Os Elos do Nosso Amor
11 Capítulo 11
Notas iniciais
Boa leitura!
Era uma sexta-feira logo o recinto estava abarrotado de gente. O bar Dionísio era um dos pontos mais requisitados não só pelos cavaleiros do santuário de Athenas, mas como das cidades vizinhas. O mesmo abria de quinta a domingo, e nesse dias realmente enchia.
O espaço era grande e o espaço era dividido com diversas atrações. No lado esquerdo, mas ao fundo tinha varias vezes de sinuca, de porker e dados. No fundo em frente à entrada tinha um externo bar. Seu balcão feito da melhor madeira, com querubins, símbolos do Eros o cupido, estúpidos na mesma.
Havia cerca de quatros barman, tudo para atender o volumoso numero de clientes que achegavam. Os mesmos eram profissionais aptos que executava um chão ao preparar as bebidas o que atraiam muitos.
A música – de todos os estilos – rolava. Bastava fazer um pedido ao Dj responsável, indo pela ordem, ele deixava soar, e para isso havia no lado direito uma pista para os adapto a uma boa dança.
Mulheres, homens, casais héteros e gays se faziam presentes... E realmente certa harmonia fluía ali, parecia que quando as pessoas entravam ali deixavam a raiva, preconceito para trás. Talvez uma influência do deus patrono do bar. Dionísio o deus do vinho e da festa.
Tão logo quando três figuras adentraram o local, vários olhos caíram sobre eles, afinal eles poderiam ser colocado ao patamar de deuses do Olimpio. Seus corpos de músculos bem distribuídos, as peles tipicamente grega, bronzeada pelo belo sol. Os cabelos que caiam pelas costas.
Dois deles eram idênticos, bem, ao menos de aparência, pois de personalidade eram bem distintos. Quem não fantasiaria em ter tal beldade em suas camas, contudo, ambos tinham o que muito poderiam considera pecado. Amavam um ao outro, irmãos e amantes.
O outro era um pouco mais baixo, marcado por uma profunda amargura e uma ferida que nunca cicatrizara, em perder quem era seu grande amor, contudo ele vivia por aquelas que tornaram seu mundo.
— Vou pegar umas cervejas para nós, por que não arruma uma mesa de sinuca? — Kanon o gêmeo mais novo disse dando um selinho em Saga antes de ir para o disputado bar.
Saga deu um toque no ombro de Milo indicando uma mesa de jogo, rapidamente eles chegaram lá, e pegaram os tacos, arrumando as bolas.
— Tenho algo para ter contar, creio que merece saber, mas quero que me prometa que manterá sua cabeça fora da bunda. — Saga disse. O mesmo ainda era marcado por seus pecados do passado, mas apreendera a aproveitar chance que lhe fora dada.
— Fala logo Saga! Sabe que odeio suspense... Não mudei o fato que sou curiosidade pura. — Milo disse com um sorriso travesso, mas seu corpo estava tenso com receio do que o outro tinha de tão importante para lhe contar.
— Certo! Kamus voltou hoje para o santuário, e parece que não voltou sozinho. — Saga disse suspendendo o ar esperando a reação do escorpião.
Milo sentiu o chão sumir debaixo dos seus pés, Kamus voltou com alguém? Casado? Aquilo era tortura demais. Achava que havia aprendido a superar tudo, mas aquela notícia lhe destroçara ainda mais.
— Kamus é passado! E onde está Kanon com essas bebidas? — Não falou muito, o peito doía, mas era orgulhoso demais para mostrar sua dor, já havia se humilhado demais e se aberto demais para todos.
Saga falaria mais alguma coisa, mas preferiu se calar. Ele conhecia Milo e sabia que aquela notícia estava doendo, todos sabiam que ele não esquecera Kamus e que talvez tivesse esperança, pois até então não havia se apegado a ninguém.
— Aqui est... — Kanon acabara de chegar com as bebidas e Milo nem deu tempo dele dizer nada, pegou um dos copos com Uzzo, bebida que os loiros adoravam e virou de vez engolindo tudo e sentindo a cabeça dar um leve giro.
— Ah, preciso de mais! — Milo falou se afastando.
— O que deu nele?! — Kanon perguntou vendo o grego mais covo se afastar em busca de mais bebida. Olhava para Saga sem entender bem o que o escorpião tinha.
— Numa única palavra? — Saga perguntou dando um profundo suspiro em seguida. — Kamus!
Kanon arregalou os olhos — Você contou?! Porra Saga, era pra ele se divertir primeiro droga! Caralho! Vou atrás dele, antes que ela faça uma grande merda! – O gêmeo de Saga saiu em meio às pessoas à procura do amigo. Encontrou-o encostado na parede, parecia procurar ar para respirar.
— Milo... — Chamou devagar – Olha fica calmo ta?! Tem que pensar nas meninas, por que você sabe, ele ta de volta e logo vai saber...
— Saber?! — Milo o olhou com ares assassino. — O quero bem longe das minhas filhas, entendeu Kanon! Longe! — O grego falava frio e magoado. Desencostou-se da parede e foi até o balcão pediu mais uzzo e ficou ali mesmo por um tempo.
Sentiu um toque suave em suas costas, ao virar-se deparou-se com uma moça de sorriso cativante, por um instante teve a impressão de já tê-la visto, mas realmente não conseguia lembrar de onde, a bebida estava deixando-o sem noção.
— Boa noite mestre Milo! – Ela falou sensual, ousava com o corpo, indo para cima dele. — Aquelas palavras o fizeram sentir que aquilo era perigoso, mas por que mesmo? Precisava de alguém aquela noite e bem podia ser aquela garota tão bonita. Mas foi puxado dali por mãos que naquele instante não soube identificar. Estava bêbado, era fato.
— Me solta! — Falou com a voz um tanto enrolada.
— Caralho nenhum escorpião! Você é mais burro do que eu pensava! — Era Ikki, cavaleiro de fênix que estava ali, puxado-o, todos já sabiam da volta de Kamus, mas não sabiam como contar.
Milo sacudiu os braços com força e soltou-se dos braços dele. — Me solta sua galinha ancestral... Eu ia me dar bem e você me puxam! Qual é?! Está a fim de mim?! Acho que o pato não vai gostar muito de saber!
Ikki suspirou, de bom grado daria um murro naquele bêbado, mas além de desrespeito, teria que enfrentá-lo sóbrio depois.
— Aquela vadia que você ia pegar, é a responsável pelo fim do seu relacionamento! — O moreno falou voltando a puxá-lo pelo braço tirando-o dali.
Aquilo só poderia ser uma piada de muito mau gosto. Os deuses mais uma vez ousavam judiar de si. Ser não bastava à eterna solidão, e vazio na sua cama, agora tinha que lidar com a voltar daquele que arrancara seu coração, e a vadia que destruiria sua chance de ser amado.
Sua vontade foi de voltar lá e acabar com ela, contudo mesmo bêbado não esquecia de suas filhas, e por elas não traria desgraça para sua vida.
Desvencilhou das mãos de Fênix e tomou rumo fora do Bar. Sentiu o vendo gelado bater em sua face, mas isso não serviu para acalentar sua amargura. Sorte que era um cavaleiro, pois não tinha condições para dirigir, e nem estava a fim de arrumar um táxi. Assim, acendeu seu cosmo, não ligando se algum humano veria, e em um pisca de olhos estava nas escadarias das doze casas.
Por ser uma sexta, e além de tempo de paz muitos dos cavaleiros tinha saído para curto à noite, com seus pares. Pensa nisso fazia um dor e raiva crescer dentro de si.
Passou a subir. Milo estava cansado de afundar em sua amargura, e o ódio que sentiu por Kamus ousar volta para o santuário, o fez tomar medidas que poderia ser arrepende depois. Quando chegou na oitava casa passou direto.
Deveria parar ali, e deixar suas filhas com Afrodite, afinal não estava apto a nada, contudo a dor que rugia dentro de si não permitia analisar nenhum risco, ou sensatez. Era como ouvir sobre a volta de seu eterno amo fizesse o Milo que morrera anos atrás retorna com carga total.
Quando seus pés pisaram na décima primeira casa acendeu seu cosmo para anunciar ao recém chegado de sua presença, porém esperou e Kamus não dignara a vim lhe ver, e isso fora um erro fatal.
— O que foi grande Kamus? Não sou digno de sua ilustríssima presença?! — Gritava sem ser importar quem ouviria, estava cego pela amargura, e ódio. — Como tens coragem de volta seu imbecil?? Não bastar a dor que causou... Eh verme? Sua esfinge de gelo... Coração de pedra... Não é bem vindo aqui. Vai embora... — Sua garganta ardia pelos gritos, e seu coração terminava de quebra.
Foi quando um cosmo gélido, e forte fez presente, e o piso do templo tornou verdadeira pista de esquiar.
— Como sempre escandaloso. O que queres cavaleiro de escorpião? Nem a idade o fez criar juízo?! — A voz de Kamus era fria, e como sempre sarcástica.
Milo sentiu um calafrio percorrer sua espinha, e não era pela baixa de temperatura causada pelo cavaleiro de aquário.
Seu coração pulsou, e se amaldiçoou por isso. Podia ter passado anos, contudo seus sentimentos por seu algoz ainda regia ali. Adormecido, munido com ódio e dor, mas ainda vivo.
Kamus continuava lindo, não era mais belo que antes. Seus cabelos outrora até a cintura iam um pouco abaixo dos ombros, e a frente duas pontas grandes desciam até o abdômen. A franja lisa fazia presente. Os olhos verdes eram tão frios como antes, não, Milo poderia dizer que eram bem mais.
Os anos havia feito bem para ele, pois mesmo afastado das funções de cavaleiro seu corpo permanecia definido, e sensual, a pele de seda e os lábios finos, a verdadeira perdição de Milo.
Tão diferentes, mas o magnetismo entre os dois não acabara com os anos e a distância.
Apesar de sua aparência fria o cavaleiro de aquário sentia o coração bater mais forte. Milo estava lindo, mais lindo se é que isso era possível. O escorpião estava com o corpo mais másculo e atlético, os músculos esculpidos pelos treinos. Os fios loiros estavam mais compridos e seu rosto era a imagem da perfeição. Lambeu os lábios involuntariamente, quando seus olhos focalizaram os lábios carnudos do grego.
Aproximou-se rapidamente do loiro.
— Sei bem como calar essa sua boca malcriada! — Aquário simplesmente aproximou-se rápido demais e antes que Milo respondesse, tomou os lábios dele num beijo urgente e saudoso.
Milo sentiu as pernas fraquejarem, sentir os lábios de Kamus o fez amolecer, fechou os olhos instintivamente ao sentir o sabor único do francês. Abriu a boca ao sentir a língua quente e suave do ruivo pedir passagem. Como sentia falta daqueles lábios, daquele toque.
Mas ao se dar conta da dor, o defensor da oitava casa, obrigou-se a empurrar o outro e em seguida deu-lhe um sonoro tapa no rosto.
— Quem pensa que é? Você some e depois acha que pode chegar e me beijar?! — Milo o repeliu diante da dor, o queria, mas estava magoado demais ainda.
Kamus estreitou os olhos diante do tapa, mas riu diante daquela atitude.
— É, não mudou nada mesmo! – O ruivo falou e entrou em seu templo dando as costas ao loiro, mas um sorriso brotara em seus lábios, agora sabia que podia continuar, aos poucos talvez o reconquistasse, poderia aceitar o filho dele com a outra, desde que ele aceitasse sua Mia.
— Aonde vai?! Kamus não terminamos ainda! — O loiro falou irritado, mas o ruivo não voltou. Foi amparado por Afrodite e Carlos, que haviam visto tudo do templo do sueco.
— Me solta Di! Onde estão minhas filhas?! — O grego perguntou vencido, mas ainda mostrando-se forte.
—Escuchar a los griegos, estás borracho, mejor ir a casa, será horrible si las chicas que ve así. — Shura ditou perto grego, com a voz calma e segura.
Milo assentiu derrotado – Onde elas estão? – Perguntou cauteloso enquanto seguia com Afrodite para o templo de peixes.
— Elas estão em leão Milo! — Carlos respondeu a pergunta do amigo – Vai ficar tudo bem! — Falou dando forças a Milo.
Porém, enquanto os adultos acreditavam que elas estavam em leão, às pequenas estavam escondidas no templo de aquário. Ouviu tudo, cada palavra. Ficaram sentidas em ver Milo daquele jeito, mas Fahir parecia feliz.
— Viu Fahir... Tem dúvidas ainda? O pai Milo ainda ama o nosso pai Kamus, e temos de juntar os dois.
— Mas se vocês vão juntar eles, o meu pai não vai mais me querer! – Mia falou triste.
— Não seja boba... Seu pai te ama! E seremos nós três! — Danita tentava consolar a outra. — Você será nossa irmã, não é Fah?
A loira revirou os olhos.
— Bobas... Você é nossa irmã! — A garota falou com convicção, mas as outras duas não acompanhavam seu raciocínio.
— Não quero problemas. — Percy disse pressentindo que aquelas meninas iriam aprontar.
— Larga de ser medroso. Está tarde, cada uma vai para sua casa, mas amanha as oito na primeira casa. Iremos para nossa base secreta e traçaremos um plano. — Disse Fahir.
Assim o pequeno grupinho ser despediram. Mia entrou para o templo de aquário, claro escondida, pois seu pai imaginava que ela estava em seu quarto dormindo, já os outros três desceram para leão, aonde os demais imaginava que eles estavam.
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Milo não tinha conseguido dormi nada. Por indicação de Afrodite passara a noite na décima segunda casa, sendo confortado e ouvido pelo seu melhor amigos. Somente quando o sol raiou, e o relógio marcava um pouco mais de sete da manhã ele retornara para seu templo, pretendia ir buscar as filhas, contudo quando entrou pela porta da cozinha entrou as duas de pés, e já arrumadas.
— Milagre! Por que não dormira até mais tarde, hoje é sábado. — Disse ao que cedeu um beijo no topo da cabeça de cada uma delas.
— Ah! Temos que acordar cedo para aproveitar bem o dia, e marcamos de ir brincar com Percy e Lara em nosso esconderijo. — Danita disse arrumando a mesa, enquanto a irmã passava geléia nas torradas.
— Dan... — Fahir disse chamando atenção da irmã. — E uma base secreta por isso não ser fala sobre elas sem ser com os sócios. — Repreendeu a ruiva.
— Ou... E posso saber por que eu não sou um dos sócios? Me senti excluído agora. — Milo disse fingindo realmente está magoado. Somente suas filhas podiam trazer um pouco de paz para si, ao lado delas sentia seguro mais uma vez, mesmo que o mundo estava preste a desaba sobre sua cabeça.
— Por que é um velho. Agora se vê toma um banho, fede a cigarro e bebida. — Fahir disse. Como sempre era colocava organização nas coisas, e mostrava seu lado autoritário.
— Oh menina! Que eu saiba o pai aqui sou eu ainda. Não se coloque em seu lugar não para ver. — Repreendeu a atitude da filha. Não negava que achava fofo o jeitinho dela, mas como pai tinha que ser impor.
— Anda papi... —Fahir pediu dando pulinhos.
Milo saiu rumo ao seu quarto rindo da atitude das filhas. Elas regiam sua vida, e sem elas não seria ninguém. Quando ele não estava mais presente elas ser olharam cúmplices. Danita pegou a cesta que elas tinham feito com comida, e Fahir deixou bilhete sobre a mesa, antes de elas saírem, afinal, tinha planos para traçarem.
Já algumas casas acima, pai e filha tomavam café em plena harmonia.
Kamus estava um pouco mergulhado em sua mente, mas buscava disfarça sua clara preocupação para não afetar a filha. Ele mesmo ainda não podia acreditar que tinha voltado. Foram dez anos distantes.
Após sua ida embora da Grécia em seu último retorno voltara para a França com um pequeno presente nos braços, como ele gostava de dizer, dado pelos deuses.
Sua vida mudara, e a presença de Mia em sua vida sanara muitas feridas, e o fizera perceber que a felicidade era possível.
O frio cavaleiro de Aquário rendera seu coração a segunda pessoa em sua vida, mas com Mia deixara cair todo muro que sempre o rodeou, que nem por Milo deixara. Sua frieza, o ceticismo em acreditar que sentimentos apenas o tornariam fraco. Apreendera que o amor, família tornava as pessoas fortes, mas do que as solitárias.
Claro, aquecera seu corpo ao longo daquelas anos com alguém, mas todos os casos rápidos, aonde nem lembrava o nome da pessoa no dia seguinte, e jamais em sua cama ou sua casa, afinal, não colocaria sua filha naquilo.
Como sempre dizia para Mia, ela era a princesa de seu lar.
— Está calada hoje. Ainda chateada comigo por que mudamos!? — Kamus indagou com tom preocupado. Ele sabia que Mia não queria ter mudado, ela tinha amigos em Paris. Sim! Reconhecia tanto de Milo na pequena, que se não soubesse, diria que ela era filha do escorpião, mas tentava apela para si mesmo dizendo que isso era apenas sua imaginação.
Ás vezes sentia que Mia era um pedaço de seu grande amor, que ela estava ali para sempre lembrá-lo do seu amor por Milo, de sanar suas duvidas e dor... Até no nome lembrava o escorpião.
— Está tudo bem papai... Já fiz até amigos, vou sair para conhecer o santuário com eles.
— Amigos? Mia! Chegamos ontem, e até aonde sei estava dormindo, como fez amigos princesa!? — Indagou estranhando, mas nem de perto passava em sua mente a verdade.
A loirinha percebeu a gafe, e colocou sua mente para trabalha em uma desculpa.
— Eu acordei pai... E resolvi conhece nossa nova casa, ai encontrei três crianças. Acho que tem minha idade, então conversamos e eles me convidaram para brincar, e me mostrarei o lugar. — Disse rápido.
— Mocinha! Quando falar rápido demais e que esta escondendo algo. — A conhecia tal bem
— Olha hora! Tem que ir... Au revoir père... Não sei ser volto para almoço. — Disse dando um rápido beijo na face de Kamus, e logo saiu correndo.
— Mia... Mia voltar aqui... Diga-me que amigos são esses. Mia!? — Tentou fazê-la volta, mas ela ia longe, e ignorou seus apelos. — Garotinha! Ah... Tenho que descobrir que amigos são esses, mas antes, tenho que ir ver a deusa e o mestre. — Disse no final para si mesmo terminando de tomar seu café.
Kamus limpou tudo e em seguida seguiu ao encontro da deusa e de Shion. Ao adentrar o templo do grande mestre deparou-se com Shion e Dohko e nenhum deles parecia muito feliz em vê-lo ali.
— Bom jour, Grande mestre, Dohko! — Falou saudando os dois. — Gostaria de saber se ainda há espaço para um cavaleiro aqui!
— Sempre haverá! — Saori ditou atrás de Kamus. — Como vai Kamus?! Como está?!
Kamus a olhou com gratidão – Minha senhora gostaria de lhe contar o que passei e se considerar que seja digno então me aceite de volta.
A deusa assentiu e aquário sentou, e começou a explicar tudo, em detalhes, desde a festa até a sua partida... Da procura de Milo por si, no hotel e de como Mia entrou em sua vida.
Os três ouviram calados e ao termino do relato do ruivo, tiveram uma idéia do que ele havia sentido e passado.
— Eu sinto muito que tenha sido assim, mas acredito que você cavaleiro de aquário deve aproveitar a chance que os deuses estão lhe ofertando... Não deixe passar! — Saori falou calma.
— Muita coisa aconteceu em sua ausência Kamus... Espero que possa recuperar o tempo perdido. — Ditou Shion.
O francês nada entendeu, mas também nada ditou a respeito daquelas palavras.
— Obrigado! — Kamus agradeceu.
— Muito bem, então Kamus voltará a trabalhar comigo aqui... — Saga ou eu viajaremos em seu lugar. Seja bem vindo.
Dohko nada ditou, Apenas olhava o cavaleiro de Aquário e analisava as palavras por ele ditas. Quando Kamus se retirou, o centenário cavaleiro de Libra olhou para os outros dois e com um sorriso discreto questionou-os.
— Fui só eu que percebi ou a pequena Mia que foi tirada de Milo... Foi entregue ao francês? Notaram as semelhanças na história da mãe da garotinha?!
Shion sorriu gostoso.
— Não posso mesmo entender os deuses! — Falou e olhou para Atenas. — Desculpe minha senhora, mas não entendo que capricho foi esse! O pior será quando Milo perceber!
Saori nada ditou, estava preocupada justamente com isso... Provavelmente o cavaleiro de escorpião ficaria arrasado, enfurecido e magoado, com todos. Precisava fazer alguma coisa e rápido.
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Longe dali, próximo a área de treinamento, havia um belo jardim e não era o de Afrodite, ali tinha uma caverna, que fora descoberta por Danita e Percy que andavam colados como irmãos.
Ali dentro tinha até um pequeno lago, mas eles forraram uma toalha de mesa no chão e sobre ela colocaram a cesta com comidas e o suco que Percy havia levado. Sentados sobre ela, Mia, Danita, Percy, Thalia — Irma de menino de apenas quatro anos, e Lara. Esta última era filha da união de Saori e Seiya, e os mesmo estavam atentos enquanto Fahir dizia seus planos. A pequena falava com certa autoridade e explicava tudo que pensava e as idéias que tinha para unir os pais novamente.
Continua...
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