Notas iniciais
Boa leitura!

A noite passou rápida, e com ela, aos poucos o cosmo de Milo foi ficando mais forte e levando a febre embora. Kamus passou a noite acordado velando e cuidando dele. Pela manhã Milo acordava mais forte e um tanto calmo.


Abriu os orbes azuis que aos poucos visualizaram o teto. Sentia o corpo dolorido e quando ergueu os braços se espreguiçando, virou para o lado e quase gritou quando o viu ali!


Estranhou aquilo e em seguida as lembranças da noite que tivera com ele voltaram. Arregalou os olhos levantando da cama. Não sabia bem como agir, sentia-se sem ação, mas não se lembrava de tê-lo visto chegar e recordou das filhas, correu até o quarto delas e as viu dormindo.


Precisava entender o que estava acontecendo e o que houve com Danita, mas foi só nesse instante que começou pensar em tudo que houve. Sentou-se a na poltrona que ali se encontrava e as olhava. Aos poucos ia tomando consciência que elas fizeram uma cena, que elas foram responsáveis por deixá-lo trancado naquela mina com o ruivo, mas como eles ficaram sem seu cosmo? Por que não puderam utilizá-lo?


Estreitou os olhos respirando pesado. Estava irritado e magoado agora. Não conseguia pensar no motivo que as levariam a isso. Levantou saindo dali e foi para a cozinha e ali permaneceu por um tempo. Decidiu sair, foi ao quarto e com cuidado para não acordar o ruivo.


Trocou de roupas e saiu de casa. Desceu as escadas por um lado que não fosse visto. Uma vez fora do santuário o loiro foi andando pela vila. Sentia-se perdido. Sentimentos; pensamentos, nada era como queria... Andava distraído e seu olhar estava sem vida e confuso.


Quando se aproximou do píer lembranças ruins e boas vieram a sua mente. Lembrou-se que chorou por ele ali, mas também se lembrou de Hector e de como ele fora a seu socorro, de seu carinho, de sua atenção. Suspirou e sentou-se ali, mesmo que o sol estivesse quente, queria apenas ficar só.


Ficou ali um tempo, distraído e distante quando sentiu uma mão tocar em seu ombro, conhecia aquele toque, mas não podia acreditar, virou-se rapidamente sorrindo verdadeiro, suave e necessitado.


— Milo... O que faz aqui? E por que esse olhar triste? Onde estão as meninas? Como elas estão? — Indagou uma voz suave a seu modo. — Vem... Vamos a outro lugar! — O viu levantar e sem reservas jogar-se em seus braços.


— Ah Hector... Por que as coisas nunca são como eu quero? Por que me sinto tão mal... Tão frágil? Esse não sou eu... — Milo desabafou nos braços de Héctor Alexis e o médico ruivo o apertou em um abraço carinhoso.


— Vem... Vamos conversar! Você me conta tudo com calma e ai vou poder dizer alguma coisa. — Afagou os fios loiros e o fez ir com ele. Não foram a lugares públicos, mas o obstetra o levou a um pequeno apartamento onde morava.


— Você voltou? — Milo indagou dando conta que não era um sonho, o amigo realmente encontrava ali a sua frente.


— Bem, eu estou morando aqui. Estou de volta... Mas minha vida mudou um pouco... Eu me casei, minha esposa chega à próxima semana. Ela teve que resolver algumas coisas sobre a venda da casa, e eu tenho uma filha! — Falou suave e Milo o olhou um tanto tristonho.


O grego sentiu um certo nó em sua garganta, mas ele merecia ser feliz.


— Fico feliz Hector... E quero conhecê-las! — Disse com seu jeito menino, mas por dentro estava um bagaço. Suspirou e levantou, mas o ruivo o segurou em seus braços.


— Não vá embora... Vamos conversar... Podemos ao menos ser amigos? Eu lhe devo desculpas, sei que fui um tanto covarde indo embora, mas naquele momento eu precisava...


Ia dizer mais, porém o loiro o impediu colocando as mãos em seus lábios.


— Não! Eu que errei. Não soube. Não pude te amar, lhe dar o que queria. O que merecia... Mas também não tive tempo de te agradecer por tudo que fez, por tudo que foi para mim e as meninas. Obrigado Hector, por ter estado comigo, por ter cuidado de nós!


O ruivo afagou aquele rosto belo, como era lindo e ainda que quisesse resistir não conseguiu, e antes que pudesse pensar seus lábios estavam colados ao do escorpião e pode sentir aquele saber novamente. O beijo fora retribuído e quando o apartaram souberam que nada era como antes. Sorriram cúmplices e se abraçaram.


— Ah Alexis como é bom vê-lo! — Falou suave e tristonho. O ruivo o fez sentar segurando a mão dele disse tranquilo.


— Vamos! Me conta o que está acontecendo! Quero saber tudo. Quero entender e te ajudar! — Tinha um carinho enorme no olhar e queria de todo coração ajudar o loiro.


Milo então começou a contar tudo, desde que acabaram até ali. Porém quando ele pronunciou o nome de Kamus e disse que ele estava com Mia, o ruivo levantou.


— Mas como assim?! Como ele estava com Mia?! — Alexis tremia enfurecido, mas tentava controlar-se.


— Vou explicar... — Milo falou suave. — Ele não a levou. Eu também achei isso, mas não... Não sabemos quem o fez, mas os Deuses a entregaram a ele... E quando ele voltou, ah Alexis, ela é linda... — Milo falou emocionado. — Ele a educou muito bem... É uma daminha! Mas agora já não sei... Estou confuso! Perturbado... Por quê? Para que ele voltou? Eu não sei se quero perdoá-lo!


O ruivo ouviu aquilo e compreendeu o escorpião.


— Certo! Então me conte tudo, por que eu sei que está faltando algo. — O médico conhecia Milo e com certo jeitinho acabou fazendo-o.


Milo disse como se sentia, como encontrava aflito. O medo de se abrir e ser magoado e traído, a vergonha de não ter sido mais forte que o “desejo”, e o fato de não entender as filhas.


O ruivo riu suave.


— Certo! Você o ama... Sempre o amou... E isso Milo não morreu, nem com o tempo e nem pelas dores... Escute loiro, por que não se dá uma chance? Hnn? Mas não precisa se abrir de uma vez. Faça-o conquistá-lo, exija isso! Faça-o provar que vale a pena confiar nele novamente, que ele será capaz de ser digno de você e das meninas.


Milo o olhou um pouco apreensivo:


— Não sei... — Falou inseguro mais foi interrompido pelo médico ruivo.


— Ora Milo! Ele lhe machucou no passado e precisa realmente provar que lhe merece, não é chegar e achar que pedir desculpas vai resolver... Então seja firme, converse com ele, diga que lhe dará uma chance, mas como namorado... E quanto às meninas, não as julguem, elas querem os pais junto. Nada mais natural...


— Tem razão! Senti saudade. — Disse olhando para o amigo. Claro, eles tiveram um romance no passado, houve certa paixão, mas o que restara foi o respeito e amizade.


— Estava pensando... Que tal deixar as pequerruchas comigo finais de semana, e fazer um programa a dois? — Propôs com um olhar nada puro.


— Não! Quero dizer... Tem tempo que não as vê, podem estranhar! Que tal ir jantar hoje lá em casa e depois vermos esse tal passeio? — Milo sugeriu


— Como sempre mega protetor das filhas! Ok! Aceito, de quebra, conheço esse tal Kamus. — Disse o que fez Milo temer por esse tal encontro.


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Kamus acordou aquela manhã sentido falta de alguém na cama, e depois de percorrer a casa contrastou que Milo não se encontrava. Ficou um pouco triste, parecia que o outro evitava, e igualmente preocupado, afinal na noite anterior ele passará mal.


Procurou pelo cosmo do escorpião em todo santuário, porém não o encontrou em lugar algum, deixando claro que ele saiu.


Tentando não pensar que tinha colocado tudo a perder. Kamus fez sua higiene matinal, e foi preparar o café da manhã para as filhas. Depois de tudo pronto, acordou elas com um doce beijo, e mesmo resmungando de sono elas foram se aprontarem. Por sorte era final de semana, e elas animaram com a ideia que iam brincar muito.


A família sentou-se à mesa para o belo café da manhã, e óbvio que não passou despercebido pelas pequenas que o pai loiro faltava, mas elas preferiram não comentar.


— Pére! Vamos à praia hoje? O sol está lindo... — Mia pediu. Desde que eles foram para a Grécia ela não tivera oportunidade de ir à praia, e ali em Athenas tinha praias belíssimas.


— Não sei querida! O sol está muito forte, você não está acostumada. — Kamus disse vendo o quanto as três pareciam ansiosas de ir. — Bem, se Milo disser que pode, organizamos um piquinic na praia, mas as três tem que passar muito protetor solar. — Disse para alegria delas.


O café continuou agora bem animado, pois as pequenas falavam sobre a praia, o que levaria e como seria divertido. Iam pedir Aioria e Saori para deixar seus filhos irem, assim eles iam organizar peteca e vôlei na areia. Pelo visto, ia virá excursão na praia.


Quando o café estava quase terminado ouviram a voz de Milo, o que fez as pequenas saírem correndo para contar a novidade.


Kamus levantou calmamente, e seguiu para a sala, e quando chegou sua face tomou em uma expressão fria e dura, pois não gostou daquele ruivo ali. Um ciúme tomou proporções animalescas dentro de si, e o ambiente tornou-se frio.


— Papai... Vamos à praia? Pai Kamus disse que se o senhor deixar podemos ir? Vamos... — Fahir disse dando pulinhos, e as outras não ficavam para trás.


— Praia? Mas o sol está forte? Só se formos depois do almoço, por que ele estará mais fraco. — Disse com sua preocupação de pai. Nem parecia aquele jovem irresponsável de antes, que tudo era festa. Kamus sabia que Milo tinha amadurecido, e para si, estava mais belo.


— Bom dia! Sou Kamus, e você? — O Francês indagou ao estranho, não por educação, mas por que queria conhecer seu possível rival.


— Ah! Esse é Hector Alexis, um amigo e foi o médico da gravidez das meninas. — Milo disse apresentando o amigo.


— Olá meninas! Lembra-se de mim? — O ruivo médico perguntou para as trigêmeas ignorando Kamus.


As pequenas abriram um sorriso, ao menos Fahir e Danita, que conviveram com Alexis, e soltaram nos braços dele.


— Tio Hector! Claro que lembramos... Sempre manda presentes, e papai sempre fala do senhor. — Disse Danita, que tal como sua irmã abraçou o outro.


— Você dever ser Mia! Eis tão bela como suas irmãs. Claro, com um pai como Milo. — Disse Hector para a loirinha quieta, mas essa não recebeu bem o cumprimento, ela se afastou e segurou a mão de Kamus, dando claro sinal que não queria contato com o médico.


— Ela não lida bem com estranhos! — Kamus disse altivo avaliando o outro de cima a baixo, e depois desviou os olhos para Milo, mas dessa vez tinha expressão suave, mas sofrida por ter sido deixado para acordar sozinho, e por causa do outro homem. — Está melhor?


— Ah sim! Estou. — Milo disse constrangido pela preocupação na voz de Kamus, e resolveu mudar o assunto. — Por que não vão arrumar suas coisas? Vou ligar para Saori e Aioria, para deixar as outras crianças irem.


— Sim! — Fahir gritou, e puxou as duas irmãs consigo para irem arrumar as coisas.


— Vou à minha casa, mas irei com vocês a praia, então passem lá quanto tiverem indo. — Kamus disse em seu sotaque francês, mas deixando claro seu ciúme.


Milo apenas acenou com a cabeça, e viu o grande amor de sua vida sair dali. Quando o aquariano não estava mais no recinto virou-se para Alexis. — O que achou?


— Você é besta se não fisgar esse homem. Está tão transparente que ele é loucamente apaixonado por você. Só faltou me matar aqui de ciúmes. — Héctor disse caindo na gargalhada e acompanhando Milo para sentarem no sofá da sala. — Ele é lindo meu amigo... Aposto que é divino na cama.


— Alexis! Fala como se nos nunca tivéssemos tido nada juntos... — Resmungou constrangido. Em primeira estância achou que seria complicado para o médico lidar com Kamus, afinal mesmo na época que namoraram, Héctor sabia o quanto Kamus era único para si.


— Guardo com carinho o que tivemos Milo, mas foi passado, e hoje resta apenas o amor de irmãos. Amo minha esposa, e seu o quanto ama aquele homem. Quero vê-lo feliz, você merece. — Disse sabiamente.


— Obrigado! Você aqui e importante...


— Pode contar comigo sempre. — Falou segurando a mão de Milo.


Havia nos olhos de Alexis carinho, não amor de alguém apaixonado, mas realmente aquele sentimento por Milo há anos atrás, transformara-se em carinho e amor fraternal.


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Kamus estava irado, quem aquele sujeito pensava que era e como assim sempre manda presentes?


Estava possesso e em sua crise de ciúmes estava deixando sua casa congelada.


Logo pode sentir o cosmo de Saga, o amigo se aproximava e sentia que ele iria parar ali, logo o ouviu chamá-lo:


— Kamus! O que houve? Isso aqui está gelado... — Falou um tanto divertido.


O ruivo se aproximou dele e quase o prensou contra a parede.


— Vamos diga... Eles namoraram? Hnn? — Ele parecia estar perdendo o controle e o cavaleiro de gêmeos estranhou um pouco aquilo.


— Ah... Está falando de quem? Não estou entendendo?! — O grego falou calmo tentando entender as palavras do amigo. — Kamus, está se referindo a Milo? Quem seria... — Não teve tempo de terminar e o ruivo gelou ainda mais a casa e então perdeu o controle.


— AQUELE FILHO DA MÃE RUIVO! QUE ESTÁ LÁ NA CASA DE MILO... E QUE ELE DISSE QUE FOI PEDIATRA DAS MENINAS! QUERO SABER SE AQUELE TAL DE ALEXIS POR ACASO ENCOSTOU NO MEU MILO! — O ruivo gritou possesso.


Saga não aguentou aquilo e gargalhou, porém parou quando viu o clima literalmente esfriar ao ponto de sair fumaça quando respirava.


— Certo Kamus! Mas acho melhor se aclamar, as coisas estão ficando frias por aqui! — O loiro de gêmeos falou tentando trazê-lo a razão. — Sim, eles namoraram... Por um tempo, mas namoraram! E Alexis esteve com ele em um momento precioso. — O outro se aproximou e tocou no ombro dele. — Kamus... O Milo passou momentos bem delicados e que sozinho não teria suportado, eu mesmo não suportaria! Mas Alexis esteve presente e mesmo que quisesse negar, ele foi o apoio e um amigo... Muito, mas muito dedicado!


Kamus afastou-se dele. Não era possível, quando estava ali para reconquistar o seu amor, aquele cara aparecia. Suspirou e olhou para o amigo.


— Não vou deixá-lo tirar o Milo de mim! Eu estou aqui agora e irei cuidar dele e das minhas filhas! — O ruivo francês falou altivo e aquilo fez Saga feliz, conhecia aqueles depois e sabia que se amavam, falara de Hector propositalmente, o ruivo tinha que sentir que podia perdê-lo.


— Então lute meu amigo! Lute por eles, esteja próximo, cuide do que é seu! Mas faça isso com certo carinho, o Milo mudou um bocado, porém tenho certeza que amor e carinho podem fazê-lo se abrir de novo! — O defensor da terceira casa estava tentando ajudar.


O ruivo assentiu e acabou sentando.


— Vou arrumar as coisas, vamos à praia, as meninas pediram... Não pretendo deixá-lo só com aquele cara!


Então deu-se conta que Milo ficou só com Alexis por que ele subiu, mas tinha as filhas, e elas sempre o defendiam, mas ergueu uma sobrancelha ao lembrar-se que Danita e Fahir gostavam dele, precisava ser mais esperto ou perderia Milo para aquele médico.


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Na casa de Milo as pequenas se arrumavam, escolhiam os brinquedos que iria levar, quando Fahir e percebeu o silêncio da outra.


— O que é Mia? Não está feliz? A gente vai à praia! — A pequena falou aproximando-se da irmã!


Mia estava tristonha, vira que as irmãs estavam felizes com a chegada do estranho. Suspirou e então falou.


— Quem é ele? Não gosto dele junto do pére Milo... Ele do pére Kamus! — Ela disse chorosa.


As outras duas então pararam o que faziam e se aproximaram dela.


— Não seja boba Mia... Ele foi amigo do papai, e ele é muito legal! Mas nós queremos o pai Milo com o pai Kamus também... Não é Dan?! — Fahir falou e procurou apoio da outra.


— É! — Danita falou sentando-se na beira da cama. — Sabe, eu não sei... O tio Hector é muito legal e foi namorado do pai Milo! — Ela disse pensativa e então um sorriso surgiu em seus lábios e seus olhos brilharam. — É isso! Era o que faltava! — Ela disse levantando-se da cama num pulo! — Com o tio Héctor por perto, o pai Kamus vai ficar com ciúmes e vai se aproximar do pai Milo ainda mais! — A cabeça da pequena fervilhava de ideias.


Ao ver que as outras duas a olhavam um tanto preocupadas falou:


— O que foi? Não entenderam né?! — Levou a mão a testa e fez sinal de negação com a cabeça. — Ah será que as duas cabeças de vento não pensam, não? — Ela perguntou indignada.


— Meninas, se o pai Kamus sentir ciúmes do pai Milo, ele vai lutar ainda mais para não perder ele! — Ela falou como se aquilo fosse o mais óbvio. As outras duas apenas olhavam e Fahir falou um tanto medrosa.


— Dan... Já chega! O pai Milo adoeceu, não vamos fazer nada não é? — Ela parecia preocupada.


Mia por sua vez a olhou com um bico enorme.


— Non quero aquele rouge perto do meu pére Milo! — Ela falou cruzando os braços. — Não mesmo Danita! — Estava bem abusada e não queria pensar em ver Kamus sofrer, fora criada por ele, e para ela, Kamus não merecia ser maltratado, sempre fira um bom pai e muito carinhoso.


A loirinha mais velha sorriu suspirou:


— Ah esqueçam isso! Vamos arrumar nossas coisas se não o papai não vai levar à gente a praia.


Assim as três ficaram ali e escolhiam tudo com diversão, deixando para trás as preocupações com os pais. Estavam ansiosas para ir à praia e logo começaram a falar sobre como era à praia e Mia fazia enumeras perguntas e riam gostoso das coisas que diziam.



Continua...