Os Elos do Nosso Amor
16 Capítulo 16
Notas iniciais
Sei que a ortográfia pode não ser perfeita, mas o importa que a história é escrita com empenho e carinho... Todos temos limitações, e o que vale não parar por causa disso.
Agradecemos cada cometário, ele nos alegra muito... Esperamos que gostem do capítulo, e até o próximo.
Boa leitura!!
Cada centímetro de seu corpo doía, clamava por alento, mas ele ignorou isso. Mesmo que lentamente, ele se permitiu percorrer cada degrau da escadaria das doze casas, mas obviamente transcorreu pelo caminho secreto, não queria correr o risco de se encontrar com nenhum dos outros santos de ouro.
Humilhação. Era esse o sentimento que invadiu seu peito. Sentia-se sujo por ter cedido tão facilmente aquele sentimento. Tinha jurado que jamais deixaria se levar pelo tom de voz ou toques dele... Mas bastou ficar alguns minutos sozinhos no mesmo ambiente que ele, e todo seu controle escorreu de suas mãos como água.
As lágrimas ameaçavam cair, mas engoliu o choro. Estava cansado de chorar por ele...
Quando finalmente chegou a seu templo seguiu direto para seu quarto. Retirou cada peça de roupa de seu corpo, ligou a chuveiro, e se alojou debaixo da correte água. Ali, na intimidade de seus aposentos deixou que toda dor esvaísse de seu ser... As lágrimas, junto com os gritos, a dor faziam presente.
Queria deixar a mágoa e decepção para trás, seguir em frente, mas era incapaz... Sentia-se culpado por que nos braços dele pode se tornar completo mais uma vez... Por que cada pedaço de seu corpo ainda queimava com seus toques.
Deixou guiar pela luxuria e desejo de sua alma... Tornou-se um pecado ao esquecer-se de tudo, e apenas deixar – mesmo que fosse por fração de horas – Ser feliz com ele.
Agora considerava-se um covarde, pois em vez de se permitir ficar nos braços do amado, curtir o calor de seu corpo, fugiu como um criminoso. Sabia que quando acordasse Kamus ia querer conversar... O ruivo deixou claro naquele momento de amor, que desejava tê-lo de voltar... Superar os erros e lutarem por uma relação...
Mas Milo não tinha certeza se poderia esquecer tudo... Se poderia perdoar e buscar ser feliz... Sentia-se imerecido desse ato.
Não mediu o tempo que ficou ali, somente quando seus dedos passaram a ficar enrugados, e a água fria, permitiu sair. Não atentou em enxugar seu corpo, ou vestir qualquer roupa, Milo somente arrastou-se até sua cama, e desabou nela.
Agarrado ao seu travesseiro, sentindo um vazio tão grande em sua alma deixou-se adormecer. Sabia que quando acordasse ia ter que encarar a realidade, mas somente agora, queria apagar tudo de sua mente e seu coração, e permiti-se ter paz.
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Ainda de olhos fechados moveu suas mãos, procurava por um segundo corpo, mas não o encontrava.
As pálpebras deram lugar a íris verdes, e seu coração afundou quando viu que se encontrava sozinho.
Kamus sentou – nu – em meio à caverna. Mais não ver Milo fugiu de si. Seus olhos por segundos tornaram frios, vazios, mas em seguida em furor os tomou. Não ia lamentar. O tivera. Pôde após anos provar o doce néctar de Milo e ter a plena certeza, ele o amava ainda.
Kamus levantou vestindo sua roupa ou o que sobrou dela rapidamente. Saiu dali reparando em como tudo parecia mais belo após ter seu amado de volta em seus braços.
Seu desejo era seguir até o templo de escorpião, obrigá-lo a conversar consigo acertar suas diferenças, e se tornarem a família que tanto desejava... Mas sabia que com Milo – ao menos esse atual Milo – devia seguir devagar. Dar a ele o tempo necessário.
Assim, foi reto para o décimo primeiro templo, optando por um longo banho, e depois iria achar as suas filhas... Elas mereciam um prêmio pela armação.
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As pequenas acordaram cedo e ficaram ali em leão durante a manhã. Brincaram com seus amigos e almoçaram com Marin, estavam ansiosas pra saber o que tinha acontecido e se tinha sido bom ou ruim.
— Fahir... Vamos ver nos parent, estou preocupada, a gente vai sem a Dan saber... Ela não vai deixar! — Mia falava preocupada e chorosa. Fahir a olhou e assentiu, estava muito preocupada com Milo e assim as duas deram um jeito de sair e ver os pais. Mas fizeram diferente, a ruiva seguiu para a casa de Kamus e a loirinha mais nova foi para casa de Milo.
Ao chegar à casa de Milo Mia entrou devagar, estava com medo dele não estar lá, dele e Kamus terem se machucado ou se matado. Procurou pela casa – Pére Milo?! Est la? Papai? — Chamava e não tinha resposta e imediatamente as lágrimas começaram a descer pelo rosto infantil.
Chegou ao quarto, o ultimo lugar que quis olhar. Quando empurrou a porta e o viu ali, soluçou baixo, entre o alívio e o medo. Aproximou-se na ponta dos pés, não queria fazer barulho. Subiu na cama tão delicadamente e deitou olhando pra ele, quantas vezes fizera isso com Kamus, principalmente quando percebia que não estava bem. Afagou os fios loiros e suspirou, chegou mais perto e sentiu que estava molhado, mas ele não estava bem, estava quente demais e ela soube que estava doente, o rosto dele estava vermelho e sua respiração descompassada.
Desceu da cama e foi procurar por remédios, lembrava-se do que o pai lhe dava e foi ver se tinha algo pra dar a ele. Quando estava procurando Hyoga entrou e a viu ali. — Onde está o Milo loirinha? Ele não foi treinar! — Ela não o reconheceu de imediato, mas depois lembrou-se que as irmãs falaram dele. — Ele está doente, poderia me ajudar?! Precisa dar remédio a ele!
Hyoga quase riu, mas vendo o desespero da garota foi com ela até o quarto e percebeu que ela dizia a verdade, Milo ardia em febre. Foi até a farmácia no banheiro e pegou um antitérmico e com certa dificuldade o fez tomar, pegou uma vasilha e encheu com água, mas ao sentir os lençóis molhados, tirou Milo dali e o colocou na cama das meninas, era pequena, mas a cama dele não dava.
— Escute Mia, molhe a testa dele, e quando o pano começar a secar troque, precisa colocar água fria, certo? Mesmo que ele sinta frio. — Cisne tocou na água e a fez ficar bem fria, quase gelada. A menina assentiu e o loiro cobriu o escorpião e a deixou ali, chamaria Mu, era o único que sabia poderia fazer algo, aquilo era estranho, Milo com febre? Num momento que ele estava tão bem, e a preocupação de Hyoga fora sentir seu cosmo tão baixinho.
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Na casa de aquário Kamus estava em sua biblioteca, escutava um pouco de música e organizava uns documentos do templo. O ruivo pensava em Milo, no cheiro dele, na pele quente e no quanto ainda o amava. Pensava consigo como fazer para reconquistá-lo, não queria e não iria desistir ter ele consigo novamente, agora se arrependia de tudo que fizera, e mais de ter duvidado dele, e ter perdido tempo, não era apenas pelas filhas, mas por que o queria, tinha dito coisas cruéis, tinha sido mesquinho, egoísta, pensara só em si.
Por que havia se deixado levar? Estava agora perturbado, sentia-se imerecido de ter Milo, agora sim via que não era o melhor pra ele, não podia acreditar que era assim, como sentiu raiva de si mesmo, será que devia mesmo dizer algo? Será que devia fazer aquilo? Não ia mais machucá-lo, mas como o faria acreditar em si. Pensava naquilo quando ouviu a voz infantil da filha chamando por si, com aquele sotaque grego carregado e que lhe lembrou o seu amado.
— Papai! Está ai? — Fahir sentia-se perturbada e estava apreensiva e aquilo não passou despercebido pelo ruivo. Ele levantou abriu a porta. — Je suis ici ma pettite! — Falou indo ao encontro dela. — Estou aqui Fahir! — Ao ver uma de suas filhas um sorriso tomou sua face.
Fahir jogou-se nos braços dele e chorou.
— Estava com medo! Pensava que tinha brigado até a morte! Por que nos deixou papai! Por que fez isso conosco, papai Milo sofreu tanto, só o Héctor que já fez ele rir! Eu gostava dele, mas ele também foi embora, há tanto tempo... Eu lembro pouco...
Kamus sentiu o chão sumir de baixo dos seus pés. Quem era Héctor e como assim fazia Milo rir, se ele, Kamus, nem isso estava conseguindo?
— Quem é Héctor minha linda? Foi namorado do seu pai Milo? — Mostrava-se impassível, mas o mostro de olhos verdes começava a tomar conta de si.
A menina sorriu e olhou pra ele.
— Não lembro bem, mas foi namorado do meu pai sim! Ele era bom! E ficou com meu pai quando ele mais precisou! Só não sei por que ele se foi, acho que ninguém a não ser o pai Milo gosta de nós, ele nunca foi embora, ele nunca nos deixou... Por que o senhor e o Héctor nos deixaram só! — Ela falou com orbes verdes marejados e com a vós tão sofrida, que o francês sentiu o estômago afundar.
— Non ma pettite, não foi por causa de vocês! Escute Fahir, nós adultos às vezes complicamos as coisas, mas isso é por que não levamos em conta o que sentimos, usamos muito uma coisa chamada razão... — O ruivo parou um pouco, não entendia como aquilo podia doer tanto. — Eu usei demais a razão e magoei Milo, nem sabia que ele estava grávido e quando ele quis me dizer, eu não quis ouvir! Mas eu juro que não vou mais embora e farei o que puder para reconquistar o “meu Milo”, eu errei, mas estou disposto a tentar mudar isso meu amor.
Fahir sentiu-se feliz, seus olhos brilharam de contentamento e ela apertou os braços em volta do pescoço dele. Não disse nada, mas ficou ali sentindo Kamus afagar seus fios rubros e sedosos. Quando estavam assim experimentando o carinho um do outro, ouviram a voz irada de Danita.
— O que fez com ele! — Ela falou imperiosa e parecia bem irada. Kamus não entendeu. — Fique longe do meu pai! — Aquelas palavras fizeram o ruivinha olhar assustada para Kamus.
— ESPERE AI MOCINHA! VEJA COMO FALA COMIGO! — O ruivo não poderia deixar que ela lhe faltasse com respeito, mas aquele brilho nos olhos dela era tão parecido com os seus próprios que sentiu certo pavor.
— NÃO GRITE COMIGO! — Ela falou no mesmo tom. — Você devia ter feito bem a ele, mas agora está lá, doente! EU ODEIO VOCÊ! — A loira falou e puxou a irmã ndos braços dele. Fahir olhava assustada, esperava que ele dissesse que era mentira. Que se defendesse, mas ele estava calado.
— Diga alguma coisa... Por favor! — Fahir falou baixinho
Kamus pareceu sair do topor que o envolvia e o fazia tentar pensar no que fizera.
— Não! Eu não fiz nada a ele, aquele lugar estava frio, para mim não fazia diferença, mas pra ele fez, choveu a noite e eu o abracei, queria esquentá-lo, mas aquele loiro se afastou, foi ficando mais frio, tinha muitas gotas e quase nenhum lugar seco e acabamos tendo que ficar no mesmo lugar... Tentei esquentá-lo, mas... — Kamus ia dizer que amaram, e foi ai que lembrou-se, dormiram nus e aquilo devia ter atingido Milo, claro estavam no chão e nus.
O ruivo sentiu o rosto corar.
— Vamos vou ajudar a cuidar dele!
Danita sentia vontade de rir agora, quando dera por falta das irmãs, ela foi para casa e então soube que Milo estava doente, pisando firme foi falar com Kamus, mas ao ouvi-lo dizer que se abraçaram, que ficaram juntos e que o lugar estava frio, sentiu-se um pouco culpada, queria o melhor e Milo estava doente.
— O tio Mu esta lá! E está furioso! — Ela disse baixo e depois seguiu Kamus que irredutível desceu as escadas rumo ao oitavo templo. Ao chegar o ruivo entrou e então viu Milo doente, não gostou nada daquilo e se aproximou de Áries.
— Deixe-me cuidar dele, farei o que mandar!
O Tibetano olhou para ele, iria dizer poucas e boas, mas ao ver as três meninas ali e pareciam tão ansiosas por aquilo, suspirou vencido.
— Certo! Mas antes quero conversar com você! — Ao falar isso, acabou ouvindo outras vozes.
— O que fez com ele Kamus?! — A voz do gêmeo mais novo soou fria e cortante. Os outros cavaleiros entraram devagar.
— Não basta tudo que já fez? — Aiolia exaltou fechando as mãos em punho. Os outros os olhavam acusadores, todos eles eram testemunhas de tudo que o loiro passara.
— Você sumiu, ignorou a ele e a nós! Teve a capacidade de levar a pequena Mia e agora volta, e acha-se no direito de invadir a vida dele! Não tem vergonha? Não cansou não? — Afrodite perguntou com ódio. — Manipulou a vida dele como quis e ainda teve a capacidade de tratá-lo com ninguém! Fingir que não o conhecia destruir o homem forte que ele sempre foi! Não o merece você só o faz mal!
Os outros cavaleiros ouviam aquilo e concordava, o ruivo sentia seu mundo desabar, era aquela visão que tinham dele? Ninguém em momento alguém pensou que no que ele sentiu, mas isso não importava mais, agora estava ali e se esforçava para reconquistar o loiro. Não conseguia falar, estava se sentindo um monstro.
— Vá embora! Volte para sua vida. Deixe-o em paz, o deixe livre! — Hyoga falou surpreendendo a todos ali. — Nunca gostei muito dele, sempre brigávamos disputando sua atenção, mas você, cavaleiro de Aquário, sentia-se único, superior, ninguém era suficiente pra você! Não se misturava, trancava-se em seu templo e fazia ir com você, Milo deixou de sair, deixou de ser ele por amor, e você? Você não teve coragem nem de falar com ele! Por que não faz isso agora? Some! — Os olhos azuis de Hyoga mostravam sua dor e decepção.
Só então Kamus sentiu o que tinha feito! Não fora só Milo que magoara com sua postura. Sentia-se pequeno, miúdo diante deles. No fim eles tinham razão.
O que diria em sua defesa?
Sentiu o peito doer quando notou que não havia palavras que pudessem ser suficiente para defendê-lo, explicar o que tinha acontecido, ou mesmo falar de si próprio. O ruivo não soube o que fazer, mas havia notado que no fim não fizera bem a Milo, mas havia prometido a filha que o reconquistaria.
Diante de tudo aquilo, as três meninas eram as que mais sofriam, passaram a vida toda desejando uma família e quando se viam prestes a tê-la, todos eles estavam ali atrapalhando, dizendo pra o pai ir embora novamente. E se ele fosse?
— NÃO! — Danita gritou chamando a atenção de todos. — Por que estão fazendo isso?! — A loira tinha os olhos marejados e saiu correndo para fora do templo descendo as escadas indo sem destino a algum lugar que pudesse se proteger, não ouvir aquelas palavras.
— Ousem machucar ou magoar minhas filhas de alguma forma novamente, e acabo com vocês! Agora saiam! Todos. — Kamus disse irado. Não ia permitir que aquilo sucedesse novamente.
— Olha geladinho, não tem moral aqui... Então... — Mas Kanon não pode continuar, pois Kamus se moveu em alta velocidade e o pressionou contra uma das pilastras da casa de escorpião.
— Eu os considero por que crescemos, lutamos juntos, mas ser ousarem magoar ou me separar da minha família, mato todos vocês. Agora, quero que saiam daqui para que eu possa cuidar das minhas filhas e de Milo.
Todos os cavaleiros presentes olharam abismados para Kamus, mas um a um foram se retirando, como se tivessem reconhecido no ruivo o amor paterno e pelo loiro, como uma leoa feroz que luta por seus filhotes.
Quando todos saíram, deixando somente Kamus, Fahir, Mia, Milo inconsciente e Mu, o aquário encarou o Aires.
— Pode continuar cuidando dele enquanto vou procurar Danita, por favor? — Pediu, algo anteriormente incomum para ele.
— Claro! Meninas me ajudam? — Mu propôs para as duas que se encontravam ali, uma forma de distraí-las, e diminuir a tensão.
Kamus deu um beijo na testa das duas, e um rápido olhar em Milo antes de sair do templo. Não tinha idéia ao certo onde Danita poderia ter ido, mas moveria cada pedra para achar a filha.
Ele foi ao seu templo, ao de leão – já que elas brincavam muito com os filhos deste – depois as arenas, até mesmo na caverna que elas os prenderam a noite anterior. Quando suas opções começavam a ficar escassas ele ouviu um baixo choro. Andou até a mureta, e pode ver a filha encolhida embaixo das escadas da arena destinadas aos dourados.
Sem fazer barulho foi até ela, sentando ao seu lado, sem pronunciar nada.
— Por que as coisas não podem ser fáceis? Eles ainda ficam tentando complicar! — Ela resmungou ciente do pai ruivo ao seu lado.
— Eles amam vocês... Viram Milo sofrer e só querem protegê-lo. — Kamus disse. Mesmo que doesse dentro de si, essa era a verdade.
— Mas se desejassem que ele fosse feliz, que nós fossemos felizes, nos deixariam em paz... Precisamos do senhor, papai Milo precisa... — Danita limpou as lágrimas rudemente, mas Kamus a impediu, não queria que ela se machucasse. Limpou as manchas de lágrimas, e puxou a filha para o colo.
— Eu mais que ninguém sei como errei, e sou imerecido, porém me nego à entregar as coisas. Quero ser feliz, vê-las crescer, e amar o homem que dá sentido a minha vida. Quero estar ao lado de vocês, mas sei que tenho que colher os frutos dos meus erros...
— Todos erraram! Não nos deixe... Fica conosco papai! — Danita disse escondendo a face na curva do pescoço de Kamus. Ela que sempre escondia as emoções, que tentava ser forte por Milo e Fahir entregavase aos medos infantis.
— Uma coisa eu prometo, não vou a lugar algum. Ficarei aqui, com minha família. Como jurei para Mia, juro para você, vou reconquistar Milo... — Kamus disse dando beijos na face da filha.
— Vou cobrar! — Ela disse se sentido melhor.
— Sim! Mas agora vamos voltar. Seu pai não está bem e temos que cuidar dele... Suas irmãs estão preocupadas com você. — Ele levantou, mas a manteve em seu colo. Não pôde carregar suas filhas nos braços quando elas eram menores – ao menos Danita e Fahir – mas nunca era tarde para corrigir as coisas.
— Sou grandinha, sei andar! — Ela resmungou, mas não fez menção de descer dos braços do pai ruivo, e sim apertou o enlaço no pescoço dele.
Não demorou em eles voltaram ao oitavo templo, e quando apontaram na porta, Fahir e Mia vieram correndo, ansiando em saber como a irmã estava.
Foram todos para o quarto de Milo, e o coração de aquário apertou ao ver o amado tão doente.
— Como ele está? — Indagou.
— Não está tão alta, mas precisar ser monitorada. Precisa de mim? — Mu era um dos mais sensatos cavaleiros e ciente de tudo que eles sofreram nas guerras, não estava ali para julgar ninguém.
— Não! Obrigado Mu, precisando lhe chamo.
— Claro! Boa noite, cuide deles. — Com essas palavras Aires saiu dali, deixando a família na privacidade.
— Meninas!
— Sim! — As três responderam ao ruivo. Elas não seguravam o sorriso por ver Kamus ali com elas e Milo.
— Ao banho, vestir pijama e cama.
— Mas pére... — Mia tentou contestar como as outras duas pretendiam, mas o olhar que Kamus deu, elas ficaram cientes que deviam obedecer rapidinho, e assim fizeram.
Kamus trocou a água de Milo assim como o pano em sua testa. Colocou mais um edredom sobre ele, e depois foi conferir as filhas. Deu um beijo de boa noite em cada uma delas, e depois que elas dormiam como anjinhos, voltou para zelar por seu amado. Não dormiu, ficou a noite toda acompanhando Milo.
Em sua mente algo era firmado, lutaria com todas suas forças por sua família, ou da qual ansiava em fazer parte. Tinha fé que a felicidade para eles era possível, e claro, juntos. Somente esperava que Milo desejasse o mesmo.
Continua...
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