Os Elos do Nosso Amor
9 Capítulo 9
Notas iniciais
Boa leitura!!
Após a noite de amor que teve com o médico, o escorpião sentiu-se bem, e querido.
No dia seguinte foi falar com a deusa, afinal apesar de ser sua vida, morava no santuário e precisava da autorização dela, pois ainda lhe devia obediência. Era um cavaleiro de ouro ainda. Saori deu permissão, Milo precisava seguir em frente, embora ela soubesse que ele ainda amava o mago do gelo.
Milo e Alexis passaram a namorar, o ruivo cuidava do loiro e de seus bebês. Ia constantemente ao santuário e chegava sempre com um presente em mãos para encontro do loiro.
Hyoga não gostava, mas era obrigado a aceitar que Milo tivesse alguém, ainda mais depois da forma como seu mestre havia agido com ele.
Três anos passaram-se, as pequeninas estavam muito sapecas e pareciam viver para tirar Milo do sério. Todos viviam para elas, ajudavam em tudo, nos cuidados, nos banhos, nas brincadeiras e na educação. Procuravam seguir o que Milo ditava para elas, mesmo por que o respeitavam muito.
O grego estava se superando — Era quase uma fortaleza. Todos acordaram entre si que não falariam no cavaleiro de aquário. Receberam Alexis e permitiram que ele fizesse Milo feliz.
Era um dia claro de sol. As pequenas tinham aniversariado a mais de dois meses e logo chegaria o aniversário do médico ruivo. Milo preparava algo particular, Hector era tímido e ele queria apenas os dois. Naquele dia Milo fora procurar Afrodite. Entrou na casa de peixes e seguiu até o quarto onde os dois amantes dormiam tranqüilos.
— Ah, quero carinho também! — Falou manhoso.
— Ah seu maledito! — Mascara da morte ditou irritado. — Vai cuidar das suas bambinas, seu bastardo Greco!
— Carlos... Magoou! — Milo falou parecendo uma criança.
O defensor da décima segunda casa revirou os olhos e afagou os cachos do amigo.
— O que houve para você vir me acordar logo cedo? — O loiro sueco perguntou.
— Di, preciso de um favor seu! – Ele falava alegre. — Daqui a uma semana é aniversário do Hector e eu queria fazer uma festa particular... Você me ajuda a planejar?! – Os olhos do loiro pareciam de uma criança.
— Claro que sim! — Mesmo que o cavaleiro de peixes quisesse, não conseguiria negar nada a ele. — Mas acho que precisamos conversar Milo. — Afrodite referia-se ao fato do tempo de namoro do amigo e do médico, e o fato de Milo fugir de algo sério com ele, precisava trazer o amigo à razão, se não dava certo que ele colocasse um fim naquilo, mas não continuasse daquele jeito.
-oo0oo-
— Dan... Vai... — Uma vozinha infantil ecoou mostrando eufórica, mas nada muito grave.
As duas crianças pareciam se divertir imensamente, mesmo que pelo horário já devessem ser encaminhadas para a cama.
— Vou te pegar monstro mal... Chua... Dimenão galaexis. — Uma ruiva de belos olhos azuis ditou movendo as mão e pernas de seu boneco de guerra.
— Quem deu essas coisas violentas para essas crianças? — Marim disse horrorizada quando chegou na sala e viu as duas pernas de seus 3 anos sentadas no tapete, rodeadas de almofadas e brinquedos parecendo trava a guerra de mil anos.
— Adivinha? — Milo gritou de dentro do quarto enquanto terminava de se arrumar.
— Já sei... Os padrinhos de signo. Esses gêmeos têm titica de galinha na cabeça. Na verdade faz mal a essas princesinhas crescerem rodeadas de brutamontes.
O escorpião riu alto, e pareceu um incentivo, pois as donas de seu coração começaram a rir juntamente. Risos cristalinos e cheios de vida. Era isso, aqueles dois anjinhos era a vida transbordando no santuário. Mas do que preencher e dar sentindo a vida de Milo, elas iluminavam cada cavaleiro e amazona, como terapia para anos de guerra, e horror.
— Querem que Tia Marim compre Barbie para vocês? — A amazona ruiva indagou abaixando nas alturas das duas meninas.
Fahir abalançou a cabeça em afirmação, mas Danita em negação.
As duas apesar de gêmeas eram muito diferentes, ao mesmo tempo iguais. Mesmo com pouca idade suas personalidades começavam a ressaltar.
Fahir era loira, e seus olhos azuis. Apesar de sua aparência gritante a do pai que as gerara, sua personalidade começava a demarca muito similar ao de certo ruivo que fora embora do santuário. Sempre mais prática, racional, mas nem por isso deixava de ser uma criança alegre, e gentil.
Quanto a Danitta, a ruivinha de olhos verdes, ria por qualquer motivo menor que fosse, era mais imperativa queria brincar o tempo todo, e tudo era motivo de festa. Era a mais carinhosa e pegajosa, porém quando estava com raiva saísse de baixo.
— Tem certeza que deixará elas com Cisne? Posso cuidar delas para você?! — Amazona se candidatou.
Milo achava graça o fato que o povo acostumado lutar para proteger Athenas, agora duelava para ficar com suas filhas. Ficava feliz, afinal, elas eram muita amadas, e cuidadas por todos. Sabia que mesmo o santuário sendo um dos piores lugares para se criar filhos, ali elas seriam protegidas, mimadas e amadas.
— Tudo bem! Hyoga é o padrinho delas, e o mesmo quer muito cuidar delas, me pede há séculos... E acho que elas também querem. — Falou aparecendo na sala. — Como estou? Comestível?
— Nossa! Arrasando! — A ruiva que agora não usava mais a dura mascara – Já que essa havia sido abolida pela deusa – disse. A mesma já estava sentada brincando com as pequenas alegremente.
— Marim... Você está fugindo de Aioria?
Milo havia se tornado mais sensível e observador depois que teve as filhas, talvez o fato de ser mais responsável, cuidadoso, afinal tinha duas preciosidade para cuidar.
— Não.
A mulher desviou a face fingindo brincar com as pequenas, mas estava estampada em sua face sua aflição.
— Cheguei... Ue! Não seria eu a cuidar delas? — O loiro de bronze indagou já com uma carranca pensando que teria que dividi as sobrinhas com alguém.
— Sim! Venha Marim, venha me ajudar com algo no quarto.
— Não precisa, está lindo... É melhor ir se não se atrasará. — Disse desviando do assunto.
— Hector é paciente me esperará. Venha. — Puxou a ruiva pela mão a levando para seu quarto.
— Hohohoho... Vou dominar o mundo. — Hyoga fez voz de vilão quando se juntou as pequenas no que parecia uma guerra.
— Nos não deixaremos. Vamos Dan... — Fahir disse enquanto segurava seu boneco de guerra com seus dedinhos gordinhos, e um sorriso belo em sua face de bochechas rosadas.
-oo0oo-
Os dois sentaram na beirada da cama, e o escorpião encarou os olhos da bela amazona de águia.
— Aconteceu algo? Aioria fez algo que a magoou? Me diz que darei um bons socos naquele asno. — Milo disse fazendo carinho nas mãos da mulher.
— Não! Ele não fez nada de errado. Eu... Estou com medo... — Sua voz soou tremulas e lágrimas crepitavam de seus olhos azuis.
Compadecido de sua amiga, e ainda namorada de seu melhor amigo a puxou dando um apertado abraço. Dando a ela o tempo necessário para que se sentisse confortável em fala.
— Tenho medo da reação de Aioria quando contar para ele que estou grávida. — Falou em baixa voz, que se não fosse as habilidades o homem nunca ouviria.
— Marim! Meus parabéns! E larga de ser boba... Oria vai subir pelas paredes de felicidade. Ele adora crianças. Não se preocupa, ele a ama e não importa a situação ficará ao seu lado. — Disse limpando as lágrimas do rosto dela.
Ficaram mais um tempo ali conversando, até que saíram, Milo despediu-se de suas princesinhas com diversos beijos, abraços, eu te amo, e claro uma bela recomendação para Hyoga.
-oo0oo-
Héctor Alexis estava bem vestido, trajava uma calça jeans preta e um a camisa social igualmente preta, seus cabelos ruivos eram curtos e estavam muito bem penteados, usava um perfume de fragrância um tanto adocicada, trazia um relógio dourado presente de Milo no primeiro ano de namoro dos dois e usava sapatos sociais pretos. Esperava por seu amado, era seu aniversário e Milo marcara ali com ele, disse que queria algo especial, e seu coração estava feliz por tê-lo e esperava que naquele dia o loiro finalmente aceitasse seu convite para morarem juntos, casar.
Quando Milo chegou, os olhos do médico o brilharam estava lindo. O escorpião trajava uma camisa social com manga três quarto vermelha, mas de um tecido leve quase transparente, uma calça social preta, que moldava perfeitamente suas coxas roliças, e suas nádegas arrebitadas.
No dedo trazia um anel com uma pedra grande de jade, a cor de seus olhos, e um cordão preto que tem pingente de três meninas, era um símbolo de suas filhas – Três — por que ele jamais esqueceria sua Mia. Um piercing de diamante na orelha, presente de Hector quando completaram um ano de namoro, no pulso um relógio grande, e sapatos sociais pretos.
O cavaleiro de escorpião sentou-se ao lado do médico ruivo e com um beijo suave, saudou-o.
— Boa noite Héctor! Feliz aniversário! — Milo falava feliz e o ruivo sentia o peito aquecer com o carinho dele.
— Obrigado meu amor! E você como está? Como foi com as meninas?! Com quem as deixou? Não ficaram com os gêmeos novamente não é?! — Alexis perguntava gentil.
Milo sorriu e respondeu com carinho.
— Meu dia foi ótimo, as meninas estão com Hyoga e bem, hoje não é dia de falarmos de rotina, certo?! — Pegou na mão dele e sorriu feliz. — Estou com fome, o que vamos comer?!
Era um restaurante italiano e pediram carpaccio e um bom vinho, o que fez o loiro lembrar de Kamus.
Ele sempre sabia o vinho certo para cada ocasião. Aquele pensamento fez seu peito apertar. Abaixou um pouco a cabeça e respirou fundo, precisava concentrar-se em Héctor e em seu carinho, seu amor. Sentiu a mão dele sobre a sua e ouviu sua voz sair num tom preocupado.
— Algum problema meu amor?! Está preocupado com as meninas?! — O ruivo fora carinhoso.
— Não, meu querido... — Milo falou baixo tentando não transparecer a dor que sentia. — Obrigado por sua preocupação, mas eu gostaria de ir a outro lugar, se não se importa.
O olhar dele era intenso, mas estava vazio e cheio de dor e Alexis percebeu, mas nada ditou, não naquele instante.
Ele pediu a conta e saíram dali em pouco tempo, foram a um hotel, esse foi escolhido por Milo que estava disposto a dar ao namorado uma noite maravilhosa.
Os dois tinham tomando juntos um longo banho na hidromassagem, mas além de beijos e suaves carícias não havia feito mais nada. Antes de consumarem seus corpos Héctor queria dar um passo antes, algo decisivo para eles.
Agora trajando apenas roupões brancos, ambos estavam sentado no meio da size cama. Milo parecia nervoso, pois via que o médico parecia ter algo importante a dizer.
— O que tinha de importante para dizer amor? — Indagou sentando mais perto do outro. Os dois estavam sentados frente a frente um com o outro, as pernas entrelaçadas, os olhares se encontrando.
— Milo... — O médico parecia inseguro, afinal o que falaria seria importante, envolvia totalmente a relação deles.
— O que foi amor? — Milo falou suave, mas tinha certa preocupação.
— Eu preciso lhe dizer algo importante. Sabes como minha profissão e importante, eu recebi uma proposta da universidade da Inglaterra que irá financiar minha pesquisa... Algum tempo venho adiando, mas finalmente resolvi aceitar. — Hector se afastou do loiro sentado na cama. Viu Milo fazer a mesma coisa. Os olhos se encararam havia tensão no ambiente.
— ... Está dizendo que vai embora? — A voz de Milo soara chorosa. Héctor Alexis era muito importante, não o queria longe.
— Não... Quer dizer sim, mas... Quero que venha comigo, vocês e as meninas... Case comigo? — Havia um brilho nos olhos do médico, mas também medo, como se não tivesse certeza da posição do outro.
— Hector... Eu... Sabe que sou um defensor de Athena, tenho deveres. – Milo ditava nervoso.
— Milo, estão em tempo de paz, e ser cavaleiro é substituível... Uma relação não... Estou o pedindo em casamento, formar uma família...
— Não posso. Tudo que sou está aqui... Talvez nós... Possamos. — Milo tentava remediar.
— Não há outra opção... Ou você aceita ou não... E pelo visto já fez sua escolha...Terminamos aqui...
— Alexis... Por favor...
— Eu te amo Milo, mas seu coração está preenchido por suas filhas, e a parte que deveria ser minha, ainda se encontra Kamus.
— Isso não é...
— Sim, eh!
Alexis sentiu-se vencido, havia feito tudo que pode, mas nada fez o escorpião esquecer o aquariano. O médico levantou e passou a colocar a roupa.
— Tudo que tive com você Milo foi bom... — Ele tentava conter as emoções. — Você me fez feliz, mas não consegui fazer você esquecê-lo. — Eu te amo muito escorpião, mas não posso amar por nós dois.
Após ditar essas palavras, Héctor Alexis deu as costas ao um loiro sem ação e saiu dali.
Milo sentiu-se perdido e lágrimas quentes desceram por seu rosto. Era a segunda vez que era abandonado e dessa vez por culpa sua.
— Héctor... — Chamou sem forças. Deixou seu corpo arriar até o chão e chorou, como há certo tempo não chorava. Encolheu-se em meio sua dor e ficou ali.
Ficou ali parado, deixando as lágrimas verterem em sua face. Seu corpo contorcia-se devido o forte soluço. Alexis era tão importante para si, sem ele, teria fraquejado, e desmoronado. Queria dar a ele o que merecia, porém seu coração não permitia.
— Maldição... EU TE ODEIO KAMUS. — Gritou com todos seus pulmões, mesmo depois de quase quatros anos ainda sentia aquele sentimento guardando dentro de si. Sua felicidade escoava em seus dedos, e era incapaz de agarrá-la.
Milo deitou na cama, deixando ser levado pelo choro e a dor. Não soube definir o tempo que ficou ali, deixando ser levado pela amargura.
Somente quando o choro cessou, e trancafiou o dor dentro de si... Dor de ser abandonado mais uma vez, levantou enxugando o rosto e voltou para aonde era seu lar.
Subiu as silenciosas escadas do santuário. E quando chegou na entrada da oitava casa, seu lar, respirou fundo puxando o ar com força para seus pulmões Somente então entrou. Encontrou Hoyga vendo TV na sala.
— Já voltou? Eu pensei... — O loiro ficou surpreso pela volta rápida do escorpião.
— Pode ir Oga... Obrigado por tudo.
Não deu espaço para o cisne questioná-lo e seguia para o lugar aonde se achavam suas preciosidades.
Entrou no quarto das filhas e as viu ali, deitadas, dormindo. Aproximou-se da cama e acariciou os fios loiros de Fahir e depois os ruivos de Danita.
— Eu amo vocês, muito... — Milo sussurrou, as duas pareceram ouvir a voz do pai e saber que não estava bem e abriram os olhos e apesar de não entenderem, ambas estenderam os braços para o loiro e ele tomando-as em seu colo, sentiu os pequenos braços o envolverem. Acabou levando-as para sua cama e deitando com elas, uma da cada lado.
— Tá tiste papa... — Ditou Danita, já Fahir deu um beijo no rosto de grego e passando os bracinhos pelo pescoço dele, tornou a abraçá-lo. O que fez Milo chorar ainda mais, pois era assim mesmo que Kamus agia, sem palavras...
Ficou ali e acabou dormindo com elas. Amanheceu com enxaqueca e procurou pelas meninas que já não estavam ali. Percorreu todo o templo de escorpião e não as achou.
— Danita! Fahir! Onde estão meninas?! — Chamava-as carinhoso, mas não as achava.
Elas não respondiam.
Dirigiu-se a porta, ia sair atrás delas, quando ouviu um risinho baixo. Sentiu certo alívio, mais ainda ouviu um. — Xiii, papai... — E não deixou de sorrir ai ver uma mãozinha apontar para si por trás do sofá. Caminhou até lá não querendo acabar com a alegria delas, sentou-se no sofá e ouviu seus risinhos abafados.
— Ah meu Zeus, onde estão minhas filhas?... Vou chorar... — Ele ditou fingindo extrema preocupação e tristeza. Logo as duas saíram de onde estavam e se jogaram sem reservas nos braços calorosos do pai.
— Num chola! — Ditou Danita e sorriu sapeca.
— Ta tiste? — Fahir perguntou até seria para uma criança.
Milo as olhou com carinho, o que diria? Suspirou e as abraçou, ainda bem que as tinha, do contrário naquele instante não conseguiria mais nada.
— Eu amo vocês... Nada é mais importante que as duas. — Disse as apertando forte. Elas eram a razão de sua vida.
— E nós papa. — Danita disse, enquanto a ruivinha afirmou com a cabeça.
— Que tal um banho quentinho, depois prepararei um delicioso café para nós, então iremos ver TV? Nos três? — Milo indagou amoroso. Não precisava de mais nada, tinha ali duas preciosidades valiosas, razão de sua existência. Colocara como meta a partir daquele momento, viveria por elas.
— Sim!! — Ambas gritaram empolgadas.
E como dito, aquele dia o escorpião tirou para bajula, mimar e curtir ao máximo suas filhas. Os três se divertiram, e somente perto delas, sendo amado e vendo seus sorrisos podia ser feliz. Milo trancara dentro do si a dor da falta de Kamus, e a perda de Mia. Seguiria em frente, por suas filhas, seus milagres.
Continua...
Fale com o autor