Notas iniciais
Sim, demorou por minha culpa (Hannah), mas perdõe, foi só um pouquinho.
Espero que curtam o capítulo! Sim, caminhando para reta final.
Boa leitura!

— Kamus, as meninas chegaram? — Milo indagou entrando na cozinha. Ele tinha acabado de tomar um banho. Seus cabelos ainda estavam úmidos e trajava uma roupa de tecido leve.


— Ainda não! Liguei para Aioria, mas não atende. — Kamus disse terminando de arrumar a mesa. — E essa barriguinha linda? — Ele foi até o loiro e o abraçou por trás. Suas mãos acariciando a ventre túrgido, sentindo a energia de seu filho.


— Estávamos com fome! — Milo disse manhoso entregando-se ao carinho recebido.


— Não podemos deixar isso acontecer, tenho que manter meu amado e meu filhote alimentados. — Kamus sussurrou contra a orelha do escorpião e começou distribuir cálidos beijos.


Todavia o momento deles foi cortado quando um Leão eufórico entrou na cozinha.


— Isso é jeito de invadir a casa dos outros? E cadê as minhas filhas seu irresponsável? — Milo arranhou com o amigo, mas em tom de brincadeira.


Aioria deixou a face escura cobrir seus olhos e por sua seriedade não havia espaço para brincadeira. — Eu sinto muito! — Dava para perceber que ele sentia-se culpado.


Aioria deixou a face escura cobrir seus olhos e por sua seriedade não havia espaço para brincadeira. — Eu sinto muito! — Dava para percebe que ele sentia-se culpado.


— Aioria onde estão as nossas filhas? — Quem indagou dessa vez foi o ruivo. Sua dura expressão não dava espaço para erros.


— Fui buscar as crianças na escola, mas quando cheguei encontrei somente Percy e Thaly... Eles disseram que estavam conversando com as trigêmeas no portão, mas no pequeno momento que saíram elas sumira. Procurei em toda região perto, nada! — Aioria disse aflito.


No mesmo instante Milo segurou no braço de Kamus para evitar que caísse. Seus olhos arderam e lágrimas brotaram de seus olhos.


— Quero minhas filhas, Kamus... Cadê minhas meninas! — Sua voz era chorosa, simbolizando a dor que surgia dentro si.


— Eu lamento! — Aioria pediu abaixando a cabeça.


— Iremos achá-las! Vamos falar com Athena, e os demais cavaleiros. — Kamus disse dando suporte a Milo. Virou de frente para o amado e tomou sua face em mão. — Acalme-se mon ange... Vamos encontrar nossas filhas, eles estarão bem!


— Por que as pegaram? — Milo parecia uma desolada criança.


— Não sabemos o que aconteceu, mas iremos descobrir. Juro! As trarei em segurança para casa. — No final de suas palavras juntou os lábios do loiro sutilmente com os seus, transmitindo segurar e certeza. Moveria céu e terra, mas traria suas filhas de volta em segurança.


Rapidamente os três rumaram para o décimo terceiro templo. Como se tivesse adivinhado o ocorrido Saori e Shion esperava por eles na entrada. Partiram para o salão.


Aos poucos os demais cavaleiros de ouro, prata e bronze chegaram. Saori introduziu a situação, e todos estavam visivelmente preocupados.


— Temos que ser rápidos! Quero minhas afilhadas de volta. — Kanon ditou as palavras que todos tinham em mente.


— Alguém tem ideia de quem poderia tê-las levado? — Saori indagou.


— Akane! — Kamus disse. — Há dois meses a encontrei na cidade e parecia me seguir. Ela mostrou seu ódio por mim, e que claramente se vingaria.


— Aquela vaca! Sempre estragando minha vida! Quero ela morta! — Milo disse com claro ódio que nunca sentiu antes. Sua respiração ficou pesada e tudo começou a girar.


— Milo, precisa ficar calmo! — Shion ditou vendo o estado do loiro.


— Como pode me pedir isso? Minhas filhas estão lá fora em perigo? — Gritou. Acabou fazendo uma careta de dor ao sentir uma pontada em seu ventre.


— Escute o mestre. Mesmo que seja difícil, por seu filho no ventre, precisa se acalmar. Juro! As traremos de volta. — Shaka disse com sua voz calma.


— Cada dourado forme um grupo e saiam em busca de pista... Aquele que encontrar algo comunique aos demais. Precisamos agilizar! Quero isso solucionado antes do por do sol. — Saori ordenou firme.


— Sim! — Um coro de se fez presente, e todos começaram a dividir os grupos e rapidamente saírem em sua busca.


— Quero ir! — Milo disse com os olhos ainda úmidos.


— Preciso que esteja seguro para que possa encontrar nossas filhas. Fiquei aqui com Afrodite. — Kamus disse olhando para o santo de peixe que afirmou com a cabeça.


— Estou grávido Kamus, e não incapacitado. Posso ir atrás delas. — Milo tentou arranhar com o ruivo. Não queria ser um inútil.


— Sei muito bem que és habilidoso. Mas entenda... Estou aos cacos por nossas filhas, não poderia me concentrar se tiver que me preocupa com sua segurança. Por favor, fiquei aqui. — Aquário pediu. Todo treinamento de anos para sufoca suas emoções era útil agora, para que pudesse manter a calma necessária para encontrar as trigêmeas.


— As traga de volta! — Milo implorou abraçado Kamus e aninhando sua face no largo peito dele.


— As trarei, juro! — Disse cedendo um beijo no topo da cabeça do loiro e retribuindo o abraço.


–oo0oo-


A pequena cabana de madeira balançava diante do vento que rugia. Apesar de sol, o vento era forte e as ondas do mar uivavam avidamente. Anunciando que a noite uma tempestade bateria a porta.


Alheias a isso, dentro da humilde residência três pequenas meninas. Suas feições tão perfeitas e belas as elevavam como lindos anjos.


As mesmas encontravam-se sentadas lado a lado na cama e adormecidas. Suas mãos e pernas eram presas por grossas cordas, na ânsia de evitar uma possível fuga.


Não demorou a que a porta do lugar fosse aberta dando margens para uma mulher entrar. Essa apesar de bela carregava uma sombra de maldade e ódio, o que manchava sua alma.


Ela seguiu até as três crianças e bateu contra o pé da cama.


— Acordem preguiçosas! Suas malditas. — Era óbvio que seu ódio por elas era grande, visto que as via como o instrumento que a separou de seu maior objetivo. Akane desde anos fora obcecada pelo cavaleiro de escorpião, tanto que armou tudo para consegui-lo para si, todavia seu plano não fora perfeito, e no final apenas causou sofrimentos de várias pessoas.


— Uhh! — Danita foi à primeira acordar. Ela tentou mexer as pernas e braços, mas não teve sucesso. Suas pálpebras abriram lentamente e buscou captar tudo em sua voltar.


Viu suas duas irmãs ainda desacordas, e como ela, presas. Reparou na humilde cabana, e recuou para trás ao ver a mulher encarando-a tão duramente.


— Até que fim! Acorde suas irmãs, do contrário jogarei água quente nelas. — Akane disse afastando-se da cama. Ela andava agoniada no pequeno recinto. Parecia procurar algo.


— Uh... Pére me deixar dormir mais cinco minutos. — Mia disse negando-se a acordar. Todavia um solavanco maior de Danita a forçou abrir os olhos e igualmente Fahir.


As pequenas demoraram a se localiza, mas quando fizeram o medo tomou seus olhos. Mia reconheceu a mulher como sendo a “simpática” mulher que dera o milk-shake.


— Quem é você? O que quer conosco? — Fahir indagou.


— Quem sou eu? Seus pais deviam ser mais cuidadosos ao deixar as princesinhas a solta. — Akane disse pegando uma adaga da barra de sua saia e brincando com o objeto. — Eu sou aquela com quem Milo de escorpião devia-se casar... Vocês deveriam ser minhas filhas e não daquele ruivo frio...


— Akane, a mal amada. — Mia disse rangendo os dentes. Como pudera ser tão inocente e não ter percebido? Aquela era a culpada pela separação de seus pais no passado.


— Oh! Pelo visto sabem quem sou! Não preciso me apresentar. — Falou aproximando-se das meninas.


As trigêmeas encolheram-se tentando escapar, mas não havia saída.


— Por que faz isso? Tem que entender que papai Milo não a ama... E se você o amasse queria ver ele feliz — Danita disse tentando trazer a razão para a transtornada mulher.


— Calada! Não sabe o que é sofrer por amor... Ver a pessoa amada nem olhar para si! Eu era perfeita para ele... E me largou por... Por outro homem? E ainda teve essas aberrações. — Akane dizia para si mesmo, pois agia como se as pequenas não tivessem ali. Não precisava se um gênio para percebe que ela estava totalmente fora de sua mente.


— Dan, o que faremos? — Fahir indagou em um sussurrou somente para as irmãs ouvir.


— Precisamos sair daqui! Essa maluca não parece está brincando! — Disse tentando forçar as cordas.


— Estou com medo! — Mia disse sentido seus olhos arderem anunciando as lágrimas, das duas era a mais frágil.


— Não chore! Ficaremos bem... Nossos pais não deixarão nada acontecer conosco. Lembrem-se, eles são cavaleiros sagrados. — Danita disse a fim de tranquilizar suas duas irmãs.


— Desculpa! Por muita culpa estamos nisso. — Mia pediu.


— Foi ingênua, mas a culpa não é sua, e sim da maldade no coração dessa mulher! — Quem disse dessa vez fora Fahir.


Quando Akane saiu momentaneamente da cabana, as pequenas entraram em ação. Danita aproveitando que conseguia fluir um pouco de seu cosmo, devido o treinamento inicial com Kanon, forçou as cordas conseguia afrouxá-la. Logo que livrou suas mãos e pernas, foi ajudar suas irmãs. Precisavam ser rápidas.


Assim que elas levantaram, prontas para saírem pela porta, à mesma foi interditada por Akane, que parecia ainda mais fora de si.


— Indo a algum lugar?


–oo0oo-


Os cavaleiros procuravam pelas meninas. Logo Kamus chegou à casa de Akane, e junto com ele estava Kanon e Aioria. Bateram a porta e ninguém respondeu.


— Não tem ninguém, Kamus! Vamos procurar em outro lugar! — Kanon falou calmo tentando não perder muito tempo, ele e Aioria não eram muito pacientes.


O ruivo os olhou e antes de responder algo, ouviram uma voz atrás de si. Era uma vizinha, uma senhora. Ela olhava curiosa para aqueles homens.


— Boa noite senhora! — O francês falou calmo e educado em seu sotaque tão carregado. — Poderia me dar uma informação? Sabe a moça que mora aqui? Sabe dizer quando ela volta?!


A senhora sorriu para Kamus e fez sinal para ele se aproximar.


— Elas não estão ai há uma semana! Saíram e trancaram tudo! Ouvi uma delas fala a mais jovem... Ela disse que era perigoso e que ficaria muito próximo do mar...


Kamus sentiu o peito apertar ao ouvir as palavras, “perigoso” e “mar” na mesma frase. Mas com calma sorriu para a senhora.


— Fico grato pela sua atenção e pela informação. — O ruivo falou polidamente e se afastou. Kanon estava nervoso, e andava agora de um lado para o outro.


— O que acha que houve?! Temos de procurar perto do mar... Mas Zeus onde! — O cavaleiro de gêmeos estava perturbado e nervoso.


Eles retornaram as buscar, esperançosos que os outros tivessem tido mais sucesso nas buscas.


Aioria repassou a informação para os demais cavaleiros e pediu a senhora para avisar na vila, se caso alguém soubesse de algo, os aviassem.


–oo0oo-


No santuário, Milo não conseguia parar quieto. A ansiedade o fazia enjoar ainda mais e ele não tinha sossego. Afrodite estava com ele, mas sentia pelo amigo.


O cavaleiro de escorpião sentia um misto de medo, dor e ódio. Queria ele mesmo pegar Akane e matá-la. Não conseguia se acalmar e o choro era cada vez mais forte. Os soluços começavam a tomar conta do lugar e o desespero só o fazia aumentar.


Afrodite se aproximou e o abraçou carinhoso.


— Mi... Seu filho precisar do seu de você e suas meninas também, vai estar um bagaço quando elas voltarem, então que tal fazermos algo bem gostoso para elas comerem?


O escorpião estava abatido, mas um sorriso fraco brotou nos lábios dele, e o loiro grego assentiu e levantou indo para a casa de peixes com ele. Lá fariam algo para as meninas.


–oo0oo-


Na cabana as meninas se olharam, não sabiam bem o que fazer. Mas Danita sorriu e olhou para Akane.


— Nós?! Bem... Já que você foi tão boa conosco... Então nós vamos ter retribuir...


A menina falava calma e foi se afastando das irmãs. A mulher queria pegá-las, mas não sabia qual delas agarrar primeiro. Mia olhou para Fahir e ela sorriu.


— Não se mexe! Não agora!


A loirinha assentiu e ficou quieta ali, porém atenta às irmãs. Podia não ter passado por treinamentos, mas seu pai a ensinara a se defender. Era esperta e aprendia rápido.


Akane olhava de uma para a outra.


— Parem com isso! Ninguém vai sair daqui suas aberrações! Não adianta ficar fazendo esse joguinho idiota, não vão sair por essa porta!


Danita sorriu e sem desviar o olhar dos movimentos da mulher falou:


— Já brincou de pega-pega Akane?! Hnnn? Então vem me pegar!


Akane sentiu o sangue ferver:


— Você está aqui dentro menina tola, é óbvio que vou ter pegar! — Assim ela foi em direção à loirinha mais velha.


— Corram! Fujam agora! — Ela gritou para as outras duas.


— NÃO! — Akane gritou.


O grito dela assustou Mia, mas ela correu até a porta. Fahir fez o mesmo, mas a mulher correu para elas.


Danita queria impedir e mais uma vez usou seu cosmo e logo uma cadeira bateu contra a sequestradora a fazendo cair. Com raiva a mulher olhou para menina e ditou fria!


— Vão mesmo e deixem ela... Mas nunca mais vão vê-la! — Levantou e como as duas haviam parado foi rápida tentando pegar elas. — Vão embora suas duas palermas! Eu sou a mais velha e eu estou mandando!


As meninas estavam indecisas, e vendo Akane se aproximar Mia olhou para Fahir e disse:


— Nos três você abre a porta e a gente sai!


A mulher veio devagar, as meninas mostravam-se assustadas e Danita procurou por algo com o qual pudesse bater nela. Foi quando se lembrou da cadeira e tentou fazê-la ir contra ela novamente, mas não conseguiu.


Akane chegou à porta, no entanto Mia e Fahir a abriram e correram a fazendo ir atrás delas, Danita preocupada, foi atrás delas, e as duas corriam por cima dos rochedos, para elas era mais fácil, eram crianças, mas para Akane era mais perigoso.


— O que foi? Não consegue nos pegar sua velha?! — Mia perguntou desafiadora.


— Deixa-a, Mia... Ela mal consegue andar, e como é que ela queria que o papai Milo gostasse dela... Sinto muito, mas você é muito feia!


— Ahhhh... Suas pestes! Eu vou pegar vocês! — Ela gritava e distraída não se dava conta de que Danita estava ali também, ela observava a situação e aproveitava para ver por onde elas podiam sair dali e fugir.


Quando Akane corria para pegar Fahir, Mia ficava atiçando e chamando. Isso a fazia enlouquecer. Mas logo um sorriso brotou em seus lábios, as meninas chegavam ao um ponto que não poderiam mais sair e isso a faria pegá-las.


Danita vendo isso gritou por ela, chamando a atenção para si.


— O que foi Akane? Desistiu de mim?!


A mulher sentiu um podia ainda mais crescente, entretanto um sorriso malvado brotou em suas lábios.


— Claro que não! Pode assistir suas irmãs caírem e morrerem! — A maldade e a fisionomia de triunfo estavam estampadas em seu rosto.


A loirinha mais velha sentiu o peito doer, tinha que ajudá-las a sair dali, mas como? Por instinto a pequena correu até a mulher e a puxou com força, fazendo-a ir para trás, a mulher se desequilibrou e puxou os fios loiros de Danita e ambas caíram sobre as rochas.


A filha de Milo levantou rápido, mas estava machucada, porém Akane segurou ela e falou fria.


— Acha que vai escapar dessa? Não mesmo!


Desferiu tapas no rosto da menina e as outras duas se desesperaram.


— Não bate na minha irmã!


No entnato Danita considerava aquilo como uma luta e logo soltou-se dos braços dela e assim começou a duelar. Passou a se concentrar e a controlar melhor seu cosmo.


Assim passou a desferir golpes contra Akane que mesmo sendo adulta, não conseguia lutar contra a menina com facilidade.


As duas se enfrentavam, até que Mia vendo Kamus ao longe, gritou desesperada:


— Peré!


— NÃO! — Akane gritou irada, não podia ser... Aquele francês não ia atrapalhar seu plano!


Danita ao ouvir Mia chamar o pai sorriu, agora estariam salvas, mas nesse instante distraiu-se e Akane pegou-a e foi para a beira do rochedo. Abaixo o mar batia furioso nas pedras, a noite já havia chegado e com isso a lua tornava-se a única luz no local.


Ela andava para trás com uma pequena faca nas mãos.


— Sorria agora sua aberração! — Ela disse sentindo-se vitoriosa.

Danita tentava soltar-se, estava com medo, mas queria mesmo era escapar.

Akane a puxou ainda mais para si e deu um passo para trás, no entanto não tinha mais para onde ir. Sabia que seu destino seria a morte, contudo não morreria sem castigar aquele que a fez sofrer.

— Papai... — As pequenas gritaram por Kamus. A tensão era forte no ar.

— Por sua culpa... Seu amado Milo o odiara para sempre, por que por sua culpa sua preciosa filha morreu! — Akane gritou fúria.

Ela jogou o corpo para trás e puxou consigo Danita. Mia e Fahir gritaram e as lágrimas banhavam seus olhos.

O corpo de Akane começou a cair do penhasco juntamente com a da menina. Agindo friamente, Kamus usou sua velocidade como cavaleiro, não sendo captado a olho nu. Quando todos seguraram suas respirações. Com apenas uma das mãos o ruivo agarrou a mão da filha e a puxou para cima.

A pequena com lágrimas abundantes em seus olhos encolheu-se nos braços de Kamus quando este a trouxe para perto.

— Shi... Está tudo bem minha princesa! Papai está aqui. — Kamus disse gentil limpando as lágrimas do rosto de Danita. Sem largá-la, o ruivo virou para as outras duas, e abriu os braços para elas. As pequenas correram até o pai sendo protegidas por seus fortes braços.

Aioria que se encontrava junto, manteve certa distância respeitando o momento entre eles, assim como alguns outros cavaleiros que chegaram no local.

— Eu as amo pequenas, e juro, nunca mais deixarei alguém machucá-las, nunca mais! — Ele disse. Seu coração sentia um imenso alivio por ter suas filhas em seus braços. O medo que sentira de perdê-las fora descomunal.

— Também te amamos, pére! — Mia disse pelas três.

— Vamos para casa!

–oo0oo-


— Não acha que é muita comida? — Afrodite perguntou encarando a mesa que o amigo escorpião preparara.


— Algum problema com isso? — O loiro indagou felino.


— N-não... — O peixe disse gaguejando enquanto olhou para a mesa.


Milo tinha ajeitado a mesa de maneira pomposa. Tinha: pão, torrada, geléia, manteiga, suco, leite, café, queijo, presunto, bolo, biscoito, croissant, rocambole... Entre outras delícias da culinária. Em vez de comida pra cinco pessoas, escorpião tinha preparado para um verdadeiro batalhão.


Afrodite entendia, o amigo estava nervoso, e ele viu no ato de cozinhar ou preparar a mesa farta, uma forma de se distrair e não pirar.


— Pronto! Ou talvez devesse fazer uma omelete? — Perguntou pensativo.


Afrodite estava pronto para retrucar quando o grito infantil o cortou. A porta foi aberta em um estrondo e três figuras entraram.


— Pai... — As trigêmeas gritaram abraçando Milo, e por pouco não o derrubaram no chão.


— Meninas cuidado! Papai Milo está grávido! — Kamus advertiu entrando na cozinha, mas sua face não carregava expressão dura, e sim, um suave sorriso. Era caloroso ver sua família junta em segurança.


— Ah minhas queridas! Senti a falta de vocês... Papai as ama muito, muito... — Milo disse distribuindo beijos na face das três garotas e conferindo se elas não tinham se ferido.


— Estamos bem papai! — Fahir disse tranquilizando o loiro. Em parte ainda carregava certo medo, todavia em seus corações elas sabiam que estavam seguras com seus pais.


— Que tal os três irem tomar um gostoso banho? Vejo que Milo preparou uma mega banquete para nós. — Kamus disse amável.


As três concordaram com as cabeças, e após darem beijos na face de Milo e Kamus saíram correndo para o quarto.


Milo levantou do chão e seguiu até o ruivo sendo recebido pelos fortes braços do amado.


— Obrigado! — O escorpião disse afundando sua face na curva do pescoço de Kamus.


— Eu o amo Milo, a você e nossas filhas, e juro, jamais permitirei que nada os machuque! — Disse com seu sotaque carregado e tomando a boca do loiro em um beijo antes que ele pronunciasse algo.


Afrodite sentindo que estava sobrando, saiu na calada do templo de escorpião para dar a notícias para os demais que tudo estava bem e deixar a família curtir o momento.


Depois de toda preocupação e medo, eles finalmente podiam colher os louros da felicidade e do amor que rendia seus corações.


Continua...