavam mais o calor. Seguiram de volta para o santuário, mas Alexis seguiu para sua casa, ainda tinha expediente aquela noite.


–oo0oo-


A noite chegou quente como o dia e assim o santo de Aquário ficou em seu templo. Apesar de querer ficar com Milo, daria a ele o tempo que falara, se esforçaria, o faria querer estar consigo, sem forçá-lo ou apressá-lo.


Milo ficou com as meninas, jantaram juntos e quando já iam deitar, as meninas sentaram-se na cama dele, trajavam pijamas leves e olhavam para Milo com certa admiração, ele tinha saído do banho e vestia um short de seda e uma camiseta.


— As três não deveriam estar na cama?! Hnn? — Falou suave, mas estava diferente, parecia mais calmo, mais maduro até. E sentia-se assim, maduro, seguro, mais forte. Agora sabia onde estava o problema de toda sua insegurança, era o fato de negar a si próprio a verdade, não era apenas a dor do passado, todavia não admitir-se ser feliz.


Entretanto agora via que precisava daquilo, se dar uma chance e mesmo que não desse certo, saber que tentou. Seu coração estava calmo. Kamus havia lhe feito sofrer, mas também lhe trouxera sua Mia... Estava distante e pensativo, no entanto ao virar-se percebeu as meninas ainda ali, sentou-se perto delas e perguntou calmo.


— O que houve? Por que estão com essas carinhas?


Mia então se pronunciou.


— Está feliz pére Milo... Isso é bom... — Ela falou um tanto tristonha. — O Senhor está assim por causa do seu amigo? Quando vai dar uma chance ao meu pai Kamus? Ele te ama... Eu sei! Ele sonhava com o senhor, quase toda noite... Pedia perdão... — A menina tinha os olhos marejados e para não deixar as lágrimas caírem na frente de Milo, levantou e saiu dali correndo, mas não foi para o quarto, subiu as escadas rumo ao décimo primeiro templo.


Milo ficou perturbado, sentia o peito bater forte, ele sonhava consigo? Pedia perdão?


Olhou para as outras duas que de certa forma pareciam igualmente magoadas. Não soube bem o que dizer, mas foi atrás de Mia, e não a vendo no quarto sentiu o coração doer. Sentiu as mãos das filhas a segurar a suas, Danita e Fahir estavam ali.


— Ela só está nervosa, pai... Ela vai entender... — As duas queriam Milo e Kamus juntos, mas achavam que o loiro estivesse bem por causa de Héctor.


–oo0oo-


No templo de Aquário, Kamus já estava pronto para deitar quando ouviu o choro da filha, o conheceria em qualquer lugar. Procurou por ela pela casa.


— Mia... Mia ma ange... Ma petit... Onde está? — A menina estava escondida ao lado do sofá e o ruivo a achou e se abaixou perto dela. — O que houve meu amor? Por que está chorando? — Afagou o rosto dela e acabou tirando-a dali e a trazendo para seu colo.


Enxugou o rosto dela e esperava que ela falasse.


— Por que papai? Por que não fez nada? Por que deixou ele se aproximar do pai Milo? — Chorava sem consolo e Kamus sorriu de canto, afagou o rosto da filha e a levou para seu quarto.


— Non chore pettit, o pére Milo me deu uma chance... Eu só preciso ter cuidado de não magoá-lo. — Falou quase em um sussurro, como um segredo. — Vai ficar tudo bem! Eu prometo! — Kamus falou e cantou para ela que acabou adormecendo ali.


–oo0oo-


O próximo dia não demorou a vir, e com ele a perspectiva de um futuro melhor. Como o final de semana terminou, as meninas voltaram à rotina de escola...


Kamus as levava na ida juntamente com o filho de Aioria e Saori, na saída Milo ou o leonino os buscava.


Como o escorpião prometeu, ele abriu espaço para dar uma oportunidade para Kamus, assim às refeições no horário do almoço era realizada com os cincos presentes. Sempre que Milo chegava com as meninas da escola, o ruivo se achava terminando de fazer o almoço – Fato que alegrava o loiro que adorava a culinária do francês.


As trigêmeas mostravam-se muito satisfeitas com a aproximação dos pais. Claros, por elas, os dois já estariam morando juntos, casados... Todavia, eles seguiam a passos lentos. Kamus tentava lentamente conquista a confiava de Milo, dando a chance ao loiro para conhecer o Kamus atual... Maduro... Mais compreensivo, e obviamente mais sensual.


Kamus pode conhecer um Milo sensato e responsável, e um pai maravilhoso... Algo que há dez anos jamais ousaria imaginar.


Com isso mais uma semana se passou. Agora era uma sexta à noite, e acontecia uma pequena guerrinha ali. Alexis tinha pedido a Milo para que as meninas passassem o final de semana na casa dele. Sua esposa e filha tinham chegado, e considerou que seria uma forma legal de sua filha habituar a nova casa se tivesse crianças de sua idade, e claro ele queria conhece mais as trigêmeas grandes.


Danita e Fahir mostraram-se rapidamente empolgadas em ir... Contudo Kamus tinha a expressão fria e ciumenta, e Mia fazia pirraça.


— Kamus me ajuda! Héctor vai estar aqui logo, e ela não quer sair do banheiro! — Milo pediu ao ruivo que se encontrava elegantemente sentado no sofá da casa do loiro, e bebia um copo de suco.


— Não posso obrigá-la Milo! Mia é muita parecida contigo, cheia das vontades. — Disse com seu sotaque francês.


— Ela é muito ciumenta como o pai dela! Se elas não forem, pode esquecer a noite que preparei para nós dois. — O escorpião ameaçou olhando ferozmente para o outro.


Os olhos de Kamus se arregalaram, e ele endireitou a coluna encarando o escorpião. — Noite?


— Na verdade um final de semana inteira somente nos dois. Começaríamos indo ao cinema e depois jantar... Quem sabe apreciar um bom vinho quando chegássemos em casa, e o resto... Você sabe... Se rolasse... — Não prosseguiu com suas ideias, pois duas pessoinhas encontravam na sala, e muito interessadas na conversa.


O sorriso bobo que surgiu na face de Kamus realmente foi hilário e vaidoso para Milo.


— Tire esse sorriso dos lábios, por que se aquela menina não sair de lá, e se arrumar para ir passar o final de semana na casa de Alexis, adeus planos a dois. — Disse batendo o pé.


Não precisou de dois segundos para que Kamus levantasse a bunda do lugar, fosse até o banheiro, e em tempo recorde convencesse Mia a se arrumar e ir passar o final de semana com as irmãs na casa do amigo de seu pai loiro.


— Prontinho! Ele não está demorando a vir buscá-las? — Indagou quando entrou na sala com Mia.


— Kamus relaxa!


Levou mais alguns minutos para que Alexis chegasse, sendo acompanhados por uma bela menina ruivinha em torno de seus sete anos. Luiza realmente era uma graça. De cara ela se deu bem com as trigêmeas, e após se despedirem dos dois pais, foram com o médico.


Após a saída das meninas, o ruivo se aproximou de Milo e falou um tanto sensual.


— E então? O cinema ainda está de pé ange?! — O ruivo estava feliz, Milo estava realmente lhe dando uma chance.


O loiro de escorpião conteve Kamus, não se lembrava dele ser tão ansioso.


— Hnnn... Não sei... — Disse fazendo-se de difícil, levou o dedo indicador aos lábios e com um meio sorriso, e um olhar pensativo, olhou para o ruivo que lhe lembrava de suas filhas, quando esperavam ele dizer se deixava ou não elas fazerem algo. — Está bem! Quero ver um bom filme de comédia... Nada de romantismos ou clássicos! — Disse sorrindo e gargalhou ao ver a cara de desgosto de Kamus. — Agora vá se arrumar, saímos em meia hora...


Kamus ergueu uma sobrancelha.


— Meia hora? E você consegue mon ange? — Falou alfinetando-o, já que se lembrava dele sempre demorar a se arrumar, dada a sua vaidade. Sorriu de canto e saiu dali depois de ver o olhar de Milo o fuzilando.


O santo de escorpião foi tomar um banho, e escolheu uma roupa comportada, diferente do Milo de outrora, porém não deixava de ser sensual. O loiro vestia um jeans justo, que delineava bem suas coxas e nádegas, uma camisa branca de malha em gola V e por cima colocou um blaser azul-marinho e nos pés um sapatênis.


Olhava-se vaidoso, seus fios loiros foram presos em um rabo de cavalo alto e se perfumou. Esperava agora o Francês e conseguira fazer tudo em tempo recorde.


Kamus chegou a hora marcada e trajava algo – para espanto de Milo – menos social. O ruivo usava um jeans preto, e uma camisa pólo igualmente preta e um sapatênis. O francês estava deliciosamente lindo aos olhos do grego.


Quando Kamus viu o loiro involuntariamente abriu a boca e sorriu de canto.


— Lindo! Você está perfeito! — O tirou dali sem que Milo pudesse dizer nada e seguiram para fora do santuário. Pegaram um táxi e acabaram por assistir uma comédia, mas romântica, com direito a pipocas e refrigerantes.


Depois do filme, os dois seguiram conversando sobre o filme e rindo das cenas do filme.


— Milo... — Kamus o chamou suave. — Me conta de você... Nesses anos... — Estava receoso de perguntar, mas precisava ouvir dele e saber o quanto o médico fora importante para si e de que maneira, seguiam por um parque no centro da Grécia e sentam-se, ali a noite estava agradável.


Como o ruivo não completara a frase que iniciara. Milo então incentivou.


— Nesses anos? — Perguntou e olhava para ele, esperava que ele não estragasse tudo agora.


Aquário suspirou e olhou para ele.


— Como foi... Digo, apesar de tudo, sua vida amorosa? Você e Alexis realmente namoraram? Foi bom?! — Parecia apreensivo e um tanto tristonho.


O loiro achou graça da pergunta, mas não entendia por que ele queria saber.


— Escuta Kamus, eu e Alexis namoramos sim, mas isso é passado, ele está casado e eu... Bem, estamos aqui e nos dando uma segunda chance, não entendo por que isso seria relevante...


O escorpião podia ver a insegurança naqueles olhos sempre tão seguros. E sentiu certa pena dele, mas nem mesmo soube dizer o por quê. Pôs a mão sobre a dele e quando o ruivo ergueu o rosto seus orbes se encontraram.


Eram os azuis nos verdes, e se perderam ali, Kamus tocou o rosto do amado e as palavras foram tão desnecessárias, podiam sentir a respiração um do outro, mas pareciam com medo de deixar o beijo acontecer.


A última vez que se tocaram, havia sido na mina e desde então, apenas conversaram e nenhum toque ocorreu. Porém, mesmo diante de todas as dúvidas e medos, o ruivo fechou os olhos e vencendo a mínima distância entre eles, juntou seus lábios finos nos grossos de Milo e iniciou o beijo.


Sua língua morna pedia passagem e com certa surpresa a recebeu. Passou a explorar a cavidade húmida e quente que era a boca de Milo, sentia seu sabor e aquilo era bom, quanta saudade aquele beijo carregava.


O loiro não ficou atrás, pelo contrário, sua língua aproveitava-se para sentir o sabor do ruivo. Ambos esqueceram-se do tempo. Para eles, naquele parque só havia os dois. Não sabiam bem o que fariam a seguir, mas naquele momento não queriam pensar.


Quando não puderam mais prolonga o beijo devido a falta de ar, eles se separaram, suas testas permaneceram ligadas, e as mãos entrelaçadas.


— Nesses anos todos senti tanto sua falta. Dos nossos pequenos momentos, dos beijos e carinhos trocados... Mesmo que tenha se passado anos, meu amor por ti ainda é vivo, mas tenho medo... — Milo disse sendo sincero.


— Se pudesse voltar no tempo... Eu errei com você, e sei que não mereço seu amor.


— Vamos tentar reescrever a história daqui em diante. Aprendemos com nossos erros, e sofremos por causa deles, mas a felicidade ainda é possível. — Milo disse endireitando as costas e encarando o ruivo.


— Sim! — Kamus disse acariciando a face do menor. — Quer ir jantar agora?


— Uhh! Não ficará chateado se disser que quero ir para casa? Podemos beber um bom vinho conversamos... E quem sabe...


— Oh céus! Sim... Sempre gostei dos nossos momentos singelos. — Kamus disse dando um lindo sorriso. Ele deteve uma das mãos de Milo entre as suas, ao seguiram juntos para o ponto de táxi. Aquela noite... Na verdade o final de semana, apenas estava começando para os dois.