Notas iniciais
Oie... Esperamos que curtam... Que comentem... E podem matar Kamus, deixamos.
Boa leitura!!

— Ei... Milo pega leve... Sou amigo... — Aioria disse.

Os cavaleiros de ouro encontravam na arena principal do santuário. Mesmo em tempo de paz eram o dever deles treina novos guerreiros, e treinar para se manterem em forma.

Eles treinavam em pares, ao menos os que jaziam presentes; Os pares de sempre. Shaka e Mu, Saga e Kanon, Afrodite e Aiolos, Shura e Máscara e por fim Milo e Aioria, os únicos presentes.

— LARGA DE SER MOCINHA, E LUTA DIREITO PORRA! — Milo gritou ao que moveu em uma velocidade surpreendente, e com tudo que tinha cedeu um soco na face do amigo.

Surpreendido Aioria não teve nem chance de ser defender, e em seguida todos pararam com o estrondo quando o cavaleiro de Leão fora de encontro às arquibancadas causando uma cratera.

— Oh Escorpião... Se quer matar por que não vai para Hades, e derrota de novo os juízes? — Kanon gritou.

— Porra Milo... — Matteo disse em seguida.

Claro que eles entendiam a raiva do amigo. Aquele que partira seu coração estava de volta como se nada tivesse acontecido... Fazendo feridas serem reabertas, mas Milo tinha que providenciar outra maneira de extravasar seu ódio.

— Sinto muito. — Fora tudo que ele disse antes de virar sobre os pés, e sair dali. Precisava se acalmar antes que cometesse uma loucura maior, e matasse alguém.

Primeiramente ele pensou em ir para a oitava casa, mas decidiu que não seria bom ver suas filhas naquele estado, então mudou seu percurso.

Tão absorvido em sua ira, e pensamentos, não reparou que estava sendo seguido por alguém, que escondera perfeitamente o cosmo. Não demorou em que chegasse a uma encosta perto do mar, ali tina um pequeno templo ao deus do sol, Apolo. As pilastras caídas, e as plantas que nasciam entre os escombros davam um ar romântico, e tranqüilizado.

Milo sentou escorando em uma pilastra de mármore. Seus olhos azuis caíram sob o mar, àquela vasta imensidão azul que juntava no horizonte o com céu azul, de poucas nuvens.

Tão longo os belos olhos ficaram marejados, e solitárias lágrimas começaram a descer atrás da pele bronzeada.

A suave brisa fazia com que seus cabelos esvoaçassem, mas nem por isso diminuía sua dor.

Ficara ali por horas incontáveis até que se acalmara, mas nem por isso sua dor passou.

— Até quando ficara ali me espiando? Virou agora invasor de privacidade!? — A voz rouca pelo choro, e ódio ditou fria.

Foi então que Kamus deixou seu cosmo ser anunciado, e se fez presente, ainda que pelas costas de Milo.

— Não acha que deveria abaixar sua bola? Afinal, quem deveria estar ferido aqui sou eu. — Kamus disse fechando forte sua mandíbula. Para ele o único traído era ele, afinal, Milo que deitara com a serviçal, e a engravidara.

— COMO? Seu cubo de gelo imbecil. — Milo gritou ao que levantou com tudo encarando o aquariano, com olhos estreitos. — Você vai embora sem explicação... Quando tento falar contigo, diz que não conhece nenhum Milo, e depois de anos volta como se nada tivesse acontecido? Você me abandonou Kamus... Por sua culpa passei por tudo sozinho...

— Te abandonei? Milo você me traiu... E eu ainda o perdoei, voltei para você passando em cima do meu orgulho, mas não... Além de trair quem dizia amar, tinha que fazer sem usar camisinha e engravidá-la! — Kamus tinha a voz áspera. Não era esse tom, ou dessa forma que queria soar, afinal desejava acertar as coisas entre eles.

Milo ficou parado olhando para o ruivo. Seu cérebro processava o que tinha ouvido, e quando entendeu sentiu tristeza, e raiva... Tristeza, pois no final ambos saíram feridos, e raiva por Kamus em vez de conversar com ele, tentar entender, simplesmente fugiu... Como sempre tirando conclusões por si mesmo, nunca confiando no escorpião.

— Seu idiota! Asno... Você é um idiota por acreditar nas mentiras daquela mulher. Primeiro ela me dopou para ir para cama com ela, e arma a cena para você, segundo ela mentiu dizendo que estava grávida... Nunca tive nada com ela, e ela nem esta mais aqui... Eu odeio seu raciocinou, seu ar superior em achar que todos erram... Por nunca confiar em mim... Você sumiu da minha vida há dez anos. — Milo bufava, seu cosmo encontrava alterado. Sua unha do dedo crescia ficando vermelha, mais um pouco e a agulha escarlate seria utilizada.

— As coisas não são assim... — Kamus tentou dizer, mas tal foi seu erro, pois tudo que viu foram agulhas escarlates voando e se Kamus não tivesse desviado teria morrido de imediato.

— O que deu em você escorpião? Quer resolver as coisas na luta?! — Kamus perguntou irritado. — Eu não vou lutar com você Milo! Não vou! — O ruivo estava irado, mas negava-se a machucá-lo.

Afastou mais e escondeu-se atrás de uma pilastra quando o loiro sem pestanejar e sem responder mais nada, lançou novamente suas agulhas. A poeira subiu escondendo um pouco o cavaleiro de Aquário que usando sua velocidade, surpreendeu um Milo cego pela dor e desconcentrado pelo ódio.

O defensor da décima segunda casa segurou os braços de Milo, erguendo-os sobra à cabeça do escorpião fazendo-o parar.

— O que acha que está fazendo eh? Do que está falando?! – Sua respiração tremia e estava ficando irritado, descontrolado, era assim quando estava perto dele, não conseguia ser frio, se o tivesse recebido no hotel, não conseguiria resistir.

— Eu sofri e você não tem ideia do quanto! Você não sabe o que senti quando te vi naquela cama com ela! — Kamus falou tentando conter a dor que também sentia. — Você diz que o abandonei... Mas me senti traído primeiro! Então cavaleiro de escorpião, não me julgue... Não sou tão... — Iria dizer algo a mais, porém ouviu a voz de três crianças e entre elas a de sua querida Mia.

As crianças estavam em seu esconderijo ali perto e ao sair não puderam acreditar no que viam, seus pais estavam ali, brigando e quase se matando, não podiam permitir.

Danita e Fahir correram para Milo e Mia para Kamus, Percy, Anabeth e Thalia ficaram parados só olhando a cena. Estavam com medo, mas ficariam ao lado de Milo, era ele que conheciam, suas brincadeiras e seu carinho.

Fahir falou fria:

— Vai soltar meu pai quando?! – Ela não poderia permitir aquilo.

— Pai Milo... Por favor... Para! — Danita pediu chorosa, ao contrário da irmã, ver o pai daquele jeito fora de si a deixava perturbada.

— Pére... Père s'il vous plaît! It Loose... — Mia pediu quase histérica ao pai. Nunca o tinha visto tão descontrolado.

Kamus e Milo se afastaram, mas quando o Escorpião bateu os olhos na francesinha... Sentiu o chão sumir debaixo de seus pés e sua cabeça girar. Ela era exatamente a cópia fiel de Milo. Os fios loiros eram da mesma tonalidade dos seus, os olhos azuis no mesmo tom, e a expressão de nervosismo era igual a do grego. Tremendo e chorando ele ditou baixo:

— Mia?! É você meu bebê?!

Dizem que um recém nascido pode guardar a voz ou a lembrança do rosto visto uma vez ao nascer. E Mia ao ouvir a voz chorosa e olhar aqueles olhos, sentiu que o conhecia e a palavra saíra de sua boca fora.

— Pai... — Era um sussurro, mas ambos tanto Milo quanto a pequena se olhavam.

A loirinha correu para os braços do loiro e ele a envolveu com eles. Ambos choravam e Milo sentiu um misto de alegria, dor e raiva.

— O que? — Kamus não estava entendo realmente nada, apenas contemplava a cena, até que seus olhos caíram sobre as outras duas meninas, e uma confusão começou a ser forma dentro de si. — Milo de escorpião largue a minha filha! Seu mentiroso! — Kamus bradou deixando toda sua irar fluir.

Milo realmente soltou Mia, mas não deixou Kamus chegar perto. O escorpião puxou suas três filhas, e se colocou na frente deles, pronto para defendê-las.

— Sua filha? Eu nunca pensei que sua maldade fosse tanta Kamus, nunca vou perdoá-lo por me tirar Mia... Eu vou matá-lo seu verme sem coração. — Os olhos de Milo eram puro ódio, e isso fez Kamus tremer, mas ainda assim o cavaleiro de aquário buscou manter sua postura.

— Como? Você é o mentiroso aqui, vem me dizer que nunca engravidou aquela mulher, e a prova viva está trás de você... — O estado de Kamus não era diferente, aqueles dois realmente estavam pertos a matar um ao outro se algo não fosse feito.

— Não merece minha explicação... E nunca mereceu meu amor, e pensar que mesmo depois de anos meu coração ainda pulsa por alguém tão desprezível como você, mas acabou Kamus, aquele Milo que era capaz de fazer tudo por você morreu, agora vivo unicamente para minhas filhas. — A agulha escarlate apontou novamente, tal com o cosmo de Kamus tão congelasse como mortal.

— Parem com isso. — Bradou Hyoga que foi o primeiro a chegar no local.

— Não se envolva Hyoga, isso não é problema seu. — Kamus disse cego pela afronta, e o sentimento de ter sido traído, além da mentira de Milo.

— Oga leva as meninas daqui, não quero que elas vejam isso. — Milo rebateu, mas sem nunca tirar os olhos dos ruivos.

— Ah Tenha santa paciência. — Quem falou fora Fahir, a mesma se moveu puxando as duas irmãs consigo. Elas se colocaram entre Kamus e Milo. — Escutem bem os dois, vão resolver isso como adulto, e deixar as briguinhas para suas filhas. — Disse autoritária e fria. — E você. Achei que fosse mais inteligente, e tão obvio que Danita, Mia e eu somos suas filhas tal como de pai Milo. Ver ser abre seus olhos. — Completou olhando para Kamus.

— Fahir! — Danita tentou corrigir a irmã, afinal era segredo que elas sabiam que eram filhas de Kamus.

— Como? — Milo e Kamus bradaram juntamente claro por motivos diferentes.

— E verdade papai. — Mia falou olhando para Kamus.

— Fahir não tinha esse direito, em casa conversaremos seriamente menina. Agora para casa. — Milo falou em um misto do dor, raiva e vergonha. Não queria que Kamus soubesse, tinha jurado que ele nunca saberia das filhas, era a forma que encontrara para penalizá-lo por ter o abandonado.

— Não acredito a que ponto chegou Milo, estar coagindo suas filhas para a mentira, mas não usara a minha. Quero suas filhas bem longe da minha, do contrário não responderei por mim. — Disse Kamus.

Mia rapidamente moveu para perto do ruivo conhecia aquele olhar, e sabia como era perigosa.

— Père calma. — Disse tentando acalmá-lo. — Tenta escutar, é verdade pai... — Completou.

— Somos suas filhas... Fahir, Mia e eu. — Danita clamou.

— Já chega! — Milo disse quando seguiu até suas duas filhas, e pegando a mão de cada uma delas seguiu. Sentiu pesar por deixar Mia para trás, mas logo iria buscá-la para tê-la junto a sim, nem que para isso tivesse que levar o santuário abaixo.

— Estou realmente decepcionado contigo Kamus. Você realmente nunca mereceu Milo, e por mim, jamais ficaram juntos novamente. — Hyoga disse antes de virar as costas e sair dali.

— Todos aqui estão loucos. —Kamus bradou furioso. As outras três crianças saíram correndo atrás de Hyoga, deixando somente Kamus e Mia para trás.

— Precisa para de agir com a razão e deixar seu coração falar père... Mágoa papai Milo, e se fizer ele sofrer mais ainda nunca o perdoarei. — Disse Mia para mover saindo correndo dali.

— Mia... Mia volte aqui. — Gritou Kamus, mas sua filha ia longe. Todos só podiam estar loucos no santuário não tinha outra explicação. Mas ser Milo achava que ia tirar sua filha, seu tesouro estava muito enganado. Aquela guerra era para dois.

-oo0oo-

Mia correu atrás de Milo e gritou com sua voz chorosa. – Papai... Me espera! – Ao ouvir a vós dela, o escorpião parou e virou-se, e um sorriso surgiu em seus lábios. Á acolheu em seus braços e seguiu com as três para o templo de Atenas.

Ao chegar lá, encontrou Saori, Shion, e Dohko. Os três olharam para ele e para as meninas. Ficaram sem palavras ao ver a pequena loirinha que era a cópia fiel do escorpião.

— Por que Saori? Por que mentiu para mim?! – Milo perguntava magoado e ferido. — Sabia que ele a havia levado e disse aquilo para protegê-lo. — O loiro sentia-se traído. — Por quê? Me diga por quê? Ele me abandonou, ele me deixou... Ele me roubou!

— Milo... Se acalme, por favor! — Saori falou conservando sua habitual calma. — As coisas não são assim como está pensando... Sente-se e iremos lhe explicar. — Ela falou levando um pouco de paz ao grego já perturbado.

Nesse momento Kamus entrou no templo, estava enfurecido e queria sua filha. Ao vê-los ali, parou e olhou para deusa, mas antes que dissesse qualquer coisa, Shion levantou a mão o fazendo parar!

— Está na hora da verdade Milo, e isso não é só você que quer! — O mestre do santuário falou calmo e olhava de canto para o cavaleiro de Aquário. Voltou-se para o ruivo e ordenou. — Sente-se cavaleiro e conversaremos, como adultos.

Todos fizeram isso e a Deusa começou a falar. Porém, ela primeiramente se dirigiu a Kamus!

— Kamus... Você e Milo tinham um romance, e apesar de muitas brigas sempre confiaram um no outro. Mas um relacionamento assim suscita a inveja de muitos... E Akane, foi uma dessas pessoas... — Saori explicava tudo com paciência. — Ela mentiu e usou de artifícios para enganá-lo. Infelizmente conseguiu... — A moça parou e suspirou. — Milo sentiu muito pelo que aconteceu e quando você voltou ao santuário, antes de sua partida... — Ela não pode continuar, o próprio Milo tomou a palavra.

— Por que explica essas coisas? Ele deve saber! Ele roubou minha filha! — Milo falava indignado. — Vou matar você cavaleiro de Aquário! Como pode! COMO? — O escorpião gritou chegando ao seu limite.

Kamus olhava para Milo e sentiu-se agredido.

— Não me acuse injustamente escorpião! — O francês falou em resposta. — Não sei do que está falando! Mia é minha filha! Uma senhora cansada me deu ela, disse que a mãe dela havia morrido no parto e que o pai a abandonara, pois acreditou numa mentiras e a deixou... — Parou o que dizia ao entender a frase que ela dissera... Fora embora, acreditou numa mentira e nem se quer o ouviu, tornou a sentar e levou as mãos à cabeça. Estava confuso...

Milo irritado vendo que ela havia parado de falar retornou suas palavras.

— Você é muito imbecil mesmo não é?! Vem falar de julgar... Foi você que me julgou! Você que não soube conversar... Você que se acha o perfeito, o...

— Chega! — Falou Shion um pouco mais alto. — Sentem-se e tenham respeito pela Deusa! — O homem estava perturbado com aquilo, nunca os vira daquela maneira. Viu os dois obedecerem, embora Milo quisesse dizer muitas coisas.

Saori tornou a falar:

— Milo... Entendo que se sinta desrespeitado pelo que estou fazendo, mas já chega de mentiras! — Athenas falou paciente. — Kamus... Quando saiu a primeira vez, Milo sofreu, e não estou dizendo que não tenha sofrido, porém... Ele havia pedido aos Deuses, um elo... Algo que fosse um símbolo de amor... Mas os Deuses Kamus tomam suas próprias decisões! E por fim a Deusa Heres permitiu que Milo gerasse, não um, mas três lindos Bebês, na verdade três meninas, Danita, Fahir e Mia...

A deusa deu uma pausa e via que a cada palavra Kamus empalidecia muito mais e Milo parecia que ia sucumbir a tudo aquilo novamente, sabia que devia doer aquela situação, ainda mais por reviver momentos ruins de sua vida.

— Milo as carregou em seu ventre, mas ao nascer, uma delas, a mais nova foi levada... Roubada e não conseguimos achar em lugar algum... — Saori falou e chegou ao ponto em que mais afligia Milo, saber o porquê da mentira. — Pensei muito a respeito e esperei que alguém a trouxesse com vida, mas não aconteceu... — Ela suspirou. — Sabendo que Milo já estava frágil, por tudo que havia acontecido, a gravidez exigiu muito dele, e o parto fora bem doloroso. Então decide que, lidar com a morte é difícil, mas ao menos ela nos consola. Sentimos saudades, mas sabemos que é sem volta! No entanto, saber alguém longe, desaparecido, é uma dor que nunca passa... A esperança e o medo andam juntos, mas matam quem ficou devagar. — Voltou-se para Milo.

— Me perdoe Milo, mas se eu tivesse dito que ela fora roubada, você não teria vivido para Danita e Fahir, mas teria vivido a sombra da ausência e da busca, sei que se colocaria a buscá-la de forma incessante e como ficariam as outras?! Elas também precisavam de você! — Saori concluiu assim suas palavras.

Milo tentou falar, argumentar... Mas as palavras não vinham... Ela tinha razão, ele iria mesmo atrás de Mia, mas quem cuidaria das outras duas? Ficou ali calado. Já Kamus processava cada palavra, cada gesto e depois de um tempo parecia que ia reagir.

Milo tentou falar, argumentar... Mas as palavras não vinham... Ela tinha razão, ele ia mesmo atrás de Mia, mas quem cuidaria das outras duas? Ficou ali calado.

Já Kamus processava cada palavra, cada gesto e depois de um tempo parecia que ia reagir.

— Eu não acredito que não me contou Milo. Que direito tinha de me esconder sobre minhas filhas? Sempre inconsequente sem pensar em quem pode afetar. — Kamus reagiu da pior forma possível, vendo somente seu lado.

— Como? Não seja hipócrita! Você foi embora sem ao menos conversar, e quando te procurei para contar sobre a gravidez, não me recebeu... O único que não pode nada aqui é você. — Milo bradou levantado da cadeira e apontando o dedo para Kamus.

— Auto lá escorpião!

— Não tinha o direito de criar minha outra filha, você não tem direito de considerar-se pai delas... O quero bem longe delas. — Falou Milo.

- Pai calma! — Danita pediu temerosa. Não estava gostado deles brigando, não foi dessa forma que imaginou que as coisas seriam, quando encontrassem o outro pai delas, queriam a família unida.

— As coisas não ficaram assim Milo!

— O que vai fazer? De todos você e o que menos tem direito. — Milo disse confiante.

— Vamos ver o que o juiz falara... Se prepare escorpião, pois tomarei a guarda das minhas três meninas. — Kamus ameaçou sem medo.

Milo arregalou os olhos, e sentia como se seu coração estivesse sido apunhalado. Se antes uma dor gritante rugia dentro de si por tudo que Kamus fez, e agora ele matava qualquer sentimento que ainda poderia deter.

— Não, por favor! — Danita e Fahir pediram indo até Milo e agarrando a mão. —Não nós tira de pai Milo.

— Ele não fará, pois essa a guerra é para dois. Você não vai tirar minhas filhas... — Milo disse com olhos estreitos.

— Por favor, você dois precisam conversar. Ambos foram vitimas da maldade de Akane, e ambos erraram em não conversarem. Kamus, de todos você devia ser acalmar e tentar entende as coisas. — Saori disse tentando apazigua a situação.

— Veremos! Vamos Mia. — Disse Kamus movendo nos pés, contudo a menor não mostrou movimento. — Mia?

— Não... Se for tirar minhas irmãs do pai Milo, não quero mas ser sua filha. — Ela disse escondendo atrás de Milo, junto com as irmãs.

— Agora Mia. — Kamus disse autoritário, devido à raiva de saber que até Mia era contra si.

— Não grite com minha filha! — Falou Milo.

— As coisas não ficarão assim. — Disse Kamus antes de virar sobre os pés. Ele estava confuso, atormentado e com raiva, e talvez fosse melhor não levar Mia, ou uma de suas filhas consigo.

— Pai não fica assim, ficaremos contigo. — Disse Danita abraçado Milo, e tanto Fahir como Mia fizeram a mesma coisa.

— Milo tenta se acalmar, você e Kamus precisam entrar em um acordo, para bem de suas filhas. — Shion disse com toda sua sabedoria.

— Isso é difícil com aquele coração de gelo. — Milo tinha feridas profundas, Kamus realmente o magoara e o feriu, e mesmo que tivesse passado anos a feridas encontravam-se abertas.

Continua...