Os Elos do Nosso Amor
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Boa leiuta!!
Após deixar os pais trancados; Danita, Fahir e Mia seguiram para a casa de Leão. Percy estava andando em círculos esperando para saber como tinha sido, se tivesse dado errado ia ser castigado à toa! As meninas chegaram e logo ele olhou para loirinha séria.
— E ai Dan? Como foi?
A menina olhou para ele e sorriu.
— Óbvio que saiu tudo certinho! As meninas fizeram a cena bem direitinho! Agora é só esperar! Ou aqueles dois se entendem, ou se matam! — Ela falou altiva igual ao pai ruivo, e as irmãs estremeceram ao ouvir falar que eles se matariam.
— Dan... Não vamos deixar eles se matarem, não é?! Não quero que o papai Milo morra... — Fahir disse chorosa. — Vou morrer de saudade e de tristeza... — Assim que ela disse isso Mia completou.
— E de culpa!
Danita revirou os olhos.
— Mas são tapadas mesmo! Claro que é jeito de falar... Eles vão se entender, ou vão piorar! Suas bobas! — Falou entrando no templo de Aioria. — Vamos! Estou cansada e com fome! — Falou sendo seguida pelas irmãs.
Marin estava na sala e quando as viu estranhou que àquela hora estivesse com uniforme da escola ainda.
— Onde estiveram meninas? Por que estão de uniforme ainda? — A ruiva perguntou preocupada e desconfiada. — Onde estão os pais de vocês?!
Danita mais uma vez tomou a palavras, já que as outras duas pareciam não conseguir falar nada.
— Ah tia Marin, um menino mexeu comigo e eu não gostei, falei para ele parar, mas ele não parou daí dei nele, e a diretora me colocou de castigo e as meninas ficaram comigo, daí ela ligou por papai! Para os dois! E eles foram lá, acho que vão brigar agora! Por que mandaram a gente ficar aqui! Tem algum problema?
A ex-amazona suspirou quando aqueles dois iam entender que precisavam mudar para poder cuidar direito das meninas?
— Claro meu anjo, vão tomar um banho e depois vamos jantar! — A ruiva disse carinhosa e pôs as meninas para dentro, quando Milo chegasse iria conversar sério com ele.
— Obrigada tia Marin! — As três falaram iguais e foram fazer o que ele havia ordenado. — Viu? Não sei por que são tão moles! Hunf! — Danita falou emburrada e as outras das se olharam.
— Não somos moles, fizemos tudo não foi?! Sua chata!
Logo as três estavam brigando. Mas não eram só elas que estavam se desentendendo. Dentro da mina os seus pais não estavam chegando a consenso.
–oo0oo-
Após se verem trancados naquela mina, Kamus suspirou irritado.
— O que é isso? Por que não podemos usar nosso cosmo? — O ruivo perguntou sem entender. Estava sentindo-se enganado. Fechou os olhos não querendo acreditar naquilo, voltou-se para Milo e falou indignado. — Você armou isso? — Aos fazer aquela pergunta, viu que teria sido melhor permanecer calado.
Os olhos do loiro faiscaram e ele possesso começou a falar.
— Mas é muito cinismo mesmo! Quem você pensa que é cavaleiro? Por que fez isso? Achou o que? Que merdas passaram por sua cabeça, eh? Achou que com isso iria me seduzir? — O grego perguntava e ia em direção ao ruivo que na tentativa de não brigar dava passos para trás. — O que cassete você achou que ia conseguir com isso?!
Kamus não estava gostando daquilo, ele era inocente e o loiro não podia condená-lo sem provas.
— Espere ai escorpião! Eu não fiz nada! E você não pode me julgar assim! Sem nem ao menos conversar comigo, sem ouvir meu lado! Não fui eu! — O ruivo disse altivo e sentido.
— Não posso? — Milo perguntou sinicamente. — Ah é... — Ele disse batendo na testa com a palma da mão aberta. — Só quem pode julgar sem provas e sem conversar e ponderar os dois lados é você! — O cavaleiro de escorpião falou fazendo o ruivo se sentir sem chão. — Mas pare já com essa palhaçada e essa sua cara de menino bonzinho, por que no máximo o que vai conseguir é que eu quebre sua cara!
— Eu errei, Ok! Admito isso, e viverei o resto da minha vida lamentando minha falha. Mas ao menos tente entender... Senti-me ferido e traído, e convenhamos, você nunca teve uma boa reputação. — Kamus disse, ele fazia questão de encarar o loiro, sem medo. Naqueles anos todos, no amor e convivência por Mia mudara. Sempre sentiu uma ligação grande com a menina, e agora saber que ela era sua filha – de sua carne e sangue. — O amor era maior, e podia dizer que mesmo em pouco tempo de convívio que amava igualmente Danita e Fahir.
— Oh! O grande é perfeito cavaleiro de Aquário admiti ser falho. Oohoh... Acho que vai cair uma tempestade. — Milo zombou do ruivo enquanto batia palma. — Mas é um pouco tarde para isso, e não acredito em você.
Kamus não gostou das palavras de Milo. Já não bastava a dor de saber que por culpa de seus atos matara o que tinha em melhor do loiro, sua alegria, ingenuidade e alto estima, pois o Milo de antes nada era empecilho, tudo daria certo com empenho.
— Não seja “Enfate”. — Disse entre os dentes com raiva, talvez vergonha.
— Seu... Cubo de gelo sem coração... Não venha falar algo de mim sobre infantilidade ou erros.
— Qual é? Vai me dizer que nesses nove anos não ficou com ninguém? O insaciável Milo jamais ficaria só. — Kamus disse, mas por dentro seu coração sangrava.
Tudo que ele sentiu foi o punho fechado do loiro contra sua face. Seu corpo cambaleou para trás, caindo sobre algumas caixas de madeiras vazias. Milo bufava de raiva. Seu peito subia e descia, e seus dentes mordiam o lábio inferior, sinal de descontrole.
— Seu idiota! Não merece suas filhas, nunca me mereceu. É um monstro sem coração e alma! Deveria morrer. — Gritou.
Kamus limpou o filete de sangue que saiu do canto de sua boca. Ergueu do chão, encarando perigosamente o loiro.
— Sempre tão explosivo. Ofendi a donzela virgem?
As afrontas e ações de Aquário cegaram Milo, juntando com toda magoa, raiva e dor de anos acumulados. Milo moveu com agilidade. Seus punhos fechados desferiram socos, e suas pernas golpes contra o escorpião, mas esse desviou com perfeição.
O ruivo apenas se defendia dos golpes desferidos, jamais contra-atacando o outro. Mas Kamus não estava tendo dificuldade em se defende, mesmo que anos tivesse passado, ele ainda conhecia tudo do loiro – bem – nem tudo, pois do contrário jamais teria acreditado na traição de Milo, teria conversado. Mas pessoas são falhas, e cometem erros.
— Eu o amava... Confiava em você cegamente. — Clamava escorpião enquanto tentava acertar o ruivo, alguns dos golpes eram bloqueados, outros errados, porém poucos acertavam apesar de não ter tanto impacto. — Faria tudo por você... Eu fiz tudo por você, e você me tratou pior que uma vagabunda... Um lixo.
Seus olhos ardiam. As incansáveis lágrimas começavam a brota, e a dor em seu peito, por anos disfarçando para não afeta aqueles em sua volta ou suas filhas vinham à tona.
— Mas sempre fez questão de usar sua luxuria e beleza para todos. Queria que todos fossem seduzidos por ti. Como queria que eu confiasse cegamente assim? — Disse Kamus.
Aparentemente eles iam lavar roupa suja.
Kamus sentiu suas costas doer pelo impacto, quando foi jogando contra uma vigar de madeira. Sua careta de dor, e as escoriações surgiam em sua pele alva.
Milo parou arfando profundamente, e ainda em pose de luta. Sem seu cosmo, e apenas combate físico, e o declínio emocional, ele realmente parecia em seu limite. Sua raiva estava desviando, mas a frustação era presente, pelo fato que o ruivo não revidava.
— Lute como homem. Não me faça parecer o errado que está lhe espancando sem motivo! — Gritou.
Kamus deu um riso, olhando o loiro de cima para baixo.
— Ainda continua gostoso. Será que ainda é tão bom na cama? — Kamus indagou com sorriso safado no rosto, levantando. Com olhos felinos andou elegante em sentindo ao loiro.
As falas dele assustaram Milo, que começou a recuar para trás.
— Não aproxime, fique longe! — Pediu. Suas feições mudaram de raiva para receio.
— O que foi? O fogoso Milo de escorpião vai negar fogo? — Provocou.
— Fique longe de mim seu asno sem coração. — Gritou Milo, mas na sua vã tentativa de se afastar do ruivo, acabou tropeçando, e por reflexo tentou segurar em algo mais próximo, justo na camisa de Kamus, e assim o levou junto a si. Ambos caíram no chão, e claro, com Kamus cobrindo o corpo de Milo, as respirações se chocando, e as faces próximas demais.
Kamus tinha o olhar que era uma mistura de sentimentos, entre: amor, saudade e desejo. Desejo pelo homem que amava e jamais esqueceu. Ânsia pelo perdão dele, como havia sido tolo, havia perdido tanto e como doía ver o amor de sua vida tão distante, tão magoado e sem conseguir perdoá-lo.
O loiro sentiu o corpo estremecer e o empurrou de cima de si. Mas não levantou, virou-se de lado, dando as costas para Kamus. O francês, porém, levou a mão aos fios loiros.
— Eu sei que errei, não posso voltar e mudar tudo! Mas me dê uma chance... Me deixe mostrar o quanto me arrependo! — O aquariano pediu carinhoso.
Milo sentia-se muito machucado, não queria dar chances, não queria mais ser machucado. Ouvir a voz dele tão perto, tão suave e sedutor como só ele sabia ser consigo o deixava dividido.
— Não me toque... — Pediu baixo. — Não faça isso, não me faça acreditar em você, não dá Kamus! Você me magoou demais! — As lágrimas quentes rolaram por aquele rosto, molhando a areia no lugar onde pingavam.
— Milo... Não faz assim... Não me trata desse jeito! — O ruivo pediu sentindo o cheiro tão conhecido dos cachos e do corpo do loiro sempre tão vaidoso. Tocou de leve o ombro do loiro que fechou os olhos ao sentir aquele toque, mas em seguida se levantou.
— Já disse que não é para me tocar! — Se afastou do outro e procurou um lugar pra sentar. Sentou próximo a saída e encolheu as pernas as abraçando e escondeu o rosto entre os joelhos.
Mil coisas passavam por sua cabeça, começava a sentir um pouco de frio, era noite que havia chegado e trazido com ela um céu nublado e ventos fortes que balançavam as árvores. Não sentia fome e ficou quieto em seu canto. Kamus também não se moveu, ficou ali observando aquele jeito menino do loiro. Certo tempo depois ouviu um barulho alto.
— Trovões?! — Perguntou tentando identificar que som era.
Milo se encolheu, odiava tempestades e trovões. Não queria demonstrar medo, mas Kamus o conhecia para saber que ele tinha medo. Olhou para ele, mas o deixou quieto. Logo puderam ouvir a chuva aumentar, o barulho era tão forte que não ouviam nada além do som forte do temporal e do vento. Aquele lugar estava cada vez mais frio, para Kamus não era exatamente um problema, mas para Milo era, odiava frio.
Logo gotas começaram a pingar ali dentro e em pouco tempo, havia goteiras em vários lugares e quase não sobrava lugar seco para ficarem, e assim dos dois foram obrigados a ficar juntos em um único e pequeno espaço. Milo se encolheu mais por causa do frio e Kamus acabou por abraçá-lo.
O loiro olhou para Kamus, ia dizer que não precisava, que estava bem, mas ao encontrar os olhos verdes do ruivo.
O francês ao sentir aquele olhar, tão intenso, tão Milo, não soube explicar, mas não conseguia desviar o olhar e antes que os dois pudessem pesar, seus rostos estavam próximos, suas respirações se chocavam e estavam fortes e descompassadas como as batidas dos seus corações, e involuntariamente fecharam os olhos e aproximaram os lábios.
O beijo foi urgente, saudoso e necessitado. As línguas se encontravam e apareciam se abraçar. Seus corpos sentiam um calor crescente.
A mão esquerda do aquariano encontrou a nuca de Milo trazendo o rosto dele para junto do seu, ao que sua mão direita estava nas costas dele.
Apartaram o beijo por necessidade de respirar, mas agora a sanidade os havia abandonado e voltaram a se beijar. A saudade falava mais alto e logo os dois estavam se despindo.
Seus toques eram urgentes e carregados de luxuria e desejo. As mãos de Kamus apertavam as carnes fartas do escorpião. E Milo sentia a pele fria de aquário. E nenhum dos dois quis pensar. Kamus desceu seus beijos pelo pescoço do amado e foi descendo pelos ombros mordiscando suavemente ali. Desceu as mãos ao cós da calça do loiro e a abriu, mas Milo fazia o mesmo consigo e logo os dois estavam completamente nus.
Seus corpos se tocaram finalmente quando Kamus ditou e trouxe Milo para cima de si. Beijou com vontade e ofegou sentindo o bumbum dele roçar em seu falo rijo.
— Hnn... — Gemeu arrastado. — Você é lindo, está ainda mais perfeito!
Milo percebeu o brilho predatório em seus olhos e da protuberância impressionante entre as pernas de Kamus. Jamais poderia esquecer daquele pedaço de carne, que em tantos momentos o levou ao cume do prazer, mas hoje, maduro, queria alguém mais que simples sexo, queria um companheiro para todos os momentos, e não sabia se Kamus poderia se esse alguém.
O loiro esperou o beijo, que nunca veio. Em vez disso, Kamus soprou suavemente em seu ouvido, lambendo a carne lentamente, deixando sua língua lisa deslizar os lados. Milo gemeu quando o ruivo mordeu o lóbulo da orelha, puxando delicadamente antes de liberá-lo.
Seu corpo clamava tão desesperadamente por Kamus, se não tivesse sentia que ia a loucura, se nesses anos todos já não tinha ficado louco.
— Por favor.
— Por favor, o quê, Milo? — Kamus sorriu para ele, rangendo a ereção crescente contra o loiro. Sabia que estava judiando, mas como amava tocar aquela pele, sentir o calor do corpo de Milo, sua respiração... Ainda indagava como sobrevivera tanto tempo sem a presença ardente de Milo. Ele na certa era seu “Sol”.
Milo não sabia o que ele estava pedindo exatamente. Tudo o que ele queria era liberar e tudo o que ele ansiava era tocar Kamus contra sua pele. Ele levantou seus quadris para cima, imitando o movimento de rolamento de Kamus.
— Eu não posso... Mas eu vou enlouquece... Eu... Tudo é tão confuso... — Milo encontrava-se sobre o precipício... Ao mesmo tempo em que ansiava tão desesperadamente o toque do ruivo... Não queria abrir seu coração mais uma vez e sofrer.
— Shhh... — Kamus sussurrou virou-se, sentando-se, seu pênis duro ainda tocando o pênis de Milo. Ele adorou a pele nua de Milo em uma carícia. Suas duas mãos simultaneamente esfregaram os mamilos de Milo até que franziram em gemas rígidas.
Ele mordeu o lábio para segurar os gemidos ameaçando deixar sua boca.
Kamus se inclinou para frente, sua língua esgueirando-se para apertar contra o mamilo de Milo.
Milo jogou a cabeça para trás, mordendo os lábios para evitar que qualquer gemido escapasse de sua boca.
Kamus riu quando Milo instintivamente levantou seus quadris, a necessidade de mais contato com o homem escarranchado nele. Parou abruptamente e Milo imediatamente perdeu o calor envolvendo-o. Ele queria chamar em protesto até que ele viu que Kamus com os olhos focados em si.
— Pelo Olimpo. És mais belo e sensual que antes. Ninguém jamais aqueceu minha cama ou meu corpo como você... Deixa-me lhe mostra que ainda o amo tanto, Milo.
— Kamus... — Milo não sabia o que dizer, não queria pensar, pois se fizesse isso não deixaria Kamus prosseguir, tudo que queria era sentir o toque dele.
Kamus aproximou-se do loiro, seu pênis projetando-se orgulhosamente, quase tocando seu estômago tonificado.
Milo sentiu a chama acender dentro de si. Cada célula de seu corpo suplicava por aquele homem... Como o queria. Só mais uma vez... E poderia continuar vivendo, mesmo que com os lençóis frios e sem o corpo amado a rodear o seu.
Olhou para o corpo e o pênis duro que ele achava que devia ter virando-o, mas isso não aconteceu. Lambeu os lábios inconscientemente, em antecipação. Queria saber se Kamus ainda tinha o mesmo sabor... Tão viciante.
Kamus gemeu e riu ao mesmo tempo.
— Pare com isso antes de eu atacar você. — Ele montou Milo mais uma vez.
O calor irradiado do corpo de Kamus em ondas, uma parte de Milo queria sua garganta no pênis em submissão ao ruivo e a sensação de morder quando Kamus deixou sua marca.
Ele ficou assustado com o pensamento, sua mente começa a se rebelar antes de seu corpo para obter a resistência de Kamus fora dele. Kamus permaneceu impassível em cima dele.
— Milo. — Kamus disse com firmeza. — Para com isso.
Ele lamentou, antes de cortar o som desligado abruptamente. Ele olhou para Kamus em pânico, com os olhos começando a rasgar.
— Milo... Eu não vou te machucar. Só por favor, para de lutar. — Ele se virou e Milo encontrou-se abrangendo do ruivo outra vez. — Está melhor?
— O que há de errado comigo? — Milo perguntou. — Bastar está perto de ti que tudo vira de cabeça para baixo
— O que está errado?
— Você me deixou... Eu sofri anos por ti... E desde ódio, eu ainda o amo... Não posso fazer isso. Por Zeus, preciso ter algum orgulho dentro de mim. — Milo escondeu seus olhos, não queria chorar.
— Esqueça tudo... Toda dor, perda... Solidão. Apenas me deixa amá-lo como merece, me deixa cuidar de você. Vamos juntos reescrever nossa história. — Sussurrou Kamus contra a orelha de Milo.
As mãos de Kamus continuaram a esfregar os lados de Milo, em lentos movimentos repetidos, como se acalmando um potro assustado.
— Eu... Sinto sua falta...
Kamus acariciou sua bochecha.
— Vou preenche o vazio... O amar para que lembre como é perfeito um para o outro...
Milo abaixou a cabeça para evitar que Kamus o visse corar. Suas bochechas estavam vermelhas com o calor... Sua virilha, também, com o pensamento de Kamus dentro dele. Outra novidade. Mas não bem recebida.
Kamus sorriu amorosamente acariciando o rosto de Milo. Só que ele queria beijar o sorriso ao mesmo tempo. Isso só o confundiu mais.
Milo ficou quieto. Ele olhou nos olhos de Kamus e viu o significava cada palavra que ele disse. E mesmo que sua mente se rebelava contra o pensamento de apresentar, em seu corpo revelou ter alguém assumir o comando.
Kamus olhou para o loiro. Era como se uma atração magnética só existia entre os dois. Ele nunca quis nada mais do que o menor homem deitado debaixo dele agora.
Suas mãos se moveram lentamente para baixo do corpo de Milo no peitoral esfregando as protuberâncias rosa escuro que ele tanto amava. Ele viu como Milo arqueou de volta um gemido antes de continuar a trilha descendendo.
Com pena do homem, ele mudou-se para o objeto de seu destino. Ele soprou no eixo engrossado de Milo, ao mesmo tempo em que esfregava as mãos nos quadris de Milo. Observando como um rastro de pré-sêmen começou a pender a partir da cabeça lavada, ele se inclinou para colher o líquido fora, lambendo a ponta da carne pulsante.
Milo apontou para frente, mas as mãos de Kamus seguraram sobre seus quadris e ele não conseguiu tirar o rosto dele de seu pênis duro. Ele continuou a lamber em torno dos lados do eixo de Milo, a língua persistente na veia saliente enquanto observava o arco no pescoço de Milo, olhos fechados de prazer.
Milo estava perto, e em qualquer outro momento, ele teria gostado de chupar o pênis bem na frente dele, mas teria que esperar. Ele queria que eles viessem com o seu eixo no ânus de Milo. Relutantemente, ele chupou a cabeça do eixo de Milo mais uma vez antes de tentar alcançar o frasco de lubrificante especial que ele mantinha na gaveta de cabeceira. Mas não estava em casa, e só então se lembrou.
— Não temos lubrificante, mas serei cuidadoso. — Disse quando chupou três dedos seus, os deixando encharcados de saliva.
Milo hesitou por alguns momentos antes de espalhar suas pernas mais amplas. Um rubor vermelho começou a se formar em seu peito e seu rosto corou um rosa profundo. Havia se passando muitos anos, tinha medo que não fosse mais atraente para Kamus.
— Não tenha vergonha, Milo. Você é lindo.
— Cale a boca. — Milo gemeu, o blush aprofundamento.
— Mas você é, você é lindo. — Kamus tomou os lábios de Milo em um beijo. Escorpião gemeu contra sua boca enquanto seus dedos encontraram o buraco enrugado de Milo. — Relaxe para mim. Eu não vou machucar você.
Um dedo mergulhado na fenda só para ser preso no calor forte de resistência. Ele empurrou o dedo devagar, revestindo as paredes musculares com lubrificante. Quando Milo relaxou em torno de seu dedo, ele inseriu outro, mergulhando no mais, tesourando os dedos, esticando os músculos para fora.
Milo olhou de volta, sua respiração saindo em suspiros à medida que Kamus roçou o dedo sobre o nó do aglomerado de nervos.
— Você gosta? — Ele inseriu um terceiro dedo, escorregando em seu ânus, alargando o canal apertado ainda mais.
— P-por favor, Kamus. — Milo gemeu, os olhos fechados, empurrando seus quadris para frente.
— Diga-me o que você quer, Milo.
Milo abriu os olhos. — Você. — Ele estendeu a mão para o pênis impressionante de Kamus, que pulsava de esforço. — Você.
O ruivo sorriu de canto, mas não por achar-se melhor, mas por finalmente ver nele o “seu” Milo.
Parou o que fazia e ergueu-se deitando por cima do loiro e beijou. Deixou seu falo encostar na entradinha almejada, e quando apartou o beijo, falou rouco no ouvido do loiro:
— Vou te amar ange... Te amar como merece!
O francês posicionou seu membro na entrada de Milo e com carinho e delicadeza empurrou-se para dentro de Milo. Sentiu-o tão apertado, tão manhoso, que sentiu vontade de chorar. Quanta saudade sentirá daquele homem tão lindo, tão seu!
Milo sentia-se pleno novamente em tê-lo ali. Queria estar com Kamus a tanto tempo, quantas vezes rezou para que o ruivo voltasse, mas o não fora capaz de fazer isso antes. Claro que não era de viver de passado, mas não dava para esquecer tudo que ele fizera, no entanto, naquele momento como um viciado que tem uma recaída, o grego entregava-se aos sentimentos e a Kamus.
Sentia seu amante entrar em si, e pelo tempo que não tinha ninguém, a dor era lancinante, no entanto o queria e não iria desistir.
Kamus adentrava aquele corpo, lentamente, e ao ver dor nos olhos do outro, passou a beijar-lhe o rosto, e a acariciar a fim de fazê-lo esquecer da dor. Levou a mão ao pênis de Milo começando a masturbá-lo fazendo-o gemer mais alto e realmente esquecer da dor. Sentiu-se romper as barreiras do loiro sentindo finalmente a maciez daquele corpo.
— Hnnn... Milo... Como é macio e quente mon amour. — Gemeu rouco dentro dos gemidos. Enterrou-se totalmente e esperou para que o loiro se acostumasse, tinha certa urgência carregada de saudade, mas não queria machucá-lo, não mais.
— Aaahhh... Milo gritou em um misto de dor e prazer. Kamus estava todo dentro de si, agradeceu quando o mesmo esperou que se acostumasse, já não era aquele Milo que não se importava doesse desde que o tivesse dentro de si, agora queria ser amado, e o ruivo estava fazendo aquilo de forma perfeita.
Logo se moveu dando o sinal perfeito para que Kamus entendesse seu desejo, e passasse a mover.
Seus corpos moviam sincronicamente e os dois entregavam-se aquele prazer. Milo sentia o falo de Kamus ir bem fundo em si e acertar seu ponto mágico, parecia que conhecia o caminho certo para fazê-lo delirar.
— Hnnn... Aaahhh... Kamus... Mais rápido, mais forte... Hnn...
O ruivo não tinha como não atender aquele pedido. Agora sabia bem onde queria estar, era ao lado dele, tê-lo em seus braços, e ouvir aquela melodia sempre que estivessem juntos.
O santo de aquário ia mais fundo e mais forte, mas não esqueceu de seu parceiro e fazendo uma das pernas de Milo passar por si, colocou-o de lado, sem sair totalmente de dentro dele e com certa habilidade, passou a estocá-lo e masturbá-lo a fim de que chegasse ao clímax igual consigo.
— Hnnn... Milo... Aaaah... Meu amor, que saudade! — Kamus falava rouco no ouvido do loiro.
Os dois sentiam que não iam durar mais tempo, e num gemido rouco Milo derramou-se nas mãos do ruivo, apertando o membro de Kamus.
O ruivo sentiu se quase esmagado pelo corpo do loiro, em um som gutural preenchei o escorpião com sua semente.
Suas respirações estavam descompassadas. Os olhos fixos um no outro, mas nenhuma palavra foi proferida. Os dois não queriam quebrar aquele momento, pelo menos naquele instante, onde somente os dois eram importantes, nada era preciso ser dito.
Kamus deixou o interior quente do loiro, deitando de costas contra o chão de terra, e puxou Milo para si, o abraçado. Queria manté-lo ali para sempre, e lutaria com todas as suas garras para isso acontecer.
Sem nada a ser proferindo, apenas ouvindo suas respirações e o som da tempestade eles adormeceram.
O amanhã viria, e com eles muitas coisas a serem tratadas, mas não agora.
Continua...
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