Notas iniciais
Tha dam!!! Dessas vezes foros rapidinho... Ohoho... Peguem as caixas de lençol, e prepara seus corações, pos irão se emocionar. Bem! Espero.
Boa leitura

Os dias vinham passando lentamente no santuário de Atena na Grécia. Todos os cavaleiros de ouro e alguns de bronze continuavam muito preocupados com Milo de escorpião. Ele não melhorava nada, desde que Kamus havia ido embora e ele descobriu-se grávido ele havia mudado muito.

Já não se via a alegria sempre tão comum nele e nem mesmo o bom humor. Estava mais magro e visivelmente abatido. Afastado de suas funções sentia-se um peso, um grande incomodo.

Naquele dia levantou-se cedo, não era seu costume, mas sabia que àquela hora, não encontraria seus amigos ali, para impedi-lo de fazer o que quisesse. Tomou um banho e mesmo sem sentir fome, decidiu que ia ao menos comer uma maçã.

Sentou-se a beira da cama e enquanto comia a maçã, inconscientemente passava a mão pela barriga e começou a conversar com a criança que trazia dentro de si.

— Oi você ta ai não é? — Começou devagar. — Acho que se seu pai Kamus estivesse aqui ele não deixaria eu comer só isso...

As lágrimas voltaram a banhar o rosto do escorpião. Mas ele tornou a falar.

— Ele é muito inteligente. Tem quem diga que é frio, mas eu bem sei que é uma capa... — Tornou a pegar na barriga. — Você não sabe o que é capa não é? É um disfarce, uma forma de enganar... Ah, bebê eu queria tanto que ele estivesse aqui, você ia se apaixonar por ele. — Riu triste ao tomar consciência novamente dos fatos que o assolavam ditou com fúria. — Mas ele não está... Ele não confiou em mim...

Levantou-se rápido da cama e proferiu com raiva.

— E você também... Por que tinha que vir me atrapalhar? Eu não quero você... Eu odeio você, queria que você morresse...

Saiu dali deixando a maçã quase toda sobre a cama. Caminhou para fora de seu templo e seguiu para a arena. Ao chegar ali, viu alguns novatos treinando e assim aproximou-se e com autoridade ofereceu-se para treinar junto a eles.

Os garotos sentiram-se honrados por um cavaleiro de ouro querer treinar com eles, sem ser seus mestres. Assentiram e então colocaram-se em posição de ataque. Vários golpes foram desferidos, o santo de escorpião ensinou-os alguns golpes. E assim passaram algum tempo até que Milo recebeu alguns golpes e pontapés que atingiram sua barriga.

Parou um pouco para respirar ao sentir-se sem ar, mas não parou que fazia. Esquecera-se totalmente de sua condição e treinava como sempre fez.

Uma hora depois sentiu dores na barriga, mas julgo-as normal, afinal tinha recebido golpes ali. Demorou ainda o que equivaleu há meia hora e então, sentindo-se um tanto cansado e indisposto, despediu-se dos meninos e voltou para casa, à medida que andava, as dores iam aumentando e sua respiração estava muito ofegante.

Entrou em seu templo e foi direto para o banho, ligou o chuveiro e quando a água bateu em seu corpo algo estranho aconteceu, sentiu uma dor muito forte na barriga, e quando deu por si suas pernas estavam banhadas em sangue que corria levado pela água.

Ficou desesperado e com certo esforço, usou seu cosmo para pedir por socorro. Não entendeu, mas um pavor tomou conta de si. Era um cavaleiro, um guerreiro acostumado com a dor, feridas ou sangue. Aquilo que sentia poderia poderiam ser nada comparados por o que já havia passado antes, porém juntando ao seu estado emocional tornava alvo descomunal, a maior dor que já sentira antes.

Elevou seu cosmo para alguém específico, em quem confiava, e a resposta veio rápida.

-oo0oo-

Seu corpo esquentava. As mãos fortes navegavam em seu corpo deflorando a pele alva, e não fazia isso delicadamente.

O ser passivo sobre o leito não gostava de ser tratado como um fraco, pois apesar de sua aparência andrógena, delicado era uma coisa que ele não era.

Eram diferentes em alguns aspectos, mas iguais em outros. Completavam-se de uma forma única.

— Carlos... Ahaha... — O loiro gemeu quando sentiu a boca pecaminosa lhe cede prazeres sublimes.

Contudo algo pareceu chamar atenção de peixe, que empurrou a cabeça do amante pedindo para parar, porém o outro não parecia a fim.

— Amore... Espere... Amore... PARE... — Gritou puxando os negros cabelos do cavaleiro de câncer.

— Lo sono quase lá amore...

— Pare. — Disse o empurrando de perto de si. — Sentiu? Milo não está bem. — Completou já levantando e vestindo sua roupa. — Você vem, ou ficar? — Indagou já saindo correndo na velocidade da luz.

Não demorou para que os dois chegassem na oitava casa. Com a respiração ofegante, não pela corrida, mas sim pelo o que fazia antes da inusitada chamada através do cosmo.

— Milo? — Afrodite chamou pelo amigo entrando na casa estava que estava à meia luz.

— Amore mio não deve ser nada... — Máscara insistiu. Não negava, estava com a ereção dolorida, e queria continua o momento íntimo com o namorado, e não está ali. Mais isso não que fosse egoísta com o estado do escorpião.

— Quieto. Milo? MILO? — Estava desesperando o amigo não respondia.

Quando eles entraram no quarto puderam ver como o mesmo estava uma zona. Os olhos dos cavaleiros buscavam o grego que não parecia em lugar nenhum.

— Aqui... Dite me ajuda... Por favor. — Uma voz choramingou em plenos prantos.

Ao adentrarem no banheiro o que serviu deixou todos abismados. Ao menos peixe e câncer abismados.

Milo chorava. Ele estava sentado no chão do Box, e abraçava seu corpo. O chuveiro ainda ligado fazia o sangue escorrer para o ralo.

— Mi? — Afrodite pareceu paralisado, talvez ver aquela cena o deixou sem saber como reagir.

Pela expressão que o loiro grego fazia via-se claramente o medo, e a dor que sentia. Parecia que sua alma estava sendo partida ao meio devido à agonia que demonstrava.

—... É minha culpa... Por que disse que o odiava, os deuses estão me castigando. — Falava com a voz trêmula.

O primeiro a reagir fora Mascara da morte que abriu o Box, puxando a roupão no amparo e envolvendo Milo no mesmo para assim o pegar no colo.

— Afrodite avise a deusa. Vamos levá-lo imediatamente ao hospital. — Câncer disse sendo prático.

Mascara da morte então usando a velocidade da luz, levou o loiro nos braços fortes até o hospital da fundação, que não era tão distante dali. Ao chegar ele foi logo atendido devido seu estado.

Milo agora estava chorando e sentindo-se arrependido de ter desejado que o filho morresse. Foi levado a um leito e ali o Dr. Palites o examinou e medicou, fez o que pode para que ele não perdesse o bebê, pois no estado em que o loiro se encontrava se tivesse um aborto só pioraria as coisas.

Enquanto o medicava tentou falar com o paciente e entender como ele chegou a tal situação.

— Milo! Vou fazer algumas perguntas e eu preciso que você responda está bem? Por favor, me conte o que houve!

O cavaleiro assentiu com a cabeça e esperou que o doutor falasse o que tinha para falar.

— Você vem se alimentando direito Milo?

— E-eu não tenho fome, doutor! — Ditou baixo e perturbado.

— Mas deveria comer... Você precisa se alimentar direito... — Falou com paciência o doutor Palites. — Bem, pedi que você não fizesse muito esforço, e sei que você foi até afastado de suas funções, então quer por favor me explicar o que houve aqui Milo?

O defensor da oitava casa olhou-o desconfiado e ao perceber o que o médico o estava acusando de machucar seu filho, ele se exaltou.

— QUEM PENSA QUE É DOUTOR, PARA ME ACUSAR DE TER FORÇADO A MORTE DO MEU FILHO?!!!

Apesar de estar acostumado à pacientes histéricos o médico não pode deixar de sobressaltar-se, e assim fora obrigado a dar-lhe um sedativo.

Antes, porém, de Milo realmente dormir, o médico perguntou mais uma vez o que tinha acontecido, e então sonolento demais para pensar, o cavaleiro de escorpião lhe explicou sobre o seu cruel desejo e a respeito do treino, com os aprendizes.

Em pouco tempo o corredor próximo ao quarto em que o loiro se encontrava ocupado por seus amigos, os demais cavaleiros de ouro, alguns de bronze, algumas amazonas, o grande mestre Shion e a deusa Atena, personificada em Saori Kido, herdeira da Fundação Kido.

Quando o Dr. Palites deixou o quarto do loiro surpreendeu-se com o carinho e a preocupação dos que ali se encontravam.

— Como ele está doutor Palites? — Saori colocou em palavras o que todos ali, gostariam de saber.

— Bem... — Começou o médico. — O Cavaleiro de escorpião não está bem e corre risco de perder o bebê, eu fiz o que pude para parar o sangramento, já que ele chegou aqui com hemorragia. Infelizmente eu não posso garantir o bem estar da criança.

O homem de meia idade pode perceber a humanidade daqueles homens quando a tristeza se fez presente em seus semblantes. Todos estavam abatidos e preocupados.

— Ele fez um esforço muito grande! — Ditou o doutor em um lamento.

— Não pode ser! Milo nem sai daquele templo! — Exclamou Hyoga.

— Infelizmente ele saiu hoje, e pelo que me disse treinou pesado com alguns aprendizes. — Respondeu o doutor.

Todos estavam perplexos, e Hyoga mais ainda, afinal aquele dia era responsabilidade dele tomar conta do ex-amante de seu mestre.

Hyoga sentiu-se falho naquele instante. Como pode ter permitido que aquilo acontecesse? Era sua culpa. Sentiu o coração apertar dentro do peito e ainda que seu semblante parecesse inalterado, seus olhos mostravam o pavor e a culpa que o invadia.

Fora Ikki de Fênix quem percebeu o olhar do loiro e ditou algo.

— Não foi sua culpa Hyoga. O loiro louco nos enganou a todos!

— É verdade! — Ditou Dohko. — Ele realmente nos enganou, e agora está prestes a perder algo que mesmo que ele ainda não saiba é muito importante para ele.

Continua...