Os Elos do Nosso Amor
10 Capítulo 10
Notas iniciais
— Anda logo... Desse jeito chegaremos atrasadas. — Uma voz suave, mas com claro tom mandão ditou. Não tinha mais que seus nove anos. Os cabelos eram dourados, e fazia um par perfeito com os olhos verdes. Trajava um típico uniforme escolar, e ia à frente subindo vários lances de escadas.
— Fahir me espera... Poxa... — A voz infantil de Danita ecoou. A ruiva de longe era a mais delicada, e igualmente na saúde mais frágil. Com seu problema de asma não podia acompanhar perfeitamente o pique dar irmã.
Muitos no santuário indagavam como gêmeas podiam ser tão diferentes? Fahir era responsável, controladora e sempre escondia seus sentimentos, ela tomava a frente de tudo, e sentia-se uma mocinha, e que tinha o dever de ajudar o pai em tudo.
Danita era mais doce, brincalhona, sonhadora... Sempre esquecia as coisas, isso incluía as tarefas escolares, gostava mesmo era de brincar com seus amigos, conversar ou ficar jogando vídeo game com o pai.
— Já estávamos atrasadas por que você parou para ficar olhando para aqueles ursinhos bobos... Temos que fazer o almoço antes de papa chegar em casa. Anda logo lesma. — Disse Danita.
— Oi anjinhos... Como foi a aula?! — Mu indagou quando saía do templo de virgem, aonde atualmente era sua casa também, pois ficava mais ali do que em outro lugar.
— Oi tio Mu, não podemos falar agora, estamos atrasadas. — Disse à loira que regressou alguns passos para pegar a mão da irmã e impedi-la de parar e ficar conversando com o santo de Áries, que na certa ficaria horas ali. Nunca viu uma garota que amava conversar.
— Tchau. — Mu disse não contendo o sorriso. — Como podem?!
—O que amor?! — Shaka indagou quando rodeou a cintura de Aires por detrás.
— Danita e Fahir, são as combinações perfeitas de Kamus e Milo. — Disse olhando para aonde as meninas tinham subido.
— Se Milo te pega falando o nome de aquário ficará com raiva... Seja cuidadoso Mu. — O cavaleiro de virgem falou, entrando de volta para a casa, mas antes deu um tapa nas nádegas do amante.
— Sei... – Um falou com um meio sorriso.
Havia dentro do santuário um acordo, um pedido feito há alguns anos por Milo, que ninguém falaria com suas filhas sobre quem era o outro pai. Não que elas não soubessem quem era, contudo, era doloroso para Milo ouvir o nome “Kamus”, e todos respeitavam isso.
— Em um tempo de dez minutos para fazer as escadarias das doze casas, gastamos meia hora... Fahir. — Danita disse em repreensão quando colocou sua mochila no lugar destinado. Finalmente elas haviam chegado à oitava casa, o lar delas.
— Nada a ver! Você é anti-social... Temos que cumprimentar nossos tios, e vizinhos. — A ruiva disse, diferente da irmã que era perfeccionista, Danita jogou a mochila em um canto qualquer, deixou um sapato na entrada da porta, e outro foi parar debaixo de sua cama.
— Sei... Cumprimentar é uma coisa, o que você faz é outra! Parou para ficar falando de filme de terror com Mask... Quis contar tudo sobre a aula de História para Shiryu, e ainda falar de futebol com Aioria e Percy... Você não toma jeito! Anda vamos fazer o almoço... Papa chegar em quinze minutos.
Danita seguiu para a cozinha já trocada de uniforme. Não teria tempo para algo elaborado demais, então optou por estrogonofe de frango, e arroz... Algo que daria para fazer em minutos, pois tinha deixado o frango cozido.
Como as meninas estavam maiores, e estudavam na parte da manhã, Milo tinha retomado em partes suas atividades como cavaleiro, pois ele preservava cada minuto perto das filhas.
Pela manhã ele tinha uma turma de discípulo para treinar, pelo menos três vezes por semana, e nos outros dias era voluntário no orfanato no vilarejo perto do santuário. As tardes sempre estavam com as meninas, menos quando era convocado pela deusa. As ajudavam nos deveres da escola, ou fazia alguma atividade juntos.
Enquanto Danita aprontava o almoço, Fahir trocou a roupa, mas a ruiva sempre se distraia facilmente com algo. Primeiro foi ler seu e-mail, e quando resolveu ir para a cozinha, parou na sala para finalizar o jogo que tinha paralisando ontem à noite, e quando finalmente chegou á cozinha, a irmã a repreendeu.
— Agora não precisa mais! Desmiolada. — Danita disse áspera.
— Não me chama assim... Sua loira aguada... — A ruiva rebateu.
— Sem cérebro...
— Mandona.
— Elefante falante.
E nessa as duas começaram com a típica briga de irmãs. Eram como carne e osso, inseparáveis, mas isso não impedia que houvesse rixas entre elas.
— Eu vou precisar lavar a boca de ambas com sabão!? — Uma sonora voz se fez presente, e contribuiu para deixar elas paralisadas, antes de abrirem um sorriso que daria inveja ao sol, de tão radiante e saíram correndo. Pularam no colo do recém chegado.
— Papi... Como foi seu dia? Sentiu saudade? Eh? Eh?... — Fahir a mais amorosa disse toda empolgada.
— O venenoso... Como esta? Colocou aqueles pirralhos na linha? — Danita perguntou mais altiva.
Milo colocou as filhas no chão, e cedeu calorosos beijos em suas faces.
— Que recepção, desse jeito fico mal acostumado, foi tudo tranquilo, sabe que o papai aqui tira de letra... Nossa que cheiro bom! — Disse indo até o fogão olhando as panelas.
Os anos foram generosos com o cavaleiro de escorpião. Agora com 31 anos, conservava o frescor de seus 25. Seus cabelos loiros desciam em cascatas onduladas, indo até a cintura, diferente de anos atrás, agora muito bem cuidados, claro obra de suas filhas que faziam questão de cuidar do pai.
Sua pele com bronzeado perfeito, o corpo não possuía os músculos sem exageros como antes, a gravidez realmente o mudara um pouco. Não que perdera sua masculinidade.
Seu corpo era ainda mais belo, parecia ter sido moldado à mão e agora estava mais firme, sabia o que queria, embora jamais houvesse esquecido o amor de sua vida. Milo e suas filhas almoçaram e seguiram sua rotina, um banho e depois as tarefas escolares. O loiro fazia questão de ensiná-las. Quando estavam concentrados no que faziam, ouviram vozes conhecidas e as duas meninas deixaram tudo e correram em direção das vozes.
— Tio Kanon! — Falou Danita.
— Tio Saga! — Fahir disse um pouco mais contida, mas ambas abraçaram os padrinhos.
— Oi meninas! — Kanon respondeu e depois olhou para Milo. — Escuta... Que tal sair um pouco? Já falei com o Dite ele ficas com as meninas... E não diga “não” seu safado... — Kanon falava sorrindo vendo os olhos de Milo se estreitarem.
— Olá para você também Kanon... Mas podemos ver isso depois? Estávamos estudando um pouco.
— Estudando Milo? — Kanon falou indagando. — Mas hoje é sexta... Ah deixe as meninas irem brincar com o Percy e a Thalia... Enquanto nós conversamos. — Kanon falava malicioso.
As duas meninas entreolharam-se e depois olharam os padrinhos. — Nada de fazer a tarefa amanhã, isso é preguiça tio Kan! — Fahir ditou séria.
— Mas até que era bom... — Danita suspirou. — Estou cansada! — Ela falou fazendo uma carinha triste.
Contudo ainda assim ambas ficaram cada uma de um lado de Milo e pareciam até pequenos cães de guarda.
— Como vê meu pai não pode sair! — A loirinha falou puxando Milo pela mão de volta para a mesa.
Milo segurou-se para não rir, mais seu peito apertou ao ver a semelhança de atitudes entre a pequena loirinha e Kamus, Fahir era com certeza igual ao pai francês, o mesmo gênio, as mesmas atitudes, até o mesmo jeito de falar, embora tivesse a inocência da infância.
Danita seguiu os dois e sentou-se perto do pai.
— Ah tio Saga... – Ela falou baixinho. — Por que o senhor não faz seu namorado ficar quieto?! Meu pai Milo não precisa de namorada! Ele já tem meu outro pai... — Ela falou com voz grave, quase fria apesar de infantil. Seu pai Milo era de seu outro pai, mesmo que não o conhecesse ainda.
Saga e Kanon ficaram sem ação e Milo arregalou os olhos.
— Danita! — Sua voz se elevou e ela se encolheu fechando os olhos. — Onde está o respeito que eu lhe ensinei a ter por seus tios?! — O loiro falava altivo e exasperado.
— Mas é verdade pai! — Fahir falou irritada, odiava que alguém além dela brigasse com sua irmã, mesmo sendo seu amado pai.
— Não quero as duas sendo mal criadas, e sou o pai aqui... Não mandam em mim, e sim o contrário. Vão tomar banho e depois ficarão com o tio Dite. — Milo falou severo. O assunto Kamus era proibido, já era difícil ver o Francês em suas filhas, ainda mais em Fahir, então falar o nome Kamus era terminantemente um pecado.
Claro, quando as duas tinham idade suficiente para entender as coisas, Milo falou que ele as gerara por um milagre da deusa, e que elas tinham outro pai, e que este foi embora o deixando sem nem ao menos saber que tinha filhas. Contou toda história, sem esconder nada, até que elas tinham uma terceira irmã, mas que esta morrera pouco depois de nascer.
As meninas compreendiam Milo, e a devoção que tinham pelo escorpião, as faziam apoiá-lo em tudo. Claro que mesmo respeitando o direito de Milo em não contar para Kamus, ou procurá-lo, elas nutriam um sentimento pelo pai que nem conheciam.
— Sim, senhor. — Ambas disseram juntas recolhendo os matérias escolares, e dando tchau aos tios gêmeos, para irem a seus quartos ser arrumarem. Uma coisa era certa, elas não eram maluquinhas de desobedecer Milo, bem, talvez em partes.
— Não acha que depois te tanto tempo está na hora de sair de seu casulo? Tem que aproveitar enquanto é jovem, e gostoso... — Kanon disse assim que as meninas saíram. — Suas filhas são pequenas, mas elas vão crescer, vão morar sozinhas, casar e você vai ficar velho e sem ninguém. — Completou enquanto ambos sentaram ao lado do escorpião.
— Minha vida íntima não estar aberta a discussão Kanon... – O loiro grego ditou levemente irritado.
— Que vida íntima? Não acredito que tenha isso... Quando foi a última vez que transou?? Seis anos atrás não vale, depois de Alexis não o vi com mais ninguém.
— Vai ser ferrar. — Milo disse nervoso. Aquele era um assunto que odiava falar. Por que todos queriam que ele saísse, namorasse e transasse com alguém!? Ele era feliz em se canto, com suas duas princesas.
— Mi! Kanon tem razão, você precisa viver. Vamos conosco ao Dionísio hoje. Não estou falando para pegar o primeiro ou primeira e ir para cama, mas vamos lá, ouvir boa música, jogamos sinuca, e boas bebidas... Sem pressão. — Quem disse dessa vez fora Saga, um pouco mais sensato que o irmão e amante.
Milo pareceu ponderar sobre o que seus amigos diziam. Afinal, não iria arrancar pedaço seu se saísse um pouco.
— Ok! Mas nada de bancar os cupidos, vamos apenas sair e beber. — Afirmou olhando severamente para Kanon. Perdera a conta de quantas vezes ele e Afrodite tentaram arrumar alguém para ele.
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— Se aqueles gêmeos pervertidos fizerem algo com meu pai os colocarei em uma esfinge eterna. — Fahir disse com os olhos estreitos.
— Para de reclamar, pelo menos nós livramos da lição, e pai Milo é fiel ao pai Kamus. — Disse Danita.
A noite chegou rápida, Milo preparou a janta e quando estavam a mesa as duas meninas não disseram nada. O loiro não estava gostando daquilo. Elas eram falantes e alegres, e estavam quase mudas.
Chegando ao limite o escorpião parou de comer e olhando sério para as duas falou:
— Chega! Posso saber o porquê desse silêncio? — O olhar do grego era intenso.
Danita encolheu-se um pouco, mas Fahir sustentou o olhar do pai e nada ditou. Milo sentiu um arrepio percorrer seu corpo, conhecia aquele olhar, sabia bem que era por que ela discordava de algo que ele ia fazer, era assim mesmo que Kamus o olhava quando discordava dele.
Levantou e não quis mais comer nada, por que não conseguia esquecê-lo? Trancou-se no banheiro e olhando-se no espelho respirou fundo e entrou no banho, era sua forma de se acalmar.
Quando saiu do banho vestiu uma calça de couro preta e uma camisa de malha vermelha tão justa que chegava a marcar os músculos do peito. Calçou um sapatênis e deixou os cachos soltos. O perfume que usava era adocicado e ao sair do quarto viu que tudo estava limpo, as meninas haviam deixado tudo certinho e Afrodite já estava ali para levá-las a seu templo.
— Nossa! Uau... — O cavaleiro de peixes falou com a boca aberta. — Assim meu caro escorpião, não tem quem resista a esse veneno.
— Puxa pai! O senhor ta bonito demais! — Danita falou elogiando e sorrindo. — Divirta-se! — Disse se aproximando do pai e dando um beijinho em seu rosto.
— Vamos tio Dite! Quero ver filme com o tio Carlo. — Fahir falou ignorando a presença do pai.
— Isso são modos mocinha?! — O defensor da décima segunda casa ralhou. — Não vai falar com seu pai?! Olhe aqui, o seu pai sair um pouco não arranca pedaço e nem vai fazer ele deixar de te amar... — O Loiro sueco tentava fazer a pequena entender que Milo precisava viver.
— Sei... Mas vai demorar para gente ir?! — A loirinha não cedeu, não deixaria que alguém levasse seu pai.
Milo olhou para filha e ajoelhou-se perto dela.
— Fahir... Eu vou sair com meus amigos apenas... Não faça isso! — O escorpião levantou e beijou o topo da cabeça da loirinha.
Saíram da oitava casa em seguida, as meninas subiram com Afrodite e Milo desceu com Kanon e Saga que já desciam as escadas.
Fahir, Danita e Afrodite subiam as escadas devagar por conta da ruivinha não conseguir ir muito depressa. Quando estava se aproximando da décima casa, Danita parou para tomar fôlego e ao olhar para trás deparou-se com um homem que ela não conhecia. Ela o olhou e seus olhos encontraram os dele, Fahir ia falar algo, quando o viu também.
- “Nossa! Quem é esse? Ele é tão bonito!” — Ela pensou consigo.
O defensor da décima segunda casa empalideceu ao vê-lo ali. Mas logo franziu o cenho e saudou-o rudemente.
— Não esperava vê-lo mais aqui cavaleiro! — Sua vez saíra fria, era possível dizer que ele estava pronto para atacá-lo.
O homem não respondeu, trazia os braços uma criança que pareia dormir. Passou por ele sem responder e seguiu seu caminho, até a décima primeira casa.
— Quem é ele Tio Dite? — Danita perguntou. — Ele é tão bonito, acho que deixava meu pai namorar com ele!
Afrodite não respondeu a pergunta dela, mas sentiu o peito apertar. Se ele estava de volta, isso ia dar muita confusão. Chegaram à casa de peixes e encontraram Percy o filho de Aioria lá.
Ele levantou e levou as duas para o lado de fora, sentaram-se na escadaria e ficaram ali.
— Por que está com raiva Fahir? O que aconteceu?! — O menino perguntou estranhando o humor da garota, era até calada, mas estava de mau humor e ele percebia.
— O pai saiu e ela ficou chateada! — Danita, a ruivinha sapeca, respondeu calma. — Ah, Percy, você sabe sobre o cavaleiro que voltou? A gente o viu hoje... — Ela perguntou e olhou para ao amiguinho.
Percy era ruivo como Marin e tinha os olhos verdes de Aioria. Parecia muito com o pai.
— Não sei de cavaleio nenhum, mas ouvi meu pai conversar com o tio Dohko... E acho que se o tio Milo souber, vai ficar bravo com eles.
As duas olharam para o menino.
— Fala logo! Desembucha... Por que mentiriam para o meu pai?! — Fahir levantou e questionou parecendo mais irritada.
— Calma ta?! — O menino falou levantando-se também, vez ou outra os dois entravam em atrito. Discordavam de quase tudo. — Ouvi meu pai dizer que foi covardia dizer que a sua irmã Mia tinha morrido, quando ela foi mesmo seqüestrada, levada do hospital e ninguém sabe por que, ou por quem! — Ele deu uma pausa e continuou. — Então acho que vão ter que procurar ela também... — Ele referia-se ao plano delas de procurar por Kamus.
— O que? Como podem ter feito isso com papai? Eles sabem o quanto ele sofreu todos esses anos por causa de nossa irmã... E no final ela está viva e eles não fizeram nada para encontrá-la?! —Fahir falou irada. A mesma sempre era fria, e calculista, mas tinha seus rompantes de ira, e descontrole, e esse era um deles.
— Dan... Calma... Quer dizer... Sacanagem o que eles fizeram... Mas até entendo, eles quiseram proteger papai... — Danita disse com semblante triste, afinal, mesmo que não conhecesse sua irmã, a amava, e por anos viviam com a ideia que ela tinha morrido, e idealizaram como seria ser fosse as três, e não duas. Se já aprontavam muito em duas, imaginar em três.
— Não podem contar para ninguém que disse isso, pois meu pai arranca meu couro. — Percy disse já prevendo o castigo que ganharia.
— Merda. — Fahir disse.
— Não xinga, o pai não gostar... Será que devemos contar para ele!?
— Não, quer dizer... Ser falamos assim, ele vai se irar contra todos, ficara ainda mais arrasado, e nos levara para longe. Precisamos pensar. — A loira de olhos verdes disse sentando na escada ao lado da irmã.
— Já sei... Vamos lá em casa, e procuramos o registro dela, assim saberemos qual hospital nascemos, e podemos ir lá para achar alguma pista. Afinal, vamos encontrar nosso pai Kamus, podemos procurar Mia também. — A ruiva disse com olhos brilhando, mas em seguida ponderou ser estava viajando muito na ideia. — Quer dizer...
— Sim, boa ideia... Vamos. — Fahir disse levantado, e puxando Danita consigo.
— Mas tio Afrodite não vai gostar que vocês saíram sem prisão dele. — Percy disse olhando para entrada da casa de peixes. — Não posso me meter em confusão, acabei de sair do castigo por causa da última.
— Larga de ser frouxo. Tio Dite deve estar ocupado namorando com tio Carlos. Vamos rapidinho, nem vão perceber. Medroso. — Fahir disse ao que as duas a seguia alguns degraus abaixo.
Não demorou é Percy seguiu para acompanhar as meninas. Logo chegaram a casa de Aquário. E as três crianças estranharam por encontrar as luzes acesas. Sabiam plenamente que aquela casa estava vazia há quase dez anos, justo época que seu defensor fora embora do santuário.
— Ue... Quem ousou entrar na casa de nosso outro pai!? — Fahir disse com os olhos estreitos. Ah! Expulsaria rapidinho o invasor.
— O que tem meu Père?! — Uma voz em tom alegre disse, contudo os três jovens ainda não tinham visto ela.
— Ah um fantasma Fahir... — Danita disse escondendo atrás da irmã olhando para todo canto, tal igual Percy fez.
— Estou cercada de medrosos. Quem está ai? Creio que você que está invadindo a casa de nosso pai dois... Saia! — Fahir disse com postura altiva, tão similar a Kamus, ela tinha um pouco dos dois pais, mas realmente 70% era o ruivo.
Demorou um pouco, mas finalmente de trás de uma pilastra alguém saiu. Os olhos dos três: Fahir, Danita e Percy se arregalaram quando caíram sobre a pessoa. A mesma era uma menina, um pouquinho mais baixa que as duas filhas de Milo, contudo poderia ser dar a mesma idade. Seus cabelos era dourados como um sol de verão, e seus olhos como o infinito sol.
— Quem é você? — Danita indagou saindo de trás da irmã e dando alguns passos à frente, porém sem chegar tão perto da garota.
— Me chamo Mia, acabei de chegar da França com Père, digo papai... Ainda habituando ao idioma... Ah! Vocês moram aqui? Podemos ser amigos?! Quer dizer... Fiquei com medo por mudamos para cá, pois deixei todos meus amigos na França, e não sabia se teria mais crianças aqui... Por que papai é muito sério, não da para brincar com ele... E pelo que fiquei sabendo aqui só teria guerreiros... — A menina dano a falar, e não parava mais deixando os outros três pasmos.
— Alguém acha o botão de desligar!? — Fahir disse sendo bem sarcástica. — Espera... como disse que era seu nome? — Indagou ao ser dar conta de um detalhe.
— Mia, por quê? Ah como vocês se chamam? – Ela perguntou inocente.
— Sou Danita, e essa é minha irmã Fahir, e nosso amigo Percy. Sabia que tem o mesmo nome de nossa terceira irmã, bem achamos que ela estava morta, mas acabamos de descobrir que não... Legal neh, vamos sair em uma caçada para encontrá-la, quer vim junto!? — Danita indagou feliz na possibilidade de fazer uma nova amiga.
— Espera Dan. Menina, quem é seu pai?! — Fahir tinha a pura e clássica inteligência do pai aquariano, e tal logo sua mente maquinava.
— Oras, O santo dourado de Aquário. Kamus, por quê? — Ela disse, vendo que os outros três ficaram totalmente boquiabertos.
Continua...
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